O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 18 de Novembro de 2012

Poderá haver quem pense que os pobres precisam dos ricos.

Mas talvez seja mais verdade dizer que os ricos precisam ainda mais dos pobres.

São os pobres que mais trabalham e são injustamente remunerados.

Daí que já Anatole France tenha reconhecido que «a pobreza é indispensável à riqueza».

Para o escritor francês, «o que é preciso não é melhorar a condição dos pobres, mas acabar com ela». O que importa é (devia ser) acabar com a sua condição de pobres.

Mas para os pobres serem menos pobres os ricos devem aceitar ser menos ricos.

Estarão eles dispostos?

publicado por Theosfera às 16:24

O Evangelho deste Domingo tinha uma linguagem escatológica.

Aqui, impõe-se uma precisão. Escatológico, neste caso, não vem de «escatol» (sujo), mas de «eschaton» (último).

A Escatologia trata das «eschata» e do «eschaton». Ela transita entre as coisas últimas e o último.

As coisas últimas são os novíssimos: morte, juízo, inferno ou paraíso.

O último é uma pessoa (Jesus Cristo) ligada a um acontecimento (a Salvação) e a uma atitude (a Esperança).

É fundamental preparar as coisas últimas a partir do último. Por isso é que, como advertia Moltmann, a Escatologia consiste também numa meditação sobre a esperança.

E daí que a Escatologia não deva vir no fim, devendo figurar desde o princípio.

Toda a mensagem cristã é escatológica. Caminhamos para as coisas últimas vivendo sob a inspiração do último.

Deste modo, a Escatologia constitui um poderoso impulso para a transformação do presente.

O presente tem de ser a imagem e a antecipação do futuro. É a partir do futuro que vivemos. Do futuro que não sucede ao presente, mas do futuro que o transforma, que o preenche, que o plenitudiza.

E quanto ao fim do mundo?

Há um mundo que deve ter fim: o mundo do egoísmo, o mundo da injustiça, o mundo da austeridade, o mundo da mentira.

A esse mundo cabe-nos a nós pôr fim. Quanto antes!

publicado por Theosfera às 16:15

Muitas vezes, a infelicidade assedia-nos por excesso de expectativa.

Esperamos muito da vida. Exigimos bastante das pessoas.

O mais natural, em tais casos, é que a desilusão nos visite e a decepção nos acompanhe.

Daí que Anton Tchekov defenda que «a felicidade é uma recompensa para quem não a procura». Deixemos a iniciativa para a vida, para Deus. E talvez haja uma surpresa positiva à nossa espera!

publicado por Theosfera às 16:01

 

Tudo sobe para cima.
Tudo caminha para o alto.
Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,
o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,
para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

A vida é cheia de sinais.
É importante estar atento a eles.
É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.
Nesta vida, tudo corre.
Neste tempo, tudo avança.
Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

Obrigado por nos reunires,
por nos congregares,
por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,
Tu convocas,
Tu reúnes.

Obrigado, Senhor, pela esperança
e pelo ânimo,
Pelo vigor e pela presença.

 

O importante não é saber a hora do fim.
O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.
ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

Tu já abriste as portas.
Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.
Em Ti tudo se renova.
Renova sempre a nossa vida,
JESUS!

publicado por Theosfera às 10:43

Hoje, 18 de Novembro, XXXIII Domingo do Tempo Comum, é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:25

Sábado, 17 de Novembro de 2012

Muito se fala da dicotomia entre a classe política e a sociedade.

Parte-se do princípio de que estamos perante duas entidades homogéneas.

Ora, isto está muito longe de ser verdade.

E se a classe política já é bastante heterogénea, a sociedade é muito mais diferenciada, inorgânica. Acresce que esta dicotomia propende para o maniqueísmo. A classe política será o pasto dos males frente a uma sociedade boa.

Também aqui há uma falha de precisão. Na sociedade também há muitos focos de maldade, de corrupção.

Acontece que a classe política está mais exposta. O que nela se passa é mais comentado.

Mas não percamos de vista que a classe política emerge da sociedade. Acaba, por isso, por reflectir as suas virtudes e os seus defeitos. (Talvez mais os seus defeitos).

Um tópico que devia merecer análise é o seguinte: porque é que a sociedade bloqueia o caminho aos melhores? Porque é que impede que os melhores cheguem ao poder?

publicado por Theosfera às 15:54

O homem já conseguiu muito, mas ainda não conseguiu bastante.

O homem, com o seu engenho, é capaz de construir e de destruir, de programar e de avaliar, de suspender e de recomeçar.

O homem é capaz de projectar e de prever. Mas, ao contrário do que ele pretenderia, não tem sido capaz de controlar.

Já na antiguidade, Heródoto notou: «De todos os infortúnios que afligem a humanidade, o mais amargo é que temos de ter consciência de muito e controlo de nada».

Também é verdade que o mundo seria pior se o homem tudo controlasse.

O mundo mantém um enorme capital de mistério.

O importante é tomar consciência de que o mundo ainda é capaz de surpreender.

Por muitas cautelas que tomemos, nunca estamos totalmente preparados!

publicado por Theosfera às 11:57

Por mais que tentemos, por muito que nos esforcemos, não somos capazes de parar o tempo.

Podemos parar no tempo, mas o tempo não pára.

O homem, tão engenhoso nas suas invenções, não consegue condicionar o tempo.

Até o tempo mais feliz não pára. Avança e, não raramente, leva-nos a mergulhar nas águas pantanosas da infelicidade.

Uma única coisa parece fazer parar o tempo: a saudade. Mário Quintana alertou: «O tempo não pára, só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo».

A saudade não deixa avançar o tempo. Ou, melhor, mesmo quando ele avança, não extingue pessoas nem apaga vivências.

Há, na saudade, um misto de presença e de ausência. Como percebeu Torres Queiruga, «a saudade é a presença na ausência».

É por isso que a saudade dói: porque é ausência. Mas é por isso também que a saudade conforta: porque (também) é presença!

publicado por Theosfera às 11:43

Onde está, afinal, a felicidade? No ter?

O certo é que quanto mais se tem mais vontade se tem de ter.

O ter gera uma volúpia que nunca se sacia, uma cupidez que jamais se satisfaz.

Os muito ricos parecem assim tão infelizes como os muito pobres, apesar dos sorrisos telegénicos que possam soltar.

A maior felicidade está no bem: no bem que se recebe e, acima de tudo, no bem que se faz.

Tolstoi não hesitava: «A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira».

Não é fácil fazer o bem. A maldade tenta muito e parece poderosa.

É difícil fazer o bem no meio do mal.

Mas tentemos uma vez, outra vez e outra vez. E vejamos o que sentimos!

publicado por Theosfera às 11:33

Há horas que correm como breves minutos. Há minutos que se arrastam como longas horas.

Já Plínio, em plena antiguidade, notava: «Quanto mais feliz, mais breve é o tempo».

O povo também diz que aquilo que é bom acaba depressa.

A própria vida, mesmo que dure mais de cem anos, é sempre tida como breve.

Depois de tudo passar o que não passa é a recordação, é o bem que se deixa, a paz que se semeia!

publicado por Theosfera às 11:23

Hoje, 17 de Novembro, é dia de Sta. Isabel da Hungria, Sta. Filipa Duchesne, Sto. Aniano, Sta. Hilda, S. Gregório de Tours e S. Hugo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

Há quem escreva muito. Há quem escreva bem. E há quem escreva belamente.

São poucos os que atingem o último patamar. E serão ainda menos os que preenchem todos os requisitos.

D. António Couto é um deles.

«Estação de Natal» é, além de tudo, um livro comovente. Para ler com os olhos do coração e reler com os óculos da alma.

A fé sairá fortalecida. E a esperança não deixará de despertar!

 

 

publicado por Theosfera às 13:08

Pode o mal ser vencido com o mal? Mas isso não será reproduzir o mal? O mal que substitui outro mal é menos mau?

Bede Jarret achava que «o mundo não corta com o mal porque não é suficientemente colérico. O mundo precisa de cólera».

A violência parece ungida de extremos de eficácia.

Porque parece determinada. Porque infunde medo.

Mas nem assim me convence. O que me convence é o que tem raízes. É o que dá fruto. É o que perdura.

Acredito na força da moderação. E anseio pela moderação da força.

O que tem de ser tem muita força.

Não creio na mudança à pancada. Creio na esperança que germina nos corações doridos!

publicado por Theosfera às 10:20

O bom governo não é só o que faz muito. É o que deixa fazer. É o que não impede de fazer. E é por isso o que aparece pouco.

Alfred Vigny já o tinha notado: «O menos mau dos governos é aquele que se mostra menos, que se sente menos e que se paga menos caro». Ou seja, tudo ao contrário do que temos!

publicado por Theosfera às 10:02

A sabedoria é mais rica que a riqueza. A sabedoria é a grande riqueza.

O Marquês Maricá reparou: «A herança dos sábios tem sempre maior extensão e perpetuidade que a dos ricos: compreende o género humano e alcança a mais remota posteridade».

A riqueza acaba depressa. Só a sabedoria chega longe!

publicado por Theosfera às 09:55

«O homem mais feliz é o que acredita sê-lo».

Jean Commerson alerta para algo importante.

Acreditar interfere na realidade.

Acreditar na felicidade já é começar a ser feliz.

Não hesite.

Acredite. E veja o resultado!

publicado por Theosfera às 09:45

Hoje, 16 de Novembro, é dia de Nossa Senhora da Saúde, Sta. Margarida da Escócia, Sta. Gertrudes, S. Roque González, Sto. Afonso Rodríguez e S. João del Castillo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:58

Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

A lei é necessária, mas a legalidade não é tudo.

É bom não esquecer, como lembrou Luther King, que «tudo o que Hitler fez na Alemanha foi legal».

Arrepia mas é verdade.

A vigilância pacífica dos cidadãos tem de evitar que as maiores monstruosidades se cometam em seu nome.

Porque, depois de começar, é difícil parar.

E há sempre vidas que vão sendo degoladas. A coberto da lei!

publicado por Theosfera às 10:42

No repentismo veloz que nos envolve, acabamos por estar sempre em cena.

Há pouco tempo (e menor vontade) para reflectir, para amadurecer, para programar.

O que sai da violência? Ela é um mal na expectativa de que resulte algum bem: a mudança de política, de regime.

Só que, como avisava Gandhi, «a violência parece fazer bem, mas o bem só é temporário; já o mal que faz é permanente».

A violência que late está a afastar, ainda mais, as pessoas, que já não estavam muito próximas.

E sem laços não venceremos.

Queiramos ou não, venceremos juntos. Ou cairemos em conjunto!

publicado por Theosfera às 10:19

No tempo da exposição pública, já nem nos apercebemos que ser muito visto traz popularidade, mas também acarreta alguma (quiçá, muita) dose de banalidade.

Quem é muito visto é permanentemente avaliado e constantemente julgado.

A arte do poder estará em tudo ver sem ser visto.

Nesta altura, é quase impossível. Excepto, talvez, na China.

Segundo um intelectual chinês, «o poder está em todo o lado. Só que não o conseguimos ver».

E o mistério cria dependência!

publicado por Theosfera às 10:12

O que está primeiro: o pensar ou o escrever?

Aragon não hesita: «Pensa-se a partir do que se escreve e não o contrário».

Pela minha parte, não seria tão apodíctico.

O normal seria primeiro pensar e depois escrever.

Pensar ajuda a escrever. Mas escrever também ajuda a pensar.

Os retratos escritos da realidade ajudam a perceber melhor a mesma realidade.

É por isso que o pensamento deve seguir a realidade, mas não faria mal se a realidade também seguisse o pensamento.

Creio que, na hora que passa, estamos um pouco surdos em relação a quem pensa. E quem perde somos nós.

Abramos as janelas do mundo ao pensamento!

publicado por Theosfera às 10:04

A adversidade é o grande perigo e o maior escrutínio.

É nas horas difíceis que se apura o carácter e se mede a dignidade.

Schiller assim o disse: «Prova-se a virtude de um homem apenas na hora do perigo».

Nem sempre se passa este teste com distinção.

É fundamental que ele seja vivido com coragem, franqueza e autenticidade!

publicado por Theosfera às 09:56

Não sei se será assim, mas acho que Jerome viu bem quando disse que «Ambição é apenas vaidade enobrecida».

Realçaria a nobreza, que, pelo menos, amortecerá o insuportável fluxo da vaidade!

publicado por Theosfera às 09:52

Hoje, 15 de Novembro, é dia de Sto. Alberto Magno, Sta. Madalena Morano e Sta. Maria da Paixão.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 05:55

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
Estão a fazer o balanço do que aconteceu neste dia. Importante era, sobretudo, fazer uma perspectiva acerca do que pode acontecer a partir deste dia.

A esta hora, desfilam figuras muito «egocentradas», muito seguras de si, muito fechadas ao que se passa além de si.

Qual o resultado destas greves, destas manifestações, destes actos de violência? Com toda a certeza o resultado será mais greves, mais manifestações e mais violência.

Nada, portanto, mudará a não ser o agravamento da situação. O poder não está disposto a mudar.

Os grevistas e manifestantes também não parecem dispostos a mudar. Há fossos que se vão cavando e soluções que se vão comprometendo.

Este não é o caminho.

Dói ver pessoas contra pessoas, entre pedradas e bastonadas.

Ainda não chegámos à Grécia. Mas já estivemos mais longe!
publicado por Theosfera às 23:59

Eis um dia, este, que devia merecer a maior reflexão.

Tempos houve em que a greve suscitava simpatia e colhia vasta solidariedade.

Tempos há, os nossos, em que a greve gera desconforto e atrai até ondas de repulsa.

É que um é o alvo das greves, mas outras são as vítimas da greve.

Não são os patrões nem o Estado os mais prejudicados pelas greves. São os cidadãos.

Depois, quer-me parecer que os direitos reclamados poderiam ser mais bem defendidos por outras formas.

Acresce que, uma vez mais, temos cidadãos contra cidadãos.

Finalmente, não deixa de ser simbolicamente estranho este quadro: uns suspendem o trabalho, outros buscam (ansiosamente) trabalho.

Comum será apenas o fluxo de desespero que gravita em muitas almas!

publicado por Theosfera às 10:55

No tempo da posse, é importante perceber que o segredo da vida é dádiva.

Georges Séferis já o tinha sentido quando afirmou: «A nossa vida é o que damos».

E dar é um verbo que não pode ser conjugado apenas na forma transitiva.

Ele tem de ser conjugado na forma reflexa.

Dar é sobretudo dar-se, darmo-nos. A todos. E sempre!

publicado por Theosfera às 09:50

É importante estar preparado. Mas é fundamental não se sentir manietado.

O excesso de cálculo não é filho da prudência e pode levar até aos bloqueios.

Já dizia Oliver Cromwell: «Ninguém sobe tão alto como quem não sabe para onde vai».

A aventura também vive da (irresistível?) atracção pelo desconhecido. E como precisamos, hoje, daquilo que (ainda) não conhecemos!

O já conhecido é que nos tem degolado. O já conhecido é que nos traz desolados!

publicado por Theosfera às 09:42

Dizem que o país vai parar. Mas há muito que o país não anda.

O país pára porque muitos não trabalham. O país não anda porque, mesmo quando se trabalha, não é bem conduzido.

Hoje, muitos não trabalham por opção. Mas há muitos que, desde há muito, não trabalham por imposição.

Acima de tudo, é preciso reflectir muito e inflectir bastante.

Os processos de decisão têm de ser avaliados. E, porventura, as formas de protesto também precisam de ser inovadas!

publicado por Theosfera às 07:03

Hoje, 14 de Novembro, é dia de S. Nicolau de Tavelic, S. José de Pignatelli e S. Serapião.

Um santo e abençoado dia para todos

publicado por Theosfera às 07:03

Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

A vida é breve, todos os sentimos.

Só o poeta (António Botto) é que acha que a vida é longa, comprida.

Porquê? Porque «cabe nela amor eterno e ainda sobeja vida».

Por isso é que S. Paulo diz que o amor nunca acabará. Mesmo quando tudo terminar!

publicado por Theosfera às 23:46

É preciso agir. Mas não é menos preciso não confundir acção com agitação.

Já, há muitos anos, Ernest Hemingway recomendava: «Nunca confunda movimento com acção».

E nunca é demais ter presente que pensar também é agir, escutar também é agir, alertar também é agir, verdadear também é agir.

Agir não é só mexer. É igualmente tudo o que prepara a acção, tudo o que questiona a acção, tudo o que avalia a acção.

Às vezes, parar um pouco pode ser decisivo para agir muito. E sobretudo para agir bem!

publicado por Theosfera às 21:53

«Quem é capaz de suportar tudo pode atrever-se a tudo».

Vauvenargues viu o essencial: a adversidade é a escola da audácia e o combustível da coragem.

Quem se habitua a sofrer está preparado para tudo. Excepto para recuar!

publicado por Theosfera às 21:48

Para haver união, não tem de haver (nem pode haver) uniformidade, mas tem de haver um mínimo de paridade.

A União Europeia é uma união de povos, de democracias. Mas, às vezes, não parece.

Por vezes, parece haver um domínio de uns sobre outros. Às vezes, as democracias parecem submetidas a uma ditadura, a uma ditadura sobre democracias.

Fará sentido?

publicado por Theosfera às 21:47

Os maiores problemas da humanidade gravitam em torno da posse. As mais violentas disputas giram à volta da propriedade.

Mas, pensando bem, todos nós acabamos por laborar numa ilusão. Porquê tanta insistência no que é nosso se nem nós somos nossos?

Sto. Agostinho, que nasceu neste dia em 354, já perguntava: «Que coisa há mais tua que tu mesmo? E que coisa há menos tua que tu próprio?».

Por sua vez, S. Paulino de Nola (que nasceu um ano depois de Sto. Agostinho e morreu também um ano depois dele) questiona: «Que poderemos considerar como nosso se nós mesmos não somos nossos?»

Tudo seria tão diferente (e, sem dúvida, melhor) se, nos pequenos actos, pensássemos nas grandes questões!

publicado por Theosfera às 19:14

1. A discordância é um exercício meritório, um direito irrebatível e pode ser até uma obrigação indeclinável.

Mas ela não pode contender com o reconhecimento da realidade. Exemplo: podemos não gostar do branco, mas não podemos deixar de reconhecer que o branco é branco.

 

2. Não é crime discordar do que Isabel Jonet diz. Mas é impossível não reconhecer o que Isabel Jonet faz.

Ela pode não ter dito muito bem. Mas tem feito muito e bem.

E isso é o que importa. E é o que mais depõe em seu favor.

 

3. E, já agora, quanto ao que ela disse, nem sequer vejo razão para tanta celeuma.

Tudo se resume a isto: temos de aprender a viver na adversidade. Já S. Paulo o disse aos filipenses (4, 12): «Sei viver na riqueza e sei viver na pobreza».

Mas não é isso que já estamos a fazer? Não sentimos que estamos a aprender a viver nesta situação difícil?

 

4. E, depois, é assim tão mau fazer caridade? Que seria de tantos sem a caridade de tantos?

É claro que a caridade não pode ser uma forma de humilhar os outros, de mostrar superioridade sobre a vida dos outros.

É verdade que a caridade não dispensa a justiça.

E, acima de tudo, é importante perceber que a caridade não pode ser o pretexto para que tudo continue na mesma. Mas, em si mesma, a caridade é uma forma de amor.

 

5. Aliás, um dos efeitos mais nefastos que esta crise pode revelar é o que já está a acontecer: colocar as vítimas da crise umas contra as outras.

É uma armadilha que alguém, astutamente, congeminou e na qual, pouco subtilmente, estamos a cair. As críticas a Isabel Jonet e aos que recebem alguns apoios sociais relevam desta cedência.

 

6. Volto a insistir: a crítica é legítima, mas, nesta altura, a unidade é (mais) necessária.

Este é o momento de unir esforços e juntar vozes. Este não é o tempo de desperdiçar energias.

O alvo dos pobres não podem ser os outros pobres. Nem, muito menos, aqueles que estão ao lado dos mais pobres.

 

7. A própria Igreja, que neste campo já faz muito, pode (e deve) fazer muito mais. Pode (e deve) intervir, falar, anunciar e denunciar. A acção é importante, mas, nesta fase, a palavra pode ser decisiva.

 

8. É preciso que a Igreja não pareça «eclesiocentrada» nem apareça «eclesio-sentada». A Igreja tem de estar sempre «teocentrada» e «antropocentrada», centrada em Deus e no Homem.

Ela tem de estar cada vez mais ao lado dos pobres e dos que estão, aceleradamente, a empobrecer. É para isso que ela está no mundo. Foi para isso que Jesus Cristo veio à terra!

 

 

9. A crise desvela o que, muitas vezes, tende a estar velado: nem tudo é linear. O aumento da receita não tem de vir apenas (nem principalmente) dos impostos. E, mesmo quanto a estes, não é curial que sejam sempre os mesmos a sofrer o peso da factura.

O pensamento linear, segundo o qual não há alternativas, não traz grandes benefícios. Já está gasto, falido.

 

10. Temos de reaprender o pensamento complexo. Temos de reaprender a ligar os conhecimentos, a ligar os contributos e (sobretudo) a ligar as pessoas.

Era bom que houvesse muita gente como Isabel Jonet. E, graças a Deus, até há!

publicado por Theosfera às 19:13

Hoje, 13 de Novembro (dia em que nasceu Sto. Agostinho, em 354), é dia de Sto. Estanislau Kostka, Sta. Agostinha Lívia Pietrantoni, S. Diogo de Alcalá, Sto. Homembom, Sto. Eugénio Bossinok e Sto. Artémis Zatti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Anselm Jappe acha que esta não é mais uma crise do capitalismo. É a sua decomposição.

 

Estamos no limiar da era do «pós-dinheiro». É ele que está a deixar de funcionar.

 

Se repararmos, a produtividade até aumenta. O problema encontra-se no «interface» que se coloca entre as pessoas e os produtos: o dinheiro.

 

Pela falta de dinheiro, muitos morrem de fome, mesmo havendo produtos.

 

Muitos não têm acesso a cuidados e a serviços. Haverá alternativa ao dinheiro?

 

Ninguém saberá a resposta. Mas convirá, pelo menos, ir pensando na pergunta.

publicado por Theosfera às 05:58

Quisera compor-te um poema, o mais belo. Quisera obsequiar-te com uma flor, a mais deslumbrante. Quisera oferecer-te um presente, o melhor.

 

Mas como tudo isto é pouco para o que mereces, deixo-te o meu amor, a minha gratidão, a minha prece. Devolvo-te o meu coração, o coração que me deste, que moldaste.

 

Parabéns, querida Mãe, pelos teus 83 anos. Obrigado por permaneceres a meu lado. Preciso cada vez mais de ti. Sinto-te cada vez mais forte. E vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre jovem, sempre tu, sempre Mãe!

publicado por Theosfera às 05:29

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Nos paradoxos intermináveis da vida, verificamos que há trevas luminosas e luzes tenebrosas.

As luzes da informação quase que nos cegam com determinadas ocorrências.

A morte anda à solta a cada instante. Mas quando ela se banaliza torna-se ainda mais carregada.

Em S. Paulo, houve 200 assassínios num só mês! Que dizer?

publicado por Theosfera às 10:00

Admiro quem sabe e partilha sem alarde.

Admiro quem acha que não sabe e, humildemente, empreende na procura do saber.

Temo aqueles que, não sabendo, presumem que sabem e agem em função do seu presumido saber. Bem dizia Goethe: «Nada mais assustador que a ignorância em acção».

É que, além de preocupante, a ignorância é atrevida, agressiva. Chega-se à frente, ocupa o espaço e tolhe alternativas.

Não olhemos para quem aparece no palco. Procuremos quem anda na penumbra.

Na procura das soluções, os povos não podem continuar a fazer o escrutínio pelo mero espectáculo mediático!

É preciso ir mais fundo e ver (muito) mais longe!

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publicado por Theosfera às 09:49

Hoje, 12 de Novembro (21º aniversário do massacre de Santa Cruz, em Díli), é dia de S. Josafat de Kuncevicz, S. Teodoro Studita e S. Cristiano e companheiros calmadulenses.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:10

Domingo, 11 de Novembro de 2012

É tanto o que dás, Senhor.

Tudo em Ti é dom, tudo em Ti é dádiva.

 

Tu dás o Pão, Tu dás a Palavra.

Tu és o Pão, Tu és a Palavra,

Pão que alimenta, Palavra que salva.

 

Tu apontas como exemplo uma pobre viúva.

Deu pouco, mas o pouco que tinha era muito, era tudo.

 

Assim és Tu para nós, assim queres Tu de nós.

O que queres não é que demos pouco, não é que demos muito,

mas que demos tudo.

 

Há muita gente que só olha para os grandes.

Mas são os mais pequenos que têm os gestos grandes,

os gestos maiores, os gestos de maior generosidade.

 

Ensina-nos, Senhor, a dividir

e ajuda-nos a saber multiplicar.

 

Afasta de nós todo o fingimento,

toda a duplicidade.

 

Ajuda-nos a sermos autênticos, sinceros, inteiros.

Faz de nós pessoas transparentes e serviçais.

 

Que não olhemos para as aparências nem para a posição social.

Que só queiramos fazer o bem e dizer a verdade.

 

Neste Ano da Fé, ajuda-nos a emoldurar a fé com o amor

pois só o amor é digno de fé.

 

Que não disputemos os primeiros lugares

e que saibamos abrir os lugares para os outros.

 

Que não queiramos tudo só para nós.

Que saibamos repartir com quem se aproxima de nós.

 

Que não queiramos convencer com as palavras dos lábios

e que apostemos sobretudo no testemunho de vida.

 

Que não queiramos ser os melhores.

Que aprendamos a dar o nosso melhor.

 

Que tudo em nós não seja só para nós.

Que tudo em nós seja para os outros.

Como a pobre viúva do Evangelho.

Como Tu, JESUS!

publicado por Theosfera às 11:09

Hoje, 11 de Novembro, XXXII Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Martinho de Tours e de S. Menas.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Sábado, 10 de Novembro de 2012

O jornalismo foi um dos grandes instrumentos da socialização da cultura e da democratização do conhecimento. Mas, entretanto, veio a rádio, veio a televisão e veio a internet.

Essa socialização e essa democratização começaram a ser feitas ao ritmo do instante.

O jornal tinha (tem) uma cadência diária. Nunca se esqueça que «jornal» vem de «diurnale», diário.

O lugar do jornal não está em causa. Basta que seja diferente, que marque a diferença.

Há jornais na net, é certo, mas não pode ser a mesma coisa.

Um jornal na net não é jornal. A sua actualização não é diária, é constante.

Um jornal precisa de ser mais sustentado, mais esclarecido, mais meditado, mais consistente.

O que se verifica é que o jornal, hoje em dia, tende a reproduzir o estilo da net: apressado, sôfrego, arfante, sensacionalista. Para isso, não é preciso. Chega a net.

Às vezes, fico com a triste impressão de que os jornais estão a preparar a sua própria decadência. Tenho pena que seja assim. Tenho esperança de que ainda possamos ir a tempo de que não seja (sempre) assim!

publicado por Theosfera às 13:14

É muito importante olhar para o que se tem passado no Estados Unidos da América.

Era bom que aparecesse alguém a fazer o que, no seu tempo, fez Alexis de Tocqueville. E tentasse escrutinar os sinais que são emitidos.

Os Estados Unidos votaram pela continuidade? Votaram pela continuidade da mudança!

publicado por Theosfera às 11:53

É no grande que todos reparam. Mas é o pequeno que tudo revela.

Jesus coloca, várias vezes, o pequeno como critério, como referência, como paradigma. «Quem não é fiel no pequeno também não é fiel no grande»; «Quem é injusto no pequeno também é injusto no grande»; «Tudo o que fizerdes ao mais pequeno é a Mim que o fazeis».

É por isso que os ingleses dizem que Deus está no pormenor.

É fundamental dar mais atenção às coisas pequenas, aos pequenos gestos, aos pequenos sinais.

É no pequeno que tudo começa. É no pequeno que tudo começa a ser grande!

publicado por Theosfera às 11:43

Hoje, 10 de Novembro, é dia de S. Leão Magno, Sto. André Avelino e Sta. Natalena.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2012

Inês Pedrosa reconhece que «a liberdade dá muito trabalho».
É por isso que perdê-la provoca imensa dor!

publicado por Theosfera às 10:54

Nem sempre são exaltantes as histórias de amizade.

É doloroso notar que muitas terminam mal. Aliás, já é triste sentir que muitas terminam.

Porque, pela sua natureza, a amizade é o que nunca acaba mesmo que tudo o resto termine.

A amizade é o recurso quando tudo parece falhar.

É aos amigos que se recorre quando tudo o resto escorre.

O problema é a dissimulação, é o simulacro. O problema é a adversidade.

Aí, há amigos que quase se eclipsam. E quando se eclipsam emitem uma face que contraria o que se mostrava antes.

Há muitos amigos que na ausência são o oposto do que parecem na presença.

Oscar Wilde, com a sua aguda ironia, disse que o verdadeiro amigo é aquele «esfaqueia pela frente». O verdadeiro amigo pode ter falhas. Todos falhamos. Mas o verdadeiro amigo não simula. Não engana. Não trai.

No fundo, quando a amizade termina é porque, a bem dizer, nunca tinha começado.

A ilusão da amizade não é amizade!

publicado por Theosfera às 10:29

É preciso ter cuidado com as palavras. Com algumas, pelo menos.

A palavra «nunca», por exemplo, merece cuidado acrescido e pudor redobrado.

O presidente chinês garantiu que o seu país «nunca» copiará o sistema político ocidental.

Saberá o estadista o que vai acontecer à China e ao mundo no próximo ano, na próxima década, no próximo século?

«Nunca digas nunca», aconselha o povo.

«Nunca» é uma palavra prenhe de temeridade.

Há tantos amanhãs que desfazem as mais seguras garantias de tantíssimos hojes!

publicado por Theosfera às 10:09

Há derrotas que começam em vitórias. Há vitórias que começam em derrotas.

Charles de Montalembert sustentou que «nunca se é tão vencedor nem tão vencido como o imaginamos».

Nunca se deslumbre, pois, com os triunfos. E nunca se deprima com os fracassos.

Cuidado na hora do triunfo. E muito ânimo no momento do fracasso.

Como dizia o sábio de Hipona, «é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa»!

publicado por Theosfera às 09:56

Hoje, 09 de Novembro, é dia da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão (sé catedral do Papa enquanto Bispo de Roma), S. Teodoro e S. Luís Morbióli.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2012

Há quem fale de frente. Há quem fale por trás. E há quem fale de lado.

Conta-se que Salazar nunca elogiava directamente os seus ministros. Daí que estes andassem sempre preocupados.

Era a famosa D. Maria que os tranquilizava. Também não directamente.

Regra geral, quando encontrava as esposas, lá deixava escapar que o «senhor Doutor» estava muito satisfeito (quando estava) com o trabalho dos maridos!

Ao que parece, Lula também usava estratagemas semelhantes.

A partir de 2008, começou a constar que Dilma Rousseff era a preferida para a sua sucessão.

Um deputado confrontou o presidente e ele confirmou: «É ela mesma»!

O deputado foi testá-la: «Então, está preparada?».

Ela ficou perplexa: «Quem é que lhe disse tal coisa?» Ele respondeu que fora o presidente.

O deputado voltou ao gabinete de Lula e deu-lhe conta do constrangimento por que tinha passado: «Afinal, vocês não conversaram».

Resposta de Lula: «É verdade. Não conversei nem vou conversar».

Mas também não era preciso. O que era preciso, segundo Lula, era mandar recado pelas pessoas certas!

publicado por Theosfera às 11:46

Há muitos motivos para divergir, para protestar e para contestar.

Mas não há nenhuma razão para uma usar uma linguagem indelicada.

A delicadeza da forma acrescenta força à força dos argumentos!

publicado por Theosfera às 11:12

É cristão e tem nome judaico-árabe.

O reeleito presidente dos Estados Unidos é cristão e, no nome, tem ressonâncias judaicas («barack) e árabes («hussein»).

Se as diferenças podem coexistir nas pessoas, porque é que as pessoas não hão-de conviver com as diferenças?

publicado por Theosfera às 11:08

A filigrana dos tempos tem uma densidade e uma subtileza que surpreendem e nos desconcertam. Exaltamos o passado, mesmo sabendo que não foi perfeito. E excelsamos o futuro, embora não sabendo se ele será acolhedor.

Temos de acreditar que o melhor ainda está para vir. Não sabemos como e até receamos que assim não seja.

Mas esta nuvem de incerteza até pode ser reconfortante. Preocupante seria se o futuro fosse a simples repetição do passado ou a mera sequência do presente.

Ainda bem que o futuro vem ungido pela surpresa.

Pode ser pior? Até pode. Mas só a possibilidade de ser melhor já nos conforta, já nos aconchega. Nesta inquietação esperançosa, vamos caminhando ao encontro do futuro e o futuro caminha ao nosso encontro.

Com que face? Ainda bem que não sabemos!

Daí a crença: o melhor está para vir! Tanto mais que o mal já veio. Tanto mais que o mal está a vir. Será que o mal ainda pode ser pior?

publicado por Theosfera às 10:59

Hoje, 08 de Novembro, é dia de S. Carpo, S. Papilo, Sta. Agatónica, Sta. Isabel da Trindade e S. João Duns Escoto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:27

Quarta-feira, 07 de Novembro de 2012

Nem só dos Estados Unidos se faz a actualidade destes dias.

Em Angola (na rica Angola), a fome ameaça 500 mil crianças. Nesta nossa aldeia. Neste nosso mundo!

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publicado por Theosfera às 10:21

Um ponto de vista acaba por ser sempre a vista de um ponto.

O que é uma vitória? O que é um fracasso?

Um triunfador é um vitorioso? Se obteve a vitória por meios obscuros não é um triunfador.

É um fracassado alguém que perde? Se lutou, se acreditou, se não desistiu continua a ser um triunfador.

Nem sempre se vence quando se ganha. Nem sempre se é derrotado quando se perde.

Foi talvez por isso que Rudyard Kipling advertiu que, em rigor, «a vitória e o fracasso são dois impossíveis. É necessário recebê-los com idêntica serenidade e com uma saudável dose de desdém». E, depois, é tão rápida a transição entre a vitória e o fracasso que quase não vale a pena estacionar nem na vitória nem no fracasso.

Importante é acreditar. Sempre!

publicado por Theosfera às 10:09

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