O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

A utopia que o sonho sugere é um mundo sem vencedores nem vencidos.

Mas a distopia que a realidade nos oferece é uma humanidade onde só há vencedores à custa de vencidos.

Numa afirmação deslizante, mas deveras pertinente, Roger Scruton atesta que «toda a perda é o ganho de outra pessoa. Todos os ganhos são pagos pelos seus perdedores. A sociedade é, por isso, um jogo de base zero, em que os custos e os benefícios se equilibram e em que a vitória dos vencedores provoca a perda dos vencidos»!

publicado por Theosfera às 12:36


O «Terceiro Mundo» surgiu em 1952: não a realidade em si mesma, mas a expressão que a pretende identificar.

Por conseguinte, faz, em 2012, sessenta anos que apareceu esta expressão, ao mesmo tempo, familiar e perturbante.

«Terceiro Mundo» encontra-se na obra de Alfred Sauvy, demógrafo e economista.

Pretendia-se designar a identidade comum a muitos povos que tinham passado pelo colonialismo e que não pertenciam aos dois blocos em liça na Guerra Fria: o soviético e o norte-americano.

Também se refere ao estado de infra-desenvolvimento de muitos povos.

Daí que, nos últimos tempos, já tenha surgido o sucedâneo: «Quarto Mundo», cada vez mais longe do topo!

publicado por Theosfera às 12:35

O padrão de belo, para muitos, está na paisagem, no rosto, na sinfonia, na tela. Ou seja, no que se vê.

Mas o belo não se reduz ao visível. O belo aloja-se, muitas vezes, no invisível. E espraia-se, não raramente, no contrário do visível.

O paradigma do absolutamente belo, para Dostoievsky, é o Jesus caído, o Jeus morto, o Jesus ensanguentado. Mas esse é também o Jesus oferecido, o Jesus doado.

Isto significa que o belo se encontra sobretudo no gesto, na atitude.

Uma certa aristocracia no porte, uma certa elegância no falar, uma certa nobreza no viver fazem muita falta.

E, regra geral, são os mais pequenos e os mais simples que atingem as maiores culminâncias.

Há muita beleza que merece ser realçada. E que deve ser continuamente redescoberta!
publicado por Theosfera às 12:12


Em relação aos meios de comunicação, confesso que o meu sentimento é, crescentemente, de desencanto.

As televisões deprimem. Os jornais desiludem. A internet chega a saturar.

É claro que não estamos perante meios homogéneos. Em cada âmbito, é possível fazer uma triagem. Mas o panorama geral (perdoem-me a franqueza) é desolador.

A informação é obsessiva. A opinião propende para o sectário. O entretenimento cultua o exibicionismo.

Há uma falta de grandeza, uma perda de nível. A cada passo, sentimos uma espécie de tunda na alma.

Só o livro continua a cativar.

Na sua sobriedade silenciosa, alimenta-nos o espírito. E não desaparece na vertigem do instante!

publicado por Theosfera às 11:08

Quem trabalha na função pública sabe bem o (doloroso) significado da palavra «corte».

São cortes nos salários, cortes nos subsídios de férias e no Natal.

Mas há excepções. Pensar-se-ia que estas excepções contemplariam os trabalhadores em situação mais difícil.

Mas não.

As excepções abrangem os gestores de 23 empresas e institutos.

Trata-se de uma gritante questão de justiça. Mas a narrativa oficial assegura que se trata de uma mera questão semântica.

Não são «excepções», dizem. São «adaptações», garantem.

Já agora, adaptações porquê? O comum dos trabalhadores não precisa de tais adaptações? Não precisa de adaptações a uma situação delicada?

Se os mais poderosos justificam apoios, os mais desfavorecidos não os justificam?

publicado por Theosfera às 10:49


Às vezes, nem quando se está calado se faz silêncio.

Pode não haver ruído no exterior, mas pode faltar silêncio no interior.

Preocupa-me deveras esta volúpia sobre a vida privada das pessoas.

Acredito, porém, que algo diferente há-de surgir.

As sementes estão a ser lançadas na alma de muitas pessoas.

publicado por Theosfera às 09:43


Quando estudamos a História, não estamos apenas a visitar o passado. Estamos também (e acima de tudo) a aprender a construir o futuro.

E essa é a função cometida ao presente: ser transcorrência.

Quem não se preocupa com as raízes está a tolher os horizontes.

Quem não conhece o passado arrisca a repeti-lo!

publicado por Theosfera às 09:41



Recordo um tempo, até há pouco tempo, em que procurava ver os telejornais até ao último minuto.

Agora, confesso que raramente consigo passar do primeiro instante.

O tom é o mesmo: suspeita. Os conteúdos são repetitivos: crise económica e processos judiciais.

Não defendo nenhum tipo de censura. Mas o alinhamento podia ser mais criativo.

Porquê longos minutos a escalpelizar conjecturas à porta dos tribunais?

A realidade mostrada consegue ser (ainda) mais cansativa que a realidade vivida!


publicado por Theosfera às 09:40

Diz-se que tudo o que tem começo tem fim.
Também pode dizer-se que tudo o que tem fim pode ter um novo começo.
Não comece a desistir. Não desista de (re)começar!
publicado por Theosfera às 09:40


Hoje, 11 de Maio, é dia de S. Marmero, Sto. Hugo de Cluny, S. Pedro, o Venerável, e Sto. Inácio de Laconi.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 09:39


Salvador Dalí, cujo aniversário de nascimento ocorre neste dia, emulou, em talento e popularidade, com Pablo Picasso.

Ao que dizem, não perdia uma oportunidade de «picar» o rival.

Um dia terá dito: «Picasso é espanhol; eu também. Picasso é um génio; eu também. Picasso é comunista; eu também não»!

publicado por Theosfera às 09:38


Na era da mobilidade, o turismo assume uma relevância indiscutida.

Mas se a quantidade avulta, a qualidade (às vezes) assusta.

O turista, geralmente, tem meios, tem telemóvel, máquina de filmar e fotografar.

Nota-se, porém, uma gritante falta de sensibilidade.

Como é sabido, um segmento importante do turismo é de natureza monumental e religiosa.

É aqui que a impreparação e a insensibilidade mais se destacam.

O contraste entre o turista e o templo chega a ser gritante pela falta de aprumo, pela ausência de critério.

É só fotografar ou filmar. Para ver? Ou só para arquivar?

Note-se que há boas excepções. Mas, como sempre, as excepções confirmam a regra!

publicado por Theosfera às 09:37


Não será tudo, mas muito começa na Grécia.

O pensamento e a política tiveram na Grécia o seu berço.

É por isso que uma atenção substancial deve ser prestada ao que, neste momento, lá se passa.

Os partidos dominantes implodem. Os partidos radicais explodem. O entendimento é praticamente impossível.

Cuidado, pois. Não é só na Grécia que nos vemos «gregos»!

publicado por Theosfera às 09:36

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