O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

Séneca preveniu: «Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável».

É por isso que nunca podemos perder de vista os referenciais decisivos da nossa existência: donde nascemos e para onde vamos.

Nas horas de tormenta, saber para onde se vai é decisivo.

Quando espreita o desnorte, nunca podemos perder o norte!

publicado por Theosfera às 09:26

Hoje, 19 de Outubro, é dia de S. João Brebeuf, Sto. Isaac Jogues, S. Pedro de Alcântara e S. Paulo da Cruz.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

Tempos interessantes, estes.

A democracia fragiliza-se. Mas, nessa fragilidade endémica, dá sinais de pujança.

Não surgem grandes propostas. Mas não faltam protagonistas.

Estes, os protagonistas, não são apenas os actantes do poder e da oposição. São também os comentadores e os cidadãos.

O povo está a despertar. A vigilância cresce. Mas ainda não se vislumbram alternativas, algo verdadeiramente diferente!

Ainda andamos à procura. Com uma bússola que, para já, ainda não divisa o caminho!

publicado por Theosfera às 09:53

Muito pertinente a observação de Chesterfield: «Um espírito mesquinho é como um microscópio: aumenta as pequenas coisas, mas impede de ver as grandes».

O microscópio pode ampliar as coisas pequenas. Mas nem por isso as torna grandes.

O que torna grandes as coisas é a sua autenticidade, a sua verdade, não a sua aparência!

publicado por Theosfera às 09:40

Cada vez mais propendo a aquiescer a Horácio: «De todas as ciências, a moral é a mais interessante». A mais interessante e, nos tempos que correm, a mais decisiva.

O que faz a diferença não é o conhecimento, por muito importante que ele seja.

O que faz a diferença é o comportamento, a conduta, a vida!

publicado por Theosfera às 09:34

Hoje, 18 de Outubro, é dia de S. Lucas e S. Monon, ermita.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

E, de repente, eis-me a pensar que talvez tenha chegado a hora de dar a vez (e a voz) aos ignorantes. Porque, afinal, são eles que se lançam à procura da sabedoria.

O nosso mal, o mal do nosso país e do nosso mundo, vem daqueles que impõem o seu «saber».

Os factos não abonam nem corroboram tal saber. E, no entanto, insistem.

Há que mudar de paradigma e de protagonistas. Creio que os (que se julgam) ignorantes serão capazes de coligir ideias inovadoras e propostas brihantes. Porque serão capazes de sair de si!

A sabedoria não se afere pelo que se tem, mas pelo que se pode vir a ter.

Quando há procura, há a possibilidade de se vir a encontrar.

«Os verdadeiros sábios, assinala Augusto Cury, são os mais convictos da sua ignorância». São esses os que estão no caminho de ascender ao conhecimento!

publicado por Theosfera às 00:00

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

Compreendo Tagore quando avisa: «Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas».

Mas diria que as lágrimas são como o caudal de um imenso rio que nos transporta à luz.

Só percebe o valor de um sorriso quem se habituou à torrente do pranto.

Não são as lágrimas que nos afastam da luz.

É bom sorrir. Mas não é menos necessário (saber) chorar!

publicado por Theosfera às 11:28

No começo deste dia, volto-me para Hermann Hesse: «Para que resulte o possível deve ser tentado o impossível».

Creio que o habitualmente possível já está esgotado. É preciso que o geralmente impossível seja accionado.

Tudo isto requer uma aliança entre a lucidez, a coragem e a determinação!

publicado por Theosfera às 11:21

Hoje, 17 de Outubro, é dia de Sto. Inácio de Antioquia (que gostava de se apresentar como «Teófero», aquele que traz Deus), Sta. Zélia, S. Balduíno e S. Gilberto.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

A fé está na palavra. Mas não só. A fé está no encontro. Mas não apenas.

A fé, que (como aprendemos) vem pela palavra e conduz ao encontro, não exclui a vida e a procura que se faz na vida.

Quem procura é natural que avance e recue.

Quem caminha é normal que pergunte, que questione e que duvide.

A pergunta e a dúvida não são obstáculo à fé. Podem ser até o preâmbulo da fé, o átrio da fé, o começo da fé.

A pergunta e a dúvida alargam, pois, o espectro da fé.

Uma fé não é mais forte quando passa ao lado da pergunta e à margem da dúvida.

Diria até que se torna mais frágil. Porque presume abrir-se a Deus sem levar, nessa abertura, tudo o que é próprio do homem.

É por isso que diria que quem pergunta e quem duvida também está no caminho da fé!

publicado por Theosfera às 10:09

Mais um dia torpedeados pelo peso do dinheiro. Ou, para ser mais exacto, pela sua falta.

O dinheiro tudo condiciona. A falta de dinheiro tudo complica.

Carlos Drummond de Andrade notou que «o cofre do banco contém apenas dinheiro. Frustrar-se-á quem pensar que nele encontrará riqueza».

Com o dinheiro muito se faz. Mas é também com o dinheiro que muito se desfaz.

A maior riqueza está na mente, no coração, no espírito, na vida.

É essa riqueza que nos ajudará a sair do abismo para onde os donos do dinheiro nos atiraram!

publicado por Theosfera às 09:54

Notável a percepção de Tagore: «Agradeço não ser uma das rodas do poder, mas sim uma das criaturas que são esmagadas por elas».

No fundo, antes penar por causa da justiça do que triunfar à custa do seu esmagamento!

publicado por Theosfera às 09:46

Hoje, 16 de Outubro, é dia de Sta. Hedwiges, Sta. Margarida Maria Alacoque, Sta. Josefa Vanini e S. Gerardo Majela.

Faz também 34 anos que foi eleito o Papa João Paulo II.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:14

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

Elementar.

Quando um órgão está doente é toda a pessoa que sofre.

Ninguém diz «a minha cabeça está doente», mas «eu estou doente» quando dói a cabeça.

Quando um membro tem problemas é toda a comunidade que está em causa.

Quando Portugal está em crise é toda a Europa que, no fundo, está em crise.

Portugal não tem encontrado soluções. Mas a Europa também não tem conseguido resolver.

Uma reflexão ampla (longe dos miasmas maniqueístas) é fundamental. Necessária. E cada vez mais urgente!

publicado por Theosfera às 09:28

John Kennedy asseverou: «A humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade».

No mesmo sentido, propendemos a pensar: O país tem de acabar com a austeridade antes que a austeridade acabe com o país!

publicado por Theosfera às 09:22

Muito pertinente a reflexão de Fedro: «Muitas vezes há mais bom senso numa única pessoa do que numa multidão».

Nem sempre a multidão prima pelo bom senso.

Pelo contrário, muitas vezes, a multidão desfaz o bom senso que existe na alma de muitas pessoas!

publicado por Theosfera às 09:17

Hoje, 15 de Outubro, é dia de Sta. Teresa de Jesus e Sto. Eutímio, o Jovem.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Domingo, 14 de Outubro de 2012

Nada é impossível para Ti.

Tudo é possível conTigo, Senhor.

 

Hoje em dia, precisamos de acreditar,

de não desistir

e de sempre caminhar.

 

Obrigado, Senhor, pelo estímulo

e pelo constante apoio.

 

O caminho é difícil, mas não é inviável.

Ele pode ser trilhado.

E, como aos discípulos de Emaús,

também hoje nos acompanhas.

 

És o nosso companheiro,

o que partilha a nossa vida.

 

Tu queres, Senhor, que saibamos os mandamentos.

Mas não chega.

 

Mais importante que saber é fazer.

Saber é necessário, mas fazer é decisivo.

 

Àquele homem, de que fala o Evangelho, faltava apenas uma coisa.

Às vezes, também nos falta apenas uma coisa.

Mas essa coisa pode ser a mais importante.

 

É preciso dar aos pobres,

repartir com os pobres.

 

Como são actuais estas palavras.

Como é pertinente este apelo.

Como é urgente esta prioridade.

 

É aqui que está a sabedoria.

A sabedoria não está apenas no conhecimento.

A sabedoria está sobretudo no amor.

O amor é mais sábio que a sabedoria.

 

Essa sabedoria está na Tua Palavra

e no Teu Pão.

 

Obrigado, Senhor, por seres a Mesa

e o Pão.

 

Obrigado, Senhor, por nos dares tudo em abundância.

Obrigado por tanto. Obrigado por tudo.

 

Que nós saibamos repartir.

Neste momento de crise, aumenta a nossa solidariedade

e faz crescer o nosso amor!

publicado por Theosfera às 11:23

Quando falta um elemento, falta a totalidade. Esta, a totalidade, é composta pelas partes que a integram.

Quando pensamos em democracia, pensamos (ou devíamos pensar) sobretudo no povo.

Ora, o povo manifesta-se nas eleições. Mas não só.

Ai de uma democracia que não está atenta aos sinais do povo. Uma democracia que se faça sem povo ou (o que é pior) contra o povo será democracia?

Muito se fala do perigo de a democracia estar na rua.

Isso é preocupante para muitos. E, desde logo, é o sintoma do drama de muitos.

A rua é um sinal para a democracia. O direito à manifestação está consagrado. É conatural ao conceito de democracia.

Por muito que nos custe admitir, muitas democracias começaram na rua.

Foi a rua que que tornou a democracia inevitável em muitos países.

Mas a experiência ensina que muitas democracias também podem acabar na rua.

As manifestações de rua costumam sinalizar não o esgotamento do regime democrático, mas a falência de muitas políticas em democracia.

Ignorar ou menoscabar o que se passa na rua será o pior erro que a classe política pode cometer.

A austeridade não ficará por aqui. Mas a contestação também por aqui não ficará.

Tenho algum receio. Quero continuar a ter esperança!
publicado por Theosfera às 07:14

O desnorte não é exclusivo dos cidadãos em tempos difíceis.

Parece ser também uma característica dos poderes em qualquer tempo.

Quem ajudou a impor a austeridade vem (agora) alertar para os seus riscos.

Tarde. Talvez demasiado tarde.

Aliás, há qualquer coisa, nestes meandos miasmáticos, que escapa ao cidadão comum.

Dívidas e empréstimos sempre houve entre pessoas e países. É natural que o credor imponha condições, nomeadamente juros e prazos. Mas impor um tipo de vida como redução de salários e aumento de impostos? Isto nunca se tinha visto.

E, já agora, a «troika» é a única instância a que pode pedir dinheiro? Não seria possível pedir empréstimo a outros países ou a entidades bancárias de muitos países?

Noutras latitudes, a história mostra que países houve que venceram crises quando dispensaram os serviços do FMI!

Dá que pensar!
publicado por Theosfera às 07:12

Hoje, 14 de Outubro, XXVIII Domingo do Tempo Comum, é dia de S. Calisto, Sta. Madalena Panattieri e S. João Ogilvie.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:10

Sábado, 13 de Outubro de 2012

Aquilo que mais fazemos é viver. E, não obstante, aquilo que menos conhecemos é a vida.

São muitas as respostas para a pergunta: o que é a vida? Mas é muito maior a insatisfação de quem (se) pergunta.

A vida, para muitos, é busca de prazer. Para outros, é busca de poder.

E, de facto, a vida da generalidade das pessoas e das instituições oscila entre estes dois pólos.

Mas nem o poder nem o prazer preenchem a ânsia ínsita na alma.

Viktor Frankl achava que a vida é, acima de tudo, procura de sentido.

Para ele, há três possíveis fontes de sentido: o trabalho, a dedicação pelos outros e a coragem em tempos difíceis.

Este é um momento em que a nossa persistência na busca do sentido está mais à prova.

Não desistamos. Como dizia Nietzsche, «o que não nos mata torna-nos mais fortes».

Os momentos dificeis não são para nos abater, mas para nos fortalecer!

publicado por Theosfera às 13:31

Os anos passam. O tempo corre.

Ninguém é sempre novo. Mas todos podemos ser rejuvenescidos.

O que nos chega da vida instala-se na alma.

O espírito nunca envelhece mesmo quando a velhice se aproxima.

Basta que os sonhos se mantenham. E que a vontade de continuar não desfaleça!

publicado por Theosfera às 07:09

Hoje, 13 de Outubro, é dia de Sto. Eduardo III, S. Fausto e Bem-Aventurada Alexandrina Maria da Costa.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:08

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

Dizem que a imagem do país está a melhorar lá fora.

É natural que as instituições financeiras olhem para o Governo. É natural que fiquem contentes.

Mas, se olharem para as pessoas, a impressão será bem diferente.

E quando as pessoas não estão bem, o país estará bem?

publicado por Theosfera às 13:17

Com todo o respeito, o momento que passa é duplamente doloroso.

Doloroso por causa da realidade. Doloroso por falta de vislumbres de alternativa.

O poder tem a política que tem.

Outros no poder teriam uma política melhor?

À esquerda do poder não há nada muito diferente.

À direita do poder não há, pura e simplesmente, nada!

publicado por Theosfera às 11:00

O que faz a diferença, hoje em dia, não é o conhecimento. É o comportamento.

O conhecimento está ao alcance de um clique. Tudo está acessível a todos. Ainda bem.

O que faz, cada vez mais, a diferença é o comportamento, a conduta.

Goethe percebeu que «o comportamento é um espelho em que cada um vê a sua própria imagem». Será que gostamos do que vemos? É bom continuar. Mas urgente é mudar.

É urgente que todos mudemos. É urgente que mudemos em tudo!

publicado por Theosfera às 10:30

Victor Hugo: «A guerra com o estrangeiro é uma escoriação no cotovelo; a guerra civil um abcesso que nos devora».

No fundo, toda a guerra é uma guerra civil.

Todo o homem é irmão de todos os homens.

Qualquer guerra configura, pois, uma luta entre irmãos. Afinal, ainda não aprendemos a ser mundo. Ainda não aprendemos a ser humanos!

publicado por Theosfera às 10:07

Como não nos lembrarmos de Einstein?

«Triste época», de facto, a nossa! «É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito».

Por muito que a realidade desdiga o que doutos lábios dizem, continuam a insistir no que já provou não resultar.

A carga fiscal aumenta uma vez mais. E, desta vez, aumenta brutalmente.

Uns vão ficar (ainda) mais pobres. Outros começarão a empobrecer. Será com a multiplicação de problemas que se resolverão os problemas?

publicado por Theosfera às 10:02

Hoje, 12 de Outubro, é dia de Nossa Senhora do Pilar, Nossa Senhora de Aparecida, S. Serafim de Montegranaro, S. Vilfrido e S. João Beyzym.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Onde há perigo, também pode haver salvação. Onde há salvação é porque há perigo.

Natalie Clifford Barney entende que «as aparências devem estar em perigo, porque toda a gente diz que é preciso salvá-las».

Mas pobre da salvação que só procura salvar as aparências!

publicado por Theosfera às 10:09

Muito preocupante o que se passa com a imprensa.

Por um lado, não espanta. Se tudo está em crise, é de esperar que nada lhe escape.

Mas, por outro lado, dá que pensar nas alternativas que se avançam.

O que se passa com o Público tem o sabor de uma desistência antecipada. Saudável seria persistir e apostar no crescimento.

Se acreditam no que fazem, deveriam fazer tudo para que o seu produto chegasse a um maior número de pessoas.

Despedir pessoas é um sinal perturbador. É sinal de que se admite a decadência e o fim antecipado.

A solução para um problema não é recuar. É melhorar.

A imprensa, que pensa a realidade, não pode deixar de se repensar a si mesma!

publicado por Theosfera às 10:04

«A solidão da poesia e do sonho tira-nos da nossa desoladora solidão».

Albert Béguin tem razão.

Muitas vezes, o remédio para a solidão pode não estar na multidão. Pode até estar no modo como ocupamos a própria solidão.

Nem sempre se está só na solidão. Nem sempre se está acompanhado na multidão!

publicado por Theosfera às 09:50

Há quem pense que consegue ser feliz fazendo infelizes os outros. Mas é uma pura ilusão, um colossal embuste.

A infelicidade dos outros não sustenta a felicidade de ninguém.

Daí o aviso de Séneca: «Não se pode acreditar que é possível ser feliz procurando a infelicidade alheia»!

Pelo contrário, só se pode ser feliz fazendo felizes os outros.

Só se consegue ser feliz felicitando, semeando felicidade!

publicado por Theosfera às 09:44

 

1. À míngua das coisas que nos vão escapando, vamo-nos agarrando cada vez mais àquelas que ainda persistem.

Na hora que passa, sentimo-nos esvaziados por fora e vazios por dentro. Aquilo que nos vai faltando leva a que demos uma maior atenção àquilo que ainda nos vai acompanhando.

 

2. Acreditar é para todas as horas. Mas diria que é, ainda mais, para as horas difíceis. «É preciso acreditar» — cantava Luiz Goes há décadas. «É preciso acreditar» — apetece-nos gritar hoje.

É por isso que quando a economia está em baixa, a fé costuma ficar em alta. Não devíamos olhar para a fé apenas como um expediente. Mas é interessante notar que ela é acolhida como uma espécie de último refúgio.

 

3. Daí que a fé continue a ser uma palavra carregada no conteúdo e sobrecarregada de sentido.

Ela remete para Deus, mas também não deixa de fora o homem. Confiamos em Deus não porque não confiemos nos homens. Confiamos em Deus até para podermos confiar mais nos homens.

 

4. Começa hoje, 11 de Outubro, o Ano da Fé em toda a Igreja. Coincide esta data com a celebração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II.

Deste modo, sobressai a possibilidade de fortalecer a fé à luz do grande acontecimento que foi o Concílio e do permanente itinerário que continua a ser o Concílio.

 

5. O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.

Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.

 

6. Afé é muito mais do que um palpite, do que uma esperança vaga na realização dos nossos desejos. O Concílio Vaticano II descreve-nos a fé como uma resposta à proposta de Deus.

A Igreja, em primeira instância, não é uma organização dirigida por uma estrutura. Antes de mais e acima de tudo, a Igreja é a presença no tempo do mistério eterno de Deus, desvelado em Jesus Cristo.

 

7. É assim que a Igreja, na diversidade de tarefas realizadas pelos seus membros, é uma fraternidade de crentes e de discípulos. Não são um mundo à parte, mas uma parte do mundo. Partilham as suas tristezas e comungam das suas esperanças.

É a linguagem do mundo que a Igreja deve falar até porque é ao mundo que ela é chamada a dirigir-se.

 

8. Por conseguinte, a Igreja não está numa batalha contra o mundo. Ela tem de constituir uma presença solidária no mundo, alertando para as suas injustiças e não desistindo de o apoiar nos seus sonhos.

Daí que Karl Rahner tenha apontado o Concílio como um «novo começo». Precisamente porque ele procurou extrair toda a força que nos vem dos começos, dos tempos de Jesus e dos Apóstolos.

 

9. Sobre o Concílio Vaticano II, são muitos os comentários, o que é bom, mas são poucos os estudos, o que é pena. Ambos são necessários, até porque se enriquecem mutuamente.

Para haver comentários, é mister haver estudos. Caso contrário, tudo arrisca a pairar sobre a espuma de umas aproximações fugidias, pouco consistentes.

 

10. O Concílio não entrou em choque com o passado. Não eliminou as heranças do passado (nem sequer a Missa em Latim, que pôde e pode continuar a ser celebrada).

Ao mesmo tempo, franqueou as portas ao presente e abriu as janelas ao futuro.

Já não é pouco. É bastante. É o bastante!

publicado por Theosfera às 09:35

«A riqueza pode servir ou governar o seu possuidor».

Muita atenção a este aviso de Horácio. 

 A riqueza é rica quando liberta. É opressora quando explora.

A riqueza só é rica pela divisão, pela multiplicação!

publicado por Theosfera às 09:33

Hoje, 11 de Outubro, é dia de Sta. Soledade Torres, Sto. Alexandre Sáuli e Bem-Aventurado João XXIII, o Papa Bom.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Quem conhece, conhece, antes de mais, a sua ignorância.

À medida que se aprende, apercebemo-nos de que, antes de aprender, não sabíamos.

Dá, então, para inferir que ainda resta muito por saber.

Daí o acerto do que observou John Wheeler: «Vivemos numa ilha rodeada por um mar de ignorância. À medida que cresce a ilha do nosso conhecimento, também cresce a costa da nossa ignorância».

Às vezes, esse mar (de ignorância) não está só ao nosso lado, à nossa beira. Esse mar pode invadir-nos.

O conhecimento acaba sempre por ser um esforço por amortecer a nossa ignorância primordial.

Só aprende quem sabe que não sabe, quem procura ir (um pouco) mais longe do seu não saber!

publicado por Theosfera às 11:57

Duro já é sofrer. Mais duro ainda é pressentir que o sofrimento não tem fim.

Pedro Afonso alerta: «Todos nós suportamos, durante algum tempo, o sofrimento; mas é importante sabermos que este tem um fim».

E, hoje em dia, é perturbador notar que muito do sofrimento humano é induzido organicamente.

Os governantes dão pouco dinheiro e quase nenhum trabalho. Mas o mais assustador é reconhecer que nem sequer dão segurança ou esperança.

Somos um país em que se morre mais do que se nasce. Somos um povo em que aumenta o suicídio. Somos uma terra em que as pessoas se separam.

Difícil já é sofrer. Mais difícil ainda é achar que não valerá a pena sofrer.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, será importante meditar em tudo isto.

Há que unir esforços e congregar vontades.

Somos todos responsáveis por todos. E por tudo!

publicado por Theosfera às 10:02

Depois do verbo «cortar», o verbo «despedir».

Eis mais uma ameaça que pende sobre muitos.

Serão as directivas da Europa. Não é seguramente por aqui que passa o bem-estar das pessoas e o progresso dos povos.

O federalismo vai emergindo.

Mas uma Europa unida não pode ser a Europa de um Directório. Pode não ser também (apenas) a Europa dos Governos nacionais.

Que seja (sempre) a Europa das Pessoas, dos Cidadãos!

publicado por Theosfera às 09:55

Um dos maiores laboratórios do conhecimento é a vida, não a cátedra. E, nos tempos que correm, é muito notória a falta do pensamento complexo e do pensamento subtil.
Falta complexidade e subtileza.

Os problemas são encarados de modo primário. E de modo primário são colocadas também as putativas soluções.

Não é estranho notar que as soluções agravem os problemas?

A democracia não se decide na rua. Mas não pode crescer de costas voltadas para a rua!

publicado por Theosfera às 09:50

Não diria tanto, mas Saint-Just foi teve alguma pertinência quando escreveu: «Todas as artes produzem maravilhas. A arte de governar só produz monstros».

Nem sempre produzirá monstros. Mas salta à vista que muitas monstruosidades são cometidas!

publicado por Theosfera às 09:46

«Nada é tão fácil que, feito de má vontade, não se torne difícil».

Terêncio foi muito perspicaz.

A má vontade dificulta o que é fácil.

A boa vontade facilita o que é difícil.

publicado por Theosfera às 09:40

Hoje, 10 de Outubro, é dia de S. Daniel e seus Companheiros Mártires, S. Daniel Comboni, S. Miguel Píni e S. Tomás de Vilanova.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Terça-feira, 09 de Outubro de 2012

Bem asseverou Séneca, na já distante antiguidade: «As dores ligeiras exprimem-se; as grandes dores são mudas».

Há frases que nunca prescrevem.

O tempo vai fazendo amadurecer o que nunca envelhece.

As dores caladas são as mais sofridas, as mais doridas.

Quem se preocupa com elas?

publicado por Theosfera às 09:51

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sto. Abraão, S. João Leonardo, S. Dionísio Areopagita, S. Luís Beltrão, Sto. António Prazzini e Sto. Inocêncio Camauro.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

Segunda-feira, 08 de Outubro de 2012

Os impostos são necessários. Mas, se repararmos bem, só o conceito de imposto litiga com a matriz fundadora da democracia: a liberdade.

Seremos livres quando algo nos é imposto?

Em democracia, nada devia ser imposto, tudo deveria ser proposto.

É claro que isso seria numa democracia perfeita. E nem no século de Péricles a perfeição ungiu a democracia.

Mas uma coisa é que caminharmos no sentido da perfeição, outra coisa, bem diferente, é afastarmo-nos cada vez mais dela.

Não há dúvida de que, para vivermos sob a égide das propostas e não dos impostos, teria de haver um mínimo de sentido comunitário.

Sucede que este sentido está muito longe de muitos.

É curioso notar que, há séculos, a Magna Carta preceituava que novos impostos só poderiam ser criados com o consentimento dos cidadãos.

É preciso ter uma cultura de responsabilidade muito grande. Mas creio que a inversa também é verdadeira.

Na hora que passsa, estamos a passar os limites do suportável.

O conceito de imposto está a ser muito difícil de suportar!

publicado por Theosfera às 10:05

Para viver pior, a principal (diria única) condição é acreditar que se vai viver pior.

É que, mesmo que a situação seja desfavorável, o espírito pode fortalecer-se e revigorar-se.

O exterior condiciona o interior. Mas o interior pode transformar o exterior.

Como lembrava Raul Brandão, «é por dentro que as coisas são».

É a partir do fundo que tudo se pode alterar.

Acreditemos que, afinal, tudo pode ser melhor. E vivamos em função desse melhoramento.

Não se trata de uma ilusão. Trata-se de um estímulo, de um objectivo, de um horizonte, de um sentido.

Experimente!

publicado por Theosfera às 09:53

Há um balanceamento entre as pessoas e as suas atitudes, entre os homens e os negócios.

Os homens condicionam os negócios. Os negócios condicionam os homens.

Os homens revelam-se nos negócios. Os negócios revelam os homens.

Disse, a este propósito, o Duque de Lévis: «Os homens impulsionam os negócios e os negócios arrastam os homens»!

publicado por Theosfera às 09:49

A vida dos povos é complexa.

Entender a complexidade é, pois, o segredo da sabedoria. Pelo contrário, simplificar o que é complexo é uma temeridade.

Governar não é fácil. Mas, às vezes, a governação tende a ser dificuldata pelos próprios governantes. Não faria mal que atentassem nesta frase de Cícero: «Entendo que os chefes devem reconduzir tudo a este princípio: aqueles que eles governam devem ser tão felizes quanto possível».

Se não conseguem esse desiderato, que dêem o lugar a outros.

Mas haverá alguém que esteja em condições de tornar felizes (ou, no mínimo, menos infelizes) os outros?

publicado por Theosfera às 09:43

José Martí: «Os homens são como as estrelas; alguns geram a sua própria luz enquanto outros reflectem o brilho que elas recebem».

Mas se não fossem os reflexos, a luz das estrelas poderia brilhar?

publicado por Theosfera às 09:35

Uma máxima de Ibsen: «A minoria pode ter razão, a maioria está sempre errada».

Parece dura. Mas perdura.

Há sempre um momento futuro em que se vê que a maioria, num momento passado, esteve errada.

O problema é que só vê depois o erro que (maioritariamente) foi cometido antes!

publicado por Theosfera às 09:30

Hoje, 09 de Outubro, é dia de Sta. Pelágia, Sta. Taís e Sto. Artoldo.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

Domingo, 07 de Outubro de 2012

Obrigado, Senhor, por não nos deixares sós.

Obrigado por estares sempre connosco, sempre em nós.

 

A Tua presença é a nossa vida,

a cor dos nossos sonhos,

o horizonte do nosso olhar.

 

Tu és família,

uma família de amor formada pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

 

Que todas as famílias vivam esse amor.

Que o amor de todas essas famílias seja alimentado pelo Teu amor.

 

Que os problemas não vençam as famílias.

Que as famílias possam vencer os problemas.

 

Mas sem Ti nada se consegue.

ConTigo tudo se obtém,

tudo se alcança.

 

As famílias são um pequeno mundo.

Que o mundo possa ser uma grande família.

 

Que estejamos todos unidos.

Que sejamos sempre amigos.

Que sejamos sempre irmãos.

 

Que as famílias não sejam fonte de sofrimento.

Que as famílias sejam espaço de paz,

tolerância, concórdia e amor.

 

Que sejamos como as crianças:

simples, humildes e puras.

 

Que saibamos acolher as crianças,

os mais simples e os mais pequenos.

 

Que as crises nos deixem mais fortes.

Que não vacilemos no amor.

 

A eternidade é amor.

O amor é eterno.

 

Que saibamos alimentar o amor

com a Tua palavra e o Teu pão.

 

Obrigado, Senhor, por tanto.

Obrigado, Senhor, por tudo.

 

Mãe do amor formoso,

inspira os nossos corações,

lava o nosso espírito.

 

Faz projectar no mundo

a paz de Teu Filho,

a paz de JESUS!

publicado por Theosfera às 11:21

Hoje, 07 de Outubro, XXVII Domingo do Tempo Comum, é dia de Nossa Senhora do Rosário e S. Marcos, Papa.

Começa, em Roma, o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

Sábado, 06 de Outubro de 2012

Se nada, a não ser Deus (absolutamente absoluto) e o Homem (relacionalmente absoluto), é absoluto, poderá a igualdade ser absoluta?

Cesare Cantú não hesita: «A democracia fundada sobre a igualdade absoluta é a mais absoluta tirania».

Igualdade deve haver nas oportunidades. Quanto aos resultados, é, pura e simplesmente, impossível. Quem quis impor a igualdade absoluta acabou por degolar a liberdade.

Quem quis impor a igualdade absoluta acabou por impor a igualdade na miséria.

Fundamental é haver justiça para apoiar mais quem tem menos e para exigir mais a quem tem mais!

publicado por Theosfera às 11:20

Bem verdade o que disse Sócrates: «O próprio sábio cora das suas palavras, quando elas surpreendem as suas acções».

Há sempre uma distância entre as palavras e as acções.

É pena. Mas é o que acontece!

publicado por Theosfera às 11:19

Muito se fala em ideias, ideais, programas e projectos. Mas, se repararmos bem, o que mais interfere na vida social é o interesse.

Foi o que percebeu o Marquês Maricá: «O interesse explica os fenómenos mais difíceis e complicados da vida social».

Os interesses é aquilo que mais criticamos. Mas é também aquilo que mais reverenciamos.

Mistérios que a vida tece!

publicado por Theosfera às 11:17

A adulação pode ser agradável. Mas a contrariedade acaba por ser mais benéfica.

Montaigne testemunhava, já no século XVI: «Quando me contrariam, despertam-me a atenção, não a cólera; aproximo-me de quem me contradiz e instrui».

Eis, pois, um precioso alerta!

publicado por Theosfera às 11:17

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
hora
Relogio com Javascript

blogs SAPO


Universidade de Aveiro