O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Já morreram os idosos da nossa infância.

Já morreram muitos dos adultos da nossa infância.

Já começam a morrer os que eram jovens adultos quando nós ainda éramos crianças.

Assim, de repente, damos conta de que já temos mais anos do que eles tinham quando começámos a ouvir falar deles.

Enfim, já estamos na fase em que o tempo voa.

Já não se limita a correr...

publicado por Theosfera às 10:45

De novo o Acordo Ortográfico. Sempre o Acordo Ortográfico.

Apenas um pequeno contributo para o discernimento.

Creio que se tem estado a confundir adaptação com unificação.

Uma coisa é adaptar a língua. Outra coisa, bem diferente, é pretender unificar a língua.

A adaptação, ainda que discutível, é viável. A unificação parece-me pura e simplesmente impossível.

Ainda que alguém as pretenda unificar, a pronúncia e a grafia do português de Portugal serão inevitavelmente (desejavelmente?) diferentes da pronúncia do português do Brasil, de Angola, de Timor, etc.

Alguém imaginou que, outrora, os gauleses, os castelhanos ou os romenos pensassem impor um latim unificado a Roma?

O que aconteceu foi o normal.

O latim, nestes povos, deu origem ao francês, ao castelhano, ao romeno.

Não é uma riqueza?

É bom acompanhar os tempos. É impraticável querer controlar a marcha do tempo!

publicado por Theosfera às 10:10

Trabalho vem do latim «tripalium» que significa instrumento de tortura.

Mas o trabalho não pode ser para torturar. O trabalho não deve ser tortura, mas realização.

Máximo Gorky assinalou: «Quando o trabalho é um prazer, a vida é bela! Mas quando nos é imposto, a vida é uma escravatura».

Hoje, dir-se-ia que a tortura maior é o não trabalho, a ausência de trabalho, o impedimento de trabalho!

publicado por Theosfera às 09:58

Hoje, 28 de Janeiro, é dia de S. Tomás de Aquino e S. Valério.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Um dia, alguém perguntou a Óscar Wilde: «Sabes qual é a diferença entre um santo e um pecador?».


O escritor irlandês respondeu: «Sei. É que o santo tem sempre um passado e o pecador tem sempre um futuro».


Como é bom conviver com pessoas com a sabedoria e a simplicidade de S. Tomás! Um santo enquanto sábio, um sábio enquanto santo!


A maior santidade é uma manifestação de sabedoria. E a maior sabedoria é sempre a santidade.


Hoje é dia de S. Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Não sei que mais admire nele, se a santidade, se a sabedoria.


Dialéctica infundada, porém. Tomás foi sábio porque santo e foi santo porque sábio. Ele percebeu belamente que a verdadeira sabedoria é a santidade e que a autêntica santidade é sempre sabedoria.


A sua humildade levou-o a procurar constantemente a verdade. Fê-lo até ao fim da vida. E fê-lo não só sentado à secretária. Fê-lo sobretudo de joelhos.


A Teologia não é um exercício diletante. É um acto de fé que não exclui a razão, antes a optimiza.


A fé envolve a vida e não deixa a razão de fora. Foi Tomás quem porfiou na consolidação da aliança entre a razão e a fé: «A razão postula a fé e a fé postula a sua compreensão racional».


Homens como Tomás não passam de moda. São imortais. Por isso, a Igreja, no Vaticano II, faz dele o único teólogo cujo pensamento recomenda expressamente na formação dos sacerdotes.


Era um homem silencioso. Vivia muito a partir de dentro, a partir do fundo. Parecia um anjo. Não deixou de ser humano por isso. É um acto de sabedoria aprender com quem nos pode ajudar. Inclusive com os anjos.


Nem todos podemos ser sábios como Tomás. Nem todos poderemos ser místicos como Teresa de Lisieux, que viveu às portas do século XX. Mas todos somos chamados a ser santos como os dois. Ambos mergulharam no mesmo (e infindo) oceano: o mistério santo de Deus!


Tempos diferentes e personalidades diversas partilham a mesma preocupação: encontrar o seu lugar na Igreja, na humanidade.


No século XIX, Teresa de Lisieux foi perita na ciência do amor. No século XIII, Tomás de Aquino fora mestre no amor da ciência.


Ambas as vias conduzem a Deus: o amor é a maior ciência; a maior ciência é o amor.
publicado por Theosfera às 06:05

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