O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

O mais importante raramente é o mais ruidoso, o que vem mais à tona.

O mais importante é o que late nas profundezas.

É por isso que a sabedoria não requer apenas capacidade de apreensão.

Requer também (e sobretudo) atenção. É pela atenção que se acolhe o inaudível e que se apreende o invísivel!

publicado por Theosfera às 23:22

Se tivermos de perder, que percamos depois de tentar, que percamos por termos tentado.

Francis Bacon advertia que «não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar».

A bem dizer, nunca se perde por se tentar. Nunca se perde quando se tenta.

Luther King pediu para ser recordado não pelo Prémio Nobel, mas por ter tentado (sublinho: por ter tentado) ser uma pessoa de bem.

Na vida, não conta o resultado. Ou, melhor, até conta. De facto, na vida o que mais conta é o que resulta do esforço que se faz.

A vida é um esforço contínuo, uma procura constante, uma busca permanente.

Derrotado não é quem não consegue. É quem não tenta, quem desiste, quem não persiste!

publicado por Theosfera às 23:15

É a oração de Jesus uma forma de superar diferenças.

O «Pai-Nosso» igualiza-nos nas nossas diferenças.

Sto. Agostinho extasiava-se deveras: «Pai-Nosso, quanta bondade! Di-lo o imperador e di-lo o mendigo, declara-o o patrão e o criado. Afirmam-no juntos. Compreendem, assim, que são irmãos desde o momento em que têm o mesmo Pai, um só Pai».

É Deus quem nos fraterniza. É Deus quem nos faz irmãos!

publicado por Theosfera às 22:14

Um «staretz» (profeta, peregrino, ancião) russo gostava de rezar o Pai-Nosso do fim para o princípio. Começava, assim, em «mal» para acabar em «pai».

Seguia, assim, um subtil caminho pascal: «Começa-se no deserto com a tentação, percorre-se a estrada do Êxodo com as estações do perdão e do pão, e chega-se à Terra Prometida, onde Deus nos comunica o mistério do Seu nome: Pai»!

publicado por Theosfera às 22:13

A oração que Jesus nos ensina é uma poderosa vacina contra a egolatria que nos afecta.

Já Cipriano de Cartago, teólogo antigo, notava: «Não dizemos "Pai Meu, que estais nos Céus" nem "Dá-me o meu pão de cada dia".

A nossa oração, mesmo a mais pessoal, é sempre pública e comunitária».

publicado por Theosfera às 22:10

O inferno não são necessariamente os outros. O inferno podemos também ser nós para os outros.

O inferno é seguramente quando vivemos sem os outros, contra os outros.

Charles Péguy assinalou: «O que nos dirá se chegarmos ao paraíso sem os outros?»

É que Deus, mistério de relação, criou-nos para a relação.

É por isso que viver é conviver (viver com).

A salvação não é solteira. Salvamo-nos com os outros. Desde logo com Deus, em Deus.

Daí que o Céu comece aqui, em nós.

Isabel da Trindade encontrou o céu na terra. E Ângelo Silésio sentia que «o céu está em cada um de nós».

É preciso encontrá-lo no fundo da nossa alma. E é fundamental reencontrá-lo no fundo da alma dos nossos irmãos!

publicado por Theosfera às 22:04

O escritor espanta-se e mostra-se perplexo: «Embora ela pareça susceptível de unir, nada divide tanto como a verdade».

Jean Rostand não deixa de ser pertinente.

Creio, porém, que a verdade une. A verdade une na procura.

A divisão acontece na posse. Quando se presume possuir a verdade, o autoritarismo está perto.

O fundamental não é possuir a verdade. É deixar-se possuir pela verdade!

publicado por Theosfera às 21:22

Só entrei verdadeiramente em contacto com Xavier Zubiri após a sua morte, ocorrida faz hoje 29 anos.

Foi o título de um dos seus livros que me aproximou dele. Sobretudo aquele «y» de «El hombre y Dios».

Para ele, acerca de Deus, «o mais difícil não é descobri-Lo; é encobri-Lo».

Tudo fala de Deus. Até a Sua alegada ausência.

Porque Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela.

Uma das frases que Zubiri mais citava era um pensamento de Sto. Agostinho: «Procuremos. Procuremos como quem há-de encontrar e encontremos como quem há-de voltar a procurar. Pois é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa».

publicado por Theosfera às 09:43

Conselhos.

Todos gostam de os dar. Poucos gostam de os receber. A começar por aqueles que mais precisam deles.

Chesterfield, no século XVIII, já o percebera: «O conselho raramente é bem recebido e quem mais necessita dele é quem menos o aprecia»!

publicado por Theosfera às 09:42

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

É uma das enfermidades mais perturbantes. Atinge cada vez mais pessoas.

As respostas nem sempre são as mais adequadas, quer do ponto de vista clínico, quer do ponto de vista social.

Há que incrementar a intervenção e estimular a sensibilidade.

Mas, atenção, não são apenas as vítimas de Alzheimer que são afectadas pelo esquecimento!

publicado por Theosfera às 09:41

Hoje é o último dia do Verão. Amanhã, 22 de Setembro, às 14h49, ocorre o Equinócio dando-se assim início ao Outono, a minha estação preferida.

A natureza recolhe-se, curvando-se e caindo em tons amarelados.

Não faz mal imitar a natureza. Precisamos (oh se não precisamos!) de recolhimento!

publicado por Theosfera às 09:40

É bem verdade o que disse Vergílio Ferreira: «A partir de certa qualidade já não podemos dizer que um autor é melhor do que outro. Podemos apenas dizer qual é que preferimos».

De facto, entre Mozart, Bach e Bethoven, é quase impossível decretar qual o melhor.

O mesmo se diga entre Tolstoi e Dostoievski ou entre o próprio Vergílio Ferreira e Miguel Torga. Também, noutro plano, entre Cristiano e Messi funcionarão as preferências.

O problema é quando estas priorizam a falta de qualidade.

Um arraial com Quim Barreiros ou Emanuel terá muito mais gente do que um concerto de gregoriano!

publicado por Theosfera às 09:39

Wittgenstein defende que «os factos pertencem todos apenas ao problema, não à sua solução».

Será?

publicado por Theosfera às 09:38

Hoje, 21 de Setembro, é dia de S. Mateus e S. Castor.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:04

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