O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Pior que não ter esperança é deixar de a ter.

É verificar que a esperança foi degolada pelo desespero ou vencida pela ilusão.

O que vale é que, mesmo que a percamos, a esperança não nos perde a nós.

Ela atravessa-se sempre no nosso caminho.

E, quando menos pensarmos, é capaz de nos (re)visitar. Sob a forma de surpresa!

publicado por Theosfera às 16:24

Aqui dentro ou lá fora, o português patenteia uma enorme capacidade de assimilação.

O português é tudo o que é seu e é tudo o resto.

Aqui dentro, tudo cabe. Lá fora, cabemos nós.

Fernando Pessoa fez-se eco desta percepção: «O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português, foi sempre tudo».

Sendo só português, um português não chega a ser português.

Nós somos sempre tudo.

É por isso que a crise, embora cause dor, não provoca espanto.

Nós somos sempre tudo. Também somos a crise!

publicado por Theosfera às 13:20

O problema não está na palavra. O problema é o que nós estamos a fazer com as palavras.

O que avulta é a palavra da suspeita, a palavra da calúnia, a palavra do exibicionismo, a palavra como arremesso.

O que sobressai é o eclipse da palavra do alento, da palavra da esperança, da palavra da verdade.

É tudo isto que nos elicia da tempestade verbal que nos cerca. É tudo isto que faz do silêncio não apenas uma necessidade ou uma terapia, mas também um refúgio ou uma nostalgia.

Mas o silêncio nem sequer é a ausência de palavra.

O silêncio é o chão da sua sementeira e o ambiente da sua primeva fruição!

publicado por Theosfera às 10:03

«Primeiro sabem-se as respostas. As perguntas chegam depois».

Manuel António Pina pôs o dedo numa ferida muito grande.

Andamos uma vida munidos de respostas que respondem a todas as perguntas, excepto às perguntas que a vida (nos) faz.

Debitamos conceitos (que não passam de preconceitos) como se de verdades definitivas se tratasse.

É fundamental acolher a pergunta. E não ter pressa na resposta. Esta, a resposta, começa na atenção que se dá à pergunta e, sobretudo, a quem pergunta!

publicado por Theosfera às 10:02

«Daria tudo o que sei por metade do que ignoro».
Assim escreveu (notável e magnificamente) Descartes.

publicado por Theosfera às 10:00

«Que é o homem?», perguntava o cardeal de Bérulle.

E o mesmo cardeal de Bérulle respondia: «Um nada capaz de Deus».

Divino, de facto, é o infinitamente grande caber no infinitamente pequeno!

publicado por Theosfera às 09:59

«Espero que, quando fores padre, te coloques ao lado dos pobres e dos trabalhadores, porque Cristo esteve do seu lado».
Assim falou (sábia e magnificamente) o pai do futuro Papa João Paulo I.

publicado por Theosfera às 09:58

«Muito transforma-se em pouco se se deseja um pouco mais».

Francisco Quevedo penetrou fundo na alma humana.

Muito é sempre pouco para quem têm ânsias de infinito!

publicado por Theosfera às 09:57

Hoje, 23 de Maio, é dia de S. João Baptista de Rossi, S. Desidério e Sta. Joana Andine Thouret.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 09:57

O Marquês Maricá entranhou-se fundamente no labirinto de muitas atitudes: «Os que falam em matérias que não entendem parecem fazer gala da sua própria ignorância».

O pior é que parece que são eles a tomar sempre a dianteira.

Mas o seu voluntarismo constitui também a sua mais arrepiante denúncia.

Dá a impressão de que, hoje em dia, se fala sobretudo do que não se sabe!

publicado por Theosfera às 09:56

Existe uma tendência ínsita no espírito humano para valorizar aquilo que está em vias de ser perdido.

É assim que só damos valor à saúde na doença, ao trabalho no desemprego e à juventude na terceira (ou quarta) idade.

Muito se fala, agora, de soberania. Na Grécia, invocam-na a cada passo. Entre nós, recordam-na a todo o momento.

E é curioso que, talvez sem darmos muito por isso, a crise nos vai tirando um pouco mais de soberania.

Por cada apoio, por cada empréstimo, por cada avaliação da «troika», é certo e sabido que resulta sempre (mais) uma delegação de soberania.

Quanto faltará para que tal delegação seja total?

publicado por Theosfera às 09:55

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