A desorientação pode espreitar não apenas na adversidade, mas também na procura de soluções.
Não falta quem, neste momento tormentoso, aponte para soluções (quase) messiânicas.
Um Mário Monti em Portugal não é impossível. Mas não pode ser imposto. Tem de emergir. E tem de haver condições para isso.
Por outro lado, não me parece que Monti seja um mero tecnocrata. O que parece é ser um político contido.
Não falta quem propugne um governo de técnicos.
Ora, isto é primário. Se repararmos bem, o nosso mal é a capitulação da política diante da técnica. Na hora que passa, a política precisa de técnica, mas a técnica também precisa (cada vez mais) de política. De uma política humanista, emoldurada pela ética e voltada para a solidariedade!