O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Foi a primeira vez, em muitos séculos (há quem diga desde S. Leão Magno, no século V), que alguém dedicado inteiramente à reflexão teológica chegou ao mais alto ministério da Igreja.

Fiquei feliz por isso.

É que, muitas vezes, a Teologia é olhada com desconfiança e suspeição mesmo dentro da Igreja.

Frequentemente é encarada como algo dispensável, necessária apenas para concluir um curso antes de ser padre.

Ainda que esta imagem esteja a mudar, o paradigma continua a ser este. Pelo menos, entre nós.

Conforta, assim, saber que o novo Papa é alguém que sempre abraçou a Teologia como missão pastoral.

Perito em Sto. Agostinho e S. Boaventura, tem obras muito importantes na área da Eclesiologia e da Teologia Fundamental.

De memória cito, entre os seus livros, textos como "O novo Povo de Deus", "Introdução ao Cristianismo", "Questões sobre a Igreja", "Diálogo sobre a fé", "O sal da terra", "A Igreja e a Democracia", "A espiritualidade sacerdotal", etc.

publicado por Theosfera às 23:53

Há quem acuse Bento XVI por não ter sido o «Papa da novidade».

Mas onde alguns vêem um motivo de acusação eu vejo um título de glória.

De facto, Bento XVI não foi — nem tinha de ser — «o Papa da novidade».

Mas foi — como devia ser — o «Papa da fidelidade». Da fidelidade ao que é novo desde há dois mil anos.

publicado por Theosfera às 23:36

Afligem-me as conjecturas sobre o perfil do próximo Papa, que destacam preferencialmente a idade e a proveniência.

Uma vez mais, passamos ao lado do essencial: o escolhido, sob a inspiração do Espírito Santo, será certamente aquele que estiver em melhores condições de anunciar Jesus Cristo.

Nada mais. O que já é muito. O que já é tudo.

Não haverá, portanto, qualquer demarcação em relação ao pontificado cessante. 

Bento XVI é, seguramente, irrepetível. Mas é também imprescindível.

De resto, como é que o futuro podia prescindir de quem o presenteou com um legado desta envergadura?

Por tudo, muito obrigado, Santo Padre!

No seu maravilhoso ministério, cumpriu-se, uma vez mais, Mt 11, 25.

Os «inteligentes» e os (que se julgam) «sábios» não o entenderam.

Os pequeninos e os simples perceberam-no inteiramente.

E como é belo sentir que tudo isto é do «agrado do Pai»!

publicado por Theosfera às 23:33

O Papa não adoece. O Papa não abdica. O Papa raramente aparece.

Assim se pensava, assim se dizia.

As doenças do Papa eram escondidas. A abdicação do Papa ia sendo evitada.

Só que, na era da comunicação, é praticamente impossível a uma figura como o Papa não ser visto.

As suas doenças acabam por ser conhecidas. O seu desgaste acaba por ser exposto.

Os dois últimos pontificados passaram a fronteira do resguardo da privacidade e do controlo da informação.

João Paulo II foi adoecendo praticamente em directo. Bento XVI vai-se despedindo (também) em directo.

São tempos novos, estes.

Primeiro, um Papa só escolhia a data de entrada. Agora, também escolhe a data de saída!

publicado por Theosfera às 22:38

Muito se diz com os lábios. Muito se desdiz com a vida.

E de pouco adianta muito dizer com os lábios se a vida acaba por tudo desdizer.

Eis a advertência de William Ralph Inge: «Não adianta os cordeiros declararem-se vegetarianos enquanto o lobo tiver uma opinião diferente».

Os lobos nunca respeitarão a opinião dos cordeiros!

publicado por Theosfera às 22:07

Hoje, 16 de Fevereiro, é dia de Sto. Elias, Sto. Isaías, S. Jeremias, S. Samuel, S. Daniel, Sto. Onésimo, Sto. Honesto, Sta. Filipa Mareria, S. Simão de Cássia e Beato José Allamano.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:12

Nem tudo acaba quando tudo parece terminar.

Há muito que fica em muito que aparenta passar.

E, afinal, surge sempre um novo começo após o último fim!

publicado por Theosfera às 00:21

Será que os intelectuais desistiram? Será que os que pensam não se preocupam?

Há muitos comentadores que aparecem e poucos pensadores que surgem.

Nuno Júdice analisa o «fim dos intelectuais em Portugal», substituídos pelos comentadores que reproduzem «clichés» e que falam «como se tivessem alguma coisa para dizer».

O intelectual alerta: afinal, estamos em ditadura! Só que é uma ditadura muito mais maquiavélica já que «não se apresenta como tal».

O pior é que «vivemos todos convencidos de que somos livres e todos os dias nos impõem mais uma coisa contra nós, que não sabemos como rejeitar».

Hoje luta-se contra quem? Contra líderes? Mas onde estão os líderes? «É mais difícil reagir contra funcionários, contra burocratas, sobretudo quando se ficou sem nada»!

publicado por Theosfera às 00:05

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