O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012

A escola da vida está sempre a ministrar-nos poderosas lições.

A gratidão é rara, sobretudo quando há mais motivos para ela.

Rémy Gourmont anotou: «A gratidão, como o leite, azeda, caso o vaso que a contém não esteja escrupulosamente limpo».

Urge, sem dúvida, higienizar permanentemente a alma!

publicado por Theosfera às 23:20

Karl Jaspers notou que a filosofia começa com o espanto. E, muitos séculos antes, Aristóteles reconheceu que «o começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são».

De facto, cada coisa podia ser outra coisa. Ou até não ser nada.

Espantar pode não significar conhecer. Mas significa sempre perceber. Perceber que cada coisa poderia ser uma miríade de coisas diferentes.

Como é que, no meio de tantas possibilidades, acontece isto e não aquilo? Antes de avançar para as respostas, é fundamental estacionar nas perguntas!

publicado por Theosfera às 22:06

O povo simples e bom é muito mais sábio do que do que muitos «sábios».

As palavras podem não fluir com tanta eloquência. Mas o olhar capta o essencial e o coração acolhe o decisivo!

publicado por Theosfera às 18:05

Cada homem transporta um mistério. Mas há pessoas que são enigmas indecifráveis e imprevisíveis. Ernest Hemingway fez a distinção nuclear: «Conhecer um homem e conhecer o que tem dentro da cabeça, são assuntos diferentes»!

publicado por Theosfera às 17:03

1. Já estivemos lá em cima e caímos. Já estivemos lá no fundo e reerguemo-nos.

Portugal é como um alpinista que não cessa de tentar. E que, apesar das quedas sucessivas, vai resistindo.

Também pode ser comparado a uma nau. Andamos em intempérie constante no mar bravio da História. Sempre a vacilar, mas nunca a naufragar.

Uma vez mais, parece que deslizamos para o abismo. Mas estou certo de que (uma vez mais também) havemos de o deixar. Para dele nos voltarmos a aproximar. E para, de novo, dele nos voltarmos a afastar.

Está no nosso código genético. Sempre a vacilar, nunca a naufragar!

 

2. Não deixa de ser preocupante — e (tristemente) irónico — que, numa altura de queda brutal do consumo, a venda de antidepressivos esteja a aumentar.

É elementar. Se aumenta a venda de antidepressivos, é porque estão a aumentar os casos de depressão. E se estão a aumentar os casos, é porque estão a crescer as causas.

Todos devíamos parar aqui. Cada ser humano deve ser alívio de sofrimento e não causador de sofrimento.

O poder também é exercido por pessoas. Era bom que aqueles que o exercem pensassem no efeito que as suas decisões podem ter. Na vida (e, quiçá, na morte) dos cidadãos!

E se muitos cidadãos agonizam e morrem, como é que a democracia pode sobreviver?

 

3. Não digo que a democracia esteja em perigo. Mas reconheço que a democracia corre um risco: a do seu crescente esvaziamento.

O momento crucial da democracia são as escolhas. O problema é que as propostas são ignoradas ou, então, alteradas. Ou seja, aquilo que é escolhido não é seguido e é — até — constantemente violado.

Os decisores não questionam a legitimidade das suas atitudes estribando-se na legalidade das eleições.

Acontece que os cidadãos não elegem apenas pessoas. Acima de tudo, escolhem propostas. Quando estas não são tidas na devida conta, a democracia entra em combustão!

 

4. Percebe-se, neste sentido, a importância da oposição. Mas não basta. A oposição faz o serviço de alerta. Mas nem sempre cumpre a função de alternativa.

É por isso que precisamos não apenas de oposição, mas também de proposição. A oposição é legítima. Mas a proposição não é menos necessária.

É fundamental que haja quem diga o que está errado. Mas é urgente que apareça quem aponte o que pode estar certo.

 

5. Este é o tempo da indignação. O presente justifica-a. Mas este tem de ser igualmente o tempo da esperança. O futuro convoca-a.

Não sei como a crise será vencida. Mas tenho a certeza de que esta crise será vencida.

A época é de sombras. Mas até nas sombras mais escuras brilha a luz. Os nossos caminhos estão pejados de dor e grávidos de esperança. Não deixemos de os percorrer.

Eu sei que, nesta hora, é difícil encontrar a luz. Mas as dificuldades, que são uma fonte de dor, prenunciam também auroras de esperança.

Afinal, tudo é crise. E, ao mesmo tempo, tudo é oportunidade para vencer a crise. O dia vem depois da noite.

Neste mundo nada é eterno.

Esta crise passará. Outra crise virá. E essa (outra) crise também há-de passar!

publicado por Theosfera às 11:10

Falar muito não significa, necessariamente, que se tenha muito para dizer.

Pode até significar que haja muito pouco para dizer.

As palavras podem servir de compensação para a ausência de ideias ou para a falta de razão.

Bem observou Voltaire: «Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas».

Nem sempre. Mas muitas vezes!

publicado por Theosfera às 10:07

É muito perigoso apropriarmo-nos dos sentimentos alheios e das decisões dos outros.

Muita gente tem saído à rua. Muito mais gente, como é óbvio, não tem saído à rua.

Mas inferir, como deu a entender Mariano Rajoy, que aqueles que não se manifestaram estão com ele é uma temeridade.

O mínimo que se pode pedir aos dirigentes, numa hora como esta, é que saibam ler os acontecimentos!

publicado por Theosfera às 10:06

Perigoso é também unificar estes movimentos que têm inundado ruas e enchido praças.

As pessoas convergirão naquilo que não querem. Mas estão certamente muito longe de concordar na moldura das alternativas.

O que é preciso é ter alguma subtileza na leitura destes sinais.

É fundamental resgatar o valor da palavra e do diálogo. Uma dívida pode ser negociada. É necessário falar com os credores.

O que não se pode é recorrer, invariavelmente, recorrer ao mesmo expediente: sufocar o povo!

publicado por Theosfera às 10:05

Não digo que a democracia esteja em perigo. Mas reconheço que a democracia corre um risco: a do seu esvaziamento.

O momento fundamental da democracia são as escolhas. Os cidadãos escolhem com base nas propostas.

O problema é que as propostas são ignoradas ou, então, alteradas. Ou seja, aquilo que é escolhido não é seguido e é até constantemente violado.

Os decisores não questionam a legitimidade das suas atitudes estribando-se na legalidade das suas acções.

Acontece que os cidadãos não elegem apenas pessoas. Acima de tudo, escolhem propostas. Quando estas não são tidas na devida conta, a democracia entra em combustão!

publicado por Theosfera às 10:03

Não deixa de ser preocupante e (tristemente) irónico que, numa altura de queda brutal do consumo, a venda de antidepressivos esteja a aumentar.

É elementar.

Se aumenta a venda de antidepressivos, é porque estão a aumentar os casos de depressão. E se estão a aumentar os casos, é porque estão a crescer as causas.

Todos devíamos parar aqui.

Cada ser humano deve ser alívio de sofrimento e não causador de sofrimento.

O poder também é exercido por pessoas. Era bom que aqueles que o exercem pensassem no efeito que as suas decisões podem ter. Na vida (e, quiçá, na morte) dos cidadãos!

publicado por Theosfera às 10:01

Hoje, 27 de Setembro (Dia Mundial do Turismo), é dia de S. Vicente de Paulo, Sto. Adulfo e S. João (mártires) e S. Dermot O´Hurghen e seus Companheiros Mártires.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:03

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1

2
3
4
5
6
7
8

9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro