O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 24 de Junho de 2012

Não se caminha quando não se acredita. Não se estende a mão quando não se ama. Não se muda quando nada se espera.

André Malraux foi claro: «A força da revolução é a esperança».

Não precisa de disparar tiros nem de gritar frases fortes. A maior revolução é feita de paciência.

Não cuida apenas dos resultados. Nunca descuida as raízes nem desperdiça os alicerces.

A revolução da esperança está em marcha. Embora não pareça. Sobretudo porque não parece.

O essencial não se vê. Mas o essencial está a emergir!

publicado por Theosfera às 23:20

Dante Alighieri: «Quanto maior é a sede, maior é o prazer em satisfazê-la».

As dificuldades na subida tornam mais reconfortante a chegada.

Decididamente, não é a facilidade que oferece felicidade.

O que é difícil desgasta, mas também conforta.

Superar uma adversidade confere uma sensação indescritível, uma paz imensa!

publicado por Theosfera às 20:43

Agostinho da Silva: «Procura, diante dos acontecimentos ter as tuas reacções, não as dos outros».

Em cada momento, sejamos nós próprios. Inteiramente!

publicado por Theosfera às 20:42

Séneca foi um sábio. Mas nem isso lhe garantiu uma vida fácil.

Pelo contrário, foi hostilizado até por aquele a quem serviu: o imperador.

Sendo seu conselheiro, entrou em desgraça porque dizia o que pensava e não o que agradava.

Nero tê-lo-á mandado assassinar.

Ainda assim, Séneca estava longe de ser medroso.

Daí a recomendação: «As coisas que nos assustam são em maior número do que as que efectivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos factos reais».

Se a realidade não nos deve assustar, não são as aparências que nos hão-de amedrontar!

publicado por Theosfera às 20:40

Dois perniciosos equívocos estão a condicionar, pesadamente, a qualidade da nossa vida.

Os jovens dão pouca atenção aos idosos. Os vivos dão reduzida atenção aos mortos.

O prejuízo é evidente.

Se a experiência é a mãe de todas as coisas, seria bom que fôssemos ao encontro de quem nos precedeu.

Mesmo para evitar certas situações, é mister que as conheçamos.

A história é fundamental. O futuro, para dar frutos, precisa de raízes. E estas moram no passado!

publicado por Theosfera às 20:38

S. João Baptista, cujo nascimento hoje celebramos, era austero, mas não austeritário. Ou seja, vivia a austeridade na sua vida, mas não a impunha aos outros.

Era exigente consigo, mas indulgente com os outros.

É claro que denunciava os excessos e a ostentação. Pugnava pela sobriedade nas palavras e nos gestos.

Eis uma diferença que importa anotar. Hoje em dia, não falta quem imponha a austeridade. Mas para os outros...

publicado por Theosfera às 18:45

Este era um homem de fibra,

um homem autêntico, honesto e bom.

 

Celebramos, hoje, o nascimento de João,

aquele que veio preparar os caminhos do Senhor.

 

Foi sempre corajoso, honesto e íntegro.

Não se deixou vergar. Não se deixou vender.

 

Foi igual a si próprio. Procurou ser fiel a Deus.

Não veio para dizer o que as pessoas gostavam de ouvir.

Veio para dizer o que as pessoas precisavam de escutar.

 

Obrigado, Senhor, pela coragem de João,

aquele que Te baptizou nas água do Jordão.

 

Obrigado, Senhor, por não ter vacilado nas horas difíceis

e por ter olhado sempre em frente, sem hesitar.

 

Obrigado, Senhor, por este homem sem calculismos.

Obrigado pela sua lição de vida:

«É preciso que Ele (Jesus) cresça e eu diminua»!

 

Obrigado também pela sua simplicidade e despojamento.

João não se vestia com grandes roupas nem se banqueteava em refeições opulentas.

 

Obrigado, Senhor, pela frugalidade de João.

Num tempo de tantos desperdícios, dá-nos a ousadia da partilha e da solidariedade.

 

Dá-nos, Senhor, a força para anunciar, com os lábios e com a vida,

que Tu és o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

 

Que desapareçam os calculismos e as ambições.

Que em nós arda o vigor de João.

 

Que nós sejamos capazes de viver para Ti

como João viveu para Ti.

 

Que os nossos lábios Te anunciem

como os lábios de João Te anunciaram.

 

Que o nosso coração esteja voltado para Ti

como sempre esteve o coração de João.

 

Que nós sejamos capazes de Te mostrar a todos

como João Te mostrou.

 

Que nunca recuemos nas dificuldades

como João nunca recuou.

 

Que o nosso testemunho perdure até ao fim

como perdurou o testemunho de João.

 

Que nos demos inteiramente

como João se doou.

 

Obrigado, Senhor, pela vida deste grande homem.

Obrigado pela lição da sua vida.

 

Obrigado pela entrega total do seu ser.

Que os nossos lábios e que a nossa vida mostrem quem Tu és,

JESUS!

publicado por Theosfera às 14:28

Hoje, 24 de Junho, é dia do nascimento de S. João Baptista e de Sta. Raingarda.

Refira-se que S. João Baptista, dada a sua extrema popularidade, é padroeiro dos cuteleiros, espadeiros, alfaiates e peleiros.

É invocado contra os espasmos, as convulsões, as epilepsias e o granizo.

É também considerado protector dos cordoeiros. Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:09

1. A idade não é, necessariamente, sintoma de decadência. Pode ser, deve ser, factor de crescimento, de maturidade.

Na lei das compensações, há, sem dúvida, algo que se perde com os anos. Mas há também muito que se ganha com o tempo.

Já Platão exemplificava: «Quando a visão física declina, a visão espiritual melhora». É por isso que, como notava Emily Dickinson, «não nos tornamos velhos com os anos, mas mais novos com os dias»!

 

2. Afinal, o que é ser velho e o que é ser novo? Não é verdade que, algumas vezes, nos sentimos mais jovens quando nos tornamos mais velhos? Tudo é tão relativo na vida.

James Thurber assinalou: «Tenho sessenta e cinco anos. Creio que isso me coloca na categoria dos idosos. Se cada ano tivesse quinze meses, teria apenas quarenta e oito. É este o nosso problema: quantificamos tudo».

 

3. É um facto que há jovens com mentalidade envelhecida e há idosos com mentalidade rejuvenescida.

Há jovens que se arrastam como velhos e há velhos que se movimentam como novos.

Há ideias renovadoras de gente com muita idade e há ideias conservadoras de gente com pouca idade.

 

4. Um dos grandes paradoxos da vida é a novidade estar associada à juventude. Mas, se repararmos, a novidade é o que vem depois. Não é o que está antes.

Ora, a juventude é o que está antes (para quem já a ultrapassou, evidentemente). Daí o apelo de Robert Browning: «Envelhece comigo! O melhor ainda está para vir, a última parte da vida, para a qual foi feita a primeira».

 

5. Com efeito, não é a juventude que vem depois da velhice. A velhice é que vem depois da juventude!

Jonathan Swift teve a subtileza de reparar: «Ninguém é tão proficiente na condução da sua vida que não receba nova informação com a idade e a experiência»!

 

6. É certo que a velhice está associada à morte. O povo, na sua sageza, sentencia: «Quem de novo não vai de velho não escapa». E, no mesmo registo, Juan Montalvo assinala: «A velhice é uma ilha rodeada de morte».

Mas, se pensarmos bem, não é a velhice que está rodeada de morte: é a vida.

 

7. Já Zubiri sustentava que viver «é existir estruturalmente frente à morte». Por isso, Montaigne afirmava que «filosofar é aprender a morrer», o que, no fundo, é uma variante da arte de aprender a viver.

É a vida que desemboca na morte, não é a velhice. E não é sonho de todos morrerem velhos?

 

8. Não se pense, porém, que é fácil envelhecer. O filósofo Henri Frédéric Amiel tinha consciência das dificuldades: «Saber como envelhecer é uma obra-prima de sabedoria e um dos capítulos mais difíceis da grande arte de viver». É uma arte que está ao alcance de todos. Mas nem todos a executam com igual desenvoltura nem com o mesmo primor!

 

9. Compreende-se o que nos disse Hasidim: «Para os que não a percebem, a velhice é o inverno; para os que a percebem, é a estação da colheita». Não é tão bom colher o que se semeou?

Que bom é poder ser ancião. Que belo poder avaliar o que se acumulou. Marie von Ebner-Eschenbach sinalizou: «Na juventude, aprendemos; na velhice, compreendemos»!

 

10. É indiscutível que existe um irresistível encanto na velhice. O mestre tibetano Sakya Pandita recorre a um termo de comparação deveras sugestivo: «Uma vela, mesmo voltada para o chão, tem a chama virada para cima». Um ser humano está sempre a crescer, mesmo quando se vê a cair!

 

11. A destreza pode estar na juventude. Mas a sabedoria repousa na velhice. Francis Bacon verteu, há séculos, uma máxima que poucos questionarão: «A madeira velha é a melhor para arder; o vinho velho é o melhor para beber; os velhos amigos são os melhores para se confiar; e os velhos autores são os melhores para ler»!

 

12. É claro que a nossa existência será sempre marcada por uma contradição insanável. Jean de La Bruyère verbalizou-a assim: «Esperamos chegar a velhos, mas temos medo da velhice. Temos vontade de viver e medo de morrer». Saber optimizar aquela vontade e amortecer este medo é o segredo de uma vida feliz.

Desde o primeiro momento até ao último instante, haverá sempre altos e baixos. O fundamental, porém, é que a determinação prevaleça. E que a esperança nunca esmoreça!

publicado por Theosfera às 06:03

Habitualmente, as pessoas elogiam os bons negócios. E um bom negócio é trocar um bem menor por um bem maior.

Segundo Sto. Agostinho, não faltam elogios a quem «vende chumbo e adquire ouro. Então e não elogias aquele que distribui dinheiro e adquire justiça»?

publicado por Theosfera às 00:26

A cultura do ruído está a gerar a nostalgia da escuta.

A este propósito, não deixa de ser sintomático notar como um dos maiores artífices da palavra (Sto. Agostinho) confessava: «Gaudeo ubi audio, non quando praedico». Ou seja, «alegro-me quando escuto, não quando prego».

Pregar é necessário. Mas só é fecunda a palavra quando ela nasce da escuta.

O silêncio não é corte da palavra. É fermento da comunicação!

publicado por Theosfera às 00:25

Conta-se que, um dia, Saladino pediu aos sábios do seu séquito que resumissem todo o conhecimento numa única palavra.

Depois de muito pensarem, entregaram-lhe uma folha apenas com uma palavra: «Provavelmente»! Razão, pois, tinha Karl Popper quando, bem mais próximo de nós, alertava: «Ninguém sabe o suficiente para ser intolerante».

Há muita coisa que «provavelmente» está certa. Mas que «provavelmente» estará errada.

Há, pois, que evitar os deslumbramentos e a arrogância.

O que encontramos é uma etapa. O caminho espera por nós.

Há muito que procurar. Incessantemente!

publicado por Theosfera às 00:21

Hoje celebra-se o nascimento de um homem importante. De um homem gigante na humildade, inexcedível na dedicação, insuperável na simplicidade.



João Baptista é modelo de coragem, exemplo de integridade, paradigma de carácter irrepreensível e de uma vértebra inquebrantável.



Era-lhe fácil capitalizar a popularidade de que desfrutava. Difícil seria abdicar de si e apontar para alguém, vivendo em função da sua chegada.



Mas foi a opção que tomou e a escolha que fez.



O calculismo não fazia parte do seu temperamento.



As convicções ditaram as suas posições. Inclusive a última. A mais delicada. A que lhe valeu o martírio.


Mas nem diante da autoridade vacilou.


Que fomos nós ver ao deserto?
publicado por Theosfera às 00:21

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