O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 02 de Dezembro de 2012

Tudo, ou quase tudo, é tão relativo.

O período áureo de Portugal foi, consabidamente, o dos Descobrimentos. E, no entanto, nem nessa altura os portugueses viviam tão bem como vivem hoje, em situação de crise.

Estamos mal, sem dúvida. Mas nunca estivemos tão bem.

Isto mostra que é possível reverter o ciclo negativo que nos afecta. Mas uma só via podemos trilhar: a da justiça.

Já fomos um país em vias de desenvolvimento. Hoje, parecemos ser um país em vias de subdesenvolvimento. Acima de tudo, porque não repartimos.

O que se fez neste fim-de-semana é um conforto e um sinal.

As pessoas são sensíveis e estão despertas. Os portugueses, mesmo num momento difícil, sabem olhar para o lado e não ficar de lado.

Muito se colheu nestes dias para aqueles que passam fome. O problema do nosso país não é de recursos. É de gestão dos recursos.

Deixem o povo fazer a sua parte. O povo faz muito e (quase sempre) faz bem!

publicado por Theosfera às 19:10

O poder ou a liberdade?

Os dois parecem não conviver muito bem.

Na disjuntiva, poucos assumirão que optam pelo poder. Mas, na hora da verdade, não são muitos os que ficam pela liberdade.

Francis Bacon deu conta: «É um estranho desejo, desejar o poder e perder a liberdade»!

publicado por Theosfera às 19:00

Difícil é dizer o que somos. Impossível será ignorar que somos.

Na época que passa, parecemos reticentes. Somos umas reticências.

Nem grandes nem pequenos. Nem violentos nem pacificados. Nem vivos nem mortos.

Miguel Real acha que «Portugal é hoje um país sonâmbulo».

No entanto e apesar de tudo, somos o que somos porque alguém quis. Como alertava Alexandre Herculano, «somos porque queremos. Seremos enquanto quisermos».

Não obstante as oscilações e a tormenta, havemos de continuar a ser!

publicado por Theosfera às 18:58

Queria lembrar aqui o senhor D. Américo do Couto Oliveira porque hoje, 2 de Dezembro, faz 14 anos que ele voltou para a Casa do Pai.

 

Foram quatro apenas os anos que esteve entre nós e a maior parte deles a enfrentar o assédio da doença.

 

É-lhe devida uma palavra de reconhecimento sobretudo pela sinceridade, pela dedicação, pela proximidade.

 

Não era diplomata, era autêntico, era ele ou, melhor, era Cristo nele. E isso é o essencial. É tudo.

 

O senhor D. Américo, na curta estada que teve em Lamego, remodelou o Paço sem onerar a diocese, lançou a Escola Diocesana de Ciências Religiosas e tinha como projectos redimensionar a Casa do Poço (transformando-o num centro pastoral) e criar uma Faculdade de Teologia em Lamego.

 

Não posso esquecer que, na doença de meu querido Pai, visitou-o por diversas vezes dando-me autorização para celebrar a Santa Missa junto do seu leito.

 

São coisas que nunca esquecem. O tempo pode ser escasso. Mas o rasto, esse, é imorredouro.

 

O senhor D. Américo do Couto Oliveira quase previu a morte.

 

Eu mesmo posso confirmar isso. Quando dele me fui despedir (antes da sua ida para exames numa clínica no Porto), fui surpreendido com uma afirmação feita com toda a naturalidade: «Olhe, eu vou mas não volto».

 

E começou a desfiar aquelas que eram as suas últimas vontades apontando para um envelope que terá sido entregue ao Vigário-Geral de então, Mons. António Russo.

 

Passados uns dias, estava eu a chegar da adoração da manhã, sou interceptado com um inopinado telefonema de Mons. Simão Morais, dando-me conta da infausta ocorrência.

 

Lembrei-me então de uma passagem de Os Lusíadas: «Coração pressago nunca mente».

publicado por Theosfera às 07:10

Advento é vinda. Mas como virá Aquele que nós esquecemos, Aquele que nós teimamos em ignorar?

 

Quando consentiremos que a luz brilhe? O advento convida-nos à vigilância, ao cuidado, à atenção, à esperança.

 

Não esqueçamos o advento de cada evento.

 

O Senhor veio (encarnação), o Senhor virá (parusia) e o Senhor vem (no presente).

 

Acolhamo-Lo sempre.

publicado por Theosfera às 06:28

Hoje, 02 de Dezembro, I Domingo do Advento, é dia de Sta. Bibiana (invocada para as dores de cabeça e para a epilepsia), S. João Ruysbroeck e S. Rafael Chilinski.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:08

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