O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 18 de Novembro de 2012

Somos, de facto, uns seres estranhos, os humanos.

Afligimo-nos com o que dizem de nós. Mas preocupamo-nos se nada dizem de nós.

Com a carga irónica do seu génio, Oscar Wilde foi ao ponto de reconhecer: «Só há uma coisa pior que saber que falam de nós: é saber que não falam de nós».

Mas, por vezes, era muito melhor que assim fosse. Que passássemos despercebidos. Que só fluísse o rasto e que este rasto soubesse a bondade!

publicado por Theosfera às 16:32

Poderá haver quem pense que os pobres precisam dos ricos.

Mas talvez seja mais verdade dizer que os ricos precisam ainda mais dos pobres.

São os pobres que mais trabalham e são injustamente remunerados.

Daí que já Anatole France tenha reconhecido que «a pobreza é indispensável à riqueza».

Para o escritor francês, «o que é preciso não é melhorar a condição dos pobres, mas acabar com ela». O que importa é (devia ser) acabar com a sua condição de pobres.

Mas para os pobres serem menos pobres os ricos devem aceitar ser menos ricos.

Estarão eles dispostos?

publicado por Theosfera às 16:24

O Evangelho deste Domingo tinha uma linguagem escatológica.

Aqui, impõe-se uma precisão. Escatológico, neste caso, não vem de «escatol» (sujo), mas de «eschaton» (último).

A Escatologia trata das «eschata» e do «eschaton». Ela transita entre as coisas últimas e o último.

As coisas últimas são os novíssimos: morte, juízo, inferno ou paraíso.

O último é uma pessoa (Jesus Cristo) ligada a um acontecimento (a Salvação) e a uma atitude (a Esperança).

É fundamental preparar as coisas últimas a partir do último. Por isso é que, como advertia Moltmann, a Escatologia consiste também numa meditação sobre a esperança.

E daí que a Escatologia não deva vir no fim, devendo figurar desde o princípio.

Toda a mensagem cristã é escatológica. Caminhamos para as coisas últimas vivendo sob a inspiração do último.

Deste modo, a Escatologia constitui um poderoso impulso para a transformação do presente.

O presente tem de ser a imagem e a antecipação do futuro. É a partir do futuro que vivemos. Do futuro que não sucede ao presente, mas do futuro que o transforma, que o preenche, que o plenitudiza.

E quanto ao fim do mundo?

Há um mundo que deve ter fim: o mundo do egoísmo, o mundo da injustiça, o mundo da austeridade, o mundo da mentira.

A esse mundo cabe-nos a nós pôr fim. Quanto antes!

publicado por Theosfera às 16:15

Muitas vezes, a infelicidade assedia-nos por excesso de expectativa.

Esperamos muito da vida. Exigimos bastante das pessoas.

O mais natural, em tais casos, é que a desilusão nos visite e a decepção nos acompanhe.

Daí que Anton Tchekov defenda que «a felicidade é uma recompensa para quem não a procura». Deixemos a iniciativa para a vida, para Deus. E talvez haja uma surpresa positiva à nossa espera!

publicado por Theosfera às 16:01

 

Tudo sobe para cima.
Tudo caminha para o alto.
Tudo tende para o fim.

 

E, na verdade, o que importa é o fim,
o fim para o qual nos chamas.

 

Tu, Senhor, chamas-nos para a felicidade,
para a alegria, para a justiça, para a paz.

Tu, Senhor, chamas-nos para Ti.

A vida é cheia de sinais.
É importante estar atento a eles.
É fundamental deixarmo-nos guiar por eles.

 

Neste mundo, tudo passa.
Nesta vida, tudo corre.
Neste tempo, tudo avança.
Só a Tua Palavra permanece, Senhor.

 

Obrigado por nos reunires,
por nos congregares,
por nos juntares.

 

De toda a parte Tu chamas,
Tu convocas,
Tu reúnes.

Obrigado, Senhor, pela esperança
e pelo ânimo,
Pelo vigor e pela presença.

 

O importante não é saber a hora do fim.
O fundamental é estar pronto, preparado, disponível.

 

Para Ti, Senhor, o fim não é destruição nem dissolução.
ConTigo, Senhor, o fim é plenitude, realização, felicidade.

Em Ti já sabemos o que nos espera.

Tu, Senhor, és a esperança e a certeza da esperança.

Tu já abriste as portas.
Tu já inauguraste os tempos últimos, os tempos novos.

 

ConTigo nada envelhece.
Em Ti tudo se renova.
Renova sempre a nossa vida,
JESUS!

publicado por Theosfera às 10:43

Hoje, 18 de Novembro, XXXIII Domingo do Tempo Comum, é dia da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo, Sta. Carolina Kózka, Sto. Odo de Cluny, S. Domingos Jorge, Sta. Isabel Fernandes, Sto. Inácio e Sta. Salomé de Cracóvia.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:25

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