O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

Quanto mais pensamos que conhecemos algumas pessoas, mais nos apercebemos de que, no fundo, elas nos surgem como desconhecidas.

O conhecimento humano acaba por redundar no desconhecimento de muitos humanos.

Há sempre um capital de surpresa. E há quase sempre a possibilidade de um engano.

Confúcio alertava há milénios: «Não é uma desgraça ser desconhecido dos homens; mas é uma desgraça desconhecê-los».

Passar incógnito é talvez a melhor maneira de estar atento. As luzes fazem-se brilhar até nas sombras. Mas, por mais que tentemos conhecer os outros, pode haver uma sombra a toldar a luz que pensamos ter recebido.

Contudo, há sempre excepções. Há sempre pessoas que projectam luz. Ainda há pessoas luminosas nestes tempos sombrios...

publicado por Theosfera às 22:21

O futuro estava mais presente no passado do que no presente.

Parece um paradoxo, quiçá uma provocação, mas esta leitura está em linha com a realidade.

Há vinte, trinta anos, os livros de teologia e espiritualidade falavam de um mundo novo e urgiam a transformação da humanidade.

Podia haver uma dose de pensamento utópico, mas não é a utopia o sal da vida, a vitamina necessária, o estímulo desejado?

De há uns anos para cá, a literatura teológica e espiritual tornou-se mais conformista, repetitiva, intimista.

Parece preocupar-se apenas com cada um. Dá por adquirido que o mundo não mudará. E, se mudar, é para pior.

Há uma resignação larvar que não é sadia. A realidade é o que é, sem dúvida. Mas um crente tem de olhar também para a realidade como quer que ela seja, como Deus quer que ela se torne.

Será proibido (pelo menos) sonhar com uma sociedade mais justa?
publicado por Theosfera às 21:19

 

1. Eis um momento que parece ser um despertar.

Para o povo, os limites já foram ultrapassados. Para o poder, porém, o limite parece que ainda não terá sido atingido. Cada medida de austeridade aparenta ser o prenúncio de...mais medidas de austeridade.

 

2. Há sensivelmente um ano, admitia-se que 2012 iria ser difícil, mas, ao mesmo tempo, garantia-se que, em 2013, a crise iria ser superada. Agora, já ninguém duvida que 2013 vai ser ainda mais duro que 2012.

O que, no fundo, nos é transmitido é que temos de empobrecer para enriquecer. E que
temos de ficar pior para ficar melhor.

É claro que nada disto não faz sentido. É a pura quadratura do círculo.
Mas é o que nos querem fazer crer!

As pessoas estão arrasadas. Muitos sonhos estão desfeitos. As maiores esperanças encontram-se degoladas.

 

3. O cidadão revê-se na célebre síntese de José Régio: «Não sei para onde vou. Sei que não vou por aí!»

O povo sabe que este caminho não nos conduz aos objectivos pretendidos. Mas não consegue ver quem seja capaz de fazer diferente e de nos levar para melhor.

 

4. Como diz Agustina Bessa-Luís, «o país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo».

Saber o que está errado até nós sabemos. O mais curioso é que até aquilo que alguns dizem estar certo também está errado. Tudo somado, o país parece uma nau sem rumo nem timoneiro!

 

5. Como é óbvio, estou solidário com a gente sofrida do nosso povo. Acompanho-a nas manifestações de indignação.

Apenas espero que, apesar da dureza das medidas, se mantenha alguma moderação nas acções de contestação. É possível (e desejável) denunciar a injustiça num ambiente de paz.

 

6. Não é com gritaria nem com atitudes intempestivas que se resolvem os problemas ou superam as dificuldades. Mas o ruído serve de despertador e deve ser encarado como um alerta.

Subestimar os sinais de indignação, que já mal encobrem a revolta, é pouco avisado. Estamos surpreendidos com a violência dos protestos. Mas é bom não esquecer a violência das medidas.

 

7. As condições de vida das pessoas estão a degradar-se cada vez mais. O poder deveria ser o provedor do cidadão.

É certo que, às vezes (quase sempre), tem de tomar decisões dolorosas. Mas é fundamental que tenha a percepção dos limites. Até isto está a faltar!

 

8. O problema da classe política nem será da vontade. Não creio que haja uma estratégia deliberada de entrar em guerra com a sociedade, designadamente com a população trabalhadora.

O problema não é de vontade, é de sensibilidade. A classe política tem pouca sensibilidade para o sofrimento das pessoas. Já não se condói com as suas dificuldades. Tudo parece ser decidido numa mesa de contabilidade.

 

9. Acontece que não é apenas a política que está a falhar. Os povos têm também problemas de natureza cívica.

A política está numa curva de decadência. Mas o civismo também se encontra numa penosa fase de desmotivação. E no limiar de uma perigosa fase de desorientação.

Está visto que a política não consegue melhorar a vida do povo. Conseguirá o povo melhorar a política?

 

 

publicado por Theosfera às 11:07

Não é com gritaria nem com atitudes intempestivas que se resolvem os problemas ou superam as dificuldades.

Mas o ruído serve de despertador e deve ser encarado como um alerta.

Subestimar os sinais de indignação, no limiar da revolta, é pouco avisado.

O cerco aperta-se junto do poder. Até os círculos que lhe são mais próximos estão a tornar-se cada vez mais distantes.

A própria «troika», repetidamente invocada como entidade inspiradora destas medidas, parece demarcar-se.

Este não é o caminho. De hoje a um ano, Portugal quer regressar aos «mercados».

Mas as condições de vida das pessoas estão a degradar-se cada vez mais.

O poder deve ser o provedor do cidadão. Às vezes, quase sempre, tem de tomar decisões dolorosas. Mas é fundamental que tenha a percepção dos limites. Até isto está a faltar!
publicado por Theosfera às 09:34

Conhecer o que está num livro é importante. Mas conhecer o que está numa pessoa é decisivo.

Cada pessoa é um livro precioso, único, sempre a refazer-se.

Samuel Jonshon deu conta: «Considero como perdido todo o dia em que não conheço uma nova pessoa»!

Procure conhecer alguém hoje. E procure reconhecer alguém que pensa já conhecer. Há sempre uma «página» não lida num livro que já «folheámos»!

publicado por Theosfera às 08:12

Hoje, 13 de Setembro, é dia de S. João Crisóstomo, Sto. Amado e Sta. Maria de Jesús López de Rivas. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

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