O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 25 de Julho de 2012

Haverá alguma colisão entre o poder e a bondade? Quem está no poder não pode ser bom? Quem é bom não pode estar no poder?

A experiência não é muito animadora. Maquiavel foi cáustico: «Um homem que se empenhe no bem morrerá no meio de tantos homens maus. Por isso, um príncipe, se quiser manter-se no poder, tem de aprender a não ser bom»!

Terá de ser sempre assim?

publicado por Theosfera às 22:45

Sérgio Aires é português está à frente da Rede Europeia Antipobreza.

Motivado para dar respostas, não deixa, porém, de nos deixar uma forte interpelação. «Está na moda dar de comer a quem tem fome. Não está na moda perguntar porque é que as pessoas têm fome». Uma coisa não dispensa a outra. O pão é importante, mas a palavra não o é menos.

Se a caridade é necessária, a justiça é urgente.

Mas já D. Hélder Câmara notava que quando dava esmola a um pobre, chamavam-lhe «santo».

Já quando perguntava pelas causas da pobreza, chamavam-lhe «comunista»!

publicado por Theosfera às 13:31

Jean Rotrou reconheceu que «a justiça é, muitas vezes, a máscara da irritação». Também me parece, confesso.

É certo que há situações em que é difícil manter a calma. Mas só na calma se consegue distinguir a justiça da irritação.

A justiça é assertiva. Mas se for irritada pode tornar-se...irritante!

publicado por Theosfera às 13:30

A persistência é, quase sempre, o selo da qualidade.

Baudelaire bem o notou: «Quanto mais se quer, melhor se quer»!

publicado por Theosfera às 10:32

«A natureza e a arte parecem afastar-se, mas antes que o pensemos já elas se encontraram».

Uma preciosa anotação de Goethe.

publicado por Theosfera às 10:31

É paradoxal a nossa situação. Sabemos que somos humanos, mas só nos apercebemos da nossa humanidade quando a sentimos frágil, oscilante.

Por vezes, passa-nos pelo insconsciente um qualquer assomo de sobre-humanidade. Mas quem se julga sobre-humano facilmente se torna des-humano.

Tony Blair reconheceu que ser humano é ser frágil. E Anton Tchekov, comentando um célebre adágio, sublinhava: «Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros».

Fragilidade atrai fragilidade!

publicado por Theosfera às 10:29

Determina o princípio da subsidiariedade (uma das mais luminosas aquisições da Doutrina Social da Igreja) que as instâncias (impropriamente chamadas) superiores só devem intervir quando as instâncias (inadequadamente consideradas) inferiores não conseguem agir.

Isto representa, no fundo, um estímulo ao protagonismo da sociedade civil.

É aos cidadãos que incumbe a liderança. O Estado deve aparecer não para asfixiar iniciativas, mas para suprir carências.

A esta luz, entende-se que o Estado tenha avançado com canais de televisão. A sociedade civil não tinha condições para as criar.

A situação, entretanto, alterou-se de há duas décadas para cá. Os canais privados proliferam.

Acresce que, com algumas (pouquíssimas) «nuances», o panorama da programação não difere muito.

Dada a situação de emergência e a necessidade imperiosa de cortar na despesa, fará sentido que o Estado mantenha canais de televisão?

Fará sentido que pessoas que vivem com salários tão baixos tenham de sustentar (via impostos e via factura da luz) pessoas que auferem salários tão altos?

Acontece que, nesta altura, a televisão do Estado é mais debatida pelos salários volumosos de alguns dos seus funcionários do que pela sua programação.

Ao Estado assiste todo o direito (e, mais que o direito, o dever) de definir um serviço público de televisão. Mas tal serviço público pode (e deve) ser aplicado por todos os operadores.

Uma televisão pública não é o mesmo que televisão do Estado. Ao Estado cabe orientar, não tutelar. Porque é tão difícil perceber o óbvio?
publicado por Theosfera às 10:24

Hoje, 25 de Julho (faltam apenas cinco meses para o Natal), é dia de S. Tiago e S. Cristóvão.

O nome Tiago resulta de uma evolução do hebraico Jacob, que tem como equivalentes Jacques, James, Jácome, Jaume e Jaime. No ocidente da Península Ibérica, começou a ser conhecido como Iago. Daí Sant'Iago, Santiago e S. Tiago. Foi o primeiro dos Doze a receber o martírio.

Cristóvão (ou Cristófero) significa «aquele que transporta Cristo». Este santo é padroeiro dos archeiros, dos que fazem fretes, dos carregadores dos mercados, dos pisoeiros, dos negociantes de frutas, dos automobilistas; é invocado contra a morte súbita, as tempestades, o granizo, as dores de dentes e a impenitência final.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:16

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