O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Hoje, 16 de Janeiro, é dia de S. Berardo e seus Companheiros, S. Marcelo e S. José Vaz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:01

1. A fé está no agir e, nessa medida, está no ser. O agir segue o ser. O agir revela o ser. O ser desvela-se no agir.

A fé que inspira o agir está alojada no ser. Mais: a fé é o ser. Ou, melhor, a fé é mais que o ser. A fé é muito mais que o meu ser. A fé é outro modo de ser. A fé é o ser de Deus no ser de cada um.

 

2. Por isso, a fé é ser outro, é ser outramente. Neste sentido, não somos crentes, vamo-nos tornando crentes. Os discípulos de Jesus tinham esta percepção muito viva quando Lhe pediam que lhes aumentasse a fé (cf. Lc 17, 5).

Existe, por conseguinte, uma alemdidade na fé que consiste no facto de, em mim, eu procurar ir além de mim. Na fé, sou eu deixando de ser eu. A fé é a consciência de que Alguém me habita, de que Outro vive em mim (cf. Gál 2, 20-22).

 

3. É neste sentido que a fé não se define: ela não tem fim. A fé não se limita: ela pertence ao ilimitado. A fé também não se diz: ela faz parte do indizível.

Só que como o indizível, apesar de tudo, tem de ser dito, então tacteamos na procura e tartamudeamos no esforço, arriscando um discurso e propondo uma linguagem.

 

4. Acontece que a linguagem da fé ocorre mais na vida do que nas palavras. Ou, então, a fé mostra-se mais convincente com a palavra da vida do que com a palavra dos lábios.

A fé inscreve-se mais no plano pessoal do que no plano conceptual. A fé é mais relação com uma pessoa do que adesão a conceitos. Os conceitos são acolhidos por causa da pessoa. A credibilidade da pessoa torna credível a sua mensagem.

 

5. Existem, basicamente, três aproximações à fé. Podemos falar de uma aproximação antropológica, de uma aproximação religiosa e, dentro desta, de uma aproximação cristã.

Antropologicamente, ter fé é acreditar em Deus. Do ponto de vista religioso, ter fé é aderir ao que uma determinada religião transmite sobre Deus. Numa perspectiva cristã, ter fé implica acolher a revelação de Deus em Jesus Cristo presente na Sua Igreja.

 

6. Tal acolhimento resulta, ao mesmo tempo, de um dom e de um acto de vontade. A fé é sempre o encontro de duas liberdades: a liberdade de Deus e a liberdade do homem.

Uma vez que a fé assenta no plano pessoal, ela postula o aprofundamento da relação. Isso sucede pela oração, pela formação e pela missão.

 

7. Os cristãos habituaram-se a professar publicamente a sua fé. Trata-se da fé em Deus. Trata-se da fé de Jesus e da fé em Jesus. Trata-se, no fundo, da fé da Igreja e da fé na Igreja.

A essa profissão chamamos símbolo (Símbolo da Fé) porque, como decorre da etimologia, é aquilo que une, é aquilo que une os cristãos desde o princípio.

 

8. Tal símbolo é composto por artigos que não podem ser fracturados nem suprimidos. A raiz da palavra artigo (articulus) já diz tudo: artigo é o que articula, é o que está unido ao que está antes e ao que vem depois.

A boca proclama e o coração acredita (cf. Rom 10, 10) para que a vida possa tornar presente. Assim é o percurso da fé na nossa existência.

 

9. Acreditamos como pessoas. Acreditamos como comunidade. Na fé, usamos as palavras de todos e damos-lhe a feição de cada um.

Na fé, acreditamos em Deus. E em tudo o que vem de Deus por Seu Filho, Jesus Cristo, presente no mundo através do Seu novo Corpo que é a Igreja, que somos nós!

publicado por Theosfera às 00:36

Faz hoje vinte anos.

16 de Janeiro de 1993. Uma data que jamais esquecerei. Um dia que ficou marcado por um turbilhão de emoções. Um dia em que pude presenciar a dor de muitos e o amor solidário de tantos.

Na manhã fria deste dia, muitas pessoas foram desalojadas em Camarate. Algumas senhoras ficaram na rua com bebés e crianças nos braços.

Nesse dia, houve encontro de jovens na Paróquia de S. João de Brito.

A oração começou a motivar-nos para a missão. Sentíamos que tínhamos de fazer alguma coisa. E fez-se.

Os jovens puseram-se em campo. Fomos ao local. Trouxemos um autocarro cheio de desalojados. Ficaram nas instalações da paróquia durante várias semanas.

E foram eles, os jovens, que mobilizaram toda a comunidade (crentes e não crentes).

Durante dias, ali estiveram junto de desconhecidos que depressa passaram a ser tratados como irmãos.

Toda a gente colaborou com comida, com roupa, com carinho.

O sorriso humedecido em lágrimas foi o mais belo gesto de gratidão que registámos.

Sei que os jovens de S. João de Brito (hoje adultos) ficaram marcados para sempre.

Eu também fiquei marcado. Pela generosidade imensa que eles mostraram.

Houve quem faltasse ao emprego e às aulas para não faltar à solidariedade.

Assim se escreveu a palavra FÉ a letras de ouro no coração de muitos!

publicado por Theosfera às 00:15

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