O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012

Durante os próximos dias, o blog não será actualizado.

 

Estarei em recolhimento.

 

Muita esperança e paz para todos!

publicado por Theosfera às 23:58

1. Deus quer que sejamos perfeitos. Mas nem sempre a perfeição coincide com a nossa ideia de perfeição.

Joan Chittiter diz mesmo que «ser-se perfeito nem sempre é perfeito».

Há quem pense que ser perfeito é cumprir todas as regras. Nem sempre, porém.

 

2. Cumprir certas regras em determinados momentos pode ser maior pecado do que transgredi-las.

Ficamos preocupados quando alguém mente. E é motivo para preocupação.

Mas porque é que não nos preocupamos quando silenciamos a verdade?

Ficamos preocupados quando alguém subtrai o que não lhe pertence. Mas porque é que não nos preocupamos quando alguém não divide o que possui?

 

3. O noviço perguntou: «Quem está mais perto de Deus: o santo ou o pecador?»

Respondeu o ancião, para escândalo do jovem: «Obviamente, o pecador»!

Replica o noviço: «Mas como é possível?» De novo o ancião: «É que todas as vezes que alguém peca, corta a corda que o une a Deus. Mas todas as vezes que Deus perdoa, a corda amarra-se novamente. E, assim, graças à misericórdia de Deus, a corda fica mais curta e o pecador fica mais perto de Deus»!

 

4. Terrível tendência a de muitas pessoas para denunciar os vícios dos outros e para esconder os defeitos seus.

Jesus denuncia esta propensão. Ele não gostava de quem apontava o argueiro da vista dos outros e não reparava na trave que estava na sua própria vista.

Séneca deu uma explicação engenhosa para tudo isto: «Os pecados dos outros estão à nossa frente, ao passo que os nossos estão atrás das nossas costas».

É preciso olhar e não somente pelos olhos. Tanto mais que Saint-Exupéry avisa que só se vê bem com o coração. E um coração habitado pela verdade não aponta o dedo. Procura mudar por dentro. E compreende melhor os outros!

 

5. Jesus foi impecável. Nós vamos tentando vencer o pecado.

Vamos caindo. Vamo-nos levantando. Voltamos a cair. Voltamo-nos a levantar.

O jovem perguntou ao velho monge: «Que fazeis no mosteiro?»

E o monge respondeu: «Caímos e levantamo-nos. Caímos e levantamo-nos. Caímos e levantamo-nos».

Mal é quando desistirmos de nos levantar. Pior é se alguém nos impede de levantar.

 

6. O pecado não está no acto. Pode estar na relação com o acto.

É por isso que pecado tanto pode ser o impulso que leva a agir descontroladamente como o calculismo que leva a não agir oportunisticamente.

A ausência de erro por inacção pode ser tão pecaminosa como o erro por determinada acção. Pode até ser mais.

George Bernard Shaw escreveu: «Uma vida passada a cometer erros é mais honrosa e até mais útil do que uma vida passada a não fazer nada»!

 

7. Fracasso não é cair. É permanecer caído.

Mary Pickford tem razão. Uma queda não impede que se comece de novo. É por isso que João da Carpácia foi ao ponto de dizer que «é mais grave perder a esperança do que pecar»!

 

8. Dói muito ser injustiçado, difamado, caluniado. Mas será a palavra a melhor defesa?

Ela é, sem dúvida, um direito. Mas nem como direito evita que possa ser usada, por outrem, como arma de ataque.

Custa muito ficar em silêncio diante da infâmia. Nem sempre resulta. Mas, quase sempre, ajuda a levar a lama para o fundo e a trazer a verdade para cima.

 

9. Um dia, uma jovem mulher, com uma gravidez muito adiantada, acusou um venerável monge, que todos os dias rezava às portas da cidade, de a ter violado.

O povo, indignado, confrontou-o com a acusação. Ele limitou-se a responder: «Ai, sim?»

Depois, olhou para o céu e continuou a rezar.

 

10. Anos mais tarde, a mulher, moída pela culpa, admitiu que o pai da criança era o namorado e não o velho monge.

O povo foi ter com ele e gritou: «Olha que a rapariga reconheceu que tu, afinal, não a violaste». Resposta do monge: «Ai, sim?» E continuou a rezar!

Não é só o homem que procura a verdade. A verdade também procura o homem. Pode demorar. Mas não costuma faltar!

 

11. Nem sempre as palavras nos defendem. Só nos defendem diante de quem as quiser ouvir e aceitar.

As palavras, muitas vezes, só incendeiam a chama dos problemas que queremos evitar.

Palavras justas de defesa podem não evitar novas palavras injustas de ataque.

A indiferença nunca será o caminho. Mas o silêncio poderá ser a melhor solução.
publicado por Theosfera às 23:48

Poucas são as vezes em que vou à minha terra natal.Mas sempre que lá volto é como se de lá não tivesse saído.

Está lá o berço em que nasci. Está lá o chão em que cresci. Estão lá muitas pessoas que conheci. E, nesta altura, voltam lá outras pessoas que também foram saindo.

A minha terra, como tantas outras, espraia-se para lá das suas fronteiras.

Ela não vai de Forjães a Porto de Rei, nem de Poçarro às Víduas. Vai de Portugal até à Suíça, passando pela França, pelo Brasil, não faltando uma grande população nas imediações de Lisboa e do Porto.

Há uma vibração que se nota, uma luz que se acende, uma emoção que se solta, qualquer coisa que não se explica, mas que se entende.

Séneca dizia que «ninguém ama a sua terra porque é grande, mas porque é sua».

Não é pelo chão, não é pela paisagem. É por causa daquele chão, daquela paisagem e sobretudo por causa daquela franqueza acolhedora e sempre sorridente que eu amo a minha terra.

É também por causa da Senhora da Guia. Não é o centro geodésico da freguesia, mas é o coração sentimental da população.

Está lá a capela. Está lá o cemitério.

Está já lá, pois, uma grande parte de cada um de nós.Vou lá poucas vezes. Mas, a bem dizer, nunca de lá saí.

publicado por Theosfera às 22:13

Recessão é coisa que não há para Deus. Mesmo quando se cai continua-se a subir desde que subsista a vontade de caminhar.

Até pode existir algum fracasso. O importante é não haver resignação à derrota.

Vicente Lombardi percebeu: «Quem não aceita a derrota está sempre mais perto de vencer»!

publicado por Theosfera às 22:12

Cada vez mais no silêncio.

Cada vez mais à escuta.

Cada vez mais longe de quase tudo.

E cada vez mais próximo do que, realmente, importa: a Verdade e o Bem.

publicado por Theosfera às 22:11

Shri Ramakrishna: «A doença é o preço que a alma paga por ocupar o corpo, como o aluguer que um inquilino paga pelo apartamento onde mora».

Um bom (e elucidativo) termo de comparação!

publicado por Theosfera às 22:09

O segredo do êxito na política está em agir no presente com os olhos no futuro.

Ter horizontes ajuda a ter objectivos.

É por isso que, segundo Jean de la Bruyère, «pensar só no presente é uma fonte de erro em política». É preciso abrir os olhos e encher a alma para lançar as mãos ao trabalho!

publicado por Theosfera às 22:08

Apesar da crise, ainda se gasta muito na «indústria da futilidade».

Esta até pode movimentar populações e ajudar um pouco a economia.

Mas tal investimento bem poderia ser reencaminhado para a solidariedade.

A crise é, pois, um conceito muito fluido. Ela está aí, com força. Mas será que estamos a aprender com ela?

Espero que sim. Mas receio que não.

Ainda há muito dinheiro a circular. E não é para satisfazer as necessidades vitais!

publicado por Theosfera às 22:06

Uma das personalidades mais marcantes do nosso tempo, Óscar Romero, nasceu em Agosto: a 15 de Agosto de 1917.

 

A sua morte veio cedo. O reconhecimento da sua santidade parece vir tarde.

 

Mas o seu rasto permanece imperecível.

 

Deixo aqui um texto que ele escreveu:

 

«De vez em quando, dar um passo atrás ajuda-nos
a conseguir ter uma perspectiva melhor
O Reino não só está mais além dos nossos esforços,
mas inclusive mais além da nossa visão.
Durante a nossa vida,
apenas realizamos uma minúscula parte
dessa magnífica empresa que é a obra de Deus.
Nada do que fazemos está acabado,
o que significa que o Reino está sempre ante nós (...)
Isto é o que tentamos fazer:
plantamos sementes que um dia crescerão;
regamos sementes já plantadas,
sabendo que são promessa de futuro.
Assentamos bases que precisarão de um maior
desenvolvimento.
Os efeitos da levedura que proporcionamos
vão mais além das nossas possibilidades.
Não podemos fazer tudo e,
ao dar-nos conta disso, sentimos uma certa liberdade.
Ela capacita-nos a fazer algo, e a fazê-lo muito bem.
Pode ser que seja incompleto, mas é um princípio,
um passo no caminho,
uma ocasião para que entre a graça do Senhor
e faça o resto.
É possível que não vejamos nunca os resultados finais,
mas essa é a diferença entre
o encarregado de obras e o pedreiro.
Somos pedreiros, não encarregados de obra,
ministros, não o Messias.
Somos profetas de um futuro que não é nosso. Ámen».
publicado por Theosfera às 00:45

Hoje, 15 de Agosto, é dia da Assunção de Nossa Senhora, de Nossa Senhora da Lapa e de S. Tarcísio.

É Dia Santo de Guarda e Feriado Nacional.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 00:20

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