O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Janeiro de 2013

1. Admiro muito, mesmo muito, as pessoas humildes. Para mim, são as mais sábias. Diria mesmo: as únicas sábias.

Sábio, com efeito, não é o que presume que sabe. Pelo contrário, é o que pensa que não sabe e, nessa medida, se esforça por saber.

Não é fácil incluir a humildade na sabedoria. Mas o mais difícil é alcançar a sabedoria da humildade.

 

2. Só a humildade é, autenticamente, sábia. Só ela nos traz ligados à terra. Só ela nos conduz à profundidade. E não é na profundidade que estão as raízes de tudo?

O maior sábio é o que nem sequer dispensa o primeiro saber: o saber que não sabe, o saber do não saber.

Sem o primeiro passo, podemos dar o segundo? Sem o primeiro saber, será possível ascender a todos os outros saberes?

 

3. Porque humilde, o verdadeiro sábio não se considera superior nem vê os outros como inferiores. Para ele, os outros não estão em baixo nem tampouco ao lado. Os outros estão dentro dele.

Cada ser humano pertence a todo o ser humano, a toda a humanidade. Este é o padrão basilar da sabedoria.

 

4. A humildade é a verdade. E a verdade é a humildade. Não é violenta nem torturante. Aparece e dá-se a quem a procura. A verdade é Jesus Cristo, o Humilde.

É na humildade de Cristo que, como nos diz Bento XVI, «Deus não nos deixa tactear na escuridão. Ele mostrou-Se como homem. Ele é tão grande que pode até tornar-Se pequeníssimo».

 

5. Por conseguinte, só os sábios são humildes e só os humildes são sábios. As pessoas humildes são aquelas que percebem que o mundo não termina nem acaba em si. São aquelas que percebem que o centro do mundo não está em si.

São, pois, aquelas que não olham para si. São aquelas que olham para fora de si. Até o mais alto quis descer até ao mais baixo. Até Deus é humilde.

 

6. Deste modo, não é difícil subscrever o que disse Thomas Eliot: «A única sabedoria que podemos esperar é a sabedoria da humildade: a humildade é sem fim».

A humildade começa no olhar. O humilde não olha de cima, olha para cima. Orson Welles verbalizou o essencial da humildade quando disse: «Penso que é impossível que o homem seja grande se não admitir que há alguma coisa maior do que ele»!

 

7. Deus é humilde, maximamente humilde, poderosamente humilde. Holderlin, fogoso poeta, percebeu: «Deus criou o mundo como o mar criou os continentes: retirando-Se».

Trata-se, no fundo, do que está contido na doutrina hebraica do «zimzum», que evoca aquela espécie de «contracção» de Deus. Ou seja, Deus como que Se contrai na Sua imensidão para «hospedar» o homem e todo o universo.

 

8. Esta é, pois, uma humildade criadora. Só a humildade cria. A soberba destrói. Deus é omnipotente deixando ser, deixando que o diferente de Si seja.

Não se trata de uma limitação de poder, mas de um excesso de poder. O maior poder não é o que limita os outros, é o que faz ser os outros!

 

9. Jesus era manso e humilde (cf. Mt 11, 29): mansamente humilde e humildemente manso!

Nem todo aquele que é grande sabe ser humilde. Mas o humilde consegue sempre ser grande.

 

10. Nem sempre há humildade na grandeza. Mas há sempre grandeza na humildade.

publicado por Theosfera às 11:49

É importante não ceder à avalancha do pessimismo.

Os chineses têm um provérbio que, na hora que passa, pode ser útil: «Um camelo, por mais enfraquecido que esteja, é sempre maior do que um cavalo».

A humanidade alberga dentro de si possibilidades infindas.

Quero crer que o ser humano é mais forte que o mais forte dos seus problemas!

publicado por Theosfera às 10:41

«Olhar mais além, falar com franqueza e agir com firmeza».

Eis um precioso lema para este início de ano.

Vem de Pierre de Coubertin, fundador do Jogos Olímpicos modernos e de quem, curiosamente, se assinalam 150 anos do seu nascimento.

Não podemos ficar tolhidos pelas ameaças nem nos podemos deixar degolar pelo medo.

É preciso rasgar horizontes. É urgente abrir caminhos. O melhor ainda está para vir!

publicado por Theosfera às 10:35

É certo que a injustiça dói muito, imenso. Mas, como dizia Samuel Jonhson, «é melhor sofrer uma injustiça do que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar».

No fundo, é melhor ser vítima do que algoz!

publicado por Theosfera às 10:22

Nada há tanto belo como a bondade.

Safo advertiu há muitos séculos: «O que é belo é bom e o que é bom depressa será também belo»!

publicado por Theosfera às 10:07

No dia 2 de Janeiro, a Igreja celebra a memória de dois santos que foram dois enormes amigos: S. Basílio e S. Gregório de Nazianzo.

 

O que mais toca não é a sabedoria e a santidade que os exornava. O que mais impressiona é, sem dúvida, a amizade que os ligava.

 

É, de facto, sumamente comovente ler o que S. Gregório diz acerca da união entre os dois: consideravam-se como uma alma em dois corpos.

 

Cada um trabalhava não para ser o primeiro entre os dois, mas para dar a primazia ao outro.

 

Como precisamos, hoje em dia, de amizades deste jaez, desta envergadura!

 

O amigo é o irmão que se escolhe. Mas, também neste campo, sobram amargas desilusões.

 

Às vezes, de quem tudo se espera nada vem. E não sei que será pior: não ter amigos ou pensar que se tem, sem se ter.

 

Jesus chamou amigos aos Seus discípulos. Temos de continuar à procura do verdadeiro amigo. Nem que leve a vida toda!

 

Mas ele também vai aparecendo: com vários (não muitos) nomes, com diversas feições e, sobretudo, em todos os momentos.

 

O amigo é, acima de tudo, o que nunca falha!

publicado por Theosfera às 07:01

Hoje, 02 de Janeiro, é dia de S. Basílio Magno e S. Gregório Nazianzeno.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:58

O novo ano pode não ser o melhor. Mas nós podemos ser melhores no ano novo.

O ano será novo não porque o tempo avança, mas porque a vida pode mudar.

Que não seja só novo o ano. Que seja nova a vida. Sobretudo a vida.

publicado por Theosfera às 06:22

Em 2013, vou tentar cultivar ainda mais o silêncio, a solidão, o recolhimento, a interioridade.

E vou tentar pensar mais na (sapiente) recomendação de Raul Brandão: «É por dentro que as coisas são!».

publicado por Theosfera às 06:21

Um novo ano nos dás, Senhor:
12 meses para uma nova jornada pelos caminhos do Tempo,
52 semanas para uma nova peregrinação pelas estradas da Vida,
365 dias para uma nova aventura pelas encruzilhadas do Mundo.

Obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade, com que — imerecidamente — nos presenteias em cada instante.
Sim, porque é no acolhimento do dom de cada instante
que mais envolvidos nos sentimos pela Tua solicitude
e que mais surpreendidos somos pelo Teu amor.

Que este novo ano, Senhor,
Sejam, pois, 12 meses de paz,
52 semanas de harmonia
e 365 dias de contínua solidariedade e esperança.

Sabemos que sozinhos não podemos nada.
Mas também sabemos que conTigo conseguiremos tudo.
Queremos, por isso, que o novo ano faça de nós criaturas novas,
porque só com homens novos será possível acender a chama do tempo novo!

Que ao longo deste ano, que hoje começa
nós queiramos ser
construtores da paz,
peregrinos da esperança,
arautos da Boa Nova,
testemunhas da verdade,
promotores da justiça,
semeadores do perdão,
paladinos da liberdade
e anunciadores da salvação.

Que, ao longo deste ano, nos encontres, Senhor,
mais atentos à Tua presença,
mais comprometidos com a Tua Palavra,
mais iluminados pela Tua luz,
mais fortalecidos pelo Teu Espírito
e mais inundados — por dentro e por fora — pela Tua infinita paz!

Que tudo isto não seja só o nosso sonho, mas também o nosso projecto.
Não só o nosso desejo, mas também o nosso esforço.
Não só o nosso horizonte longínquo, mas também o nosso empenhamento constante.

Pedimos-Te, Senhor,
que a santidade seja o nosso objectivo,
que a fé seja a nossa prioridade,
que a oração seja o ar que absorvemos,
que o silêncio seja a atmosfera que aspiramos
e que o Mandamento Novo seja a nossa eterna Lei!

Concede-nos
que o Teu rosto ilumine os nossos olhos,
que a Tua Palavra resplandeça em nossos lábios,
que o Teu exemplo desinstale o nosso ser
e que a Tua Vida transforme a nossa própria vida!

A Ti, Senhor, queremos agradecer,
em Ti, Senhor, queremos permanecer,
conTigo, Senhor, queremos gritar:

«Nunca mais a guerra!
Nunca mais o ódio!
Nunca mais a violência e a injustiça!».

Contamos conTigo,
conta connosco também
para fazermos deste ano
um passo em frente
na construção de um mundo melhor,
de um mundo onde não haja grandes nem pequenos,
onde todos se sintam irmãos,
onde só Tu sejas Senhor,
pois o Teu senhorio
é a garantia mais segura
de que a humanidade
ainda pode ser uma única família,
um imenso povo de irmãos!
publicado por Theosfera às 06:20

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