O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Portugal ganhou, hoje, na Polónia. Mas é amanhã que vai ter de continuar a lutar para não perder a batalha de cada dia.

Um jogo é apenas um jogo.

A maior vitória será o triunfo da justiça. Que haja pão, paz e trabalho para todos!

publicado por Theosfera às 23:45

Portugal merecia mais. Mas conseguiu ser o melhor.
A vitória é o mínimo para quem deu o máximo e mostrou tanto!

publicado por Theosfera às 21:37

O que custa vale. O que vale custa.
Custou. Mas valeu.
Esperava-se. Num grande jogo, um espantoso golo!

publicado por Theosfera às 21:25

Na primeira parte, imperou o receio de perder. Na segunda parte, deseja-se que prevaleça a vontade de ganhar.

Portugal costuma crescer quando se encontra a perder. O problema é se sofre um golo tarde. Não faltará talento. Pode é minguar o tempo.

Uma vez mais, quase no intervalo, um quase golo. Era na hora certa. Foi pena. Mas, dentro de instantes, haverá mais oportunidades!

publicado por Theosfera às 20:37

1. Muitas mudanças tem havido na escola. E, paradoxalmente, pouca mudança parece haver na escola.

 

Eis a diferença entre o que é dito e o que é sentido. As mudanças que têm sido introduzidas nenhuma mudança parecem ser capazes de conseguir.

 

Dá até a impressão de que as mudanças estão a impedir a mudança. À medida que muito vai mudando, tudo (ou quase tudo) parece ficar na mesma.

 

 

2. Passa-se cada vez mais tempo na escola, mas, na maior parte desse tempo, como mera alternativa ao ócio e à delinquência.

 

Como não há gente em casa e como não há que fazer fora de casa, confiam-se as crianças e os jovens aos professores.

 

 

3. A escola parece ser uma ocupação que antecipa o choque com a grande desocupação que é o desemprego.

 

Daí o ambiente de melancolia e desmotivação ou, então, o clima de agressividade. Como os horizontes são escassos e as perspectivas quase nulas, a tendência é para deixar correr. Ou, o que é pior, para destilar o desespero em forma de violência.

 

 

4. A escola de hoje mais parece o reflexo daquilo que não queremos do que o projecto daquilo que esperamos.

 

Entendia Roger Garaudy, recentemente falecido, que o mundo da educação parece, não raramente, enganar-se de século.

 

É que já não estamos somente no «século das ciências». Estamos também no «século da sabedoria». Que obviamente inclui a ciência, mas que pretende ir mais longe que a própria ciência.

 

 

5. A escola não pode resignar-se a fornecer o «como» das coisas. Ela tem de motivar para a incessante busca do «porquê».

 

A escola ajuda não só quando oferece respostas, mas sobretudo quando abre espaço para o florescimento das perguntas.

 

 

6. Muitos acham que a escola mudará se a sociedade mudar. Muitos defendem que a sociedade mudará se a escola mudar.

 

Deste modo, a sociedade fica — passivamente — à espera da escola e a escola fica — passivamente — à espera da sociedade.

 

 

7. Nesta espécie de transumância da culpa, a sociedade despacha responsabilidades para a escola e a escola aliena responsabilidades na sociedade.

 

Importante é perceber que está em curso um fenómeno de transformação global que requer uma atenção contínua e uma intervenção cuidada.

 

 

8. As ciências não podem viver desligadas das humanidades.

 

Continuamos, sem dúvida, a precisar de pessoas «para descrever, para medir e para prever o que se passa na realidade presente». Mas necessitamos também, e com extremos de urgência, de quem coloque os inevitáveis «porquês».

 

 

9. É fundamental «ligar cada actividade escolar aos problemas da vida». O ensino tem de ser cada vez mais encarado não apenas como «uma forma de pensar, mas também como uma maneira de viver».

 

A escola não pode ser o lugar em que se tolhem capacidades. Tem de ser o ambiente em que se abrem caminhos e alargam horizontes.

 

 

10. Acima de tudo, é prioritário que se invista nos talentos que cada um transporta dentro de si e que é chamado a partilhar fora de si.

 

Não pode persistir o estigma de que quem não sabe matemática é um ignorante ou um falhado. Em quantas crianças não é assassinado um Mozart por razões (ditas) pedagógicas?

 

 

11. É mister perceber que formar é muito mais que formatar. «Não existe nenhum ser humano em que não possa florescer uma sensibilidade e uma inteligência capaz de trazer à comunidade o seu dom insubstituível».

 

A bem dizer, o objectivo da educação consistirá «em fazer surgir o criador que cada homem traz em si».

 

 

12. Nem todos podem ser doutores ou peritos. Mas todos podemos (e devemos) contribuir para que cada um encontre um rumo.

 

Se, ao sair da escola, a pessoa não puder ter logo uma profissão, que, ao menos, revele competência no pensar, correcção no escrever, asseio no vestir, aprumo no falar, rectidão no agir.

 

Será pedir muito?

 

publicado por Theosfera às 19:28

Não é fácil a vida dos jornalistas e comentadores em dias como este. O que dizem antes dos jogos é arriscado. O que dizem após os jogos parece inútil.
Mas é preciso preencher as horas destes longos dias.

E as trivialidades sobre o futebol são mais consumidas que o acontecimento mais transcendente. Até a crise parece parar, reverente, diante do futebol.

Parece. Mas não pára. Infelizmente!

publicado por Theosfera às 16:32

A educação é o problema. A educação (ou a reeducação) terá de ser o fermento da solução.

Javier Urra fala da sua experiência com crianças e jovens: «Dou-lhes, sobretudo, regras apertadas. Levantam-se às 7 e 30, tomam duche e pequeno-almoço, estudam quatro horas. A maioria já nem ia à escola, os pais não conseguiam obrigá-los. Este tipo de comportamento começa cedo, com coisas menores. Por exemplo, são miúdos que se despem e largam a roupa no chão. Habituaram-se a ter alguém para apanhá-la. E há, claro, muita terapia de grupo e individual. Muitos pais querem comprar o afecto dos filhos e não instituem regras, ignorando o preço que pagarão mais tarde. Quando se diz a uma criança de dois anos para arrumar um brinquedo, ela tem mesmo de arrumá-lo. É aí que tudo começa. Mas se as famílias têm menos tempo, a verdade é que se preocupam mais do que se ocupam. Estão sempre a correr para o pediatra, porque fez isto ou não fez aquilo. Há que descontrair. Viver com os filhos e não para os filhos.  E desfrutar: eles crescem muito depressa».

publicado por Theosfera às 10:16

Javier Urra esteve, uma vez mais, entre nós e denunciou o logro da educação: «Criámos aquela a que chamo "geração cristal": são jovens aparentemente duros mas extremamente frágeis. Nos últimos anos, houve uma tendência para a superprotecção, tornando-os hedonistas e egoístas, vivendo segundo a lei do "eu e só eu". Estas novas gerações são também mais desligadas, hoje estão com este, amanhã com aquele, agora aqui, depois ali. Tudo é mais fluído, mais volátil, menos permanente. Por isso, temos de educá-los para a sociabilidade, para que se interessem pelos mais fracos, pelos diferentes, pelos mais velhos. Para que consigam colocar-se no lugar do outro».

publicado por Theosfera às 10:07

Louis Céline anotou: «A maior parte das pessoas morre apenas no último momento; outras começam a morrer e a ocupar-se da morte vinte anos antes, e às vezes até mais. São os infelizes da terra».

Na morte, não acabamos apenas de viver. Acabamos também de morrer.

A morte acompanha-nos desde cedo.

Muitas vezes, não se vive; sobrevive-se. E, como alertava Edgar Morin, «sobreviver não é viver»!

publicado por Theosfera às 10:03

Os eufemismos são um dos sintomas do pensamento débil, amestrado.

Usamos uma linguagem adocicada para (tentar) amenizar uma realidade dolorosa.

É o produto que não custa 10 euros, mas (apenas!) 9, 99.

É a redução de salários que é vista como «ajustamento».

Agora até já se trocam as insuportáveis desigualdades pelas (aparentemente) melífluas «imparidades»! Por fim, acaba de nos surgir o conceito de «pressão ilícita». E o cidadão cogita: haverá alguma pressão que seja lícita?

Estamos sempre a (des)aprender!

publicado por Theosfera às 10:01

Aceitar um bom conselho não significa que se desista de ter opinião.

Desistir de ter opinião equivaleria a desistir de ter vida própria.

Shakespeare recomenda: «Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião». Nem sempre a maioria é dona da verdade. Nem sempre nós somos proprietários do erro.

Importante é o equilíbrio, a ponderação. Por aqui passa o meridiano da maturidade!

publicado por Theosfera às 09:59

1. Dizer que, quando falamos de Deus, falamos antes de mais de nós não é dizer pouco; é dizer muito.

É dizer que, em nós, existe uma ponte para além de nós. É dizer que nem nós cabemos em nós. É dizer que a nossa existência postula um fundo e uma origem.

 

2. E é dizer que esse «além de nós» vai atravessando a nossa história, a nossa linguagem, o nosso esforço de autocompreensão e a nossa permanente insatisfação com o que a nossa linguagem oferece e a nossa compreensão alcança.

Em relação a Deus, estaremos sempre em estado de procura, em estado de abertura, nunca em estado de posse.

 

3. Já antes de Sócrates, os filósofos buscavam um fundamento para quanto existe, ou seja, o princípio («archê») em que as coisas são o que são. Para eles, era o todo que alicerçava cada uma das coisas, cada um dos seres vivos.

Anaxímenes achava que essa totalidade primordial e unificadora era o ar («anr»). Não o ar que respiramos, mas aquela espécie de vapor que escorre da nossa respiração. Trata-se do hálito.

É a este hálito que os gregos dão o nome de «theós». Esta palavra, que se traduz por «Deus», indica «aquilo que se basta a si mesmo».

 

4. Na mitologia, «theós» foi um termo aplicado a Júpiter. Daí que a característica essencial de «theós» seja a imortalidade. O universo vive graças a esta respiração cósmica imortal.

Não admira, pois, que depressa «theós» apareça como atributo principal dos deuses, uma vez que estes são «aqueles que se bastam a si mesmos» e que surgem como «imortais».

 

5. Por conseguinte, o homem convive com a questão de Deus desde o princípio, desde a aurora dos tempos.

Xavier Zubiri entendia que o ser humano era «uma essência aberta». Percebe-se, por isso, que ele seja o lugar privilegiado do aparecimento de Deus.

 

6. Esta dimensão teofânica do homem dá-lhe a sua verdadeira identidade. É bem verdade, por isso, que, acerca de Deus, «o mais difícil não é descobri-Lo; é encobri-Lo».

Para o homem, tudo serve para falar de Deus, até a Sua ausência. A Sua suposta ausência. Porque Deus, quanto mais Se esconde, mais Se revela.

 

7. Deus não surge como uma entidade sobreposta à realidade. Pelo contrário, Deus é a realidade original, que faz com que toda a realidade seja real.

Para Zubiri, Deus não é transcendente ao mundo. É transcendente no mundo. É no mundo que encontramos este «hálito» divino, esta respiração vivificante.

 

8. Neste sentido, salta à vista que não é preciso sair do homem para encontrar Deus. O Homem é espelho de Deus.

O decisivo, entre Deus e o homem, é a mútua presença e a recíproca implicação. Para Zubiri, «o homem não necessita de chegar a Deus» porque Deus já «está presente no próprio ser do homem».

 

9. Para Xavier Zubiri, «a realidade divina, embora, por um lado, seja a mais distante das realidades, é também, por outro lado, a mais próxima de todas elas».

É este paradoxo que nos estimula a avançar no problema intelectual de Deus, simultaneamente «o problema mais extemporâneo e contemporâneo de todos. Porque é uma questão que afecta a própria raiz da existência humana».

 

10. Mesmo quando é uma presença negada, Deus não deixa de ser uma questão colocada. Ela coexiste com a existência humana. Ela é conatural ao homem.

É possível ter as mais diversas posições acerca de Deus. Mas é impossível não ter nenhuma posição sobre Ele.

Afinal, haverá questão mais humana do que Deus?

 

publicado por Theosfera às 07:14

Hoje, 21 de Junho, é dia de S. Luís Gonzaga e S. Raul.

Refira-se que o Papa Pio XI declarou, em 1926, S. Luís Gonzaga padroeiro da juventude.

Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:14

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