O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

A vida é breve, todos os sentimos.

Só o poeta (António Botto) é que acha que a vida é longa, comprida.

Porquê? Porque «cabe nela amor eterno e ainda sobeja vida».

Por isso é que S. Paulo diz que o amor nunca acabará. Mesmo quando tudo terminar!

publicado por Theosfera às 23:46

É preciso agir. Mas não é menos preciso não confundir acção com agitação.

Já, há muitos anos, Ernest Hemingway recomendava: «Nunca confunda movimento com acção».

E nunca é demais ter presente que pensar também é agir, escutar também é agir, alertar também é agir, verdadear também é agir.

Agir não é só mexer. É igualmente tudo o que prepara a acção, tudo o que questiona a acção, tudo o que avalia a acção.

Às vezes, parar um pouco pode ser decisivo para agir muito. E sobretudo para agir bem!

publicado por Theosfera às 21:53

«Quem é capaz de suportar tudo pode atrever-se a tudo».

Vauvenargues viu o essencial: a adversidade é a escola da audácia e o combustível da coragem.

Quem se habitua a sofrer está preparado para tudo. Excepto para recuar!

publicado por Theosfera às 21:48

Para haver união, não tem de haver (nem pode haver) uniformidade, mas tem de haver um mínimo de paridade.

A União Europeia é uma união de povos, de democracias. Mas, às vezes, não parece.

Por vezes, parece haver um domínio de uns sobre outros. Às vezes, as democracias parecem submetidas a uma ditadura, a uma ditadura sobre democracias.

Fará sentido?

publicado por Theosfera às 21:47

Os maiores problemas da humanidade gravitam em torno da posse. As mais violentas disputas giram à volta da propriedade.

Mas, pensando bem, todos nós acabamos por laborar numa ilusão. Porquê tanta insistência no que é nosso se nem nós somos nossos?

Sto. Agostinho, que nasceu neste dia em 354, já perguntava: «Que coisa há mais tua que tu mesmo? E que coisa há menos tua que tu próprio?».

Por sua vez, S. Paulino de Nola (que nasceu um ano depois de Sto. Agostinho e morreu também um ano depois dele) questiona: «Que poderemos considerar como nosso se nós mesmos não somos nossos?»

Tudo seria tão diferente (e, sem dúvida, melhor) se, nos pequenos actos, pensássemos nas grandes questões!

publicado por Theosfera às 19:14

1. A discordância é um exercício meritório, um direito irrebatível e pode ser até uma obrigação indeclinável.

Mas ela não pode contender com o reconhecimento da realidade. Exemplo: podemos não gostar do branco, mas não podemos deixar de reconhecer que o branco é branco.

 

2. Não é crime discordar do que Isabel Jonet diz. Mas é impossível não reconhecer o que Isabel Jonet faz.

Ela pode não ter dito muito bem. Mas tem feito muito e bem.

E isso é o que importa. E é o que mais depõe em seu favor.

 

3. E, já agora, quanto ao que ela disse, nem sequer vejo razão para tanta celeuma.

Tudo se resume a isto: temos de aprender a viver na adversidade. Já S. Paulo o disse aos filipenses (4, 12): «Sei viver na riqueza e sei viver na pobreza».

Mas não é isso que já estamos a fazer? Não sentimos que estamos a aprender a viver nesta situação difícil?

 

4. E, depois, é assim tão mau fazer caridade? Que seria de tantos sem a caridade de tantos?

É claro que a caridade não pode ser uma forma de humilhar os outros, de mostrar superioridade sobre a vida dos outros.

É verdade que a caridade não dispensa a justiça.

E, acima de tudo, é importante perceber que a caridade não pode ser o pretexto para que tudo continue na mesma. Mas, em si mesma, a caridade é uma forma de amor.

 

5. Aliás, um dos efeitos mais nefastos que esta crise pode revelar é o que já está a acontecer: colocar as vítimas da crise umas contra as outras.

É uma armadilha que alguém, astutamente, congeminou e na qual, pouco subtilmente, estamos a cair. As críticas a Isabel Jonet e aos que recebem alguns apoios sociais relevam desta cedência.

 

6. Volto a insistir: a crítica é legítima, mas, nesta altura, a unidade é (mais) necessária.

Este é o momento de unir esforços e juntar vozes. Este não é o tempo de desperdiçar energias.

O alvo dos pobres não podem ser os outros pobres. Nem, muito menos, aqueles que estão ao lado dos mais pobres.

 

7. A própria Igreja, que neste campo já faz muito, pode (e deve) fazer muito mais. Pode (e deve) intervir, falar, anunciar e denunciar. A acção é importante, mas, nesta fase, a palavra pode ser decisiva.

 

8. É preciso que a Igreja não pareça «eclesiocentrada» nem apareça «eclesio-sentada». A Igreja tem de estar sempre «teocentrada» e «antropocentrada», centrada em Deus e no Homem.

Ela tem de estar cada vez mais ao lado dos pobres e dos que estão, aceleradamente, a empobrecer. É para isso que ela está no mundo. Foi para isso que Jesus Cristo veio à terra!

 

 

9. A crise desvela o que, muitas vezes, tende a estar velado: nem tudo é linear. O aumento da receita não tem de vir apenas (nem principalmente) dos impostos. E, mesmo quanto a estes, não é curial que sejam sempre os mesmos a sofrer o peso da factura.

O pensamento linear, segundo o qual não há alternativas, não traz grandes benefícios. Já está gasto, falido.

 

10. Temos de reaprender o pensamento complexo. Temos de reaprender a ligar os conhecimentos, a ligar os contributos e (sobretudo) a ligar as pessoas.

Era bom que houvesse muita gente como Isabel Jonet. E, graças a Deus, até há!

publicado por Theosfera às 19:13

Hoje, 13 de Novembro (dia em que nasceu Sto. Agostinho, em 354), é dia de Sto. Estanislau Kostka, Sta. Agostinha Lívia Pietrantoni, S. Diogo de Alcalá, Sto. Homembom, Sto. Eugénio Bossinok e Sto. Artémis Zatti.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Anselm Jappe acha que esta não é mais uma crise do capitalismo. É a sua decomposição.

 

Estamos no limiar da era do «pós-dinheiro». É ele que está a deixar de funcionar.

 

Se repararmos, a produtividade até aumenta. O problema encontra-se no «interface» que se coloca entre as pessoas e os produtos: o dinheiro.

 

Pela falta de dinheiro, muitos morrem de fome, mesmo havendo produtos.

 

Muitos não têm acesso a cuidados e a serviços. Haverá alternativa ao dinheiro?

 

Ninguém saberá a resposta. Mas convirá, pelo menos, ir pensando na pergunta.

publicado por Theosfera às 05:58

Quisera compor-te um poema, o mais belo. Quisera obsequiar-te com uma flor, a mais deslumbrante. Quisera oferecer-te um presente, o melhor.

 

Mas como tudo isto é pouco para o que mereces, deixo-te o meu amor, a minha gratidão, a minha prece. Devolvo-te o meu coração, o coração que me deste, que moldaste.

 

Parabéns, querida Mãe, pelos teus 83 anos. Obrigado por permaneceres a meu lado. Preciso cada vez mais de ti. Sinto-te cada vez mais forte. E vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre jovem, sempre tu, sempre Mãe!

publicado por Theosfera às 05:29

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