O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 23 de Junho de 2012

Na próxima quarta-feira, vamos ter uma «cimeira ibérica» nas meias-finais do Campeonato da Europa.

A Espanha continua igual a si mesma. Portugal parece maior que si próprio.
Frente a frente vão estar jogadores que se conhecem bem. O Real Madrid vai ter sete jogadores a começar a partida: quatro pela selecção espanhola e três pela protuguesa.
Aliás, a imprensa de Madrid parece condividir o entusiasmo pelas duas equipas: apoia a Espanha por motivos óbvios e torce por Portugal por causa de Cristiano Ronaldo.
Não deixa de ser espantoso notar como alguns jornais madrilenos estão em «campanha» para que CR7 ganhe a «Bola de Ouro».
Mas, para que as dúvidas se dissipem, Portugal vai ter de ser campeão. E, para isso, tem de superar a Espanha.
Pessoalmente, gosto muito de Espanha (sobretudo devido a duas pessoas que muito me inspiraram: Zubiri e Torres Queiruga).
Fico sempre contente com as vitórias de Espanha. Mas, desta vez, gostaria que ganhasse Portugal.
Se tivermos de perder, que o título fique com os «nossos irmãos»!
Tenho, porém, um pressentimento (e, como dizia o nosso maior vate, «o coração pressago nunca mente») de que este é o Euro de Portugal. E de Ronaldo!
publicado por Theosfera às 22:52

Voltaire tem um conselho precioso: «Ama a verdade, mas perdoa o erro».

Esta máxima parece replicar uma recomendação, igualmente luminosa, de Sto. Agostinho, que exortava a que se condenasse o erro, mas que se poupasse o homem que erra.

Todos erramos. A começar pelos que presumem que nunca erram!

publicado por Theosfera às 13:36

Neste tempo de leituras apressadas, Italo Calvino oferece-nos uma advertência fundamental: «Um clássico é um livro que nunca acaba de dizer o que tem para dizer».

Há textos que, parecendo muito antigos, encerram sempre novidades.

O bom nunca envilece. Mesmo quando envelhece!

publicado por Theosfera às 12:04

E eis-nos, de repente, a regredir aos anos 30, 40 ou 50 do século passado.

Factos que os nossos pais reportavam estão a ressurgir.

Há quem esteja à procura de trabalho: não a troco de um salário, mas apenas a troco de comida. Penosa a situação a que chegámos. Já há quem trabalhe para comer. Já há quem não consiga comer para trabalhar. Nem para viver!

publicado por Theosfera às 12:03

A prevenção é o melhor certificado da sabedoria. Quem pensa que tudo sabe arrisca-se a ter amargas desilusões.

A sabedoria não vem só do talento. Vem sobretudo do trabalho, da escuta e da humilde procura.

La Rochefoucauld já tinha dito: «A maneira mais segura de se ser enganado é julgar-se mais esperto do que os outros»!

publicado por Theosfera às 12:02

Devemos a Justiniano um princípio que os manuais recolhem, mas que a prática nem sempre sufraga: «Quod omnes tangit ab omnibus approbetur».

Ou seja, «o que diz respeito a todos por todos deve ser aprovado».

No entanto, a experiência mostra que o que diz respeito a todos é decidido por poucos. E sofrido por muitos!

publicado por Theosfera às 12:01

É natural que também fale (ou, neste caso, escreva) por experiência própria.

Mas é indiscutível que Ferreira Leite é pertinente no que constata: «Os impostos são a solução para muitos problemas na mesma proporção em que se transformam na causa de muitos deles».

Porquê, então, insistir naquilo que, comprovadamente, está a desencadear uma miríade de problemas?

publicado por Theosfera às 12:00

Mau já é o mau. Pior é quando o mau é apresentado como bom, ou seja, como elegante, inteligente ou fascinante. Nasce, assim, o «mau-mau».

É a tese defendida por Paul Fussell, recentemente falecido.

Temos, hoje em dia, uma distância entre a realidade e a sua representação. Esta, especialmente na linguagem, procura mais encobrir que revelar.

A degradação da linguagem é notória. Prevalece o vulgar, a agramaticalidade, a banalidade, o lugar-comum ou, então, a pomposidade eufemística.

Isto é visível no modo como alguns expendem coisas banais de um modo solene.

Paul Fussell não era meigo no diagnóstico. Culpava a universidade e as políticas de ensino.

A febre de cursos «práticos» está a retirar espaço às humanidades.

Ensina-se a «fazer». Não se ensina (ou, pelo menos, não se ensina devidamente) a «pensar».

A cultura(?) do «mau-mau» está a tornar-nos vulgares, culturalmente analfabetos e civicamente desmobilidades.

E o pior é que não nos apercebemos!
publicado por Theosfera às 11:58

Hoje, 23 de Junho, é dia dos Mártires de Nicomédia e de S. Bento Menni.

De manhã pode celebrar-se a Missa votiva de Nossa Senhora em dia de sábado. À tarde, a Missa é da Vigília da Solenidade do Nascimento de S. João Baptista.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:18

A idade não é, necessariamente, sintoma de decadência. Pode ser, deve ser, factor de crescimento, de maturidade.

Na lei das compensações, há, sem dúvida, algo que se perde com os anos. Mas há também muito que se ganha com o tempo.

Já Platão exemplificava: «Quando a visão física declina, a visão espiritual melhora».

É por isso que, como notava Emily Dickinson, «não nos tornamos velhos com os anos, mas mais novos com os dias»!

publicado por Theosfera às 01:03

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