O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012

Não há pessoas insubstituíveis.

Assim se diz. Assim se repete.

É uma frase que toda a gente reproduz. É um pensamento que quase ninguém questiona.

Mas as pessoas são mesmo insubstituíveis.

Podem ser substituídas nas funções que desempenham. Mas nunca são substituídas como pessoas. Cada pessoa é única, irrepetível. Logo insubstituível!

publicado por Theosfera às 10:39

Quem vai para a vida pública não tem de pensar apenas na missão que se propõe realizar.

Tem de ponderar também (e bastante) a exposição que vai ter e os ataques que (inevitavelmente) irá receber.

Estou certo de que, muitas vezes, este duplo factor condiciona muitos e acaba por afastar muitos dos nossos melhores valores.

Dir-se-á que são as regras do jogo. E é verdade que já Henri Truman avisava: «Se não suportas o calor, evita a cozinha».

Mas reconheçamos que a «temperatura da cozinha» pode aumentar desmedidamente e tornar impossível o acesso.

Urge introduzir moderação e (sobretudo) decência na vida pública!

publicado por Theosfera às 10:34

Esta coisa de dizer, repetidamente, que não há alternativa está a ter consequências funestas.

Não se pensa. Não se repensa. Só se grita. Só se agita.

Há um imenso ruído sonoro. E há uma enorme poluição visual.

Estranha sensação, a de muitos.

Já não estamos saturados apenas dos políticos. Começamos a ficar fatigados com muitos comentadores, opinadores e jornalistas.

Querem, à fina força, que nos resignemos, que nos convençamos de que temos de viver pior.

É estranho que os líderes defendam que o caminho é recuar. Não é próprio dos líderes dizer que o caminho é prosseguir?

A realidade não é só o que é. Também pode ser o que queremos que ela seja.

Temos de a obrigação de conhecer a realidade. Mas temos igualmente o (indeclinável) dever de a procurar transformar!

publicado por Theosfera às 10:27

As palavras podem ser polissémicas, mas os conceitos devem ser claros.

Hoje propende-se a chamar cultura a qualquer actividade lúdica.

Um arraial com Quim Barreiros está, assim, no mesmo patamar que um concerto de Bach. É arrepiante, mas é real.

Também não espantará que a secretaria de estado da cultura tanto seja gerida por um escritor como por um gestor.

Interessante será, por isso, evocar no paradigma avançado por Miguel de Unamuno. Para ele, a cultura radicava na vida interior.

É a partir do fundo que tudo vem. Que vem a inquietação, a ânsia, a beleza.

Haverá interioridade no simples ruído ou no mero ritmo?

Estamos descompensados por dentro. E é por isso que andamos (um pouco) perdidos por fora.

Só reencontrando-nos a nós encontraremos tudo o resto!

publicado por Theosfera às 10:17

«Entre os desejos e as realizações destes transcorre toda a vida humana».

Schopenhauer notou como a vida pode ser um sonho contínuo e e uma frustração constante.

Luther King garantia que a vida acaba por ser a história dos nossos sonhos desfeitos.

No fundo, a existência é um composto de realidade e de irrealizações.

A realidade raramente é feita com aquilo que sonhamos. Muitas vezes, é desfeita com aquilo que nos impõem.

O mundo é o palco de um combate entre a leveza encantatória dos sonhos e o muro implacável da realidade.

À partida, tudo esbarra no muro. Mas - quem sabe? - pode ser que, um dia, seja o muro a desfazer-se. Nunca deixemos de tentar. Nunca deixemos de sonhar!

publicado por Theosfera às 10:06

Flaubert bem avisou que «o sucesso é uma consequência e não um objectivo».

O problema é que não se presta a devida atenção ao aviso.

Há, de facto, quem viva preocupado (diria mesmo obcecado) com o sucesso. O êxito a qualquer preço tornou-se, segundo Javier Aranguren, uma das três grandes doenças do nosso tempo. (As outras duas, já agora, são o ruído e a pressa).

O êxito não é nada em si mesmo. O êxito é nada se nada mais houver.

Pode ser alguma coisa a partir de tudo o resto.

Quando este resto se faz com dedicação, o êxito pode sobrevir. Mas, mesmo que não sobrevenha (o bem nem sempre é reconhecido), é importante manter o perfil, a conduta honesta.

Antes o bem sem êxito do que o êxito sem bem.

O êxito, por si, é balofo, é vazio, é vaidade. É o nada alçado à categoria de tudo. Mas não passa de ilusão!

publicado por Theosfera às 09:54

Hoje, 26 de Outubro, é dia de Sto. Evaristo e S. Boaventura de Potenza.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:02

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