O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

 

No princípio, era a pessoa que contava. Depois, passou a ser o poder a decidir.
Até ao século IV, os cristãos dirigiam-se às pessoas. Estas ficavam a conhecer a mensagem de Jesus. Se aderissem, procuravam reproduzi-la na sua vida.
As pessoas, como disse Tertuliano, não nasciam cristãs; tornavam-se cristãs.
A partir do século IV, a religião do rei passou a ser a religião do povo («cujus regio, ejus religio»).
Em muitos casos, as pessoas não conheciam o que praticavam. Eram cristãs por causa do rei. Foi assim com Constantino em Roma. Foi assim com Clóvis na Gália.
O que havia era não uma opção clara, mas uma justaposição difusa. Ou seja, as pessoas iam à Missa, mas não deixavam de ir à bruxa e de manter hábitos pagãos ou até práticas cruéis como duelos e guerras.
Os reis ofereciam liberdade de acção, mas exerciam também alguma tutela. Por isso, apareceram sempre teólogos a justificar o injustificável.
Os efeitos desta situação de indeterminação ou sincretismo ainda se mantêm. Há quem se diga cristão por causa do seu nascimento, não por causa do seu testemunho de vida.
Será impossível voltar à clareza dos começos?
publicado por Theosfera às 11:10

«É a capacidade do homem para a justiça que torna a democracia possível, mas é a inclinação do homem para a injustiça que torna a democracia necessária».

Reinhold Niebuhr verteu uma grande (enorme) verdade.

A necessidade da democracia está também (e bastante) na sua força correctiva.

Quando a democracia não evita a injustiça será democrática?

publicado por Theosfera às 10:23

Admiro a competência. Mas o deslumbramento preocupa-me, a vaidade entedia-me e a arrogância deprime-me.

Corre por aí que temos a geração mais bem formada de sempre.

Prudentemente, digo que não sei. Gostaria que fosse verdade.

Uma coisa é certa: temos a geração mais diplomada da história. Mas do diploma nem sempre decorre uma formação de qualidade.

Há minutos, ouvi um jovem publicitar a sua licenciatura, mostrando vontade de ir para o estrangeiro. A justificação? Somos «cidadões do mundo»!

publicado por Theosfera às 10:22

Os grandes cometimentos não dependem só do talento. Dependem, acima de tudo, da persistência, da vontade, da determinação, da coerência.

Thomas Atkinson asseverou: «Não é um notável talento o que se exige para assegurar o êxito em qualquer empreendimento; mas sim um firme propósito».

Quando não se sabe o que quer nem para onde se quer ir é o caos!

publicado por Theosfera às 10:21

Bernard Shaw, qual atalaia, deixou-nos de prevenção: «Imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, por fim, acreditamos no que queremos».

Tudo somado, isto resultado num comatoso contecioso com a realidade.

É bom acreditar que se pode alterar a realidade.

Mas, para isso, é mister conhecê-la. E, regra geral, entre o que está na vida e o que perpassa pela nossa imaginação vai uma distância muito grande. Intransponível?

publicado por Theosfera às 10:20

A facilidade seduz, mas não ajuda. O facilitismo ilude, mas prejudica.

E, no entanto, passa-nos pela cabeça que ajudar é tornar tudo mais fácil. Ajudar tem de ser tornar tudo (mais) possível.

Como querer um ensino fácil se a vida, para que ele prepara, é difícil?

O ensino será bom se introduzir nas dificuldades, se estimular a sua superação. O ensino será nocivo se tentar passar ao lado das dificuldades.

A falta de dificuldades nem sequer estimula o desenvolvimento das capacidades. Como referia Mao-Tsé-Tung, «um caminho demasiado plano não desenvolve os músculos das pernas».

O que vale custa. O que custa vale!

publicado por Theosfera às 10:18

Há já muitos anos, Badaró lamentava que os políticos ocupassem, por vezes, o lugar dos comediantes.

Beppe Grillo está a mostrar que é possível aos comediantes ocupar o lugar dos políticos.

Este humorista italiano lançou um blogue, que alicerçou um movimento de pendor radical.

O certo é que, nas eleições municipais italianas, o movimento teve um grande êxito e ganhou a câmara de Parma!

Um sinal dos tempos!

publicado por Theosfera às 10:17

A sabedoria de Lula, confesso, sempre me surpreendeu. O que ele tem dito parece ter a força de um oráculo.

Nesta altura, assume-se «preocupado com a falta de liderança no mundo».

Quanto à crise, defende que «a Europa não pode destruir a União Europeia. A Europa é património da humanidade».

O mundo é global, mas não pensa nem age de forma globalizada. Cada país está muito voltado para si próprio. Cada líder está muito preocupado consigo mesmo.

Para Lula, governar «é fácil quando se sabe para quem, de onde veio e para onde vai voltar».

Apesar de tudo, «acredita cegamente na bondade do ser humano»!

publicado por Theosfera às 10:15

Hoje, 24 de Maio, é dia de Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora da Estrada, S. Rogaciano, S. Donaciano, S. Luís Zeferino Moreau e S. Guilherme de Fenol.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 07:14

Aos nossos olhos, o caso pode parecer risível, mas ele acaba por certificar como os grandes homens se vêem em pequenos gestos.

Em meados do século XVI, Lamego teve um bispo vindo de Angra e que fora reitor da Universidade de Coimbra.

Órfão de pai e mãe, passou por tantas necessidades que, para se sustentar, teve de empenhar o próprio Breviário!

Ao chegar a Lamego, em 1540, D. Agostinho Ribeiro (era este o nome do prelado) achou que os bens da diocese eram excessivos e as necessidades dos pobres abundantes.

Por isso, vendeu a mula que o levara a Coimbra e outra mula que o trouxera de Lisboa. O produto era para os pobres.

O rei (D. João III) ofereceu-lhe uma terceira alegando: «Quantas mulas o bispo vender, tantas mulas lhe hei-de mandar; os pobres correm por conta dele e ele por conta do rei»!

Deixou Lamego em 1549 e recolheu-se num convento em Lisboa. Ofereceu tudo aos pobres e pediu que os grandes da corte não o visitassem!

Faleceu a 27 de Março de 1554. Não deixou grande obra física em Lamego. Também quando veio, já tinha alguma idade. Nem sequer estabeleceu a Inquisição, desobedecendo ao rei.

Mas deixou a obra mais bela de todas: o seu amor pelos pobres. Por causa deles até do seu meio de transporte se desfez!
publicado por Theosfera às 00:17

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9

19




Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro