O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 22 de Julho de 2012

O conhecimento é, sem dúvida, uma grande forma de saber. Mas a mais alta sabedoria não vem do conhecimento.

Segundo Oscar Wilde, vem do amor: «O amor é mais sábio que a sabedoria».

Jesus, o Mestre dos mestres, aparece-nos neste Domingo, cheio de compaixão pelos famintos, pelas ovelhas sem pastor.

Ele não é o que teoriza. É o que (Se) dá. Inteiramente. Amorosamente. Omni-amorosamente!

publicado por Theosfera às 20:21

Quem são os maiores educadores? Os que mais sabem? Os que melhor ensinam?

Diria que os maiores educadores são aqueles que mais conseguem fazer transparecer o que são.

Os maiores educadores são transparentes como espelhos.

Os maiores educadores falam sem falar. Falam com o exemplo. Educam como que por osmose. Jacques Maritain disse que «os maiores educadores são os santos». São aqueles que realizam na vida o que encontramos nos livros.

Ainda há muitos santos neste mundo!

publicado por Theosfera às 19:07

Desengane-se quem achar que basta ter razão para vencer. Há tantos com razão que nunca vencem. Há tantos vencedores sem razão.

Albert Camus confessa ter sido em Espanha que a sua geração «compreendeu que se pode ter razão e ser derrotado».

Mas não há vitória que pague a convicção. Mesmo perdendo fora, nunca nos sentimos derrotados por dentro.

Uma pessoa com um ideal vale mais que milhares com armas!

publicado por Theosfera às 19:06

O mundo precisa tanto de uma revolução que nem se aperceberá da revolução que está em curso. Ou, melhor, de quatro revoluções que estão em marcha.

Jean-Claude Guillebaud enumera-as. Trata-se da revolução económica; da revolução numérica e cibernética; da revolução genética; e da revolução ecológica.

Que ninguém se demita de ter uma intervenção positiva no decurso desta (quádrupla) revolução!

publicado por Theosfera às 19:05

É certo que as palavras revelam. Mas, muitas vezes, também ofuscam e podem obscurecer.

Há palavras que condicionam. Por exemplo, quando pretendem descrever o futuro.

Marcel Proust deixou o aviso: "Às vezes, sem o sabermos, o futuro está em nós, e as nossas palavras supostamente mentirosas descrevem uma realidade que está próxima». Ou até distante!

publicado por Theosfera às 19:04

A vida da Igreja, como sucede certamente com quase tudo, é feita de muitas presenças e de bastantes ausências.

Num olhar de relance, notamos que na Igreja estão presentes normas, regras, práticas, hábitos, costumes, tradições, imposições, riquezas, anjos e também demónios.

A respeito destes últimos aliás, é assustadoramente espantosa a recorrência de livros, de conferências, de preconceitos, de certezas e de quase nenhumas dúvidas.

Isto diz muito do depauperamento do nosso interior colectivo e da forma como nos deixamos guiar pelo negativo.

Parece que, para alguns, a Igreja é mais «demonocêntrica» que «teocêntrica».

Parece que, para não poucos, o medo do demónio é maior que o amor de Deus.

É tudo muito estranho, quase deprimente.

E é assim que aquilo que, na Igreja, devia resplandecer como mais presente se arrisca a pairar como maior ausência: Deus, o Espírito, a paz, a bondade, a compaixão, a humanidade.

Quando alguns me dizem que têm de sair da Igreja para (re)encontrar Deus, eu questiono, questiono-me.

Deus está certamente na Igreja. Mas, em Igreja, nem sempre O deixamos ver. Quase O «abafamos» com a nossas gritarias, com os nossos interesses.

Deixemos que as pessoas «respirem» Deus.

Façamos da «eclesiosfera» uma refrescante «teosfera»!
publicado por Theosfera às 19:01

 

É costume dizer-se (repetidamente!) que a Igreja tem de sair da sacristia.
Eu penso que é tempo de revalorizar a importância simbólica da sacristia como lugar de passagem e também de preparação.
De facto, o nosso lugar não pode ser na sacristia.
É importante que, na sacristia, nos saibamos preparar para a celebração no templo e para a vivência no tempo.
É igualmente hora de reabilitar o valor simbólico do adro, essa instância que faz a transição entre o santuário e o quotidiano, entre a oração e a acção, entre a contemplação e a missão.
É necessário que a Igreja aposte em formas de envolver todas as pessoas em todas as decisões. Habituámo-nos a olhar para as figuras da Igreja como as pessoas a que levamos, em privado, os problemas pessoas.
É preciso que também as encaremos como aqueles com quem partilhamos, em público, o que nos é comum. As pessoas têm necessidade de ser escutadas.
Há temas que merecem ser debatidos. Era bom que houvesse um dia por semana (ou por mês) em que todos se encontrassem para orar, para acolher, para debater, para decidir, para participar.
Era bom que todos pudessem ter uma palavra acerca de tudo!

É bom que a Igreja continue a fazer uso do púlpito. Mas é importante que também se habitue a usar o adro.

Do púlpito um fala para todos. No adro todos falam com todos, todos escutam todos!

E a escuta, hoje, é decisiva!

publicado por Theosfera às 18:58

Neste tempo de férias,

pensamos, Senhor, naqueles que estão a repousar

e lembramos aqueles que não podem sequer descansar.

 

Neste tempo de contrastes,

pensamos naqueles que estão a trabalhar

e lembramos aqueles que nem sequer conseguem encontrar trabalho,

nem pão, nem casa.

 

Tu, Senhor, queres o nosso descanso.

Tu, Senhor, és o nosso descanso.

 

Como há dois mil anos,

Tu convida-nos a descansar,

a descansar conTigo,

a descansar em Ti.

 

Tu fazes-nos descansar quando nos ensinas.

Tu fazes-nos descansar quando nos acompanhas.

Tu fazes-nos descansar quando nos envolves com a Tua compaixão,

com o Teu amor, com a Tua infinita paz.

 

Dá-nos, Senhor, pastores como Tu,

que apascentem as ovelhas como Tu,

que dêem a vida como Tu.

 

Dá-nos, Senhor, pastores sem medo.

Dá-nos, Senhor, pastores com coragem.

 

Dá-nos Senhor, pastores que falem

e sejam a voz dos que não têm voz.

 

 

Dá-nos, Senhor, pastores que acalentem os anseios dos pobres e dos simples.

Dá-nos, Senhor, pastores que, como Tu, nos conduzam

e orientem os nossos passos pelos caminhos da verdade e da vida.

 

Dá-nos, Senhor, pastores que sejam fermento de paz e reconciliação.

Que apaguem os fogos da miséria e da violência

e que acendam as chamas do perdão, da justiça e da esperança.

 

Fica connosco, Senhor,

como ficaste com os Teus discípulos quando a barca parecia afundar-se na tempestade.

 

Dá-nos luz para vermos que só Tu és a vida, a paz e tranquilidade

mesmo que tudo ameace ruína.

 

Ensina-nos, Senhor, a perdoar e a pedir perdão,

a amar e a sermos amados,

a louvarmos as virtudes e a sermos tolerantes com os defeitos e os limites.

 

Fica connosco, Senhor.

Sê Tu mesmo o nosso confidente,

a nossa praia e o nosso passeio dominical,

o nosso travesseiro e o nosso sonhar.

Sê Tu mesmo, hoje e sempre,

o nosso amanhecer e o nosso acordar.

 

Queremos viver em Ti.

Queremos amar em Ti,

sorrir para Ti, chorar conTigo.

 

Queremos ir sempre ao Teu encontro,

toda a vida, hora a hora,

até que, um dia, Tu nos chames

e nos convides a repousar definitivamente

e a permanecer em Ti para sempre,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:37

Hoje, 22 de Julho, XVI Domingo do Tempo Comum, é dia de Sta. Maria Madalena e Sto. Agostinho Fangi.

Refira-se que Sta. Maria Madalena é invocada como padroeira dos vendedores de perfumes, dos surradores de peles finas, dos luveiros e dos arrependidos.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:05

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