O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 01 de Junho de 2012

A infância é linda. Mas a velhice não deixa de ser bela.

O fulcro da beleza está na profundidade.

John Donne achava até que «nenhuma beleza primaveril ou estival tem a graça que vi num rosto outonal».

No fundo e como dizia Aristófanes, «os velhos são duas vezes crianças»!

publicado por Theosfera às 10:11

Chama-se «O Evangelho da Beleza». Mas também não ficava mal se o título fosse «A beleza do Evangelho».

O livro reúne textos de três autores conhecidos no universo teológico. Existe um conspecto histórico acerca do percurso do Belo na reflexão da teologia e da literatura.

Há sempre o perigo de reduzir o belo a um conceito. O belo é muito mais que um fonema.

É bom que o belo esteja no texto. Mas é fundamental que não deixe de estar no contexto. Em forma de gesto. Em forma de atitude. Em forma de solidariedade!

publicado por Theosfera às 10:10

O próprio Deus é um mistério de relação.

Como dizia, avisadamente, Tertuliano: «Deus é único mas não é um».

Se fosse um, seria (só) a solidão.

Se fosse dois, já não haveria solidão, mas prevaleceria (apenas) a distinção.

Acontece que Deus é três.

Sendo três, Deus elimina a solidão e supera a distinção.

Sendo três, Deus é comunhão, conjugação bela e articulação perfeita entre a unidade e a diversidade. Deus é, pois, uma unidade diversa e uma diversidade una.

publicado por Theosfera às 10:08

Pablo Neruda percebeu: «Sobre a terra, antes da escrita e da imprensa, existiu a poesia».

A escrita e a imprensa limitaram-se a captar a poesia que andava no ar!

publicado por Theosfera às 10:06

Isto de sabedoria e de ignorância é tudo relativo ou, melhor, relacional.

Todos nós somos sábios em muito e ignorantes em bastante.

Às vezes, parecemos sábios quando calamos e ignorantes quando falamos.

Ninguém tem o monopólio da sabedoria nem o exclusivo da ignorância.

Todos podemos aprender com todos.

Pascal bem o notou: «Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender»!

publicado por Theosfera às 10:05

O mundo é, cada vez mais e a nossos olhos, dominado pelo paradoxo.

Gilles Lipovetsky reconhece que a Europa está em crise e, na Europa em crise, a classe média encontra-se em acelerada erosão.

No entanto, o mercado do luxo cresce. A produção continua na Europa. Mas o mercado para essa produção está sobretudo na China.

E, mesmo entre nós, o luxo continua a acenar. Existe, segundo o filósofo, um «consumo emocional» do luxo.

As pessoas dificilmente resistem a uma casa, a um carro ou a uma viagem.

No limite, são capazes de sacrificar as necessidades de um ano pelos desejos de uma semana.

No fundo, persiste o impulso para a evasão.

Já que não se consegue superar a situação, tenta-se, ao menos, esquecê-la. O problema é que ela se mantém!
publicado por Theosfera às 10:04

Hoje, 01 de Junho, é dia de S. Justino e Sto. Aníbal Maria di Francia.
Um santo e abençoado dia para todos!

publicado por Theosfera às 07:17

Nas imediações da solenidade da Santíssima Trindade, o mistério por excelência, somos, uma vez mais, confrontados com os limites da linguagem.

 

Para falar de Deus, a linguagem parece um estorvo. E, de facto, não é uma estrada muito plana. É, acima de tudo, uma via muito íngreme, acidentada.

 

Fala-se, habitualmente, da Trindade como um sistema de relações (geração, espiração, pericorese, circumincessão, agenesia, etc.).

 

Raimon Pannikar disse a um bispo africano, aflito por não conseguir transpor este discurso para os seus diocesanos, que ele era um homem cheio de sorte. É que, em relação a Deus, é muito mais o que não sabemos do que o que sabemos.

 

Já Tomás de Aquino aludia à miséria das palavras (inopia vocabulorum). Como lembrava alguém, só é possível compreender Deus se não O quisermos explicar. A Teologia será sempre gaga. Só por tímidos balbucios deixará escapar algo do muito que (não) sabe.

 

Para falar de Deus, resta-nos o amor. Agostinho de Tagaste dizia que o Pai é o amante, o Filho o amado e o Espírito Santo o amor. É uma concepção colada à matriz neotestamentária: «Deus é amor» (1Jo 4, 8.16).

 

Entretanto, Mestre Eckhart, com a irreverência mística do seu génio, chega à mesma conclusão usando a linguagem do...riso: «O Pai ri para o Filho e o Filho ri para o Pai, e o riso gera prazer, e o prazer gera alegria, e a alegria gera amor».

 

Sublime! E, sem dúvida, muito comovente!

publicado por Theosfera às 06:39

Não sou, por natureza, muito dado a comemorações. Muitas vezes, estas escondem e escamoteiam o que se passam fora delas. E que, habitualmente, não é muito salutar.

 

Neste dia mundial da criança, é importante que se pense no que urge fazer para com as crianças em cada dia.

 

É o futuro da sociedade que está em jogo.

 

Elas precisam de coisas. Mas necessitam, antes de mais, de presença, de acompanhamento, de afecto.

 

Dostoiésvky, ao achar que «o amor é mestre», apelava: «Amai sobretudo as crianças porque, como os anjos, estão isentas de pecado e vivem para a purificação dos nossos corações e como que são um guia para nós. Desgraçado de quem ofenda uma criança».

 

As crianças são mestres. Ensinam muito. Mostram, particularmente, que há muito de puro que não deveria desaparecer.

 

Jesus verberava quem escandalizasse uma criança.

 

Os maus exemplos ficam alojados no seu íntimo. As condutas exemplares ficarão também depositadas no seu coração.

 

As crianças merecem o melhor. Porque, como dizia o poeta, elas são o melhor. O melhor do mundo. O melhor de nós.

 

Só é verdadeiramente adulto quem nunca deixar de ser totalmente criança!

 

publicado por Theosfera às 06:07

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