O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

O tradicionalismo parece trazer uma clareira de fidelidade, mas acaba por oferecer uma nuvem de equívocos.

No fundo, é estreito e até contraditório.

Assume o tradicionalismo a herança do passado. Mas, na prática, estaciona e enquista num certo passado e, nessa medida, impede a abertura à totalidade (e riqueza) do passado.

O tradicionalismo eclesiástico, por exemplo, não vê muito longe.

Quer que a Igreja seja como era no século XVIII, no século XVII ou, quando muito, no século XVI. Não está em causa o Concílio de Trento (que terminou em 1563), mas o Concílio Vaticano II tem a mesma legitimidade.

Porque é que não existe igual abertura aos séculos mais passados, aos começos?

Curiosamente, aqui, nos começos, o tradicionalismo era um entrave.

O Evangelho chegou a toda a parte apesar da oposição veemente dos tradicionalistas de então.

Estes queriam que quem fosse cristão fosse também (e obrigatoriamente) judeu.

Mas a posição que prevaleceu impeliu os cristãos a sair, a adaptar-se a tudo e a todos, a ver Cristo em tudo e em todos!

publicado por Theosfera às 16:32


«Vejo o passado como uma escola, o presente como uma dádiva e o futuro como uma colheita».

Concordo com Lauro Trevisan!

publicado por Theosfera às 13:27


Hoje, 17 de Maio, é dia de S. Pascoal Bailão, Sta. Restituta e Sta. Antónia Messina.

Refira-se que S. Pascoal recebeu o seu nome do facto de ter nascido em dia de Páscoa no ano de 1540.

Ele é considerado padroeiro das adorações e dos congressos eucarísticos dada a sua acendrada devoção à Eucaristia.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 10:05


O que será o futuro?

Não faltam respostas, mas faltam os factos.

Pessoalmente, não tenho jeito para Sibila nem feitio de Cassandra. Também não quero fazer o papel de Malagrida.

Entrego-me a Deus e recolho-me na esperança. Que venha o futuro!

publicado por Theosfera às 10:04


«É preciso metade do tempo para usar a outra».

A sensatez de Jonh Locke fica certificada nesta recomendação.

O problema é que só no fim temos a sensação de que chegamos à metade.

É aí que gostaríamos de (re)começar. Mas o tempo não nos deixa...

publicado por Theosfera às 10:03


Um ano «pós-troika» tem o país em recessão e a sociedade em depressão.

Um dos «medicamentos» impostos foi a redução de pessoal.

Um dos efeitos sofridos é o aumento do desemprego.

Por um lado, celebra-se a redução de pessoal. Por outro lado, lastima-se a subida do desemprego.

Estamos na quadratura do círculo. Alguém vislumbra uma saída?

publicado por Theosfera às 10:02


Albert Camus verteu o fundamental: «Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha tudo»!

publicado por Theosfera às 10:02


O presente não é só o instante.

O presente é o transporte do passado para o futuro.

Em cada presente está presente o passado e o futuro.

Para Carlos Fuentes, «o passado está vivo na memória, o futuro está presente no desejo».

Cada momento acolhe o tempo. Cada instante pode saber a eternidade!

publicado por Theosfera às 10:00

1. A situação da Grécia documenta o impasse em que a Europa se encontra.

 

Os mercados não querem fazer diferente. Os cidadãos não conseguem suportar mais. Os poderes, por sua vez, sentem-se incapazes de alterar a actuação dos mercados e de suster a reacção dos cidadãos.

 

Assim, a Europa pode estar à beira de uma implosão política e de uma explosão social.

 

O sistema partidário tem uma dificuldade extrema em articular organicamente as determinações dos mercados com as expectativas dos cidadãos.

 

O caso grego é, para já, extremo, mas pode não ser único. O voto de protesto tende a acentuar-se. As condições de entendimento propendem a diminuir.

 

Se o resultado das novas novas eleições der uma vitória às forças pró-europeias, é de prever que a agitação recrudesça nas ruas. Se tais forças forem derrotadas, é de admitir a possibilidade de uma insolvência do Estado. E se - hipótese a não descartar de todo - persistir a ausência de uma solução governativa?

 

Como se vê, nenhum cenário é promissor. Os limites do suportável começam a ser transpostos.

2. A montante de toda a discussão que está em curso, importa ter presente um indicador que gera ondas de perplexidade.

 

Trata-se do sacrifício contínuo das pessoas. Tal sacrifício não parece ter fim à vista. E o seu objectivo aparenta ser tudo menos apoiar os mais desfavorecidos.

Insiste-se que não há condições para manter o Estado Social, pelo menos nos moldes em que ele assentava. Até se assegura que foi a manutenção desse Estado Social que contribuiu, em grande medida, para o alastramento da crise.

 

Sucede que, como sempre, é esquecida a prova dos factos. Os países mais desenvolvidos da Europa, os da Escandinávia, são os que melhor estão a resistir à crise. E é precisamente nesses países que o Estado Social está mais consolidado.

Isto significa que apoiar as pessoas (designadamente na saúde e na educação) não constitui uma sobrecarga. Pode até funcionar como um estímulo, como um poderoso factor de motivação.

 

3. Pelo contrário, a continua redução dos apoios sociais induz a ideia de que o ser humano é um peso para o Estado.

Ora, isto subverte por completo o sentido da política e a própria lógica da vida. O ser humano é sempre uma riqueza (a maior riqueza), nunca um peso.

 

É preocupante quando se verifica que, na actualidade, se privilegia as contas em detrimento das pessoas. E que, na hora de optar, as pessoas são repetidamente imoladas.

O salário não devia compensar só o trabalho prestado nem premiar apenas as capacidades reveladas.

 

Antes de mais e acima de tudo, deveria atender-se às necessidades vitais do trabalhador e da família.

 

Percebe-se que as empresas necessitem de alguma margem para poderem investir e, desse modo, assegurar postos de trabalho.

Mas são sobejamente conhecidos casos em que essas margens atingem proporções obscenas. A distância entre os gestores e os trabalhadores é insustentável.

 

A discriminação persiste e não é a discriminação positiva. A austeridade desaba sobre os mais pobres e as excepções preservam os que têm cargos de topo.

 

4. O recurso vai sendo a Sociedade-Providência, que substitui o Estado-Providência. Regra geral, são as famílias que suprem as carências. Os pais acolhem os filhos (e os netos) em casa e auxiliam-nos nas despesas.

Mas um recurso não é uma solução. Um medicamento não é um tratamento. O Estado não pode inverter a relação que o estrutura.

 

O poder é que está ao serviço das pessoas. Não podem ser as pessoas a estar ao serviço do poder.

É provável que o nosso país não chegue ao patamar da Grécia. Mas há sinais de desestruturação social e desintegração pessoal.

 

Parafraseando Miguel Torga, diria que Portugal é um país pacífico, mas com muita gente revoltada.

A Europa tem congregado Estados. Mas não tem unido pessoas. Neste momento, até parece que o seu propósito é imolar pessoas.

 

Creio que os limites já foram atingidos. Não deixemos que o limite seja ultrapassado!

publicado por Theosfera às 00:26

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