O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 11 de Agosto de 2012

O trabalho gasta. Mas nem sempre desgasta. O que desgasta não são as ocupações, mas as preocupações. Sobretudo as injustiças, a suspeita, a indignidade.

Elias, de quem nos fala a Missa deste Domingo, foi atingido pelo desânimo. E gritou. «Já basta». Quantas vezes nos apeteceu lançar grito igual.

Mas Deus vem. Dá o Seu apoio. Ele é o apoio. E, com Ele, continuamos o caminho. Apesar de gastos. Apesar de desgastados!

publicado por Theosfera às 22:48

Nem sempre o vigor das forças traz o fulgor da sabedoria. Por vezes, é quando as forças começam a cair que o saber resolve aparecer.

O Padre António Vieira verteu este mistério com rara astúcia: «Uma das potências da alma é o entendimento, o qual nunca aumenta e cresce, senão quando já desfalece o corpo; amostra desta verdade é a experiência, pois nunca os homens se vêem mais avultados no entendimento, senão quando muito crescidos nos anos, e para se aumentar aquela potência da alma, parece que com os muitos anos necessariamente se hão-de desfazer as forças do corpo»!

publicado por Theosfera às 21:19

Alfred Tennyson parece provocador: «Não tem amigos o homem que nunca teve inimigos».

Mas, pensando bem, talvez tenha razão.

Habitualmente só damos valor a algo (e sobretudo a alguém) quando estamos em risco de o perder. Talvez só valorize a amizade quem tenha sentido a tortura da inimizade.

Creio que, nos relacionamentos humanos, não pode haver generalizações.

Acredito que se pode ser amigo sem ter inimigos. Os inimigos é que podem ter...«inimigos».

Aliás, a raiz do problema estribará aqui: no deslocamento do «ser» para o «ter».

Os amigos são. Os inimigos têm. Ou pretenderão ter!

publicado por Theosfera às 12:21

Ortega y Gasset percebeu o ponto saliente da criação poética: «Não se pode dizer que o poeta persiga a verdade, visto que a cria».

O poeta é um peregrino do mistério, um nómada da verdade.

Vai de encontro em encontro. Cada criação é uma ponte para outra criação.

A verdade virá pela inspiração. E acenar-lhe-á na peregrinação que se chama «vida»!

publicado por Theosfera às 12:20

Sempre desconfiei da presunção. Quem muito exibe pouco tem. Terá muito na superfície. Mas não reterá o bastante na profundidade.

Hoje, exibe-se muito conhecimento e alardeia-se muita tecnologia.

Mas onde está o saber?

Carlos Malheiro Dias achava este ambiente perigoso: «Não há ignorância mais insolente do que a da ignorância quando se presume de sábia»!

publicado por Theosfera às 12:18

Abundam clínicas. Multiplicam-se doenças. Crescem diagnósticos.

Até a crise já entrou no elenco das enfermidades.

Mas, para Voltaire, a mais terrível doença do espírito humano era esta: «a fúria de dominar»! Alguém contesta?

publicado por Theosfera às 12:17

A globalização colocou-nos mais perto, mas será que nos tornou mais próximos?

A experiência mostra que, nestes tempos, há distâncias que se encurtam, mas também há distâncias que se alargam.

Muitas vezes, é mais fácil aproximar-nos do extremo do planeta do que do vizinho mais próximo.

Há 50 anos, os mais ricos do mundo tinham um rendimento 30 vezes superior ao dos pobres.

Há 17 anos, essa diferença tinha aumentado...82 vezes mais!

Fazemos parte de um único mundo. Mas sentir-nos-emos membros de uma mesma humanidade?

publicado por Theosfera às 12:15

O desporto parece sinalizar o triunfo da pressa. Ganha quem chega primeiro.

Mas essa é a impressão que passa. Para chegar primeiro é preciso não só talento, mas também paciência.

Correr depressa exige muito treino, muitas horas a correr, muitos anos a corrigir erros.

Há breves segundos que são construídos em muitos anos.

Não é, pois, a pressa que vence.

Como já dizia Rui Barbosa, «a pressa é inimiga da perfeição, a mãe do tumulto, da incongruência, da irreflexão e do erro».

Não vá com pressa. A obsessão de chegar antes pode levá-lo a nem sequer chegar!

publicado por Theosfera às 12:14

Não é bom fracassar, mas é importante aprender com os fracassos.

Se repararmos bem, as grandes obras começam em grandes fracassos.

Podia multiplicar exemplos que a história regista. Mas basta pensar na União Europeia.

Foi o falhanço das nações europeias, que não davam paz nem asseguravam prosperidade, que tornou inevitável a construção de uma Europa unida.

O momento actual não é exaltante.

Conclusão? Algo de importante estará a emergir.

Não baixemos as mãos. E não deixemos adormecer a esperança!

publicado por Theosfera às 12:12

O álcool não é só um vício. Começa a ser também uma cultura.

Rui Tato Marinho denuncia: «Há uma cultura da embriaguez»! Preocupante!

publicado por Theosfera às 12:10

Hoje, 11 de Agosto, é dia de Sta. Clara de Assis, Sta. Susana e S. Maurício Tornay.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:07

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