O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 27 de Junho de 2012

Não houve o «massacre» de futebol por parte de Espanha. Mas também faltou aquele «clique» de ousadia por parte de Portugal.

Os portugueses conseguiram uma proeza nada fácil: anular o caudal ofensivo de Espanha. Mas faltou o mais difícil, que é também o mais importante: o golo.

Pairou sempre a sensação de que, se arriscasse um pouco mais, a vitória já poderia ter surgido.

Era necessário um pouco mais de «explosão».

Agora o perigo é maior. Tudo está em risco. Mas tudo está igualmente em aberto!

publicado por Theosfera às 21:42

Onze portugueses em movimento vão deixar milhões de portugueses parados.
A esta hora, pressente-se ansiedade, expectativa, esperança.
O futebol é assim.

Congrega pessoas, desperta emoções e excita sentimentos.
Mas, haja o que houver, nunca deixará de haver motivos para, daqui a umas horas, o povo continuar a sorrir.

Com vitória ou sem vitória, um país nunca perde quando luta. Quando não desiste. Quando persiste!

publicado por Theosfera às 19:37

É natural (e saudável) que o país anseie por uma vitória no futebol.

E é impressionante ver como o futebol consegue excitar o patriotismo, aquém e além-fronteiras. Também é verdade que o futebol deve ser das poucas actividades em que Portugal consegue ombrear com os melhores da Europa e do Mundo.

De facto, num país que ocupa os lugares de baixo em quase todos os índices de qualidade, é estimulante registar esta excepção.

A ilação a retirar é que, se no futebol é possível chegar longe, no resto não há-de ser impossível atingir o máximo.

Importa, porém, que o patriotismo não se exercite apenas no futebol.

Há muitos outros domínios onde os portugueses merecem ser destacados. O problema está na extrema visibilidade do futebol e na excessiva opacidade do resto.

É por isso que, apesar das compreensíveis expectativas deste dia, temos de perceber que o futebol é importante, mas não é tudo.

E tal como os jogos de sentido único não são galvanizantes, também as notícias com tema (quase) único deixam de ser motivadoras.

O país pode parar por causa do futebol. Mas a crise não estaciona à porta de um estádio.

Uma vitória pode ajudar a levantar o ânimo. Mas é o (discreto) trabalho de cada dia que há-de reerguer o país.

Assim o cremos. Assim o esperamos!
publicado por Theosfera às 19:00

É bom mostrar interesse por um assunto. Mas é preocupante quando só se mostra interesse por um assunto.

É a diferença entre o entusiasmo e o fanatismo. Para Winston Churchill, fanático é aquele que só tem um assunto e não quer, por nada, mudar de assunto.

É saudável esta onda em torno da Selecção. Mas atenção. Nada ganharemos se a Selecção ganhar. Nada perderemos se a Selecção perder.

Compreende-se a alegria pela vitória. Percebe-se alguma tristeza pela derrota.

Mas tudo com moderação. O jogo é só ao fim da tarde. Diversifiquemos um pouco este dia magnífico que Deus nos concede!

publicado por Theosfera às 12:42

O impossível não é necessariamente um limite. Muitas vezes, desponta como um obstáculo.

Os obstáculos são para transpor. Os limites são para ultrapassar.

Os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós. Quando Deus quer e o homem sonha, a obra acaba por nascer.

Nélson Mandela, do alto da sua sageza humilde, proclamou: «Tudo parece impossível até que seja feito»!

O fazer é o grande certificado do querer e o maior desmentido do parecer.

Que o futebol mostre o que a vida tem condições para demonstrar: há impossíveis que não são eternos; há impossíveis que são efémeros. É preciso tentar superá-los. É importante persistir. E é urgente não recuar!

Nunca foi possível a Portugal chegar à final de um Europeu ou de um Mundial. Até agora. Até hoje?

publicado por Theosfera às 12:13

É atribuído a Diógenes o dito «Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães».

O nosso Alexandre Herculano, num registo semelhante, confessou: «Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais».

E o que se depreende não é tanto a estima pelos animais. O que mais avulta é o desencanto pelos seres humanos.

No limite, porém, há que não perder o sentido das proporções. «Res sacra Homo», dizia Séneca: «O Homem é sagrado».

Só o que próprio homem dessacraliza-se a si mesmo quando não se respeita nem respeita os outros nem a natureza.

Às vezes, há seres humanos que têm atitudes de «animais». E há animais que mostram sentimentos «humanos».

A fidelidade de cão para o seu dono deixa-nos desconcertados quando pensamos na frieza de muitos filhos para com seus pais.

Até com os (outros) animais podemos aprender!
publicado por Theosfera às 11:14

Quem não ama os outros será que se ama a si mesmo?

Habitualmente, fraccionamos o amor ao próximo e o amor a si mesmo.

Partimos do princípio de que, para amar o próximo, é mister deixar de se amar a si mesmo. Mas será assim?

Para amar o próximo, não será necessário amar-se a si mesmo?

 É interessante notar como o termo de comparação, para Jesus, é o amor próprio. O Seu mandamento é que cada um ame os outros como a si mesmo.

E, mais perto de nós, Cesare Pavese vai na mesma direcção quando denuncia: «Odeiam-se os outros porque se odeia a si mesmo».

publicado por Theosfera às 11:13

Muitos anseiam pelo ócio. Só que nem o ócio dispensa o trabalho...dos outros.

Evoco o grande Agostinho da Silva: «A posse de ócio pressupõe uma perfeição de domínio sobre a natureza que se não poderá conseguir senão à custa do sacrifício de muitas gerações, como o ócio de Atenas se alcançou à custa do sacrifício dos escravos»!

publicado por Theosfera às 11:12

O caso é verídico e, pelos vistos, não foi único.

Um funcionário do Governo dos Estados Unidos avisa um ministro da Irlanda. Este país iria pedir um resgate à Europa.

O ministro responde que não sabe de nada. O Governo da Irlanda ainda não tomara qualquer decisão. Ao que o norte-americano replicou: «Não foi o teu Governo que me disse, foi o Governo alemão»!

O resto é conhecido. Na Irlanda. Na Grécia. Em Portugal. Na Espanha.

(I)moral da história: «Qui a l'argent a le pouvoir»!

publicado por Theosfera às 10:40

Não há só pobreza nos países pobres. Há também pobreza nos países ricos.

Nos países pobres, a pobreza é geral. Já nos países ricos, a pobreza é selectiva.

Em qualquer caso, trata-se não de um problema dos países em causa. Trata-se de um momentoso problema da humanidade. Ou, melhor, de falta de humanidade!

publicado por Theosfera às 10:39

Portugal vai ter, hoje, pela frente o melhor: o melhor da Europa e o melhor do Mundo.

Não se trata só de uma adversidade. Trata-se também (e acima de tudo) do mais poderoso estímulo. Portugal vai ter uma soberana oportunidade de ser maior que o melhor. Portugal vai procurar ficar à frente do primeiro.

E isto tem de acontecer não apenas (nem principalmente) no futebol. Quanto maiores são as dificuldades, dizia Jungel, maiores são também as oportunidades.

Em campo não vai estar somente a ambição. Vai estar, sobretudo, a vontade, a ousadia, a esperança. E a esperança, garantia Malraux, é a força da revolução!

publicado por Theosfera às 10:30

Hoje, 27 de Junho, é dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, S. Ladislau, S. Cirilo de Alexandria e Sta. Luísa Teresa de Montaignac de Chauvance.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:15

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro