O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

O Papa, como sempre, tem razão.

Amar, acabamos de o ouvir, «é ter coragem de tomar decisões difíceis». E, consequentemente, servir é arriscar-se a ser incompreendido.

O serviço raramente passa pelo óbvio. Servir vai sempre mais além do óbvio.

Às vezes, parece que todos deixam só aquele que serve. Às vezes, parece que nem Deus nos acompanha.

O próprio Papa dá eco a este sentimento. Bento XVI recorda que o seu ministério «teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos nada fáceis».

De facto, atesta ter havido «momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir, mas sempre soube que nessa barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua e a não deixa afundar»!

publicado por Theosfera às 16:17

Não há casualidades.

O acaso é, geralmente, o nome que damos para aquilo cujas causas desconhecemos.

O próprio Einstein (quem diria?) achava que as coincidências são a forma que Deus tem de passar por anónimo.

Neste sentido, é impossível não reparar no entrelaçamento entre o Evangelho de hoje e os acontecimentos destes dias.

Jesus apresenta-Se como aquele que serve. Ele verbera toda e qualquer tentação de poder. Ele veio unicamente para servir, não para ser servido.

Servir é, acima de tudo, estar disponível. É aceitar ter uma existência a partir de outro, não de si.

E, de facto, é preciso ter disponibilidade para tudo.

É preciso ter disponibilidade para começar. E é preciso ter disponibilidade para terminar.

É preciso ter disponibilidade para chegar. E é preciso ter disponibilidade para partir.

Não é fácil servir nos primeiros actos. Mas talvez seja ainda mais difícil servir com os últimos passos.

É difícil fazer com que os outros percebam que também se serve com o recolhimento, com a oração.

É preciso ter coragem para servir quando se é incompreendido, quiçá hostilizado.

Bento XVI acaba de dizer que tomou a decisão mais difícil.

Trata-se de uma decisão que muitos aplaudem, mas que não poucos não compreendem.

Mas um servidor é sempre assim: fiel a quem serve, mesmo à custa da compreensão.

Como disse o Papa, um servo não procura aplauso. Procura seguir a voz do seu Senhor a partir da sua consciência.

E Bento XVI vai continuar a servir, a dar, a dar-se. Até sempre. Até ao fim!

publicado por Theosfera às 11:50

O Papa vai-se retirando.

Há sorrisos contidos nos rostos. Há lágrimas contidas nos olhos.

O Papa veio ao encontro das pessoas, as pessoas foram ao encontro do Papa.

Ele recolhe-se. Mas vai permanecer: através da sua inteligência, através da sua simplicidade, através da sua oração, através da sua oração.

Creio que, a partir de agora, quando o Papa se esconde aos olhos do mundo, os olhos do mundo vão descobrir o que foi (o que é) este Papa.

Será tarde? Nunca é tarde para aceder à verdade!

publicado por Theosfera às 11:10

Nós não somos apenas nós. Nós somos nós e aquilo que nos rodeia. Somos nós e a nossas circunstâncias.

As circunstâncias pesam muito, mas a vontade pode pesar ainda mais.

John Stuart Mill assume: «Ainda que as circunstâncias influam muito sobre o nosso carácter, a vontade pode modificar as circunstâncias a nosso favor». Até porque Deus quer.

E, quando Deus quer e o homem sonha, a obra nasce.

Fernando Pessoa disse quase tudo!

publicado por Theosfera às 11:03

O Papa não vai ter vida privada. O Papa não vai abandonar a Cruz.

Eis as palavras de Bento XVI, há minutos.

Nenhum cristão, no fundo, tem vida privada. Um cristão como o Papa, afinal, priva-se de tudo, excepto da Cruz.

Uma vida de recolhimento e oração não é uma fuga. É uma opção, um imperativo.

Um homem claro como Bento XVI não deixou, nesta última audiência, que subsistissem quaisquer dúvidas!

publicado por Theosfera às 10:53

O mundo está com os olhos em Roma.

À nossa frente está o Papa. Ou, melhor, à nossa frente estão dois Papas.

Um está vestido de branco, sabemos quem é. O outro ainda está com faixa vermelha, no meio dos cardeais.

Ainda não sabemos quem vai ser. Nem ele sabe. Só Deus sabe quem é.

Dentro de dias, não muitos, todos o (re)conheceremos!

publicado por Theosfera às 10:43

Cultuamos a verdade, mas sentimos maior prazer na lisonja.

Jean-Jacques Rousseau confidenciou: «Bebe-se a largos sorvos a mentira que nos lisonjeia, e gota a gota a verdade que nos é amarga».

Mas, por muito amarga que seja a verdade, é por ela que somos libertados!

publicado por Theosfera às 10:34

Hoje, 27 de Fevereiro, é dia de S. Gabriel das Dores, S. Leandro, Sta. Maria Deluil-Martigny e Sta. Francisca Ana das Dores de Maria.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

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