O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 06 de Maio de 2012

Como não agradecer-te, mãe,
se é tanto o que és,
o que ofereces
e o que semeias no meu ser?

 

Mas como agradecer-te, mãe,
se é tão pouco o que tenho
para dizer, para te bendizer?

 

O que o coração sente
os lábios não são capazes de balbuciar.

Trémulos, hesitam e gaguejam,
incapazes de soltar uma palavra
ou de articular um som.

 

Mas será que existe alguma palavra
que consiga dizer o que o coração sente?

 

Dizer «obrigado» é pouco,
mas dizer-te «obrigado» é tudo o que resta
quando tudo já tiver sido dito.

 

Obrigado, mãe,
pela vida que nunca recusaste dar-me.

 

Obrigado pelo amor
que nunca hesitaste oferecer-me.

 

Obrigado pelo sacrifício
a que nunca te furtaste.

 

Obrigado pela fé
com que sempre me inundaste.

 

Obrigado
por seres sempre berço a que volto
e fonte a que regresso.

 

Obrigado
pelo testemunho e pela fidelidade.

 

Obrigado
me teres dado a vida
e por seres vida para mim.

 

Obrigado
por não me eliminares quando habitei teu ventre.

 

Obrigado
por me amares desde o primeiro instante.

 

Obrigado
por nunca seres túmulo
e por sempre seres regaço.

 

Obrigado
por nunca pensares em ti
e por sempre pensares em mim.

 

Eu não mereço.
Eu não te mereço.
Mas agradeço.

 

Porque sei
que amar assim,
como tu amas,
é algo que só está ao alcance de ti, mãe!

 

Na pobreza dos gestos
e na fragilidade das palavras,
nada mais me ocorre
que este «obrigado».

 

Entrego-o no colo da Mãe das mães,
Maria-Mãe de Jesus.

 

Que Ela te abençoe
e proteja.

 

Que Ela te conforte
e compense por tudo quanto fazes,
por tudo quanto és,
mãe!

publicado por Theosfera às 11:16

Podia ser a 8 de Dezembro, podia ser a 2 ou a 3 de Maio. Qualquer dia é bom para ser dia da mãe.

 

Não é um dia para ser comprimido em 24 horas ou entalado em rituais que a sociedade vai impondo.

 

É bonito que os cumpramos. Que levemos uma flor e que elevemos uma prece.

 

É sempre pouco o que se dá a uma mãe em comparação com o que ela está sempre a dar-nos.

 

O dia da mãe é um dia esticado, uma manhã dilatada, uma primavera interminável.

 

Este é o dia em que o sol nunca se põe.

 

Este é o dia que nunca anoitece.

 

Mãe nunca adormece. Mesmo a dormir, ela dorme como mãe.

 

Ela é a mais pura guardiã do amor, o santuário onde a vida nunca deixa de palpitar.

 

Uma mãe antecipa-se sempre. Este dia só consegue postecipar.

 

É sempre um mínimo diante de um máximo.

 

Mãe nunca deixa de ser mãe. Nem a morte mata a mãe.

 

Mãe sobrevive sempre.

 

Há muitos títulos e condecorações que se impõem em muitos peitos.

 

Mas o mais belo ornamento é o que mora no coração.

 

Esse ornamento tem o nome de mãe.

 

Ninguém seria nada sem a Mãe.

 

Mãe é o que fica, mesmo quando tudo passa.

 

Este, a bem dizer, não é o dia da mãe. É, possivelmente, o dia em que muitos se lembram de que existe mãe.

 

Dia da mãe é cada instante. Porque só uma mãe consegue transformar o átomo mais ínfimo da existência num vendaval de eternidade.

 

Basta haver amor, para existir eternidade.

 

O coração de mãe é eterno. Alguém duvida?

publicado por Theosfera às 09:34


Mãe é palavra.

Mãe é sobretudo gesto. Gesto que não cabe em qualquer palavra. Nem nas palavras todas.

A mãe é a melhor chave de leitura dos textos da Missa deste Domingo.

Não amemos com palavras, mas com as obras, diz S. João. Quem como a mãe para ilustrar esta afirmação?

Se querem saber o que é o amor, olhem para uma mãe. E não se esqueçam de lho dizer, de lhe agradecer.

«Obrigado» é pouco. Mas será tudo à falta de melhor, à míngua de mais. Mãe é mãe!

publicado por Theosfera às 00:30

Nossa Mãe! Que brandura e que ternura
Nesta humilde palavra pequenina,
De uma unção virginal que nos domina
E de uma glória que nos transfigura.

É tão doce, tão cândida, tão pura
Que nem num rumor de águas, em surdina,
Ou um cântico de ave, quando trina,
...Em adejos vibrantes, pela altura.

Tomemos e acendamos uma vela.
Pronunciando - Pai - diante dela,
Logo se apaga a débil chama ardente.

Mas se dissermos - Mãe! - a chama, então,
Estremece de funda comoção
E continua a iluminar a gente!

(Moreira das Neves)

publicado por Theosfera às 00:07

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2012
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9

19




Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro