O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Houve uma altura em que pensava que Mourinho não era um treinador, mas um vencedor.

Desse por onde desse, jogasse bem ou jogasse mal, equipa de Mourinho era equipa que ganhava jogos e coleccionava títulos.

O Chelsea não era campeão há décadas: foi bicampeão com Mourinho. O Inter não era campeão europeu há quase meio século: voltou a sê-lo com Mourinho...apesar do Barcelona e do Bayern.

Foi, curiosamente, ao chegar ao topo que o ciclo começou a dar sinais de se inverter.

Três épocas no Real Madrid, um título de campeão constitui um bom saldo, mas fica aquém das expectativas.

Noutros tempos, aquelas três primeiras oportunidades desta noite teriam sido outros tantos golos. Similarmente, a copiosa derrota de há uma semana teria sido improvável noutras épocas.

No final do jogo de hoje, perpassou algum desalento e um certo ar de despedida.

Para qualquer outra equipa, um percurso até às meias-finais da Champions seria positivo. Mas o Real é o Real. Só Mourinho já não parece ser tão Mourinho.

Mas, atenção, Mourinho continua a ser muito bom. Sucede que, afinal, também é humano.

Isto se dúvidas tivesse havido...

publicado por Theosfera às 23:20

O cidadão contribui cada vez mais para o Estado. E, em contrapartida, o Estado contribui cada vez menos para o cidadão.

Ao contrário de Jesus, que transformou o pouco em muito, o Estado está a transformar o muito em pouco.

Olhando para a saúde e para a educação, uma pergunta avulta: será possível fazer mais com menos?

A matemática atesta que mais por menos dá menos.

Resta-nos a esperança de que a matemática já não seja o que costumava ser...

publicado por Theosfera às 10:42

Pela forma como se procura a felicidade se conhece o carácter de uma pessoa.

Pelo menos, era o que pensava Stendhal: «Chamo carácter de um homem à sua maneira habitual de ir à caça da felicidade».

Há quem a procure sem os outros, contra os outros ou à procura dos outros.

Mas essa é a fórmula da felicidade infeliz e o caminho para a felicidade infelicitante.

A felicidade é uma posse que resulta de uma dádiva, um encontro que só ocorre após insistente procura!

publicado por Theosfera às 10:38

As comparações são odiosas. Mas acabam também por ser inevitáveis.

A educação é melhor hoje?

Há respostas para todos os gostos, mas que não chegam para apagar um indisfarçável desgosto.

Há quem pense que outrora se preparava melhor os poucos que estudavam.

Em causa está sobretudo a língua portuguesa, a matemática e a história. Há muita gente escolarizada (e até diplomada) que exibe muitas lacunas nestes domínios.

Hoje parece que o destaque está mais na inteligência técnica do que na inteligência teórica. O objectivo parece ser mais integrar do que seleccionar.

Esta insatisfação até pode ser fecunda. É sinal de que melhor (afinal) é possível!

publicado por Theosfera às 10:21

Uma combinação entre duas tendências ameaça obscurecer a paisagem dos nossos dias: ideias genéricas e muita presunção.

O que pode advir daqui? Goethe não hesitava: «Ideias genéricas e uma grande presunção estão sempre em via de causar uma terrível desgraça».

Esperemos que, no limite, não caiamos no abismo para onde nos estão a empurrar!

publicado por Theosfera às 10:10

Muito conquistamos quando procuramos a verdade.

Muito (quase tudo) deitamos a perder quando pensamos que a possuímos e nos atrevemos a impô-la.

Zubiri alertava que importante não é possuir a verdade, mas deixar-se possuir pela verdade.

E Montaigne observou: «Nascemos para procurar a verdade; pertence a um poder maior possuí-la».

Só Deus é a verdade!

publicado por Theosfera às 10:05

«É mais difícil ferir a nossa vaidade justamente quando foi ferido o nosso orgulho».

Nietzsche tinha (alguma) razão: a ferida no orgulho patenteia, amiúde, o sem-sentido da vaidade. Sobretudo a vaidade de presumir que todos nos veneram.

Às vezes, uma ferida dessas pode ser uma terapia. Por muito que doa!

publicado por Theosfera às 10:00

Carlo Dossi usou de uma contundência feroz: «Os loucos abrem os caminhos que depois emprestam aos sensatos».

Mas a contundência da linguagem encerra alguma premência no seu conteúdo.

Quando algo começa, muitos se espantam e quase todos contestam.

Muito tempo depois, o que era visto como loucura passa a ser olhado como normal.

Caso para concluir: louco não será, muitas vezes, aquele que aos outros chama louco?

publicado por Theosfera às 09:46

Hoje, 30 de Abril, é dia de S. Pio V, S. José Bento Cottolengo, S. Bento de Urbina, Sto. Amador, S. Donato e Sta. Maria da Encarnação.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:57

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