O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

1. A austeridade está a agravar a crise. Mas será que o crescimento, por si só, resolverá a crise?

 

A austeridade já provou que não é o caminho. Mas será que o crescimento será a solução?

 

 

2. Ainda recentemente, ficámos a saber que muitas das economias que registam maior crescimento estão em África.

 

O ritmo de tal crescimento é superior à média mundial, sendo apenas superado pela Ásia. E, no entanto, essas mesmas economias, que tanto crescem, não são capazes de vencer um problema elementar: a fome de muitos dos seus cidadãos.

 

Com efeito, um em cada quatro habitantes do continente africano passa fome. Isto perfaz um número que chega a 218 milhões de pessoas.

 

É caso para perguntar. Qual o destino das avultadas quantidades de dinheiro que o crescimento económico provoca?

 

O dinheiro que existe no mundo até será suficiente para as necessidades de todos. Mas, pelos vistos, é claramente insuficiente para as ambições voluptuosas de alguns. Que seguram o que eles querem e capturam o que outros precisam.

 

 

3. Eis, pois, uma nova «religião», com um único «deus» (o dinheiro) e uma nova «trindade» (com muitas aspas).

 

Segundo o teólogo Xabier Pikaza, essa «trindade» é composta «pelo Deus-Capital (que não é Pai, mas monstro que tudo devora), pelo Filho-Empresa, que não redime, mas produz bens de consumo ao serviço dos privilegiados do sistema, e pelo Espírito-Mercado, que não é comunhão de amor, mas forma de domínio de uns sobre os outros».

 

 

4. Esta idolatria, que está longe de ser felicitante, não é humanizadora. Desvia-nos de Deus e nem sequer nos centraliza no Homem.

 

Ela prefere o capital ao trabalho e coloca o lucro acima da pessoa. Lança seres humanos no desemprego. Atira famílias para fora de casa e chega ao ponto de gerar até problemas de fome.

 

Não estando em causa a legitimidade da propriedade privada, era bom que se priorizasse o destino universal dos bens.

 

O salário deveria compensar não apenas um trabalho realizado e um serviço prestado, mas atender, antes de mais, às necessidades vitais das pessoas.

 

 

5. Na tecnologia, podemos registar progressos. Mas na justiça temos somado profundos retrocessos.

 

Até certa altura, o trabalho era visto como forma de opressão. Depois, começou a ser encarado como via de realização, de satisfação e até de libertação. Hoje, corremos o risco de ele voltar a ser enquadrado como instrumento de exploração.

 

Para muitos, já nem trabalhar é possível. Neste caso, já não é somente a dignidade que está em jogo. É também a sobrevivência que começa a estar em causa.

 

 

6. Sem justiça e sem sentido do outro, o crescimento é uma espécie de religião onde o dinheiro reina de modo absoluto.

 

Tudo lhe é sacrificado a começar pelo ser humano. Deus é transcendente para todos. O dinheiro está a tornar-se inacessível para muitos.

 

O deslumbramento do capital e a embriaguez do lucro estão a fazer do dinheiro o «deus escondido» do Ocidente.

 

 

7. Como alertava o pobre (mas sábio) indígena no Papalagui, «a verdadeira divindade do homem branco é o metal redondo e o papel a que ele chama dinheiro. Quando se fala a um europeu do Deus do amor, ele faz uma careta e sorri. O dinheiro é o objecto do seu amor».

 

 

8. Enquanto assim for, não haverá saída para a crise.

 

Enquanto o dinheiro for divinizado, a nossa vida continuará (irremediavelmente) desumanizada! 

publicado por Theosfera às 22:13


Um prémio, regra geral, distingue aquilo que é excelente e, portanto, inédito.

Além de outros predicados que o exornam, Messi conseguiu, este ano, o que nenhum outro jogador conseguira: marcar 50 golos no campeonato!

Este é um dado assombroso.

Admiramos Mourinho pelo trabalho que está a fazer na defesa dos méritos de Cristiano Ronaldo, que terá marcado 46 golos e ajudou o Real Madrid a ser campeão.

Só que, na comparação individual, Messi parece estar em vantagem.

Há, entretanto, um elemento que pode fazer pender a «Bola de Ouro» para Ronaldo.

Se Portugal for campeão da Europa, aí as dúvidas dissipar-se-ão. Mais um estímulo para a selecção!

publicado por Theosfera às 10:24


Hoje, 16 de Maio, é dia de S. João Neponucemo, Sto. André Bobola, S. Simão Stock, Sto. Alípio, Sta. Maria Luísa Trichet, Sta. Gema Galgani e Sta Margarida de Cortona.

Refira-se que S. João Neponucemo foi mártir do segredo da confissão.

O rei queria que ele revelasse os pecados confessados pela rainha.

Como ele se recusou, mandou atirá-lo de uma ponte abaixo.

Por isso, este santo é invocado para proteger as pontes, para proteger das calúnias e para obter a graça de fazer uma confissão bem feita.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 10:23

Lord Byron disse que «o diabo é o primeiro democrata».

Será o diabo que é democrata? Ou não será que a democracia, por vezes, é que parece diabólica?

Ainda assim, antes a pior democracia que a melhor das ditaduras!

publicado por Theosfera às 10:22


Tudo é, além de real, simbólico.

Hollande vem com um propósito de mudança. Mas, para já, o que avulta é uma «reprise», como o presidente «normal» fosse um presidente «igual».

 Mudança haveria se fosse Angela Merkel a vir a Paris. Mas foi Hollande a ir a Berlim.

Isto quer dizer muito, a bem dizer quase tudo.

Até os propugnadores dos novos tempos parecem incorporar que o centro do poder está na Alemanha.

Berlim é uma capital europeia. Continuará a ser a capital da Europa?

publicado por Theosfera às 10:20


De novo se fala em carisma. Ou, melhor, em ausência de carisma.

Guy Sorman anota que «nenhuma democracia europeia é liderada por uma personalidade forte e carismática».

É um dado que salta à vista.

Carisma é dom, predisposição.

O líder carismático não tem de ser excêntrico, hiperactivo, agitador. O que deve é ser dotado de visão e de sentido de justiça.

Deve ver antes, agir a tempo e corrigir depressa.

O líder carismático não se limita a constatar os factos.

O líder carismático é aquele que consegue mudar os factos!

publicado por Theosfera às 10:19


Concordo com Carlos Fiolhais; «Não há nada como um bom livro para nos proteger das agruras da crise».

Pelo menos, o espírito não é privado de alimento!

publicado por Theosfera às 10:18


Lautréamont escreveu: «A dúvida é uma homenagem prestada à esperança».

Quem não duvida não espera. Acha que nada consegue. Ou presume que tudo já tem.

Duvidar ajuda a não desistir nem a descrer!

publicado por Theosfera às 10:17


«Ainda é mais fácil avaliar o espírito de um homem pelas suas perguntas do que pelas suas respostas».

O Duque de Lévis está certo: a pergunta é que faz avançar.

Há muitas respostas que que não respondem (ou respondem) a qualquer pergunta!

publicado por Theosfera às 10:16

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9

19




Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro