O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2013

Com o seu humor desconcertante, Winston Churchill arrasou (numa só frase!) as duas grandes ideologias do século passado: «A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias».

Afinal, que bom seria que a riqueza fosse igualmente distribuída por todos. E que a miséria fosse igualmente erradicada de todos.

A essa igualdade dar-se-ia o sobrenome de justiça.

Utopia? E se for?

Utopia não é o que faz desistir. Tem de ser o que nos leva a prosseguir!

publicado por Theosfera às 10:26

Não falta quem pense que a sabedoria está na astúcia.

Erro fatal.

Já Francis Bacon notou, há séculos, que «nada provoca mais danos num Estado do que homens astutos a quererem passar por sábios».

A sabedoria está na inteligência e esta avulta pela humildade.

Estamos saturados das espertezas dos astutos. Estamos carentes da inteligência dos humildes!

publicado por Theosfera às 09:49

Quem não agradece não se engrandece.

Quem presume que não precisa dos outros nem sequer se apercebe de que não existiria sem os outros.

Goethe tem razão: «A ingratidão é sempre uma forma de fraqueza. Nunca vi homens hábeis serem ingratos»!

publicado por Theosfera às 09:45

«Comandar não significa dominar, mas cumprir um dever».

Muito sábio foi Séneca.

A experiência diz que se comanda mais pela ordem.

Mas a vida mostra que se comanda melhor pelo exemplo!

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 07 de Fevereiro, é dia das Cinco Chagas do Senhor, Beato João Maria Mastai Ferretti (Pio IX), Sta. Coleta e S. Ricardo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

D. Hélder da Câmara percebeu muito bem o sentido profundo do Evangelho e, particularmente, a identificação de Cristo com os pobres.

 

Para o bispo brasileiro, os pobres eram a sua família. E tomava esta convicção a peito. Até às últimas consequências.

 

Quando ouvia dizer que algum pobre era injustamente preso, telefonava logo para a polícia: «Ouvi dizer que prenderam o meu irmão».

 

Aparecia logo um polícia a desfazer-se em mil desculpas: «Lamentamos muito, senhor bispo. Não sabíamos que era seu irmão. Pode vir buscá-lo quando quiser».

 

Ao chegar à prisão, alguém interpelava D. Hélder. «Mas, senhor bispo, ele não tem um apelido igual ao seu».

 

E D. Hélder replicava que todos os pobres eram seus irmãos!

publicado por Theosfera às 00:44

Faz hoje cento e quatro anos que nasceu um grande crente, um grande pastor, um grande coração, um enorme ser humano.

 

Chamava-se Hélder. Viu Deus no Homem, sobretudo nos pobres.

 

Recebeu ameaças, mas não desistiu.

 

Espécimen de uma estirpe que já rareia, faz bem evocar D. Hélder da Câmara. Sobretudo para imitar o seu exemplo e para seguir o Jesus que ele tão belamente nos mostrou.

publicado por Theosfera às 00:35

Ao entrar, ontem, no cemitério da minha terra natal, não vi o sol, apesar do sol. Só senti vento e chuva. Chuva de pranto.

Qualquer coisa tumultuava cá dentro. Estava frio, um frio entremeado pelo calor arfante da saudade.

Nada disto se explica, tudo isto se sente.

Sei que meu querido Pai, falecido há 16 anos, mora em Deus.

Não era preciso, por isso, passar pelo cemitério. Mas a vida é feita de sinais. E o túmulo é mais um sinal de uma presença que não se apaga, de um amor que não se extingue.

Ali deixei um ramo de flores. Ali depositei uma prece.

Meu Pai está sempre comigo. Eu estou sempre com meu Pai.

Ir a um cemitério não é uma experiência fácil, mas é uma experiência necessária, purificadora.

Certifica-nos de como tudo é perecível, de como tudo acaba num ápice.

Só o bem perdura. Só Deus permanece.

Vale a pena fazer do tempo uma construção de eternidade para que a eternidade possa ser um feliz corolário do tempo.

Meu querido Pai costumava dizer, nos últimos tempos, que faltava pouco para ir para a Senhora da Guia.

O cemitério fica mesmo ao lado da capela.Há uma atmosfera de dor naquele lugar. De uma dor, porém, ungida pela fé e ornada pela esperança.

Nada disto se explica. Tudo isto se sente.
publicado por Theosfera às 00:18

Não dá para esquecer apesar de as estradas do tempo acelerarem, cada vez mais, a velocidade da existência.

 

Mas aquela madrugada nunca se apaga. Nem aquele rosto que se ia apagando, sem nunca se extinguir.

 

Eram 05h37 de 7 de Fevereiro de 1997. A respiração começou a enfraquecer até que, àquela hora, parou. A 7 de Fevereiro de 1997 meu querido Pai foi chamado para junto do eterno Pai.

 

Foi há dezasseis anos. Parece que foi há instantes.

 

Por tudo, muito obrigado, meu querido Pai. Sei que continuas em mim, comigo. Sempre.

publicado por Theosfera às 00:15

Meu Pai,

de olhos embaciados,

voz soluçante

e mãos trémulas,

aqui venho,

aqui estou,

junto de ti.

 

Há dezasseis anos

(completam-se às cinco e meia da manhã deste dia 7),

olhava para teus olhos

e registava o teu último suspiro.

 

 

Parece que foi ontem,

parece que foi há instantes.

 

 

Não nego que me custou esse momento

e que ainda me dói essa imagem:

teu rosto cansado

exalava uma derradeira respiração.

 

 

Mas sabes muito bem

que tudo foi como quiseste,

tudo foi como pediste.

 

 

Estavas em casa,

e eu estava a teu lado.

 

 

Nunca te senti longe.

Mas, humano como sou,

sinto a tua falta,

o teu apoio,

os teus conselhos e recomendações,

a tua energia indomável.

 

 

Sei que estás bem,

em Deus.

 

Tenho feito o que me pediste.

Em nenhuma Eucarista te esqueço.

Lembro-te sempre ao Senhor.

Tu tens-me amparado sempre.

 

 

Eu recordo-te não como um morto,

mas como vivo e muito próximo.

 

 

Obrigado, meu Pai.

Tu partiste,

mas nunca me deixaste.

 

 

Eu sinto a tua presença,

treze anos depois.

 

 

Um dia nos encontraremos aí,

onde tu estás,

nessa pátria maravilhosa

de felicidade e paz.

 

 

Aí nos abraçaremos

e abraçados permaneceremos para sempre

em Deus!

publicado por Theosfera às 00:11

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