O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 08 de Agosto de 2012
É cada vez maior a propensão para transportar o frenesim do quotidiano para a oração em vez de transportar a paz da oração para o quotidiano.

Se repararmos, até o orar está tolhido pela pressa, pela pressão.

Entramos num templo e dizemos o que aprendemos.

Fazemos os sinais que nos ensinaram. Falamos com quem está ao nosso lado, às vezes até num tom demasiado audível.

Dificilmente nos sentamos e, nesta época alta do turismo, raramente nos ajoelhamos.

Não escutamos assim quem, afinal, está no nosso íntimo. No fundo, vamos a uma casa e nem sequer esperamos pelo anfitrião.

Na oração, falta esperar. Lutero tinha dito que «quanto menos palavras, melhor».

Mas nós, quando muito, ainda gritamos algumas palavras.

Que falta faz acolher a Palavra que nos chega!

Mas se nem um instante de silêncio fazemos, como é que podemos receber essa Palavra?
publicado por Theosfera às 21:24

Confesso que, às vezes, me assusto com a determinação, isenta de qualquer dúvida, dos que falam sem escutar. Dos que falam de Deus sem se preocuparem em escutar Deus. Dos que agem em nome de Deus. Dos que julgam em nome de Deus. Dos que condenam em nome de Deus.

Parece que têm uma «linha directa». Parece que Deus está totalmente neles em vez de serem eles a procurar estar em Deus.

Parece que não têm necessidade de escutar. Parece que não precisam de ajoelhar.

Deviam ouvir, todos esses, o apelo de Shakespeare: «Dobrai-vos, joelhos teimosos»!

publicado por Theosfera às 21:21

Muito se lamenta, hoje em dia, a agitação exterior. E pouco se alimenta, hoje em dia, o aprofundamento interior.

Gostamos de sair: de sair de casa, de sair de nós.

Mas é importante também saber entrar: entrar em nós e, a partir de nós, entrar nos outros.

Quem nunca entra torna-se um insatisfeito quando sai. Anda numa afanosa procura de tudo sem jamais encontrar nada.

«O sopro da vida interior» é uma boa ajuda para a arte de entrar. Joan Chittister dá-nos uma bela ajuda no livro que escreveu!

publicado por Theosfera às 21:14

A modernidade erigiu a liberdade como valor supremo.

Até as principais clivagens ideológicas fazem uma espécie de tréguas na defesa da liberdade.

A direita é liberal como nunca. A esquerda mantém-se libertária como (quase) sempre.

A esta (dupla) luz, a função do Estado é assegurar as condições para os cidadãos alicerçarem a sua existência sem serem incomodados nem coagidos.

Há quem alerte, porém, que faz falta dar o mesmo tratamento à bondade.

Aliás, é o que se faz na família. Respeitando-se a liberdade, os pais são capazes de a suspender quando os filhos ferem a bondade e cedem à maldade.

Não poderá a sociedade promover mais (e sobretudo melhor) a bondade entre as pessoas?

Só que isso acarretaria uma enorme mudança de paradigma.

Não raramente, é o Estado que promove os maiores atentados à bondade. Sem que salvaguarde por aí além a liberdade.

É que, se pensarmos bem, até a liberdade entronca na bondade!
publicado por Theosfera às 13:05

As palavras não serão tudo, mas são importantes para compreendermos quase tudo.

Pensemos numa das palavras mais invocadas nos últimos tempos: austeridade.

Em grego, austeridade diz-se «austeros», que significa duro e severo.

Já em alemão, austeridade diz-se «sparprogramme», que significa um plano de poupança.

Daí talvez a forma diferente como as coisas são entendidas!

publicado por Theosfera às 11:00

O descuido pelo conhecimento do passado não significa maior enfoque no futuro. Pode significar, antes, desinteresse pela vida.

É que a vida não é unidireccional; é tri-única.

Ela não acontecerá só amanhã. Começou a acontecer ontem. Ou seja, acontece em cada hoje: no hoje de ontem, no hoje de hoje e no hoje de amanhã.

Razão assiste, pois, a Marguerite Yourcenar: «Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana».

Tanto devemos ao passado. Que é conhecer senão aprender com quem (já) viveu?

publicado por Theosfera às 10:58

Schopenhauer, que não era propriamente muito polido, soube reconhecer que «polidez é inteligência; consequentemente, impolidez é parvoíce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecessária e caprichosa, é tão demente quanto pegar fogo na própria casa».

Confesso que, sem nostalgias destemperadas, sinto a falta de uma certa polidez na maneira de vestir, no modo de falar e na forma de agir.

Uma certa aristocracia no porte é sempre bem-vinda! O populismo desleixado já satura!

publicado por Theosfera às 10:57

Balzac teve uma percepção assombrosamente pertinente quando escreveu: «O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo».

Sem entusiasmo não se vive. Apenas se sobrevive.

E, como salientava Edgar Morin, «sobreviver não é viver». É começar a morrer!

publicado por Theosfera às 10:56

Ambrose Bierce teceu o seguinte comentário sobre a admiração.

Trata-se do «nosso reconhecimento cortês de que outra pessoa se assemelha a nós».

Não devia ser apenas isso.

A nossa admiração não devia excluir o diferente. Mas, no fundo, estamos sempre à espero de um eco: de um eco não só da nossa voz, mas também do nosso ser!

publicado por Theosfera às 10:55

Lucio Gera faleceu, ontem, aos 88 anos.

Mais um teólogo que morre.

Mais um teólogo que deixa uma obra extensa e um legado imperecível.

Mais um teólogo militante que soube escolher o lado de dentro e o lado do fundo: o lado da espiritualidade e o lado dos pobres!

publicado por Theosfera às 10:53

Tudo promete subir nos próximos tempos: a temperatura e o preço dos combustíveis, e o preço da luz, e o preço do gás!

Que não desça a resistência nem desfaleça a determinação!

publicado por Theosfera às 10:53

Dizem que o exterior vai aquecer. Existem alertas para o calor.
O problema é que o interior de muitos dá sinais de continuar a arrefecer. Haverá alertas para este frio?

publicado por Theosfera às 10:52

Será que o Estado quer mesmo privatizar? Não será que, ao privatizar, no fundo o que se pretende é nacionalizar?

Privatiza-se a propriedade, mas nacionaliza-se o capital.

Porém, a inquietação mantém-se. Será que se nacionaliza mesmo?

Será que o capital nacionalizado é aplicado na promoção de uma vida melhor para toda a nação?

publicado por Theosfera às 10:50

Hoje, 08 de Agosto, é dia de S. Domingos (Fundador da Ordem dos Pregadores), 14 Santos Auxiliadores e Sta. Maria Margarida do Sagrado Coração, Fundadora das Irmãs Mínimas do Sagrado Coração.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 06:59

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