O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 01 de Maio de 2012

A globalização tem os seus «dogmas».

Padroniza hábitos e impõe comportamentos.

Isto nem é totalmente novo, mas está a tornar-se avassalador.

O Latim já foi a língua dominante. O Inglês está a caminho de se tornar a língua única.

No mundo já houve 20 mil línguas. Hoje restarão 6 mil.

Como estima George Steiner, «a ideia de um mundo mais ou menos monoglota deixou de ser inconcebível».

As línguas estão a ser exterminadas como a flora e a fauna. O custo será imenso.

«A morte de um língua, mesmo que esta seja apenas sussurrada por um punhado de desgraçados numa parcela de solo devastado, é a morte de um mundo. A cada dia que passa diminui o número de maneiras diferentes de dizer a palavra "esperança"»!

publicado por Theosfera às 10:57


O que é o mal, afinal?

Para Agostinho de Tagaste, é «carência de bem».

Para Walter Kasper, é «transtorno de ser».

Para Eugénio de Andrade, que viu fundo, o mal acaba por ser «a ausência do homem no homem». O homem também pode suspender a sua humanidade. O homem também pode tornar-se desumano. Tantas vezes!

Nem tudo está perdido, porém.

O homem não pode desistir de se tornar humano: «É possível que só as árvores tenham raízes, mas o poeta sempre se alimentou de utopias. Deixe-me pois pensar que o homem ainda tem possibilidades de se tornar humano».

Assim poetava Eugénio de Andrade!

publicado por Theosfera às 10:22

«Não precisamos de pós-humanos, porque ainda somos muito pouco humanos».

Frei Bento Domingues tem razão.

Ainda estamos muito atrás, mesmo (quiçá sobretudo) quando presumimos que vamos muito à frente!

publicado por Theosfera às 10:12


Nem todo aquele que é grande sabe ser humilde. Mas o humilde consegue sempre ser grande.

Nem sempre há humildade na grandeza. Mas há sempre grandeza na humildade.

publicado por Theosfera às 10:01


E eis que Maio sorri com lágrimas de Janeiro e pranto de Inverno.

O sol ainda nos visitou furtivamente, mas depressa se escondeu.

O frio aperta. E a chuva escorre.

É feriado, mais um mais um feriado ferido.

A alma recolhe-se na dor. Mas o coração alberga uma réstea de esperança.

O que não floresce nas ruas há-de florir no interior: a vontade de mudar!

publicado por Theosfera às 09:59


Há aquela metáfora do homem que cai no poço.

O seu amigo vai à sua procura e, quando menos dá conta, também cai nele.

O amigo do seu amigo, dando pela sua falta, também vai à procura e também cai.

E assim sucessivamente.

Todos procuram os desaparecidos e todos acabam por cair no poço. Inclusive aqueles que asseguram que jamais cairão.

Há coisas que não se explicam. E que acabam sempre por acontecer!

publicado por Theosfera às 09:58

Começa um novo mês, o mês dos quatro M's: Maio, Maria, Mulher, Mãe.

 

À Mãe da Mães um louvor, uma prece!

 

Maria não é só aquela que veicula o mistério de Deus em Cristo. Ela é, antes de mais e acima de tudo, aquela que contém o mistério de Deus em Cristo. Ela é plenamente teófora.

 

Como sublinha Bruno Forte, em Maria deparamos autenticamente com o todo na parte: «o “todo” é o mistério, o plano divino da salvação, que se realiza no tempo mediante a missão do Filho eterno, saído do silêncio do amor do Pai para Se fazer homem e dar ao mundo a vida, e mediante a missão do Espírito Santo que, tornando presente a obra de Cristo, faz com que a Trindade entre na história e a história entre na Trindade; a “parte” é a vida da humilde serva do Senhor, Maria de Nazaré, a mulher em quem o Omnipotente realizou a Suas maravilhas e que soube adequar-Se ao Eterno no acolhimento profundo da Sua fé virginal, na gratuidade irradiante do Seu amor maternal e na reciprocidade da aliança esponsal, celebrada n’Ela como dom e como sinal para a esperança do mundo».

publicado por Theosfera às 09:43

Hoje é um dia em que não se trabalha para que melhor se possa pensar na situação de quem trabalha.

 

Nos últimos séculos, o perfil do trabalho alterou-se completamente. Já não há trabalho de subsistência, mas também não parece haver trabalho de consistência. Ou seja, o trabalho agrícola foi cedendo o lugar predominante ao trabalho operário e ao trabalho de serviços. Só que, também aqui, as expectativas estão longe de se realizar.

 

O operariado degenerou num precariado. O trabalho, mesmo se definitivo, só existe enquanto dura. O desemprego não pára de crescer. A escravatura dá sinais de aumentar. A fome ameaça. A violência tende a imperar.

 

Máximo Gorky disse o essencial: «A nova cultura começa quando o trabalhador e o trabalho são tratados com respeito».

 

Neste dia de S. José Operário, peçamos pela justiça no universo do trabalho.

publicado por Theosfera às 09:35

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