O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 02 de Maio de 2012

Temos, regra geral, uma ideia desfocada da sabedoria.

Achamos que o sábio é o que fala e o que faz.

Resultado? Temos muitos falantes e bastantes fazedores e chegamos à conclusão de que, ali, não há muita sabedoria.

Falta a base de tudo: ouvir, ver, ler.

Sábio é o que ouve, o que vê, o que lê. Sábio não é tanto o pensante.

É sobretudo o escutante, o ouvinte. O pensamento vem a jusante...

publicado por Theosfera às 10:04






O génio é uma coisa recente.

Houve génios que nunca souberam que o tinham.

Sabiam muito e amavam imenso o que faziam. Mas dispensavam o pretensiosismo e o estatuto. Os maiores génios nunca se apresentaram como tais.

Eduardo Lourenço percebeu tudo isto de forma magistral: «O génio é uma simplicidade que se ignora».

O génio consiste «numa capacidade imensa para desempenhar com zelo uma tarefa»!

O problema do louco é que não se crê louco.

Muitas vezes, como nota Eduardo Lourenço, «crê-se génio». É tenebrosa (e sumamente perigosa) a loucura travestida de megalomania!

Provavelmente, no Céu, «Bach dará concertos para Deus».

Eduardo Lourenço não esconde o êxtase diante do compositor.

A música de Bach transporta-nos para fora do tempo. E ilumina cada tempo!





 

publicado por Theosfera às 10:00


Fernando Pessoa: «A renúncia é a libertação. Não querer é poder».

Não diria tanto.

Não diria sempre.

Mas, muitas vezes, o poder também se aloja no não querer. Ou no querer «não»!

publicado por Theosfera às 09:59


Hoje, 2 de Maio, é dia de Sto. Atanásio, S. José María Rúbio e Sta. Mafalda.

Um santo e abençoado dia pascal para todos!

publicado por Theosfera às 09:58


Sejamos realistas e não tenhamos ilusões.

O progresso não é uniforme. É até bastante selectivo.

Faz os seus heróis. Mas também faz as suas vítimas.

E com estas costuma ser implacável.

Victor Hugo asseverou a este respeito: «O progresso roda sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém»!

publicado por Theosfera às 09:57


O retrato de Portugal não ficou, ontem, muito favorecido.

Houve de tudo: correrias, empurrões e consta que até facadas.

Este pode ser o meu tempo, mas tenho uma enorme dificuldade em reconhecer este como o meu país.

Não foi preciso qualquer publicidade. Ou, melhor, a publicidade foi de graça.

Afinal, as carteiras ainda não estão totalmente vazias. O que está a esvaziar-se é o bom senso, a serenidade, a calma.

Andamos todos amestrados. Não vamos para onde queremos. Vamos para onde nos levam!

publicado por Theosfera às 09:56


Vai-se generalizando a ideia de que nenhum país é inteiramente dono de si próprio. Mas será que alguma vez o foi?

Nunca esteve a fundação de um país sujeita ao reconhecimento de outros países?

Sempre houve relações, interacções e interferências. O que não podemos é abdicar da identidade, da idiossincrasia.

É isso que (no falar, no pensar e no agir) parece estar em causa!

publicado por Theosfera às 09:54



E, de repente, a dúvida quanto a este Primeiro de Maio: «Dia do Trabalhador» ou «Dia do Consumidor»?

A avaliar pelos destaques da informação televisiva, não há qualquer hesitação.

Zygmut Baumann já tinha dito que nos transformámos, há muito, em «turistas consumidores».

E, pelo que dizem, houve quem fizesse dezenas de quilómetros para ter acesso às promoções de uma cadeia de hipermercados.

A pergunta fica: se, com estes descontos, existe lucro (ninguém anda no comércio para perder), porquê os preços mais altos no resto do ano?

As promoções são bem-vindas, mas, no fundo, as pessoas tinham de dispor de algum dinheiro. É que os descontos só se verificavam a partir de um certo patamar.

Depois, confesso que é um pouco perturbante ver estas correrias, este afã, até alguma agressividade.

Onde está a serenidade? Que balanço de um dia que, estando para ser de descanso e de celebração, se tornou um inopinado dia de compras?

Estranho este país que vai às compras não por vontade própria mas por vontade de uma empresa!

A esta hora, não faltará quem ache que pagou muito para pagar pouco.

A partir de hoje, a questão não é pagar pouco neste dia. A questão é pagar tanto nos outros dias!

De Espanha vem, talvez, a melhor metáfora acerca do que se passou, hoje, em Portugal: «festa do trabalho» ou «borracheira do capital»? É um texto de Xabier Pikaza com bastos motivos para uma noite de reflexão. Se o sono permitir...


publicado por Theosfera às 00:36

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