O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 11 de Setembro de 2012

Tantos minutos gastos para tentar amortecer uma verdade dura como punhal: maiores dificuldades nos esperam.

E, tendo em conta as lições do passado, as maiores dificuldades de agora não evitarão ainda maiores dificuldades depois. Até quando?

Recordam-se do que se dizia há sensivelmente um ano?

Nessa altura, admitia-se que 2012 iria ser difícil, mas que, em 2013, a crise iria ser superada.

Nesta altura, aceita-se que 2013 vai ser tormentoso, mas que a recuperação virá em breve.

O discurso vai sendo corrigido. A realidade, essa, agrava-se. Cada vez mais!

publicado por Theosfera às 20:56

Já Einstein notava que a coisa mais incompreensível no mundo é este ser compreensível. Só que aqueles que presumem compreendê-lo acabam por torná-lo ainda mais incompreensível para outros. Vivemos um período da história a que se convencionou chamar «crise».
Mesmo assim, este tempo mostra-nos, nas cidades e nas aldeias, nos hipermercados e nas feiras, que ainda há muito poder de compra.
Pode não ser tanto como há tempos, mas ainda é bastante grande.
E o investimento nem sempre é no prioritário nem, muito menos, no sofrimento humano.
Um grupo de emigrantes madeirenses, a quem a vida correu bem, resolveu agradecer a Deus o sucesso que tiveram. Decidiram, então, fazer um arraial como nunca.
É certo que também encaminharam dois mil euros para ajudar uma criança deficiente. Mas o orçamento dos festejos era de...350 mil!

As estradas continuam cheias. As praias mantêm-se inundadas. Em muitos restaurantes não sobra um lugar.

Em quatro concertos, gastaram-se 32 milhões de euros. Em três concursos do euromilhões, apostaram-se 70 milhões de euros.

Globalmente, podemos estar a empobrecer, mas ainda não estamos pobres.

Podemos não ter muito para amealhar. Mas ainda dispomos de bastante para gastar.

S. Tomé precisou de ver para crer. Quanto a esta crise, nós precisaremos de crer para ver.

O que se vê não se assemelha muito a uma crise.

O problema é que, no meio desta espiral de gastos, há muita gente a sofrer. E são muito poucos os que se preocupam com ela!

publicado por Theosfera às 11:33

É de esperar que numa discussão se usem argumentos. É o seu ingrediente primordial.

O problema é que, na maior parte das discussões, existe tudo menos argumentos.

Vergílio Ferreira causticou o cenário: «Se um argumento fosse decisivo, não haveria partidos políticos»!

publicado por Theosfera às 11:30

A um mês do 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II (coincide com a abertura do Ano da Fé), multiplicam-se as análises em torno deste acontecimento.

São muitas as análises, o que é bom. São poucos os estudos, o que é pena.

Ambos são necessários, até porque interagem. Para haver análises, é mister haver estudos. Caso contrário, tudo arrisca a pairar sobre a espuma de umas aproximações rápidas, pouco consistentes. Ultimamente, têm proliferado avaliações negativas. São análises sobre análises. São análises sobre as análises que defendem que o Concílio marcou uma ruptura.

De facto, não falta quem aposte numa ruptura com o passado. Mas há uma certa denúncia dessa ruptura que alberga, sibilinamente, uma outra ruptura: a ruptura com o futuro.

Acontece que a sabedoria do Concílio Vaticano II consistiu na valorização do melhor de cada época para a vivência do Evangelho.

O Concílio não entrou em choque com o passado.

Não eliminou as heranças do passado (nem sequer a Missa em Latim, que pôde e pode continuar a ser celebrada).

Ao mesmo tempo, franqueou as portas ao presente e abriu as janelas ao futuro. A chave está na coexistência.

O que muitos ainda não perceberam é que celebrar a Missa em Latim não impede que se celebre a Missa em vernáculo.

A diferença nunca pode ser vista como uma ameaça.

Eis a grande lição do Espírito no Concílio.

Eis a grande lição para hoje. Eis a grande lição para sempre!

publicado por Theosfera às 11:00

Muitas são as vezes em que perguntamos, em que nos perguntamos, e nenhuma resposta ouvimos. Que pretenderá Deus a meu respeito?

Não raramente, confundimos a vontade d'Ele com os desejos nossos.

Deus quer sobretudo três coisas: «praticar a justiça, amar a misericórdia, ser humilde».

Está no livro de Miqueias (6,8). Eis uma bela síntese. Para este dia. Para esta vida!

publicado por Theosfera às 10:18

Os povos são organismos vivos. E, como todos eles, também os povos têm doenças.

Qual é a doença de Portugal? Segundo Fernando Pessoa, o mal português consiste no provincianismo.

É ele que nos impede de ser nós. Porque só sendo abertos aos outros reforçaremos a nossa identidade. O provincianismo não nos ajuda a crescer!

publicado por Theosfera às 10:17

Séneca estava persuadido de que «é melhor saber coisas inúteis do que não saber nada».

Até porque aquilo que se sabe nunca é inútil!

publicado por Theosfera às 10:16

Eça de Queirós até parece fazer o retrato do nosso hoje: «A agricultura aqui (em Portugal) é a arte de assistir impassível ao trabalho da natureza».

publicado por Theosfera às 10:15

Montesquieu acha que «a ignorância é a mãe das tradições».

Nem todas o serão. Mas acerca de algumas sem dúvida.

E o pior é que uma ignorância alçada à categoria de tradição aprisiona as mentes, tolhe os movimentos e asfixia os espíritos!

publicado por Theosfera às 10:13

Na prosperidade, aparecem muitos amigos. Na adversidade, surgem os verdadeiros.

Os problemas são a grande triagem, que revelam o carácter das pessoas.

Nas crises, não há meio termo. Elas mostram o pior e patenteiam o melhor.

Balzac não tinha dúvidas: «Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece».

Mais vale que o coração se parta. E reparta!

publicado por Theosfera às 10:12

Na hora que passa, não faltam diagnósticos. O que falta são terapias.

Toda a gente parece saber o que está errado. Haverá alguém que saiba o que está certo?

O fundamental não é identificar as sombras. O decisivo é apontar clareiras.

Agustina Bessa-Luís entende que o «país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo»! E não é só o país que precisa.

Mas, graças a Deus, no meio de nós está quem aponte rumos que vão muito além das incertezas!

publicado por Theosfera às 10:07

Hoje, 11 de Setembro, é dia de S. Jacinto, S. Proto e S. João Gabriel Perboyre.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:06

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