O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

1. Não se aprende a fé; só se aprende a crer. Quando muito, aprende-se a fé na medida em que se aprende a crer.

Todos temos a percepção de haver um lado espontâneo na fé. Acordamos para a vida e, nesse mesmo instante, despertamos para algo próximo da fé. E, depois, há um momento em que muitos consideram necessário aprender a crer para aumentar a fé.

Ou seja, primeiro apreende-se, depois aprende-se!

 

2. Foi o que aconteceu com os discípulos de Jesus. Sentiam que tinham fé. E, por causa disso, pediram a Jesus que os ajudasse a aumentar a fé (cf. Lc 17, 5).

E como é que Jesus os ensinava? Com a Sua vida (cf. Lc 2, 47) e com a Sua palavra (cf. Mt 5, 1-12). No fundo, com a sintonia entre a Sua vida e a Sua palavra.

 

3. Walter Kasper notou que a novidade de Jesus Cristo não estava tanto na Sua mensagem. Estava sobretudo na Sua conduta.

Era isso que O tornava convincente. Era isso que levava muitos a procurá-Lo e a segui-Lo.

 

4. Podemos mesmo dizer que foi a fé de Jesus que estimulou a fé em Jesus. Ele apresentou-Se como um crente credível.

A Sua credibilidade levou-O a apostar a própria vida por aquilo que dizia, por aquilo que ensinava. Jesus dizia o que fazia e fazia o que dizia. O que fazia respaldava o que dizia.

 

5. As pessoas viam. As pessoas ouviam. Articulando o que viam com o que ouviam, eram mobilizadas para a fé.

Neste caso, a fé pode ser entendida não só como concordância, mas sobretudo como adesão, como seguimento, como entrega.

 

6. O crente não é tanto aquele que concorda e aplaude. O crente é sobretudo o que segue, o que convive.

O Evangelho anota que Jesus escolheu Doze «para andarem com Ele» (Mc 3, 14). Antes de mais e acima de tudo, o discípulo é o que partilha a vida do mestre.

Eis, aliás, a diferença entre o aluno e o discípulo. O aluno é o que ouve o mestre. Já o discípulo é o que, além de ouvir, convive com o mestre.

Em síntese, aprende-se a crer vendo, ouvindo e sobretudo vivendo.

 

7. O que se aprende quando se aprende a crer? Aprende-se que Deus é criador. Que Deus é providente. Que Deus salva. Que Deus liberta. Que Deus ama. Que Deus está presente. Que Deus não só age, mas também interage. Que Deus não só opera, mas também coopera.

Quando se aprende a crer, aprende-se que Deus, o mais distante ontologicamente, torna-Se o mais próximo pessoalmente. Aprende-se que Deus é Pai. E que, como vislumbrava Sto. Ireneu, o Filho e o Espírito Santo são como que as duas mãos pelas quais o Pai nos toca!

É, portanto, quando se aprende a crer que se aprende a conhecer e a viver a fé!

 

 

8. É a Igreja que, com todas as suas limitações, nos traz até Jesus. É ela que nos transmite o que outros acreditaram, o que outros viveram. E, dentro da própria Igreja, apercebemo-nos de que a nossa fé em Deus e em Cristo implica a fé na Igreja.

No seu mistério mais fundo, a Igreja é o sacramento primordial da presença de Deus no mundo. Ela é o novo corpo de Cristo. É neste sentido que a fé da Igreja nos conduz também à fé na Igreja!

 

9. Aprendemos a crer na oração e na missão. O encontro com Deus conduz-nos ao encontro com a humanidade.

 

10. É por isso que a fé se apega. É por isso que a fé nunca se apaga. É por isso que a fé se contagia. É por isso que a fé nunca é suficientemente grande. É por isso que a fé pode sempre ser maior!

publicado por Theosfera às 14:48

É mais fácil repetir o fracasso do que o êxito.

Guardiola saiu do Barcelona sentindo que seria difícil continuar o caminho do êxito.

Optou pelo Bayern sabendo que não vai ser fácil prosseguir a senda do êxito.

O Bayern não será um Barcelona B como o Barcelona não será um Bayern A.

Certamente que Guadiola não vai fazer um decalque, embora muitos estejam à espera de uma «reprise».

A vida (e o futebol não foge à regra) é mesmo assim: uma aposta, um risco permanente, uma aventura constante!

publicado por Theosfera às 11:27

Cada vez compro o jornal mais pelo que não traz do que pelo que contém.

Compro o jornal que traz menos histórias de crimes, de sensacionalismos e da vida privada das figuras públicas.

Alegar-se-á que tudo o que acontece deve ser noticiado. Diria que, a valer tal princípio, cada jornal teria de ter milhares e milhares de páginas.

Noticiar é, pois, seleccionar. E aflige-me que se propenda crescentemente a seleccionar a violência e a futilidade.

No que concerne aos crimes, objectar-se-á que a notícia será uma forma de dissuasão. Falando de crimes, haverá menos crimes.

Só que a experiência mostra que é precisamente o contrário. Quanto mais, mais. Quanto mais, pior.

É por isso que prefiro um jornal parcimonioso. Mesmo que não me dê muito, já é muito se não me agredir bastante.

Um jornal não tem de ser apenas o rosto da realidade mais deprimente. Pode ser também uma janela de esperança, uma porta para o futuro!

publicado por Theosfera às 10:06

Decididamente, os antigos tinham razão, toneladas de razão.

O único pecado, para os padres do deserto, era a distracção.

De facto, só nos apercebemos de algo quando anda à superfície, quando é muito ruidoso ou demasiado notório.

Mas aí já pode ser tarde. Muslah-Al-Din- Saadi, há muitos séculos, achava que, «no mundo, a tirania e a injustiça começam por uma coisa infinitamente pequena».

Há, pois, que estar muito atento.

publicado por Theosfera às 09:52

Um conselho ajuda. Mas não ajuda tanto como a experiência.

O problema é que, regra geral, de um conselho não gostamos antes de o receber. E de uma experiência não gostamos depois de a fazer.

André Gide alertava: «A experiência ensina mais seguramente que o conselho».

E, não raramente, a experiência ensina que, em certos casos, devíamos ter seguido alguns conselhos!

publicado por Theosfera às 09:39

Antão, que veneramos como santo, seria facilmente acusado, hoje em dia, de ser um excêntrico, alguém que fugia dos outros e fechado em si mesmo.

 

Era importante que, olhando para o exemplo deste asceta solitário, reafirmássemos o nosso amor pela liberdade de cada um.

 

A humanidade não é uniforme. Ela é uma sinfonia polifónica.

 

Deus está em todas as consciências. Não há um só caminho nem uma única visão.

 

A vida em comunidade é fecunda e profundamente bela. Mas não podemos estigmatizar quem opta pela solidão. Que, no fundo, acaba por ser uma solidão habitada.

 

Antão foi autêntico. Não seguiu a corrente. Benditos os que ousam.

publicado por Theosfera às 07:04

Hoje, 17 de Janeiro, é dia de Sto. Antão e Sta. Rosalina de Villeneuve.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

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