O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 03 de Março de 2013

Confiança.

Eis o que falta. Eis a nossa carência principal. Eis a nossa urgência maior.

A confiança não será tudo. Mas está no começo de tudo.

Conta-se que João Paulo II terá colocado esta dedicatória num livro que ofereceu ao então Cardeal Joseph Ratzinger: «Ao amigo confiável». Isto diz muito.

Sem confiança nenhum êxito é possível. Na confiança nenhum sucesso será impossível.

publicado por Theosfera às 16:17

Muitas palavras andam no ar. Muitas palavras sequestram a espuma dos dias.

Geralmente, são palavras de suspeita.

É urgente dizer. É fundamental comunicar.

Mas também se comunica com recato, com nobreza, com transparência.

Não é preciso falar muito para dizer bastante.

Creio que este é o tempo de algum pudor, de algum silêncio. Até para não banalizar o (sacratíssimo) acto de comunicar!

publicado por Theosfera às 09:01

A expectativa, muitas vezes, é um interlúdio entre a esperança e o desespero.

Dizia Ambrose Bierce: «Expectativa: estado ou condição mental que, no cortejo das emoções humanas, é precedido pela esperança e seguido pelo desespero».

Mesmo assim, há que não desistir. A seguir a um possível desespero há-de suceder uma não impossível esperança!

publicado por Theosfera às 08:57

Coisa fugidia é a fama. Espanta, por isso, que ainda haja quem a procure afanosamente.

Era bom que se lesse (e meditasse) este desabafo de Dante: «A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro / de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra, / e assume um nome diferente segundo a direcção de onde sopra».

Importante é a consciência. É saber para onde se vai. É não deixar de ir, mesmo que muitos não aplaudem nem ajudem!

publicado por Theosfera às 08:54

Hoje, 03 de Março (III Domingo da Quaresma e Dia da Caritas), é dia de Marino, Sto. Astério, S. Frederico de Hallam, S. Liberto, S. Samuel, S. Miguel Pio e Sta. Catarina Maria Drexel.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

1. Ainda não se sabe quem será o novo Papa. Mas já é possível saber algo do que será o Papa novo.

Será diferente sem dúvida, complementar seguramente, mas contrário nunca.

 

2. Um novo Papa não é eleito para fazer o mesmo que o Papa anterior. Mas também não é escolhido para fazer o contrário daquele que o antecedeu.

Nenhum Papa é igual a outro Papa. Nenhum Papa é o contrário de outro Papa. Cada Papa é diferente de todos os outros Papas. Cada Papa é único. Todos os Papas são complementares.

 

3. Há quem, colocando o foco nas questões de governo, priorize a eleição de um Papa com perfil de administrador, talvez mesmo à maneira de um gestor.

Acontece que, na palavra e na acção, o Papa terá de ser, antes de mais e acima de tudo, um evangelizador. O próprio governo da Igreja só faz sentido se estiver insuflado de Evangelho. É o Evangelho, e não os critérios da gestão empresarial, que tem de nortear a acção da Igreja: desde a cabeça até à base.

 

4. O Papa pode renunciar. Mas a Igreja não pode abdicar. O Papa pode renunciar ao governo. Mas a Igreja não pode abdicar do Evangelho.

Abdicar do Evangelho seria abdicar do que lhe pertence, do que lhe foi confiado.

 

5. Aliás, o espírito do tempo clama, cada vez mais, pelo tempo do Espírito. E o maior serviço que, em nome do Espírito, a Igreja pode prestar no mundo não é dissolvendo-se nele.

Hoje, talvez mais do que nunca, a Igreja é chamada a ser a alternativa e não a redundância. A alternativa que a Igreja propõe chama-se Evangelho: Evangelho em forma de palavra, Evangelho em forma de vida.

 

6. Às vezes, dá a impressão de que a Igreja está obstinada em trazer o antigo para o novo. Parece que usa os meios actuais para manter uma mensagem ultrapassada.

Mas não se trata disso. A função da Igreja não é trazer o antigo para o novo, mas transportar o perene para o transitório.

 

7. Há quem deseje uma Igreja acelerada ao ritmo do presente. Há quem sinta nostalgia de uma Igreja pesada — e pausada — como no passado.

Só que o mundo precisa não de uma Igreja frenética, como os tempos que correm, nem pesada — ou pausada — como nos tempos passados. Do que o mundo precisa, nos caminhos do tempo, é de uma Igreja leve como a eternidade.

 

8. Por estranho que pareça, a Igreja é tão necessária por aquilo em que é contestada como por aquilo em que ela é (justamente) reconhecida.

Ninguém, ou quase ninguém, ignora a meritória acção social da Igreja, hoje cada vez mais urgente. Mas não falta quem verbere e censure fortemente a insistência na doutrina e na moral. Uma reflexão atenta, contudo, notará que a Igreja é importante não apenas pela ajuda que dá, mas também pela exigência que transmite.

 

9. Uma dimensão vaticana da Igreja não impede que ela esteja envolvida por uma forte dimensão samaritana.

Isto significa que, a partir da sua cabeça, ela terá de estar sempre (e necessariamente) ao lado dos que estão do lado de baixo, do lado de fora, nos subterrâneos da vida e nas margens da história.

 

10. Há quem diga que a Igreja carece de reformas. E há quem insista que a Igreja necessita de santos.

Reformar é voltar a dar a forma. No caso vertente, reformar a Igreja é pugnar para que ela tenha sempre a forma de Jesus Cristo.

É por isso que a santidade é a maior reforma, porque é aquela que toca no âmbito mais decisivo: a vida de cada um e a vida de todos.

publicado por Theosfera às 06:07

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