O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Perante uma acusação infundada, a palavra é, sem dúvida, um direito. Mas será a melhor defesa?

Palavra de defesa pode gerar nova palavra de acusação, numa espiral sem fim.

A reputação vê-se defenestrada e a tranquilidade adiada.

Eu sei que é difícil aceitar, mas o Papa Francisco é de opinião que «responder a todas as acusações é entrar no jogo». É alimentar a fogueira.

O silêncio ajuda a esvaziar o tumulto e a regressar a paz!

publicado por Theosfera às 23:27

«Quero crer em Deus Pai, que me ama como filho, e em Jesus, o Senhor, que me infundiu o Seu Espírito na minha vida, para me fazer sorrir e levar-me assim ao reino eterno da vida.

Creio na minha história que foi trespassada pelo olhar amoroso de Deus e, num dia de Primavera, saiu ao meu encontro para me convidar a segui-Lo.
Creio na minha dor, infecunda pelo egoísmo, onde me refugio.
Creio na mesquinhez da minha alma, que procura engolir sem dar…sem dar.
Creio que os outros são bons, e que devo amá-los sem temor, e sem traí-los nunca à procura de segurança para mim.
Creio na vida religiosa.
Creio que quero amar muito.
Creio na morte quotidiana, ardente, de que fujo, mas que me sorri convidando-me a aceitá-la.
Creio na paciência de Deus, acolhedora, boa como uma noite de Verão.
Creio que o meu pai está no Céu junto do Senhor.
Creio em Maria, a minha mãe, que me ama e nunca me deixará só.
E espero a surpresa de cada dia na qual se manifestará o amor, a força, a traição e o pecado, que me acompanharão até ao encontro definitivo com esse rosto maravilhoso que não sei como é, de que me desvio continuamente, mas que quero conhecer e amar.
Ámen».

publicado por Theosfera às 21:43

Importante será apontar o erro. Mais difícil é reconhecer a falha. É por isso que os cristãos se confessam pecadores.

Dizia o Papa Francisco que, quando tinha um problema, procurava imitar os antigos monges egípcios.

Acusavam-se a si mesmos para procurar uma via de solução. E, mais, punham-se a eles mesmos no banco dos réus para apurar que coisas não funcionavam dentro deles.

O erro não é selectivo; é universal. Percorre todas as vidas, inclusive a vida daqueles que não reconhecem os erros e a daqueles que apontam os erros.

É por isso que o sacramento-tipo da Nova Evangelização é o sacramento da Confissão.

Nele, não apontamos culpados, mas reconhecemo-nos pecadores. E, nessa medida, procuramos mudar.

A Confissão é o sacramento do inconformismo, da pacificante inquietação!

publicado por Theosfera às 10:39

Há muita gente a escrever, hoje. Haverá muitos escritores, hoje?

Nem sempre a qualidade acompanha a qualidade.

É temerário fazer avaliações, mas é impossível não sentir percepções.

Roland Barthes estabeleceu uma distinção (e cavou quase um fosso intransponível) entre escritores e escreventes.

Para ele, o escritor tem o seu espaço e encontra o seu sentido na instituição literária. Não vive a vertigem do momento, nem se mostra um mendigo do êxito.

Já o escrevente faz do texto uma actividade produzida à sombra de outras instituições que, muitas vezes, pouco ou nada têm que ver com a literatura.

Move-se noutro circuito, nomeadamente o mercantil. O objectivo é o êxito rápido e o lucro fácil.

Vive da espuma dos dias e do ar do tempo.

Deixa nome. Mas conseguirá deixar rasto?

publicado por Theosfera às 10:29

Vivemos, hoje, entre a nostalgia do silêncio e a turbulência das palavras.

Precisamos das palavras para comunicar. Mas necessitamos também do silêncio para viver.

A palavra e o silêncio não estão em contradição. Requerem-se.

Clarice Lispector confessava, há mais de quatro décadas, que «estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio. E é quebrando o silêncio que, muitas vezes, tenho matado o que compreendo. Se bem que - glória a Deus - sei mais silêncio que palavras»!

publicado por Theosfera às 10:18

É duro ser atacado, pisado, vilipendiado. Pior ainda é quando o ataque é desferido pelas costas, pela sombra, na ausência.

Já dizia Montaigne que «a cobardia é a mãe da crueldade».

A ciência diz que quem está obcecado com a vida dos outros é porque transporta um défice de identidade na sua própria vida.

O Papa Francisco previne-nos acerca da desinformação, da difamação e da calúnia.

A desinformação «consiste em nunca dar a informação completa sobre uma pessoa ou um episódio, entrando rapidamente no mexerico».

É óbvio que «a difamação e a calúnia são moralmente mais graves», mas estribam na desinformação e chafurdam na cultura do mexerico.

Há quem dê crédito ao mexerico. Mas o mexerico não merece credibilidade.

É preciso estar atento à realidade.

Só a realidade é verdadeira. Só a verdade é real!

publicado por Theosfera às 10:10

Dizia Molière que «as pessoas de qualidade sabem tudo sem nunca terem aprendido nada».

Será?

Eu creio que as pessoas de qualidade são as que nunca desistem de aprender!

publicado por Theosfera às 09:57

Muitas leis ofuscam as leis importantes, as leis necessárias.

Montesquieu foi mesmo mais longe: «As leis inúteis debilitam as necessárias»!

publicado por Theosfera às 09:55

«Imita o sábio que, mesmo na opulência, permanece modesto».

Grande e precioso conselho de Muslah-Al-Din Saadi.

O maior certificado da sabedoria está (precisamente) na modéstia.

Se o sábio for imitado na modéstia, conseguirá fazer passar a sua sabedoria.

A sabedoria habita aí: na modéstia!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 19 de Abril (oitavo aniversário da eleição do Papa Bento XVI), é dia de S. Leão IX, S. Vicente Colibre, Sta. Ema, Sto. Hermógenes, S. Caio e Sto. Expedito.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Bento XVI foi eleito Papa há oito anos.

Ele foi o timoneiro visível de uma barca que, como diziam os antigos, vacila mas não cai.

Porquê? Porque, repetiam os mesmos escritores de antanho, o seu piloto é Cristo e o seu mastro é a Cruz.

Bento XVI continua connosco. Obrigado pelo seu testemunho, Santo Padre!

publicado por Theosfera às 06:27

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