O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

1. Estamos em Páscoa. Aliás, nunca deixa de ser Páscoa. É, portanto, tempo de festa e de alegria.

Acontece que a alegria não vem só pelo riso.

A alegria também pode ser certificada pelas lágrimas que caem, pelo pranto que corre. Não foi Jesus que proclamou felizes os que choram?

A fé não anula a natureza. E por muito grande que seja a fé, a natureza tem manifestações muito fortes.

A Páscoa é vida, vida eterna. Mas é vida que não dispensa a morte. É vida que vem depois da morte.

Jesus, que vence a morte, também sofreu a morte, também chorou a morte, também gritou diante da morte.

 

2. A morte pertence ao impensável, ao indizível. É por isso que o seu lugar devia ser o silêncio.

Como pensar o que não pode ser pensado? Como dizer o que não pode ser dito?

Acerca da morte, as palavras morrem nos lábios e os pensamentos secam na própria mente.

Como pensar aquilo que nós nem sequer experimentamos? Com efeito, só fazemos a experiência da morte dos outros. Ninguém faz a experiência da sua morte.

Já dizia Epicuro que quando nós estamos, ela ainda não está; quando ela está, nós já não estamos. Para nós, a morte será sempre futuro e nunca presente. Todos dizem «hei-de morrer». Ninguém afirma «morro» ou «morri».

Mia Couto afirma que «se morre nada quando chega a vez. É só um solavanco na estrada por onde já não vamos».

 

3. A morte só pode ser pensada no amor. A morte só pode ser dita com o coração.

A morte é a grande cátedra, dura cátedra, donde vem a maior (e a última) lição.

Ela é silenciosa. Não fala. Actua e de modo implacável. Vem sem avisar. Chega e não pede licença para entrar. Não deixa ninguém em casa. Leva a todos com ela.

A morte é imponente, é eficaz, friamente eficaz.

Vem sempre cedo ainda que viesse tarde. Nunca é tarde para morrer.

A morte pertence ao silêncio. Palavras para quê? Tudo isto é um mistério. Não é, pois, para compreender ou sequer para dizer. É tão-somente para acolher. Para aceitar?

Mas não é só a morte que está em silêncio. A esperança também não fala. A esperança acompanha-nos na dor. E ampara-nos na saudade!

 

4. A vida e a morte são, à partida, o mais distante. Mas, à chegada, surgem tão próximas.

A experiência assegura-nos que cada homem o paradoxo de alguém que luta pela vida e que caminha (inexoravelmente) em direcção à morte.

A experiência garante-nos que a vida é um caminho para a morte. Mas a fé afiança-nos que a própria morte é um caminho para a vida.

É por isso que,em Jesus Cristo, a morte não é morte. A morte de Cristo foi uma morte morticida, uma morte que matou a morte, uma morte que foi vencida pela vida.

 

5. Jesus mostra-nos que é preciso morrer para vencer a morte. Só quem morre ressuscita. Só quem dá a vida alcança a vida. A vida só se tem quando se dá!

É assim que,em Jesus Cristo, a morte não é termo; é passagem; não é fim; é trânsito.Termina o ciclo da nossa vida terrena. Começa o ciclo da nossa vida eterna.

 

6. Bergerac tem razão quando escreveu: «Morrer não é nada, é terminar de nascer».

Depressa partimos, rapidamente chegamos. A vida é, também ela, uma viagem.

Nas viagens, é nas partidas que começamos a chegar e é nas chegadas que nos preparamos para, novamente, partir.

Também na vida, é ao nascer que começamos a morrer e é na morte que acabamos, definitivamente, de nascer!

 

7. Mas a eternidade não é só o que vem depois do tempo. A eternidade começa no tempo. Afinal, «o Céu existe mesmo». O Céu começa na Terra. Quando se faz o bem!

publicado por Theosfera às 10:17


O fim não é, necessariamente, extinção.

Nem a morte consegue esvaziar o que a vida conseguiu encher!

publicado por Theosfera às 09:59


Qualquer um poderia subscrever o que Bertold Brecht escreveu: «Não me sinto bem de onde venho. Não me sinto bem para onde vou».

O presente parece asfixiado por uma dupla dor: pelo passado que nos doeu e pelo futuro que já nos dói.

Há quem entreveja mais tempestade depois da tormenta.

Acredito, porém, que, um dia, o impossível perderá o prefixo.

A utopia não será eternamente uma ausência!

publicado por Theosfera às 09:58


Hoje, 14 de Maio, é dia de S. Matias, S. Frei Gil de Santarém e S. Miguel de Garicoits.

Refira-se que S. Matias (que significa «dom de Deus») foi escolhido para substituir Judas no Colégio Apostólico.

Terá pregado na Etiópia e aí foi martirizado.

Ao longo dos tempos, tem sido invocado para a cura das doenças da bexiga. É também padroeiro dos carpinteiros, dos alfaiates e dos alcoólicos arrependidos.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 09:57


Dos jovens espera-se sempre ousadia e criatividade.

É por isso preocupante (no mínimo) notar que muitas das suas festas são repetitivas, entediantes.

O principal ingrediente é o mesmo: álcool, muito álcool.

E o principal instrumento de apoio também é o de sempre: dinheiro, muito dinheiro.

Dos jovens espera-se mais. Muito mais.

Dos jovens espera-se melhor. Muito melhor!

publicado por Theosfera às 09:55


«A única história que vale alguma coisa é a história que fazemos hoje».

Henry Ford verbalizou um precioso alerta.

Hoje (cada hoje) é a única oportunidade que temos.

Não a desperdicemos!

publicado por Theosfera às 09:54


Clarice Lispector asseverou: «O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo».

Não desista.

Há sempre uma luz no meio da escuridão. E pode sempre haver uma surpresa a espreitar!

publicado por Theosfera às 09:54


Agustina Bessa Luís teve uma percepção muito aguda: «A competição é só civilizadora enquanto estímulo; como pretexto de abater a concorrência, é uma contribuição para a barbárie»!

publicado por Theosfera às 09:53

A política funciona sempre.
Os políticos é que nem sempre!
publicado por Theosfera às 09:52

Eça terá exclamado, por entre eflúvios torturantes de desalento: «Que belo sítio para fazer um país!»

Talvez isto explique a nossa longevidade: andamos há séculos (já lá vão quase nove) a tentar.

Até agora nem sempre conseguimos e, por vezes, até desconseguimos.

O mesmo Eça afirmou que Portugal não era um país; «era um sítio mal frequentado».

Não diria tanto. Mas se não temos suficiente soberania como nação, que, ao menos, não desperdicemos a nossa independência como cidadãos.

Primemos pelo aprumo, pela correcção, pela lucidez, pela visão!

publicado por Theosfera às 09:51


A situação está difícil e a vida, para não poucos, está a ser severamente dificultada.

É natural, pois, que não haja limites para o descontentamento. Mas tem de haver um limite para a sua expressão.

É importante que os políticos sejam confrontados com os seus actos. Mas é fundamental que eles sejam respeitados na sua dignidade.

O protesto é legítimo e, na hora que passa, pertinente.

Mas a agressão verbal e o insulto serão sempre injustificados e até contraproducentes!

publicado por Theosfera às 09:50

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