O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 19 de Janeiro de 2013

Se compararmos a presente situação a um jogo de futebol, diremos que as duas equipas estão totalmente encaixadas.

As equipas serão a crise e as soluções para a crise. A crise é a dívida, a solução é a austeridade.

Aumenta a dívida, aumenta a austeridade. Não saímos disto.

Como em alguns jogos, o empate só é desfeito quando aparece alguém que faça a diferença, alguém que consiga driblar os adversários.

Quem conseguirá driblar a presente crise?

Se tomarmos outra metáfora, dir-se-á que temos de sair de casa para ver bem a (nossa) casa.

Foi o que sugeriu Vergílio Ferreira: «Dentro de uma casa não se vê a casa e sair dela dá muito trabalho»!

Mas há que tentar! Pelo menos!

publicado por Theosfera às 11:51

Nenhuma coacção deve ser exercida. Nenhum ser humano é proprietário de outro ser humano. Ninguém pode mandar em ninguém.

A liberdade é sagrada. E o respeito é inquestionável.

Uma única excepção será aceitável. Foi enunciada, aliás, por John Stuart Mill: «A única situação em que a coacção pode ser aceitavelmente exercida sobre qualquer indivíduo contra a sua vontade é quando estão em causa terceiros»!

publicado por Theosfera às 11:50

A paz é uma aprendizagem contínua. Não se pense que a paz é a mera quietude, o simples não fazer nada.

Clemenceau já se apercebera, com doses extremas de pertinência, que «é mais fácil fazer a guerra do que a paz».

A paz dá muito mais trabalho. Ela requer muito mais que a força. Ela reclama a força da justiça.

A paz dá muito trabalho. Mas também oferece mais alegria, mais felicidade!

publicado por Theosfera às 11:47

Muito se aprende com a vida, aquela que nos fornece a maior cátedra e a permanente lição.

Na vida, estamos sempre a subir inclusive quando caímos.

É bem verdade o que exarou Vergílio Ferreira: «Quanto mais alto se sobe, mais longe é o horizonte».

Quanto mais se sobe, mais há para subir. Quanto mais se aprende, mais há para aprender!

publicado por Theosfera às 11:46

Há sempre (ou quase sempre) um interesse escondido até no acto (aparentemente) mais desinteressado.

Luc de Clapiers sustentou: «Os homens estão dispostos a ser prestáveis até ao momento em que têm poder».

Nunca podemos abandonar a escola do altruísmo.

Na arte de fazer o bem, seremos sempre aprendizes!

publicado por Theosfera às 11:46

Somos um país antigo e um país envelhecido.

Dizem os estudos que Portugal é o sexto país mais envelhecido do mundo.

E, no entanto, tudo indica que somos um país que não optimiza os recursos da sua população mais idosa.

Temos muitos idosos e até temos lugares para eles! Só parece que não estamos dispostos a reconhecer o lugar deles. Na vida. Na nossa vida. Em casa. Na nossa casa. Na sociedade. Na nossa sociedade!

publicado por Theosfera às 11:42

Hoje, 19 de Janeiro (2º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de S. Germânico, S. Canuto, S. Mário, S. Tiago Sales e seus Companheiros e S. Marcelo Spínola Maestre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Para que tudo corra mal que é preciso?

Eis a resposta de Goethe: «Ideias genéricas e uma grande presunção estão sempre em via de causar uma terrível desgraça».

É por isso que só as pessoas humildes podem trazer algum friso de esperança.

publicado por Theosfera às 09:26

Muitas vezes, a força é invocada (e aplicada) em nome da justiça.

Já Pascal notara que, «não podendo fazer que se fosse obrigado a obedecer à justiça, fizeram que fosse justo obedecer à força».

Só que o uso da força dificilmente presta tributo à justiça. A força facilmente leva a presumida justiça a degenerar em flagrante injustiça!

publicado por Theosfera às 09:21

Por vezes, ficamos apavorados com as tarefas que temos pela frente.

Sentimo-nos diminuídos nas nossas capacidades. E consideramo-nos pequenos para grandes coisas.

Mas, atenção, já Voltaire reparara que «as grandes coisas são, muitas vezes, mais fáceis do que aquilo que se pensa».

Importante é tentar. Persistir. E jamais desistir!

publicado por Theosfera às 09:14

Hoje, 18 de Janeiro (1º dia do Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos), é dia de Sta. Margarida da Hungria, S. Liberto ou Leobardo, Sta. Prisca ou Priscilla e S. Jaime Cosán.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

1. Não se aprende a fé; só se aprende a crer. Quando muito, aprende-se a fé na medida em que se aprende a crer.

Todos temos a percepção de haver um lado espontâneo na fé. Acordamos para a vida e, nesse mesmo instante, despertamos para algo próximo da fé. E, depois, há um momento em que muitos consideram necessário aprender a crer para aumentar a fé.

Ou seja, primeiro apreende-se, depois aprende-se!

 

2. Foi o que aconteceu com os discípulos de Jesus. Sentiam que tinham fé. E, por causa disso, pediram a Jesus que os ajudasse a aumentar a fé (cf. Lc 17, 5).

E como é que Jesus os ensinava? Com a Sua vida (cf. Lc 2, 47) e com a Sua palavra (cf. Mt 5, 1-12). No fundo, com a sintonia entre a Sua vida e a Sua palavra.

 

3. Walter Kasper notou que a novidade de Jesus Cristo não estava tanto na Sua mensagem. Estava sobretudo na Sua conduta.

Era isso que O tornava convincente. Era isso que levava muitos a procurá-Lo e a segui-Lo.

 

4. Podemos mesmo dizer que foi a fé de Jesus que estimulou a fé em Jesus. Ele apresentou-Se como um crente credível.

A Sua credibilidade levou-O a apostar a própria vida por aquilo que dizia, por aquilo que ensinava. Jesus dizia o que fazia e fazia o que dizia. O que fazia respaldava o que dizia.

 

5. As pessoas viam. As pessoas ouviam. Articulando o que viam com o que ouviam, eram mobilizadas para a fé.

Neste caso, a fé pode ser entendida não só como concordância, mas sobretudo como adesão, como seguimento, como entrega.

 

6. O crente não é tanto aquele que concorda e aplaude. O crente é sobretudo o que segue, o que convive.

O Evangelho anota que Jesus escolheu Doze «para andarem com Ele» (Mc 3, 14). Antes de mais e acima de tudo, o discípulo é o que partilha a vida do mestre.

Eis, aliás, a diferença entre o aluno e o discípulo. O aluno é o que ouve o mestre. Já o discípulo é o que, além de ouvir, convive com o mestre.

Em síntese, aprende-se a crer vendo, ouvindo e sobretudo vivendo.

 

7. O que se aprende quando se aprende a crer? Aprende-se que Deus é criador. Que Deus é providente. Que Deus salva. Que Deus liberta. Que Deus ama. Que Deus está presente. Que Deus não só age, mas também interage. Que Deus não só opera, mas também coopera.

Quando se aprende a crer, aprende-se que Deus, o mais distante ontologicamente, torna-Se o mais próximo pessoalmente. Aprende-se que Deus é Pai. E que, como vislumbrava Sto. Ireneu, o Filho e o Espírito Santo são como que as duas mãos pelas quais o Pai nos toca!

É, portanto, quando se aprende a crer que se aprende a conhecer e a viver a fé!

 

 

8. É a Igreja que, com todas as suas limitações, nos traz até Jesus. É ela que nos transmite o que outros acreditaram, o que outros viveram. E, dentro da própria Igreja, apercebemo-nos de que a nossa fé em Deus e em Cristo implica a fé na Igreja.

No seu mistério mais fundo, a Igreja é o sacramento primordial da presença de Deus no mundo. Ela é o novo corpo de Cristo. É neste sentido que a fé da Igreja nos conduz também à fé na Igreja!

 

9. Aprendemos a crer na oração e na missão. O encontro com Deus conduz-nos ao encontro com a humanidade.

 

10. É por isso que a fé se apega. É por isso que a fé nunca se apaga. É por isso que a fé se contagia. É por isso que a fé nunca é suficientemente grande. É por isso que a fé pode sempre ser maior!

publicado por Theosfera às 14:48

É mais fácil repetir o fracasso do que o êxito.

Guardiola saiu do Barcelona sentindo que seria difícil continuar o caminho do êxito.

Optou pelo Bayern sabendo que não vai ser fácil prosseguir a senda do êxito.

O Bayern não será um Barcelona B como o Barcelona não será um Bayern A.

Certamente que Guadiola não vai fazer um decalque, embora muitos estejam à espera de uma «reprise».

A vida (e o futebol não foge à regra) é mesmo assim: uma aposta, um risco permanente, uma aventura constante!

publicado por Theosfera às 11:27

Cada vez compro o jornal mais pelo que não traz do que pelo que contém.

Compro o jornal que traz menos histórias de crimes, de sensacionalismos e da vida privada das figuras públicas.

Alegar-se-á que tudo o que acontece deve ser noticiado. Diria que, a valer tal princípio, cada jornal teria de ter milhares e milhares de páginas.

Noticiar é, pois, seleccionar. E aflige-me que se propenda crescentemente a seleccionar a violência e a futilidade.

No que concerne aos crimes, objectar-se-á que a notícia será uma forma de dissuasão. Falando de crimes, haverá menos crimes.

Só que a experiência mostra que é precisamente o contrário. Quanto mais, mais. Quanto mais, pior.

É por isso que prefiro um jornal parcimonioso. Mesmo que não me dê muito, já é muito se não me agredir bastante.

Um jornal não tem de ser apenas o rosto da realidade mais deprimente. Pode ser também uma janela de esperança, uma porta para o futuro!

publicado por Theosfera às 10:06

Decididamente, os antigos tinham razão, toneladas de razão.

O único pecado, para os padres do deserto, era a distracção.

De facto, só nos apercebemos de algo quando anda à superfície, quando é muito ruidoso ou demasiado notório.

Mas aí já pode ser tarde. Muslah-Al-Din- Saadi, há muitos séculos, achava que, «no mundo, a tirania e a injustiça começam por uma coisa infinitamente pequena».

Há, pois, que estar muito atento.

publicado por Theosfera às 09:52

Um conselho ajuda. Mas não ajuda tanto como a experiência.

O problema é que, regra geral, de um conselho não gostamos antes de o receber. E de uma experiência não gostamos depois de a fazer.

André Gide alertava: «A experiência ensina mais seguramente que o conselho».

E, não raramente, a experiência ensina que, em certos casos, devíamos ter seguido alguns conselhos!

publicado por Theosfera às 09:39

Antão, que veneramos como santo, seria facilmente acusado, hoje em dia, de ser um excêntrico, alguém que fugia dos outros e fechado em si mesmo.

 

Era importante que, olhando para o exemplo deste asceta solitário, reafirmássemos o nosso amor pela liberdade de cada um.

 

A humanidade não é uniforme. Ela é uma sinfonia polifónica.

 

Deus está em todas as consciências. Não há um só caminho nem uma única visão.

 

A vida em comunidade é fecunda e profundamente bela. Mas não podemos estigmatizar quem opta pela solidão. Que, no fundo, acaba por ser uma solidão habitada.

 

Antão foi autêntico. Não seguiu a corrente. Benditos os que ousam.

publicado por Theosfera às 07:04

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

1. A fé está no agir e, nessa medida, está no ser. O agir segue o ser. O agir revela o ser. O ser desvela-se no agir.

A fé que inspira o agir está alojada no ser. Mais: a fé é o ser. Ou, melhor, a fé é mais que o ser. A fé é muito mais que o meu ser. A fé é outro modo de ser. A fé é o ser de Deus no ser de cada um.

 

2. Por isso, a fé é ser outro, é ser outramente. Neste sentido, não somos crentes, vamo-nos tornando crentes. Os discípulos de Jesus tinham esta percepção muito viva quando Lhe pediam que lhes aumentasse a fé (cf. Lc 17, 5).

Existe, por conseguinte, uma alemdidade na fé que consiste no facto de, em mim, eu procurar ir além de mim. Na fé, sou eu deixando de ser eu. A fé é a consciência de que Alguém me habita, de que Outro vive em mim (cf. Gál 2, 20-22).

 

3. É neste sentido que a fé não se define: ela não tem fim. A fé não se limita: ela pertence ao ilimitado. A fé também não se diz: ela faz parte do indizível.

Só que como o indizível, apesar de tudo, tem de ser dito, então tacteamos na procura e tartamudeamos no esforço, arriscando um discurso e propondo uma linguagem.

 

4. Acontece que a linguagem da fé ocorre mais na vida do que nas palavras. Ou, então, a fé mostra-se mais convincente com a palavra da vida do que com a palavra dos lábios.

A fé inscreve-se mais no plano pessoal do que no plano conceptual. A fé é mais relação com uma pessoa do que adesão a conceitos. Os conceitos são acolhidos por causa da pessoa. A credibilidade da pessoa torna credível a sua mensagem.

 

5. Existem, basicamente, três aproximações à fé. Podemos falar de uma aproximação antropológica, de uma aproximação religiosa e, dentro desta, de uma aproximação cristã.

Antropologicamente, ter fé é acreditar em Deus. Do ponto de vista religioso, ter fé é aderir ao que uma determinada religião transmite sobre Deus. Numa perspectiva cristã, ter fé implica acolher a revelação de Deus em Jesus Cristo presente na Sua Igreja.

 

6. Tal acolhimento resulta, ao mesmo tempo, de um dom e de um acto de vontade. A fé é sempre o encontro de duas liberdades: a liberdade de Deus e a liberdade do homem.

Uma vez que a fé assenta no plano pessoal, ela postula o aprofundamento da relação. Isso sucede pela oração, pela formação e pela missão.

 

7. Os cristãos habituaram-se a professar publicamente a sua fé. Trata-se da fé em Deus. Trata-se da fé de Jesus e da fé em Jesus. Trata-se, no fundo, da fé da Igreja e da fé na Igreja.

A essa profissão chamamos símbolo (Símbolo da Fé) porque, como decorre da etimologia, é aquilo que une, é aquilo que une os cristãos desde o princípio.

 

8. Tal símbolo é composto por artigos que não podem ser fracturados nem suprimidos. A raiz da palavra artigo (articulus) já diz tudo: artigo é o que articula, é o que está unido ao que está antes e ao que vem depois.

A boca proclama e o coração acredita (cf. Rom 10, 10) para que a vida possa tornar presente. Assim é o percurso da fé na nossa existência.

 

9. Acreditamos como pessoas. Acreditamos como comunidade. Na fé, usamos as palavras de todos e damos-lhe a feição de cada um.

Na fé, acreditamos em Deus. E em tudo o que vem de Deus por Seu Filho, Jesus Cristo, presente no mundo através do Seu novo Corpo que é a Igreja, que somos nós!

publicado por Theosfera às 00:36

Faz hoje vinte anos.

16 de Janeiro de 1993. Uma data que jamais esquecerei. Um dia que ficou marcado por um turbilhão de emoções. Um dia em que pude presenciar a dor de muitos e o amor solidário de tantos.

Na manhã fria deste dia, muitas pessoas foram desalojadas em Camarate. Algumas senhoras ficaram na rua com bebés e crianças nos braços.

Nesse dia, houve encontro de jovens na Paróquia de S. João de Brito.

A oração começou a motivar-nos para a missão. Sentíamos que tínhamos de fazer alguma coisa. E fez-se.

Os jovens puseram-se em campo. Fomos ao local. Trouxemos um autocarro cheio de desalojados. Ficaram nas instalações da paróquia durante várias semanas.

E foram eles, os jovens, que mobilizaram toda a comunidade (crentes e não crentes).

Durante dias, ali estiveram junto de desconhecidos que depressa passaram a ser tratados como irmãos.

Toda a gente colaborou com comida, com roupa, com carinho.

O sorriso humedecido em lágrimas foi o mais belo gesto de gratidão que registámos.

Sei que os jovens de S. João de Brito (hoje adultos) ficaram marcados para sempre.

Eu também fiquei marcado. Pela generosidade imensa que eles mostraram.

Houve quem faltasse ao emprego e às aulas para não faltar à solidariedade.

Assim se escreveu a palavra FÉ a letras de ouro no coração de muitos!

publicado por Theosfera às 00:15

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

1. Apercebemo-nos do que a fé é e sentimos que a fé está. Mesmo antes de nos apercebermos do que é a fé, sentimos que a fé está.

Numa aproximação inicial, dir-se-ia que a fé está na nossa relação com as coisas e na nossa relação com as pessoas.

 

2. Na nossa relação com as coisas, a fé começa por estar em nós como percepção de que não sabemos. Ou de que não sabemos plenamente.

De facto, num primeiro momento, quando alguém diz «creio» está a dizer que não sabe ou, então, que não sabe com toda a certeza.

Daí que quando alguém diz «creio» esteja — pelo menos, implicitamente — a admitir que o contrário também é possível. Quando alguém diz «crer» que o seu clube vai ganhar sabe que também conta com a possibilidade de perder.

 

3. Neste caso, a fé assemelha-se a uma tentativa de conhecimento antes do acontecimento. Tratar-se-á mais de um desejo do que de um vaticínio.

A fé, assim vista, está mais perto do palpite, do vislumbre, onde tudo parece possível, mas em que nada surge como garantido nem seguro.

Ela parece ficar a meio entre a mera suspeita e o conhecimento exacto. Será superior a um simples alvitre, mas continuará inferior ao verdadeiro saber.

 

4. Já no que toca à relação com as pessoas, a fé assume outras proporções. O índice de certeza e segurança é bastante diferente e incomparavelmente maior.

Quando alguém diz «creio em ti» expressa um acto de confiança que envolve a inteligência, a vontade e o sentimento. Ou seja, abarca a totalidade da pessoa.

 

5. Assim sendo, a fé pressupõe um relacionamento e pode até implicar uma entrega de toda a vida.

Aliás, a etimologia das palavras remete-nos para isso. Em alemão e inglês, acreditar (glauben, believe) tem a mesma raiz de amar (lieben, love). E, no latim, o verbo credere (acreditar) procede, segundo algumas derivações, de cor-dare, dar o coração.

 

6. Isto significa que, no plano pessoal, a fé oferece um conhecimento seguro. A pessoa entrega-se a quem conhece e conhece bem. É impensável que alguém se entregue a quem não conhece.

É claro que pode haver um equívoco acerca da pessoa. A coisa mais fácil do mundo — reconhecia Madre Teresa de Calcutá — é sermos enganados. É, no entanto, com base no relacionamento que presumimos conhecer as pessoas. Não se trata de uma relação sujeito-objecto, mas de uma relação eu-tu.

 

7. É a partir da confiança que nos merece a pessoa que damos assentimento e concordância àquilo que ela diz, àquilo que ela fez.

Esta é, pois, a «porta da fé», expressão usada por Bento XVI e que se encontra no centro do Livro dos Actos dos Apóstolos (17, 24).  

Paulo e Barnabé encontram-se em Antioquia e relatam aos cristãos como, apesar das dificuldades, muitos se tinham tornado cristãos em diversas cidades, transpondo assim a «porta da fé».

 

8. É uma porta aberta por Deus na medida em que cumpre o que promete, na medida em que diz o que faz e faz o que diz. É uma porta que nunca fecha e que, por conseguinte, está à disposição de todos.

É uma porta que podemos transpor pela resposta vivencial à vivencial proposta de Deus.

 

9. A fé é uma porta que dá para uma casa. É a casa do Evangelho. Do Evangelho difundido pela palavra, acolhido pela oração, mantido na caridade e fortalecido pelo testemunho.

 

10. Não fiquemos à porta. Entremos na casa. A fé não é para tudo. Mas é para todos!

publicado por Theosfera às 19:20

Creio que foi Winston Churchill, homem de pensamento (e não só de palavra) sempre afiado, a definir o fanático.

Para ele, fanático é quem está sempre a falar do mesmo tema e não admite mudar de assunto».

Tentando escalpelizar o fenómeno, Oliver Wendell Holmes dissera que «a mente de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais luz incide sobre ela, mais ela se irá contrair».

O fanatismo não se alimenta só de ignorância. Alimenta-se sobretudo de resistência obstinada à luz!

publicado por Theosfera às 11:45

Com Marie Chénier, também creio que «Deus fez a liberdade, o homem a escravatura».

E o mais grave é que alguns que se apresentam como homens de Deus têm a boca cheia de liberdade, mas parecem ter as mãos invadidas pela escravatura!

publicado por Theosfera às 11:40

O paradoxo acompanha-nos. O preconceito ameaça-nos.

A opção é indiscutível. Jean-Jacques Rousseau tornou tudo muito claro: «Prefiro ser um homem de paradoxos a ser um homem de preconceitos».

Mas, às vezes, o grande paradoxo é ouvir declarações contra os preconceitos e ver acções que fomentam toneladas de preconceitos!

publicado por Theosfera às 11:37

Hoje, 15 de Janeiro, é dia de Sto. Amaro, S. Plácido, S. Luís Variara, Sto. Arnaldo Jansen, S. Paulo Ermita, S. Remígio e S. Macário o antigo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 11:33

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

O que mais estamos a perder são os laços. Mas os laços fazem mais falta que o dinheiro.

A família arrisca-se a ser um pasto de violência. Andamos deslaçados, penosamente deslaçados.

Só no último mês, houve mais 800 casos de violência doméstica em Lisboa e no Porto.

Precisamos de recuperar os laços perdidos!

publicado por Theosfera às 10:20

Abunda, hoje em dia, uma inteligência técnica. Ainda bem.

Mas falta, cada vez mais, uma inteligência sensível. Ainda mal.

Como diz Isabel Allegro de Magalhães, «só uma inteligência sensível ao sofrimento dos outros poderá desencadear a viragem radical que é preciso, em Portugal e na Europa, na governação e no modo como vivemos: na disponibilidade para um estilo mais frugal, mais partilhado, de maior cuidado com os outros».

Esta é a grande urgência. Esta é a maior carência.

Antes de tomar medidas, no plano pessoal e público, temos de pensar no sofrimento que poderemos estar a infligir aos outros.

A minha responsabilidade não se esgota em mim; estende-se também aos outros, a cada tu, a cada eu que mora em cada um.

Fiquemos com esta interpelação do Talmude da Babilónia: «Se não respondo por mim, quem responderá por mim? Mas se só respondo por mim, serei ainda eu?»

publicado por Theosfera às 10:08

À guisa de avalancha, o sofrimento corre o mundo e escorre de praticamente todos os corações.

Como se não bastasse o sofrimento que ocorre, ainda sofremos com o sofrimento que até pode nem ocorrer, com o sofrimento antes de ocorrer.

Thomas Jefferson reparou neste fenómeno quando exclamou: «Quantos sofrimentos nos custaram os males que nunca ocorreram»!

De facto, para sofrimento já chegam os males que ocorrem, que estão sempre a ocorrer!

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje, 14 de Janeiro, é dia de S. Félix de Nola, Sta. Macrina a Antiga e S. Pedro Donders.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Domingo, 13 de Janeiro de 2013

Já tivemos uma «República nova» e um «Estado novo». O resultado de ambos não foi propriamente encorajador.

A «República nova» foi autoritária e terminou em tragédia, com a morte de Sidónio Pais.

O «Estado novo» foi autoritária e não nos retirou do atraso.

Não proponho, por isso (por causa das conotações), uma «Democracia nova». Mas creio que ninguém contesta a necessidade de uma renovada Democracia!

publicado por Theosfera às 13:58

Já houve um país que começou a existir a partir de um grito. Hoje, sente-se que a Europa, se quiser re-existir, tem de dar (nem que seja silenciosamente) o seu «grito do Ipiranga».

É chegado o momento de alguém assumir que os mercados não foram eleitos. Portanto, não é aos mercados que cabe dirigir. É aos governos que incumbe governar.

Elementar, dir-se-á. Mas trata-se de um princípio cada vez mais esquecido.

Devolvam a Europa (incluindo os mercados europeus) aos povos, aos cidadãos!

publicado por Theosfera às 08:54

Há quem faça tudo por possuir. Há quem pense que possuir é ganhar.

Mas também há quem, como Fernando Pessoa, tenha a noção de que «possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência».

E a essência de cada coisa, de cada pessoa, é dar, é abrir-se!

publicado por Theosfera às 08:35

Tudo depende das pequenas coisas, a começar pelas grandes coisas.

Quem subestima o mais pequeno compromete, por isso, a possibilidade de crescer.

Ana Hatherly notou: «Quantas vezes não é através dos actos aparentemente mais inúteis ou supérfluos que o homem descobre a sua força?»

publicado por Theosfera às 08:33

O cerne da arte está na criação, não em pertencer a uma escola, mas em fazer escola.

Roger Callois percebeu o essencial: «O artista que abdica do privilégio da criação deliberada para favorecer e captar sublimes inspirações não consegue senão criar o acidental»!

publicado por Theosfera às 08:31

Hoje, 13 de Janeiro (Festa do Baptismo do Senhor, fim do Tempo Litúrgico do Natal), é dia de Sto. Hilário de Poitiers (eminete Triadólogo e invocado contra as serpentes), S. Gumersindo e S. Serdieu.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:00

Sábado, 12 de Janeiro de 2013

Situações novas postulam caminhos renovados.

Será com o antigo que poderemos gerar o novo? Talvez, se o antigo estiver bem e não bloquear o novo.

Mário Monti acha que «direita» e «esquerda» são categorias do passado. Para ele, os políticos dividem-se entre aqueles que estão enquistados no passado e aqueles que estão abertos ao futuro, dispondo-se a renovar o passado.

Edmund Burke garantiu, há muito, que «não é possível preparar o futuro com o passado».

A Lei Fundamental estabelece que o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente tendo em conta os resultados eleitorais.

Isto não impõe que o escolhido tenha de ser, obrigatoriamente, o líder do partido mais votado. O que isto implica é que os deputados assegurem uma solução.

Posto isto, é caso para perguntar. Será que o Primeiro-Ministro tem de ser recrutado apenas nos partidos? Não é possível olhar para a Universidade, para as empresas e para outras instituições?

A democracia tem de ser uma janela aberta. Não pode ser um circuito fechado. Cada vez mais fechado?

publicado por Theosfera às 11:53

Há palavras que falam alto. Mas as acções falam mais alto que as palavras mais altas.

Abraham Lincoln já o notou: «Acções falam mais alto que as palavras».

Por isso é que Sto. António recomendava: «Cessem as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios; de obras vazios»!

publicado por Theosfera às 11:35

Viver é andar, é mudar.

Nunca deixamos de estar em mudança. E, ao mesmo tempo, nunca estacionamos em qualquer mudança.

Nicolau Maquiavel percebeu: «Uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança»!

publicado por Theosfera às 11:29

Hoje, 12 de Janeiro, é dia de S. Modesto, S. João de Ravena, S. Bento Biscop, Sto. António Maria Pucci e Sta. Margarida de Bourgeoys.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013

Muito se discute, por estes dias, o Estado Social.

Mas não é só em discussão que está o Estado Social. O Estado Social está também (o que é pior) em retrocesso, em retrocesso acelerado.

Aos cidadãos é exigido cada vez mais e é oferecido cada vez menos.

Percebe-se a delicadeza da situação. Mas não se entende o encaminhamento que lhe estão a dar.

A situação é difícil. Pede-se o contributo de todos. Tal contributo está a ser dado. Como se percebe, então, que os direitos estejam a recuar?

Neste sentido, não deixa de ser sintomático que algumas figuras conotadas com a direita e até com o antigo regime se mostrem críticas do actual poder.

Quem ouve Adriano Moreira ou Veiga Simão fica com a sensação de que são muito mais sensíveis aos direitos sociais do que os políticos actuais.

É certo que hoje vive-se melhor. Mas há uma precisão a fazer.

Há décadas, estes direitos estavam em expansão. Hoje estão em retracção.

Outrora, havia uma repressão política. Mas hoje não estaremos no limiar de uma opressão cívica?

Há direitos básicos (alimentação e saúde) que já não estão ao alcance de muitos!

publicado por Theosfera às 22:42

Não sei os motivos da decisão, mas verifico uma persistência no perfil de actuação.

Em Portugal, há uma estranha tendência para alterar o que está bem e para manter o que está mal.

A «Praça da Alegria» era mais do que um programa; era um traço de união entre pessoas, gerações e povos.

Não era espectador do programa. Mas conheço muita gente para quem este programa era uma companhia constante.

O programa terminou hoje...ainda que o nome continue a figurar no novo formato!

publicado por Theosfera às 13:14

É muito difícil repetir o êxito. E é praticamente impossível evitar repetir o fracasso.

O êxito ilude e o fracasso tolhe.

O êxito facilmente conduz ao relaxamento. O fracasso rapidamente gera bloqueios.

É claro que há excepções. Há quem repita os êxitos e há quem não repita o fracasso.

Mas, em qualquer caso, as excepções acabam por confirmar a regra.

Guardiola deixou o Barcelona porque nem o melhor clube do mundo servia de garantia para a continuação dos êxitos. 

Com êxito ou com fracassos, o mais sensato é não repetir o que já se viveu.

O melhor, por isso, é aprender com o tempo. Este, o tempo, não recua; só avança. Não repete o bom nem reproduz o mau. Pode ampliar o bom ou amplificar o mau, mas caminha para o diferente.

É certo que, em cada ano, volta a ser Janeiro. Mas isso é apenas no plano convencional.

O Janeiro de cada ano é diferente do Janeiro dos outros anos.

A vida está cheia de novidades. Ela caminha para diante. Mesmo que seja para baixo ou para o fundo, o importante é que seja para o diferente!

publicado por Theosfera às 13:00

«Muito raciocínio e pouca observação conduzem ao erro. Muita observação e pouco raciocínio conduzem à verdade».

Eis o que disse Alexis Carrrel.

Quanto ao primeiro pressuposto, não tenho dúvida. Quanto ao segundo, não tenho total certeza.

Muita observação conduz à verdade. Mas o raciocínio não pode ser pouco. Tem é de ser bom, atento!

publicado por Theosfera às 11:50

A sabedoria está sobretudo na atenção. Não basta estar atento às palavras.

É preciso estar atento também aos silêncios. E, mesmo quanto às palavras, é fundamental que não fiquemos pelas palavras retocadas, pelo discurso preparado.

Convém ter presente a confidência de Groucho Marx: «Antes que eu discurse, tenho algo importante para dizer»!

publicado por Theosfera às 09:52

O vício é o antónimo da virtude. Mas nem sempre a virtude é a ausência de vícios.

Horácio tinha como certo que, «na realidade, ninguém nasce sem vícios: o melhor é quem cai nos mais leves».

É preciso estar sempre atento para não cair nos mais pesados!

publicado por Theosfera às 09:46

A felicidade não está na ausência de problemas. A felicidade pode estar na forma como encaramos os problemas.

Esta é a diferença.

José Saramago achava que «a felicidade é só uma invenção para tornar a vida mais suportável».

A felicidade não vem de fora. De fora vêm as circunstâncias, as condicionantes.

Mas a felicidade tem de vir de dentro, do fundo, da alma!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje, 11 de Janeiro, é dia de Sto. Higino e S. Vital.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

«O sentido da minha vida, disse Viktor Frankl, foi ajudar os outros a encontrarem o sentido das suas».

O eu apaga-se em si e brilha nos outros.

Uma vida egocêntrica pode ser muito preenchida, mas acaba por ser pouco cheia.

A vida que se dá é sempre vida que se recebe!

publicado por Theosfera às 00:12

Num caminho, precisamos de uma orientação. No caminho da vida, necessitamos de um sentido.

O fácil pode parecer agradável e o habitual costuma envolver. Mas já dizia Espinosa que «tudo o que é ilustre é tão difícil quanto raro».

Eis, por isso, uma bússola preciosa.

Não fujamos das dificuldades e não tenhamos medo do que é raro.

O difícil estimula. E o que é raro seduz!

publicado por Theosfera às 00:04

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

São múltiplas as catalogações das pessoas, quase todas elas arrumadas em dualismos de pendor maniqueísta.

A mais usual dessas classificações é a distinção entre pessoas boas e pessoas más.

Mas há mais: inteligentes e medíocres; competentes e incompetentes; humildes e arrogantes; etc., etc.

Creio, porém, que há meridiano a montante e a jusante de todos estes critérios: a decência, valor cada vez mais raro e, por isso, mais urgente.

Viktor Frankl achava que «há duas raças de homens neste mundo e só essas duas: a raça dos homens decentes e a raça dos homens indecentes. Podemos encontrar uma e outra em todo o lado; elas percorrem todos os grupos sociais».

E, atenção, «nenhum desses grupos é composto inteiramente por pessoas decentes ou indecentes. Nenhum grupo é uma raça pura».

A decência está em todos como possibilidade. A indecência está em cada um como tentação!

publicado por Theosfera às 23:42

Sofrer custa, mas revela. É pelo sofrimento que o homem mais se manifesta.

O sofrimento faz parte de vida. Pelo que se a vida tem um sentido, o sofrimento na vida também tem de ter um sentido.

Como anota Viktor Frankl, «o sofrimento é uma parte inextirpável da vida, tal como a morte. Sem o sofrimento e a morte, a vida não está completa».

Daí a preocupação de Dostoiésvski: «Há uma coisa que eu temo: não se digno dos meus sofrimentos».

Por muito que nos doa, é mesmo assim.

Não adianta, pois, fugir ao sofrimento e à morte.

Importante é encontrar um sentido mesmo no sofrimento e na própria morte!

publicado por Theosfera às 23:24

A razão é importante, mas não pode ser vista como um absoluto.

A razão ajuda a perceber muita coisa, mas não ajuda a resolver tudo.

Lessing afirmou, um dia, que «há coisas que nos levam forçosamente a perder a razão; caso contrário, é porque já a perderam».

É que, como garantiu Viktor Frankl, «uma reacção anormal a uma situação anormal é um comportamento normal»!

publicado por Theosfera às 22:57

O sucesso não visita, habitualmente, quem o procura.

O sucesso é uma consequência eventual. Não pode ser um objectivo principal.

Viktor Frankl aconselhava: «Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num objectivo, mais probabilidades terão de falhar. O sucesso, tal como a felicidade, não pode ser procurado. Tem de ser algo que surge naturalmente e isso só acontece como resultado involuntário da nossa dedicação a uma causa superior a nós mesmos ou como consequência inesperada da nossa entrega a outras pessoas».

Em suma, não devemos procurar o sucesso de uma acção. Devemo-nos dedicar a uma acção independentemente do sucesso.

A experiência ensina que, muitas vezes, as melhores pessoas e as melhores acções não são tatuadas pelo sucesso!

publicado por Theosfera às 22:41

Sem querer ser tremendista, vejo com enorme preocupação o programa que alguns nos nossos credores nos querem impor.

E encaro com acrescida perplexidade o servilismo com que alguns se dispõem a aceitá-lo.

Em democracia dialoga-se, não se monologa. Em democracia, uma decisão é fruto de negociação, não de imposição.

Nesta hora, precisamos de políticos e de humanistas. Só bons contabilistas não chega.

Da antiguidade vem um aviso. Era bom que se percebesse o que foi dito por Tibério: «Em matéria de impostos, é função de um bom pastor tosquiar as suas ovelhas, mas não tirar-lhes o couro».

Pelo (des)caminho que as coisas estão a levar, a dúvida já não é apenas saber se o povo aguenta.

A pergunta é também outra: será que o poder aguenta?

A paciência dos povos tem limites!

publicado por Theosfera às 10:36

É óbvio que a linguagem depende do pensamento. Mas é igualmente notório que o pensamento também depende da linguagm.

O pensamento fornece a linguagem, mas a linguagem também inspira o pensamento.

Foi talvez por isso que Karl Kraus notou que «a linguagem é a mãe, e não a criada, do pensamento»!

publicado por Theosfera às 09:58

Não se fala só com os lábios. Não se mente apenas com a língua.

Robert Stevenson achava que «as mentiras mais cruéis são frequentemente ditas em silêncio».

A conivência silenciosa com a mentira acaba por ser uma aprovação (e um reforço) da mentira!

publicado por Theosfera às 09:55

O Padre António Vieira proclamou que «ao trabalho corresponde o fruto que se colhe».

É claro que há quem colha muito trabalhando pouco e há quem colha pouco trabalhando muito.

Basta, no último caso, que o Estado, via carga tributária, nos leve cada vez mais (dinheiro) e nos dê cada vez menos (serviços)!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 10 de Janeiro, é dia de S. Gonçalo de Amarante, S. Guilherme de Bourges, Sto. Agatão, Sta. Irmã Francisca de Sales Aviat e S. Gregório de Nissa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Quarta-feira, 09 de Janeiro de 2013

A saída da religião não significa, necessariamente, o fim da religião.

Ficou célebre (apesar de muito discutida) a tese de Marcel Gauchet do Cristianismo como «a religião da saída da religião».

Manuel Maria Carrilho entende que a sociedade está «a adoptar um novo deus que se instalou no espaço que imaginámos ser o da nossa liberdade: o mercado».

A liberdade pode ser, assim, uma mera ilusão. «Somos cada vez mais um rebanho devoto a essa nova e única divindade do nosso tempo».

É o mercado que «determina o valor dos bens» e contribui para a desvalorização do Bem.

A nossa liberdade desagua em «novas formas de servidão voluntária».

A lição de Kant foi esquecida. Dizia o filósofo de Konisberg que «as coisas ou têm um preço ou uma dignidade. Se há coisas que não têm preço, é porque têm dignidade».

O problema é que os indivíduos tendem a interiorizar tudo pelo paradigma do mercado. É assim que se fala até do «mercado das ideias».

Para Manuel Maria Carrilho, o endividualismo nasce do cruzamento das «metamorfoses do indivíduo e do hiperconsumo», ou seja, da dívida. E, «contra todas as expectativas, o endividualismo vai resistindo a todos os abanões da crise».

Pudera! Ele está no epicentro da crise!

publicado por Theosfera às 10:31

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