O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Onde há perigo, também pode haver salvação. Onde há salvação é porque há perigo.

Natalie Clifford Barney entende que «as aparências devem estar em perigo, porque toda a gente diz que é preciso salvá-las».

Mas pobre da salvação que só procura salvar as aparências!

publicado por Theosfera às 10:09

Muito preocupante o que se passa com a imprensa.

Por um lado, não espanta. Se tudo está em crise, é de esperar que nada lhe escape.

Mas, por outro lado, dá que pensar nas alternativas que se avançam.

O que se passa com o Público tem o sabor de uma desistência antecipada. Saudável seria persistir e apostar no crescimento.

Se acreditam no que fazem, deveriam fazer tudo para que o seu produto chegasse a um maior número de pessoas.

Despedir pessoas é um sinal perturbador. É sinal de que se admite a decadência e o fim antecipado.

A solução para um problema não é recuar. É melhorar.

A imprensa, que pensa a realidade, não pode deixar de se repensar a si mesma!

publicado por Theosfera às 10:04

«A solidão da poesia e do sonho tira-nos da nossa desoladora solidão».

Albert Béguin tem razão.

Muitas vezes, o remédio para a solidão pode não estar na multidão. Pode até estar no modo como ocupamos a própria solidão.

Nem sempre se está só na solidão. Nem sempre se está acompanhado na multidão!

publicado por Theosfera às 09:50

Há quem pense que consegue ser feliz fazendo infelizes os outros. Mas é uma pura ilusão, um colossal embuste.

A infelicidade dos outros não sustenta a felicidade de ninguém.

Daí o aviso de Séneca: «Não se pode acreditar que é possível ser feliz procurando a infelicidade alheia»!

Pelo contrário, só se pode ser feliz fazendo felizes os outros.

Só se consegue ser feliz felicitando, semeando felicidade!

publicado por Theosfera às 09:44

 

1. À míngua das coisas que nos vão escapando, vamo-nos agarrando cada vez mais àquelas que ainda persistem.

Na hora que passa, sentimo-nos esvaziados por fora e vazios por dentro. Aquilo que nos vai faltando leva a que demos uma maior atenção àquilo que ainda nos vai acompanhando.

 

2. Acreditar é para todas as horas. Mas diria que é, ainda mais, para as horas difíceis. «É preciso acreditar» — cantava Luiz Goes há décadas. «É preciso acreditar» — apetece-nos gritar hoje.

É por isso que quando a economia está em baixa, a fé costuma ficar em alta. Não devíamos olhar para a fé apenas como um expediente. Mas é interessante notar que ela é acolhida como uma espécie de último refúgio.

 

3. Daí que a fé continue a ser uma palavra carregada no conteúdo e sobrecarregada de sentido.

Ela remete para Deus, mas também não deixa de fora o homem. Confiamos em Deus não porque não confiemos nos homens. Confiamos em Deus até para podermos confiar mais nos homens.

 

4. Começa hoje, 11 de Outubro, o Ano da Fé em toda a Igreja. Coincide esta data com a celebração dos 50 anos do início do Concílio Vaticano II.

Deste modo, sobressai a possibilidade de fortalecer a fé à luz do grande acontecimento que foi o Concílio e do permanente itinerário que continua a ser o Concílio.

 

5. O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965), mas parece que nunca terá chegado verdadeiramente até nós. Apercebemo-nos, seguramente, de alguns dos seus sinais (nomeadamente a Missa em português), mas creio que ainda não chegamos a penetrar no coração das suas propostas.

Sucede que o principal contributo do Vaticano II foi redespertar a nossa atenção para a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Reconduziu-nos, portanto, para as fontes da fé.

 

6. Afé é muito mais do que um palpite, do que uma esperança vaga na realização dos nossos desejos. O Concílio Vaticano II descreve-nos a fé como uma resposta à proposta de Deus.

A Igreja, em primeira instância, não é uma organização dirigida por uma estrutura. Antes de mais e acima de tudo, a Igreja é a presença no tempo do mistério eterno de Deus, desvelado em Jesus Cristo.

 

7. É assim que a Igreja, na diversidade de tarefas realizadas pelos seus membros, é uma fraternidade de crentes e de discípulos. Não são um mundo à parte, mas uma parte do mundo. Partilham as suas tristezas e comungam das suas esperanças.

É a linguagem do mundo que a Igreja deve falar até porque é ao mundo que ela é chamada a dirigir-se.

 

8. Por conseguinte, a Igreja não está numa batalha contra o mundo. Ela tem de constituir uma presença solidária no mundo, alertando para as suas injustiças e não desistindo de o apoiar nos seus sonhos.

Daí que Karl Rahner tenha apontado o Concílio como um «novo começo». Precisamente porque ele procurou extrair toda a força que nos vem dos começos, dos tempos de Jesus e dos Apóstolos.

 

9. Sobre o Concílio Vaticano II, são muitos os comentários, o que é bom, mas são poucos os estudos, o que é pena. Ambos são necessários, até porque se enriquecem mutuamente.

Para haver comentários, é mister haver estudos. Caso contrário, tudo arrisca a pairar sobre a espuma de umas aproximações fugidias, pouco consistentes.

 

10. O Concílio não entrou em choque com o passado. Não eliminou as heranças do passado (nem sequer a Missa em Latim, que pôde e pode continuar a ser celebrada).

Ao mesmo tempo, franqueou as portas ao presente e abriu as janelas ao futuro.

Já não é pouco. É bastante. É o bastante!

publicado por Theosfera às 09:35

«A riqueza pode servir ou governar o seu possuidor».

Muita atenção a este aviso de Horácio. 

 A riqueza é rica quando liberta. É opressora quando explora.

A riqueza só é rica pela divisão, pela multiplicação!

publicado por Theosfera às 09:33

Hoje, 11 de Outubro, é dia de Sta. Soledade Torres, Sto. Alexandre Sáuli e Bem-Aventurado João XXIII, o Papa Bom.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

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