O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2013

É difícil prever o futuro. É fundamental preparar o futuro.

A política também é chamada a reinventar-se ou a refundar-se, como preferem alguns.

A Espanha está a assistir à emergência de uma nova força política: o Partido X-Partido do Futuro.

Um aviso a abrir: «Se os políticos são o problema, nós seremos o grande problema dos políticos».

Uma garantia a seguir: «No futuro não se está nada mal». Enquanto não chega?

publicado por Theosfera às 10:11

É bom planificar. Mas é importante não exagerar na planificação.

A vida não é só o que nós esperamos dela. É também o que ela espera de nós.

Aliás e como notou Jonh Kaynes, «a longo prazo, todos estaremos mortos».

É por isso que Agostinho da Silva recomendava: «Não faças planos para a vida para não estragares os planos que a vida tem para ti».

É necessário não improvisar na vida. Mas é fundamental estar atento à vida. Às surpresas da vida!

publicado por Theosfera às 09:54

Hoje, 09 de Janeiro, é dia de Sto. André Corsini, Sto. Adriano de Cantuária e Sta. Marciana.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:57

Terça-feira, 08 de Janeiro de 2013

1. A esta hora, são já muitos os presépios que estão a ser desmontados.

Mas será que a sua lição alguma vez terá sido apreendida?

 

2. O presépio assinala que Deus entra na nossa história não pela via da opulência, mas pela via da humildade.

O sinal de Deus não está num palácio. Está numa manjedoura. O sinal de Deus — garantem os enviados celestes — não é um rei, um presidente ou um gestor; é um menino (cf. Lc 2, 12)

 

3. Divino não é o grande caber no grande. Isso qualquer humano consegue. Divino é o infinitamente grande caber no infinitamente pequeno.

Vale a pena recordar, a este propósito, o aforismo de Hölderlin: «Non coerceri maximo, contineri tamen a minimo, divinum est» («Não ser abarcado pelo máximo, mas deixar-se abarcar pelo mínimo, isso é que é divino»).

 

4. De facto, Deus inverte o máximo e o mínimo, o maior e o menor, o grande e o pequeno.

O máximo é o que parece mínimo. O maior é o que se apresenta como menor. O verdadeiramente grande é o que nos surge como pequeno.

 

5. Como Jesus foi sempre a transparência do Pai — «quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9) —, não deveria a Igreja procurar ser a transparência de Jesus?

Para tal, não basta ser o eco das Suas palavras. É fundamental procurar ser a reprodução das Suas atitudes, dos Seus gestos.

 

6. Jesus é a Palavra feita vida e a vida feita Palavra.

Palavra e vida estão unidas em Jesus.

 

7. Num tempo em que se gritam tantas palavras, faz pena que a Palavra de Jesus seja remetida ao silêncio e atirada para o esquecimento.

Se a memória a guarda, a prática, muitas vezes, parece que não a acolhe.

 

8. A Igreja tem de procurar ser espelho e jamais pode ser muro.

Assim, em vez de desmontarmos o presépio, procuremos transferi-lo: do templo para o tempo, das imagens para a vida. É na vida que Jesus quer renascer para nós. É na vida que Jesus quer que renasçamos para Ele.

 

9. E nunca esqueçamos a sua permanente lição.

O presépio é o certificado da humildade de Deus e o convite ao despojamento da Igreja.

 

10. Deus não está no mundo pela pompa. Deus vem pela simplicidade e pela pobreza.

Uma Igreja pobre será (sempre) a maior riqueza que teremos para oferecer.

publicado por Theosfera às 08:50

Hoje, 08 de Janeiro, é dia de S. Pedro Tomás e S. Severino.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Segunda-feira, 07 de Janeiro de 2013

Hoje, 07 de Janeiro, é dia de S. Luciano, S. Raimundo de Penhaforte e Sta. Maria Teresa Haze.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Domingo, 06 de Janeiro de 2013

A vida ensina que não faltam soluções para os outros.

Benjamin Franklin foi ao extremo de exarar que, «para suportar as aflições dos outros, toda a gente tem coragem de sobra».

No entanto, do ponto de vista de cada um, parece que nos sentimos sós, desapiedados.

E o pior é que, não podendo contar com os outros, também acabamos por perceber que não podemos contar grandemente connosco!

publicado por Theosfera às 23:36

Estamos aterrados na era das especialidades. O conhecimento surge cada vez mais segmentado, fraccionado, desligado.

É assim que as empresas são para os empresários, para os gestores. É normal.

Mas já não falta quem pense que outro tem de ser o caminho. As especialidades não podem, elas mesmas, descurar as generalidades, a universalidade.

De Zubiri foi dito que era «especialista no geral».

Há empresas, na Dinamarca por exemplo, que estão a contratar especialistas não apenas no saber específico, mas também no saber global.

Os filósofos parece que estão a ter uma grande saída.

Na hora em tudo se fragmenta e aparenta estilhaçar-se, eis que se sente uma imperiosa necessidade de religar saberes, instituições e pessoas!
publicado por Theosfera às 23:34

Para muitos, o bom é o que é útil. Importante é que o útil seja o que é bom.

Só a bondade eleva. Só a bondade une. Só bondade refaz o que, amiúde, se desfaz!

publicado por Theosfera às 23:33

Ainda criança já todos Te procuram.

Até os grandes se ajoelham diante de Ti.

Porque sabem que, na Tua simplicidade,

és rei, rei de amor e de paz.

 

Como os magos, também nós aqui estamos

e diante de Ti nos prostramos.

 

Não trazemos ouro, incenso ou mirra.

Transportamos a pobreza da nossa vida,

a simplicidade dos nossos gestos,

a ternura do nosso amor

e a vontade de estarmos conTigo.

 

Aceita, pois, Jesus Menino,

os nossos presentes,

o presente da nossa presença.

 

Tu vieste para nós.

Nós nunca queremos afastar-nos de Ti,

de Ti, que és a luz e a paz.

 

Tu manifestas-Te a todos.

Vieste à Terra

para seres o salvador e irmão de todos os homens.

 

Em cada um de nós, Tu encontras uma habitação.

Que nós nunca Te esqueçamos.

 

Fica sempre connosco.

Nós queremos ficar sempre conTigo,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:38

Hoje, 06 de Janeiro, solenidade da Epifania do Senhor, é dia de Sto. André Bessette e Sta. Rafaela Maria. Também é o dia em que, na Santa Missa, se faz a proclamação das festas móveis como a Páscoa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Popularmente, este é o «Dia de Reis».

 

No país vizinho, trocam-se presentes, replicando assim o gesto dos magos.

 

Se nos ativermos aos textos bíblicos, deparamos com uma grande parcimónia.

 

Fala-se de magos (no sentido de sábios), mas nada se diz quanto ao seu número nem se referem os seus nomes.

 

Diz-se que eram três por causa das prendas que levaram: ouro, incenso e mirra.

 

Curiosamente, há uma tradição que fala de um quarto que teria levado ao Menino um livro de sabedoria.

 

É também pela via tradicional que se alvitra a proveniência: Baltasar seria da Arábia, Gaspar da Índia e Melchior da Pérsia.

 

O seu túmulo encontra-se na Catedral de Colónia, mas não há certeza quanto à sua autenticidade.

publicado por Theosfera às 00:41

Sábado, 05 de Janeiro de 2013

Grande no saber, na dedicação, na persistência, na fidelidade. Foi um professor marcante e um amigo inexcedível.

Falar com ele era um privilégio. Escutá-lo era uma lição. Permanente.

Nasceu neste dia há cem anos. Partiu para o Pai há mais de oito: a 14 de Novembro de 2004.

Mons. Agostinho de Almeida Alves é um nome que não se apaga, uma presença que jamais se ausenta.

publicado por Theosfera às 23:56

Do alto dos seus 104 anos, Manoel de Oliveira acumula um capital de experiência que muito poucos podem igualar.

Daí que se preste acrescida atenção ao que ele diz, à guisa de oráculo.

Num jornal deste dia, afiança que «admira os santos, muito mais do que os revolucionários».

Talvez porque os santos começam pelo mais difícil: por mudar a sua (própria) vida!

publicado por Theosfera às 23:21

O segredo da vida está na persistência.

Hoje, tudo parece ser volátil. Tudo aparenta voar ao sabor do vento, ou seja, ao sabor da conveniência.

Às vezes, os fracassos podem levar-nos a ceder, a recuar. Mas é precisamente aí, nos fracassos, que importa persistir.

Fiquemos com esta máxima de Nélson Mandela: «O que importa não é quantas vezes um homem é deitado no chão. É quantas vezes se consegue levantar»!

publicado por Theosfera às 22:27

Não será, seguramente, a hermenêutica mais científica, mas, para mim, a melhor exegese do Evangelho deste Domingo é o célebre conto de Sophia de Mello Breyner.

 

Poucos como ela captaram o sentido vivencial da visita dos magos.

 

Segundo a escritora, Baltasar, à procura do Menino, foi consultar os homens da ciência e da política.

 

Decepcionado, virou-se para os homens da religião.

 

Encontrou um altar dedicado ao «deus dos poderosos», outro ao «deus da terra fértil» e outro ao «deus da sabedoria».

 

Insatisfeito, perguntou aos sacerdotes pelo «deus dos humilhados e dos oprimidos».

 

Resposta dos sacerdotes: «Desse deus nada sabemos»!

 

O rei subiu ao terraço e «viu a carne do sofrimento, o rosto da humilhação». Encontrou quem procurava.

 

Foi então que viu Deus. O Deus que os sacerdotes desconheciam!

publicado por Theosfera às 21:35

Num mundo globalizado, é natural que o estereótipo abunde e a criatividade diminua.

De facto, a tendência hoje é para cada um ser igual (ou, pelo menos, semelhante) a todos.

Ora, a criatividade consiste em ser diferente, em ser único. Ou seja, em ser pessoa!

publicado por Theosfera às 21:29

As palavras têm efeito. Mas o silêncio pode ter um efeito muito maior.

Sófocles não tinha dúvidas. «Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado»!

publicado por Theosfera às 21:19

A autenticidade tem um preço e, geralmente, um preço elevado.

Girardin deu conta: «Parecer o que se é, é um crime; parecer o que não se é, um sucesso». O que conta, para muitos, são as aparências.

Não falta quem pense que importante não é ser sério; é parecê-lo. Apenas!

publicado por Theosfera às 21:17

A democracia não é unipolar, mas bipolar, saudavelmente bipolar.

Ela assenta na escolha dos povos e, ao mesmo tempo, no primado da lei.

Se assentasse apenas na escolha dos povos expor-se-ia a uma espécie de tirania das multidões.

É um exemplo gasto, mas sempre pertinente: Hitler foi eleito na sequência de um acto eleitoral. Terminado este, nunca mais as leis seriam respeitadas. Pior, as leis eram amestradas à medida, à sua (ditatorial) medida.

O grande encanto da democracia é que podem ser os povos a escolher quem executa as leis. Ou seja, nem só a lei sem o voto; nem só o voto sem a lei.

Há-de prevalecer um sábio equilíbrio. Em momentos de crise, pode haver a tentação para a politização da justiça e para a judicialização da política.

O escrutínio das leis é, obviamente, para as instâncias judiciais. Mas não é curial que se remeta constantemente para elas o que cabe à esfera política.

O grande critério tem de ser a responsabilidade.

Urge assumir, para o bem e para o mal, a responsabilidade do que se diz e do que se faz!
publicado por Theosfera às 21:15

«Perdigão perdeu a pena. Não há mal que lhe não venha».

Palavras do nosso maior vate. Palavras que se aplicam ao momento que vive o Sporting.

De há uns tempos para cá, cada decisão parece agravar a situação.

Com Domingos, o clube não esteve bem. Com Sá Pinto não conseguiu melhor. Oceano não teve tempo para muito. Vercauteran já teve algum tempo para mostrar muito pouco.

Percebe-se a angústia do adepto. Dir-se-ia que talvez como nunca o nome se mostrou tão ajustado: Sporting Clube de Portugal. De facto, a situação do clube tem muitas semelhanças com o momento que vive o país.

Era bom que meditasse com ponderação. Um clube que já despediu Bobby Robson e José Peseiro e que recusou José Mourinho tem motivos para repensar a gestão.

Esta é mais uma noite agitada. Devia ser uma noite serena. A mudança requer serenidade!
publicado por Theosfera às 21:14

Hoje, 05 de Janeiro, é dia de S. Simeão Estilita, S. Telésfero, S. João Neponucemo, Sta. Maria Repetto e S. Pedro Bonilli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Sexta-feira, 04 de Janeiro de 2013

A doutrina pretende ser um serviço à fé.

A doutrina procura oferecer uma sistematização da fé, apresentando-a de forma organizada, articulada.

Fala-se nos artigos do Símbolo da Fé, do Credo. Ora, artigo é o que articula, isto é, o que liga.

A doutrina visa, portanto, proporcionar a totalidade da fé.

Como é que se pode, a esta luz, esquecer ou subestimar a Doutrina Social? Pertence ao depósito da fé que o outro faz parte de mim.

O amor ao próximo é indissociável do amor a Deus.

Nesta altura,a  Doutrina Social impõe dois preceitos: o apoio nas situações de emergência e a denúncia da injustiça.

O silêncio é uma virtude. Mas, em certas circunstâncias, pode ser um pecado.

Diante da indigência, diante da injustiça, todos os braços não chegam, todas as vozes não bastam!

publicado por Theosfera às 10:11

O despotismo não se impõe pela delicadeza, mas é, habitualmente, elogiado pela eficácia.

Para Stendhal, porém, «o despotismo impressiona sobretudo pela estupidez».

Descontando o excesso da linguagem, é impossível não reconhecer pertinência ao argumento.

De facto, impressiona que o despotismo seja usado. E que, muitas vezes, o despotismo seja aceite. Por muito tempo!

publicado por Theosfera às 10:02

É pela língua que vertemos os melhores sentimentos. Mas é também pela língua que expelimos os mais vis impulsos.

Moliére assegurava que «as línguas têm sempre veneno para verter». Há que ter cuidado, pois.

No hebraico, a raiz da palavra «palavra» é a mesma da palavra «peste»: dbr.

E, de facto, não raramente, as palavras empestam, corroem, conspurcam.

É urgente higienizar a linguagem e purificar a convivência!

publicado por Theosfera às 09:56

Quem odeia os outros será que se ama a si mesmo?

Cesare Pavese não tinha dúvidas: «Odeiam-se os outros porque se odeia a si mesmo».

O ódio é o irmão gémeo, embora desavindo, do amor. Tal como o amor ao próximo é uma sequência do amor a si mesmo (cf. Mt 22, 39), também o ódio ao próximo acaba por ser uma consequência do ódio a si mesmo.

Por aqui se vê como quem odeia não estará cheio de si. Poderá estar (e está certamente) vazio de si, delapidado dentro de si!

publicado por Theosfera às 09:50

Quem não passou já pela experiência do medo? Quem não se sentiu já tolhido pelo medo?

Ninguém está imune a ele. Todos temos de lutar contra ele. Até porque, como avisava Napoleão, «numa batalha, maior perigo corre o que mais teme».

Não esqueçamos. O medo de perder é o que, quase sempre, nos impede de vencer!

publicado por Theosfera às 09:42

Andamos, quase todos, preocupados com as aparências.

Nenhum problema haveria se as aparências fossem isso mesmo: aparências, ou seja, modos de a realidade aparecer.

Acontece, porém, que as aparências acabam por ser uma forma de esconder a realidade.

Aliás, as aparências são uma simulação a que muitos se agarram a fim de que a verdade seja escondida.

Natalie Barney achava: «As aparências devem estar em perigo porque é sempre preciso salvá-las».

O problema é que as aparências não podem ser salvas por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, elas são o que estão destinadas a ser. Elas acabam por fazer aparecer a verdade!

publicado por Theosfera às 09:37

Hoje, 04 de Janeiro, é dia de Sta. Isabel Ana Seton e Sta. Ângela de Foligno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Quinta-feira, 03 de Janeiro de 2013

Continuo a crer que a máquina é incapaz de substituir a pessoa. O que salva não é a máquina, é o gesto da pessoa.

Só que, como adverte Gonçalo M. Tavares, para muitos «a bondade salva cada vez menos e isso assusta. No mundo de paisagem técnica em que os elementos naturais estão escondidos - quase já não há montanha nem terra - salva quem sabe onde ligar ou desligar a electricidade, aquele que sabe mexer nos comandos da casa das máquinas».

A primeira ajuda que alguém pode prestar a alguém em caso de acidente é «telefonar à assistência técnica». Mas a máquina sem vida humana é como um corpo sem alma.

Precisamos de recuperar a importância do gesto, da proximidade!

publicado por Theosfera às 11:11

Hoje em dia, somos nómadas de tudo e estranhos a quase todos.

Não temos muita noção das nossas referências, vamos-nos afastando das nossas origens.

E se, como anota Holderlin, «dificilmente abandona o seu lugar aquele que mora perto da sua origem», «quem facilmente abandona o lugar - adverte Martin Heidegger - comprova que não tem origem e se limita a estar presente como que por acaso»!

publicado por Theosfera às 10:56

Pecador me confesso. E, pelos actuais padrões de moralidade, pecador impenitente e irremissível tenho de me assumir.

É que, como afirma Gonçalo M. Tavares, «a moral europeia é, em parte, a moral da máquina. É bom aquilo que funciona. A noção de pecado socializou-se e entrou na esfera da tecnologia. Alguém que não saiba calcular ou que não domine a última versão do Windows comete um pecado. O pecado maior é a ineficácia».

O diagnóstico é pertinente. A máquina deixou de ser instrumento para passar a ser dominadora, avassaladora.

É pela máquina que pensamos que tudo se consegue.

E o problema é que mesmo quem não domina a máquina acaba por ser dominado por ela!

publicado por Theosfera às 10:45

A opressão não se faz só com tiros. Também se faz com um arremedo de normalidade.

Dizia Edmund Burke que «as más leis são a pior espécie de tirania». Porque são elas, as más leis, que dão cobertura às piores práticas.

Cuidado, pois, com certas leis.

publicado por Theosfera às 10:27

Hoje, 03 de Janeiro, é dia do Santíssimo Nome de Jesus, S. Fulgêncio de Ruspas, Sta. Genoveva de Paris, Sto. Antero e S. Ciríaco Elias Chavara.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2013

1. Admiro muito, mesmo muito, as pessoas humildes. Para mim, são as mais sábias. Diria mesmo: as únicas sábias.

Sábio, com efeito, não é o que presume que sabe. Pelo contrário, é o que pensa que não sabe e, nessa medida, se esforça por saber.

Não é fácil incluir a humildade na sabedoria. Mas o mais difícil é alcançar a sabedoria da humildade.

 

2. Só a humildade é, autenticamente, sábia. Só ela nos traz ligados à terra. Só ela nos conduz à profundidade. E não é na profundidade que estão as raízes de tudo?

O maior sábio é o que nem sequer dispensa o primeiro saber: o saber que não sabe, o saber do não saber.

Sem o primeiro passo, podemos dar o segundo? Sem o primeiro saber, será possível ascender a todos os outros saberes?

 

3. Porque humilde, o verdadeiro sábio não se considera superior nem vê os outros como inferiores. Para ele, os outros não estão em baixo nem tampouco ao lado. Os outros estão dentro dele.

Cada ser humano pertence a todo o ser humano, a toda a humanidade. Este é o padrão basilar da sabedoria.

 

4. A humildade é a verdade. E a verdade é a humildade. Não é violenta nem torturante. Aparece e dá-se a quem a procura. A verdade é Jesus Cristo, o Humilde.

É na humildade de Cristo que, como nos diz Bento XVI, «Deus não nos deixa tactear na escuridão. Ele mostrou-Se como homem. Ele é tão grande que pode até tornar-Se pequeníssimo».

 

5. Por conseguinte, só os sábios são humildes e só os humildes são sábios. As pessoas humildes são aquelas que percebem que o mundo não termina nem acaba em si. São aquelas que percebem que o centro do mundo não está em si.

São, pois, aquelas que não olham para si. São aquelas que olham para fora de si. Até o mais alto quis descer até ao mais baixo. Até Deus é humilde.

 

6. Deste modo, não é difícil subscrever o que disse Thomas Eliot: «A única sabedoria que podemos esperar é a sabedoria da humildade: a humildade é sem fim».

A humildade começa no olhar. O humilde não olha de cima, olha para cima. Orson Welles verbalizou o essencial da humildade quando disse: «Penso que é impossível que o homem seja grande se não admitir que há alguma coisa maior do que ele»!

 

7. Deus é humilde, maximamente humilde, poderosamente humilde. Holderlin, fogoso poeta, percebeu: «Deus criou o mundo como o mar criou os continentes: retirando-Se».

Trata-se, no fundo, do que está contido na doutrina hebraica do «zimzum», que evoca aquela espécie de «contracção» de Deus. Ou seja, Deus como que Se contrai na Sua imensidão para «hospedar» o homem e todo o universo.

 

8. Esta é, pois, uma humildade criadora. Só a humildade cria. A soberba destrói. Deus é omnipotente deixando ser, deixando que o diferente de Si seja.

Não se trata de uma limitação de poder, mas de um excesso de poder. O maior poder não é o que limita os outros, é o que faz ser os outros!

 

9. Jesus era manso e humilde (cf. Mt 11, 29): mansamente humilde e humildemente manso!

Nem todo aquele que é grande sabe ser humilde. Mas o humilde consegue sempre ser grande.

 

10. Nem sempre há humildade na grandeza. Mas há sempre grandeza na humildade.

publicado por Theosfera às 11:49

É importante não ceder à avalancha do pessimismo.

Os chineses têm um provérbio que, na hora que passa, pode ser útil: «Um camelo, por mais enfraquecido que esteja, é sempre maior do que um cavalo».

A humanidade alberga dentro de si possibilidades infindas.

Quero crer que o ser humano é mais forte que o mais forte dos seus problemas!

publicado por Theosfera às 10:41

«Olhar mais além, falar com franqueza e agir com firmeza».

Eis um precioso lema para este início de ano.

Vem de Pierre de Coubertin, fundador do Jogos Olímpicos modernos e de quem, curiosamente, se assinalam 150 anos do seu nascimento.

Não podemos ficar tolhidos pelas ameaças nem nos podemos deixar degolar pelo medo.

É preciso rasgar horizontes. É urgente abrir caminhos. O melhor ainda está para vir!

publicado por Theosfera às 10:35

É certo que a injustiça dói muito, imenso. Mas, como dizia Samuel Jonhson, «é melhor sofrer uma injustiça do que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar».

No fundo, é melhor ser vítima do que algoz!

publicado por Theosfera às 10:22

Nada há tanto belo como a bondade.

Safo advertiu há muitos séculos: «O que é belo é bom e o que é bom depressa será também belo»!

publicado por Theosfera às 10:07

No dia 2 de Janeiro, a Igreja celebra a memória de dois santos que foram dois enormes amigos: S. Basílio e S. Gregório de Nazianzo.

 

O que mais toca não é a sabedoria e a santidade que os exornava. O que mais impressiona é, sem dúvida, a amizade que os ligava.

 

É, de facto, sumamente comovente ler o que S. Gregório diz acerca da união entre os dois: consideravam-se como uma alma em dois corpos.

 

Cada um trabalhava não para ser o primeiro entre os dois, mas para dar a primazia ao outro.

 

Como precisamos, hoje em dia, de amizades deste jaez, desta envergadura!

 

O amigo é o irmão que se escolhe. Mas, também neste campo, sobram amargas desilusões.

 

Às vezes, de quem tudo se espera nada vem. E não sei que será pior: não ter amigos ou pensar que se tem, sem se ter.

 

Jesus chamou amigos aos Seus discípulos. Temos de continuar à procura do verdadeiro amigo. Nem que leve a vida toda!

 

Mas ele também vai aparecendo: com vários (não muitos) nomes, com diversas feições e, sobretudo, em todos os momentos.

 

O amigo é, acima de tudo, o que nunca falha!

publicado por Theosfera às 07:01

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

O novo ano pode não ser o melhor. Mas nós podemos ser melhores no ano novo.

O ano será novo não porque o tempo avança, mas porque a vida pode mudar.

Que não seja só novo o ano. Que seja nova a vida. Sobretudo a vida.

publicado por Theosfera às 06:22

Em 2013, vou tentar cultivar ainda mais o silêncio, a solidão, o recolhimento, a interioridade.

E vou tentar pensar mais na (sapiente) recomendação de Raul Brandão: «É por dentro que as coisas são!».

publicado por Theosfera às 06:21

Um novo ano nos dás, Senhor:
12 meses para uma nova jornada pelos caminhos do Tempo,
52 semanas para uma nova peregrinação pelas estradas da Vida,
365 dias para uma nova aventura pelas encruzilhadas do Mundo.

Obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade, com que — imerecidamente — nos presenteias em cada instante.
Sim, porque é no acolhimento do dom de cada instante
que mais envolvidos nos sentimos pela Tua solicitude
e que mais surpreendidos somos pelo Teu amor.

Que este novo ano, Senhor,
Sejam, pois, 12 meses de paz,
52 semanas de harmonia
e 365 dias de contínua solidariedade e esperança.

Sabemos que sozinhos não podemos nada.
Mas também sabemos que conTigo conseguiremos tudo.
Queremos, por isso, que o novo ano faça de nós criaturas novas,
porque só com homens novos será possível acender a chama do tempo novo!

Que ao longo deste ano, que hoje começa
nós queiramos ser
construtores da paz,
peregrinos da esperança,
arautos da Boa Nova,
testemunhas da verdade,
promotores da justiça,
semeadores do perdão,
paladinos da liberdade
e anunciadores da salvação.

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,
mais atentos à Tua presença,
mais comprometidos com a Tua Palavra,
mais iluminados pela Tua luz,
mais fortalecidos pelo Teu Espírito
e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

Que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.
Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.
Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

Pedimos-Te, Senhor,
que a santidade seja o nosso objectivo,
que a fé seja a nossa prioridade,
que a oração seja o ar que absorvemos,
que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos
e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

Concede-nos
que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,
que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,
que o Teu exemplo desinstale o nosso ser
e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

A Ti, Senhor, queremos agradecer,
em Ti, Senhor, queremos permanecer,
conTigo, Senhor, queremos gritar:

«Nunca mais a guerra!
Nunca mais o ódio!
Nunca mais a violência e a injustiça!».

Contamos conTigo,
conta connosco também
para fazermos deste ano
um passo em frente
na construção de um mundo melhor,
de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,
onde todos se sintam irmãos,
onde só Tu sejas Senhor,
pois o Teu senhorio
é a garantia mais segura
de que a humanidade
ainda pode ser uma única família,
um imenso povo de irmãos!
publicado por Theosfera às 06:20

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