O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 09 de Março de 2012
Para Maquiavel, há duas maneiras de obter cargos (ele pensava nos eclesiásticos): pela virtude ou pela sorte. E, depois, conservam-se sem uma nem outra!
 
O autor de «O Príncipe» foi, inquestionavelmente, um sábio perscrutador da alma humana e das ambições que prosperam em muitas vidas!
publicado por Theosfera às 10:31

Paul Valéry escreveu: «Quem se apressa é porque compreendeu: não devemos demorar as coisas».
 
Só que, à vezes, a pressa é o que mais atrasa as coisas!
publicado por Theosfera às 10:30

Não existe (ainda não existe) anarquia nas instituições. Mas existe (e muita) anarquia nos sentimentos.
 
As pessoas estão desencantadas com as instituições e não se revêem nos líderes.
 
Um sintoma: anteontem, foi apresentada uma petição, com mais de 40 mil assinaturas, que visa a destituição do presidente da república!
 
Quem ouve os representantes dos dois principais partidos fica com a sensação de que dificilmente serão alternativa um ao outro.
 
Criticam-se com veemência mas (apesar de algumas «nuances») imitam-se com frequência.
 
O povo descrê.
 
Joaquim Aguiar anota que a sociedade é duplamente anarquista: não quer governo nem oposição!
publicado por Theosfera às 10:29

Quinta-feira, 08 de Março de 2012
O Papa disse que «a Europa é uma vinha devastada por javalis».
 
Percebo a preocupação, mas confesso que não estou tão pessimista como Sua Santidade, que muito admiro.
 
Creio que aquilo que vem das cúpulas não é enstusiasmante. Mas o que emerge a partir das bases é alentador.
 
Tenho muita esperança nas pessoas simples e humildes!
publicado por Theosfera às 10:42

É bom e, ao mesmo tempo, não é bom.
 
A notícia vem de um país estrangeiro. A Conferência Episcopal de tal país entrega um cheque de alguns milhões de euros a uma organização de caridade.
 
Bom. Muito bom. Excelente.
 
Mas isso é feito no âmbito de uma operação mediática de grande alcance.
 
É bom que o bem seja divulgado.
 
Mas o mesmo Jesus que manda repartir também preceitua: «Não saiba a mão esquerda o que faz a mão direita».
 
As igrejas muito ganhariam com um certo jejum de palavras, de imagens. Uma certa sobriedade faria bem.
 
Seria o sinal de que se dá lugar ao Outro sem querer nenhum aproveitamento dos outros!
publicado por Theosfera às 10:39

Submarino.
 
Um objecto e (também) uma atitude.
 
Em ambos os casos, designa o modo de operar de quem está na penumbra, de quem não assoma à superfície, de quem não dá à tona.
 
Não é só nos mares que há submarinos...
publicado por Theosfera às 10:34

Os verbos não se conjugam apenas com os lábios.

 

Há verbos que se conjugam, muito mais, com os passos da vida.

 

Há quem goste de conjugar o verbo «mandar», o verbo «impor», o verbo «ordenar».

 

Jesus ensina-nos a conjugar, preferencialmente, o verbo «dar», o verbo «entregar», o verbo «servir»!

publicado por Theosfera às 10:32

Uma homenagem especial a uma mulher especial: a minha Mãe, a minha querida Mãe!
publicado por Theosfera às 10:31

Sabia que hoje, 8 de Março, dia de S. João de Deus, é também o Dia Mundial do... Rim?
publicado por Theosfera às 10:30

«Ser mulher é uma tarefa terrivelmente difícil, uma vez que consiste principalmente em lidar com homens».
 
Foi, curiosamente, um homem que disse isto: Joseph Conrad.
publicado por Theosfera às 10:27

Abraham Lincoln verteu em papel algo que devia estar na cabeça de todos: «A força consegue tudo, mas as suas vitórias são efémeras»!
publicado por Theosfera às 10:26

Em 2040, um asteróide poderá colidir com a Terra, crêem os cientistas.
 
Mas, muito antes dessa data, ocorrerão muitas colisões.
 
Em colisão com a Terra (com o seu presente e com o seu futuro) estão o egoísmo, a superficialidade, a intolerância, a injustiça, a violência.
 
Alguém está preocupado?
publicado por Theosfera às 10:25

Pouco e muito. Este dia. Aparentemente, quase nada. Na verdade, praticamente tudo.
 
No marco da história e até no arco da vida, um dia é um simples grão de areia, imperceptível e, porventura, indetectável a médio e longo prazo.
 
Mas é este dia. É a maior oportunidade que a nossa vida teve. Até agora!
publicado por Theosfera às 10:24

Quarta-feira, 07 de Março de 2012
«Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado».
Assim escreveu (subtil e magnificamente) Albert Einstein.
publicado por Theosfera às 10:17

As palavras podem complexificar, mas também podem iluminar.
 
Em tempos, estigmatizava-se a «ditamole» para se defender a «ditadura».
 
Depois, cunhou-se o termo «ditabranda» como uma espécie de evolução da ditadura para a democracia.
 
Hoje, deparo com o vocábulo (um pouco cacofónico, talvez) «democradura», para evocar (e denunciar) a persistência de obstáculos às liberdades e direitos fundamentais.
 
A liberdade de expressão, por exemplo, será que está garantida em todas as (chamadas) democracias?
publicado por Theosfera às 10:16

À direita, a racionalidade. À esquerda, a criatividade.
 
É, pelo menos, o que defendem alguns investigadores norte-americanos.
 
Segundo eles, o hemisfério direito do cérebro é que opera as actividades relacionadas com a lógica e a racionalidade.
 
O hemisfério esquerdo é o responsável pela criatividade.
 
Os peritos só não sabem localizar o exacto lugar do referido hemisfério.
 
Até no cérebro, a direita e a esquerda dependem mutuamente entre si!
publicado por Theosfera às 10:15

Lembrei-me de Jesus e de George Orwell ao ler a imprensa desta manhã.
 
Os salários foram reduzidos para a função pública. Mas há excepções. E, pelos vistos, não é para quem ganha menos.
 
Jesus bem disse que o sol, quando nasce, é para todos, maus e bons. Com a austeridade é diferente.
 
É que, parafraseando Orwell, «todos os homens são iguais. Só que uns são mais iguais do que outros»!
publicado por Theosfera às 10:13

1. Perdoar é difícil para o homem. E consta que também não é fácil para Deus.

 

Se olharmos para a Bíblia na sua literalidade, notaremos que a vingança faz incursões assustadoras na esfera do sagrado. Até Deus parece ser vingativo e, por vezes, cruel!

 

Após o pecado original, «expulsou o homem do paraíso» (Gén 3, 23). Quando a corrupção corroeu a humanidade, Deus decidiu «eliminar» o homem da terra (cf. Gén 6, 8).

 

Mesmo o Novo Testamento não nos sossega totalmente.

 

Na enunciação do Pai-Nosso vem o apelo ao perdão, mas com uma ressalva: «Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas faltas»(Mt 6, 14-15). 

 

À primeira vista, em vez de ser o homem a seguir os critérios de Deus é Deus que segue os critérios do homem.

 

Parece que só há perdão de Deus se houver perdão da parte do homem. Se não houver perdão entre os homens, não haverá perdão da parte de Deus.

 

E a verdade é que foi preciso Jesus pedir a Deus que perdoasse a quem O ia matar: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem»(Lc 23, 24).

 

Será que foi atendido? Será que Deus perdoou mesmo? Alguém achará mal que se queira vingar a morte de um filho?

 

 

2. Parece que tal vingança honra a justiça. Mas será que presta o devido tributo à misericórdia?

 

Para muitos, o prevaricador não deve apenas ser impedido de continuar a fazer o mal. Ele também deverá sofrer, em troca, o mal que praticou.

 

É este, aliás, o alicerce da chamada «justiça popular», da «justiça pelas próprias mãos», daquela que ficou conhecida como a Lei de Talião: «Olho por olho, dente por dente»(cf. Mt 5, 38).

 

Para Jesus, porém, a misericórdia vai sempre mais longe que a justiça. A misericórdia é a moldura da justiça.

 

É por isso que Ele propõe o amor aos amigos, mas também aos inimigos. É assim que se mostra ser filho do Pai do Céu, que «faz com que o sol se levante sobre bons e maus»(Mt 5, 45).

 

Decididamente, este é o Deus das novas oportunidades, das infinitas oportunidades!

 

 

 

3. A História, muitas vezes, aparenta acentuar mais o lado justiceiro do que o lado misericordioso de Deus.

 

 

Uma coisa é certa. Deus só pode ser amor (cf. 1Jo 4, 8.16), amor que dá, amor que se doa, amor que per-doa. E onde há amor, pode haver dor, mas não poderá haver vingança.

 

Devolver o mal a quem faz mal é, no fundo, ceder àquilo que dizemos não aceitar.

 

Uma pessoa pacífica tornar-se violenta, para responder à violência, acaba por se desfigurar, por deixar de ser ela própria.

 

Eu creio que Deus perdoa sempre. De resto e como dizia Heinrich Heine, «é o trabalho d’Ele»!

 

Pode parecer pouco justo que Deus perdoe aos que cometem atrocidades, aos que andam envolvidos na corrupção, na intriga e na calúnia.

 

Parece pouco justo. Mas é por isso que é divino. Perdoar assim só estará ao alcance de Deus e de quem se deixa envolver por Ele!

 

 

4. O perdão não obriga a que se passe por cima da acção perversa e da atitude maldosa.

 

A maldade deve ser denunciada. E é por isso que não deverá ser reproduzida.

 

Perdoar, no fundo, é continuar a estar disponível para dar. É não cair na lama ainda que alguém arraste para ela.

 

Perdoar é não ingerir nunca o veneno da vingança, mesmo que a alma esteja coberta de feridas!

publicado por Theosfera às 09:27

Terça-feira, 06 de Março de 2012
«Não te irrites com os que fazem o mal, diz Deus nesta manhã, no salmo 36. Nem invejes os que praticam a iniquidade».
 
Nada ganhamos com a irritação. Não é com ela que o mal deixa de ser feito.
 
Apostemos tudo na paz e na serenidade!
publicado por Theosfera às 14:02

Uma língua não é um fóssil que não possa ser alterado. Mas a decisão de mudar a ortografia também não é um dogma que não possa ser modificado.
 
Esta é a típica questão em que estou à espera de ser convencido. E confesso que os argumentos expendidos pelos propugnadores do Acordo estão longe de me convencer.
 
Repense-se a língua, certo. Mas não se deixe de se repensar também o Acordo que altera a sua ortografia.
 
E, já agora, meditemos numa comparação. As dificuldades na Matemática como são superadas? Mudando-se a Matemática ou motivando-se para a sua aprendizagem? Que diríamos se alguém eliminasse a raiz quadrada?
 
O mesmo se diga a respeito da História. As dificuldades superam-se pela supressão dos acontecimentos?
 
É certo que as comparações são odiosas. Mas, apesar das dissemelhanças, podem fazer (alguma) luz sobre certas discussões.
 
No meu íntimo, esta questão não está encerrada.
 
Dir-se-á que já houve muito tempo para discutir. Mas o certo é que só agora se intensificou a discussão.
 
Ignorar os contributos que têm sido dados é que seria penoso.
 
Escutemo-nos, pois. Sobre esta e sobre todas as outras questões!
publicado por Theosfera às 14:00

Nikolai Gogol foi muito pertinente ao escrever: «Quanto mais sublimes forem as verdades, mais prudência exige o seu uso».
 
Sim, porque em nome de verdades sublimes têm-se cometidos os actos mais hediondos. Nem a História das Religiões escapa a esta propensão.
 
Ai dos que nunca hesitam, dos que nunca ponderam, dos sabem (ou pensam saber) sempre tudo!
publicado por Theosfera às 13:58

Pela primeira vez em muitos anos, dou conta de que me esqueci de uma efeméride importante na Teologia.
Fez ontem, 5 de Março, 108 anos que nasceu um dos maiores teólogos do século XX: Karl Rahner.
Aliás, Março acaba por ser um mês rahneriano já que o genial teólogo faleceu a 30 deste mês, em 1984.
Ratzinger teve muitas divergências (intelectuais, claro) com ele.
O actual Papa sempre foi muito mais próximo de outro grande teólogo da vigésima centúria: Hans Urs von Balthasar.
Mas isto é bom.
A Teologia não é a sinfonia de uma nota só. Terá de ser uma polifonia com muitas vozes!
publicado por Theosfera às 11:22

Segunda-feira, 05 de Março de 2012
Pertinente (e bem-humorada) a prece de Murilo Mendes: «Senhor, a minha oração/Eu faço em termos exactos:/Fazei que os maus sejam bons/E que os bons não sejam chatos»!
 
A bondade não tem de ser entediante.
 
Há uma leveza refrescante no coração magnânimo. Pelo contrário, uma «bondade» presumida e constantemente propagandeada torna-se pouco menos que insuportável.
 
Querem um critério? Olhem para as reacções dos mais pequenos. Eles não correm para quem é mau. E fogem de quem é «chato»!
publicado por Theosfera às 10:15

«Varvatar» é uma palavra arménia que significa «decoração com rosas».
 
Esta era a festa pagã daquele povo no primeiro dia do mês que antecedeu a sua conversão.
 
S. Gregório, o Iluminador, transformou tal festa numa festa cristã: a festa da Transfiguração.
 
Na montanha do Tabor, enquanto rezava, Jesus viu o Seu rosto ser transfigurado.
 
Ouviu-Se a voz do Pai numa nuvem: «Este é o Meu Filho muito amado. Escutai-O».
 
É isso que tentamos fazer, dia a dia: escutar Jesus. Para nos transfigurarmos n'Ele!
publicado por Theosfera às 10:13

Foi pedido, no início de uma partida de futebol, um minuto de silêncio em memória de um jogador falecido.
 
Eis quando começaram a ressoar palmas atrás de palmas.
 
O aplauso é merecido. Mas o que se pedia era silêncio.
 
Já nem diante dos mortos conseguimos ficar calados!
publicado por Theosfera às 10:12

O perito, com ar de oráculo, veio verbalizar o que a percepção do cidadão comum alcança.
 
Michael Marmot lembra, com base em estudos, que por cada 1% na subida da taxa de desemprego, os suicídios crescem 0,8%.
 
Uma vez que este é o preço, assim nos dizem, para manter a inflação baixa, então tal preço é «matar pessoas»!
 
A quadratura do círculo asfixia-nos!
publicado por Theosfera às 10:11

«O tempora! O mores!»
 
Ainda nos lembramos do tempo em que se ia ao futebol em família. Cada grupo chegava à hora que entendia.
 
Agora, as televisões mostram hordas ululantes, que bolsam palavras de ordem e palavras de ódio.
 
A boçalidade avulta. A polícia tem de ir à frente.
 
Serão as claques exércitos? E os estádios estarão a transformar-se em campos de guerra?
 
Tudo parece mudar. Para melhor?
publicado por Theosfera às 10:10

«É sempre bom lembrar, lembra Chico Buarque, que um copo vazio está cheio de ar»!
 
A realidade não está ausente de nós. Nós é que podemos estar ausentes da realidade!
publicado por Theosfera às 10:09

Dizem que estamos na sociedade do conhecimento. Nunca houve tanto conhecimento como agora.
 
Certo? Não há dúvida de que existe um grande conhecimento sobre a natureza, a física.
 
Mas será que existe grande conhecimento sobre o ser humano, sobre as sociedades, sobre os comportamentos?
 
Afinal, sabemos muita coisa, mas continuamos a ser desconhecidos uns para os outros e, porventura, para nós!
publicado por Theosfera às 10:08

Os jornais bem tentam, bem se esforçam.
 
Apostam na inovação. Privilegiam o aspecto. Mas os conteúdos continuam a exalar um sabor a desgaste e a desgosto.
 
Ou temos coisas que nos desgastam (porque já as conhecemos). Ou temos coisas que nos desgostam (porque era preferível não as conhecer).
 
Entre a repetição obsessiva de notícias doentias e a insistência despropositada nas atribuladas vidas dos famosos, que sobra?
 
Acresce que, para saber isso, já há outros meios, designadamente a net.
 
O jornal de papel precisa de se (re)pensar!
publicado por Theosfera às 10:07

A ditadura foi o grande sinal da pré-democracia. Será a corrupção o maior sintoma da pós-democracia?
 
Em qualquer caso, sentimo-nos fora do cerne da vivênca democrática.
 
Esperemos que não nos atirem para o seu fim!
publicado por Theosfera às 10:06

Domingo, 04 de Março de 2012

Hoje também, Senhor,

na manhã deste Domingo belo,

Tu nos levas ao monte,

a um monte muito alto,

a um monte que és Tu.

 

Hoje de novo,

Tu realizas o mistério da transfiguração.

Transfiguras a vida.

Transfiguras a humanidade.

Transfiguras cada pessoa.

Transfiguras o mundo.

 

A fé é uma contínua transfiguração.

Junto de Ti, somos os mesmos e somos outros.

 

Somos diferentes,

somos melhores,

mais felizes,

mais fraternos,

mais humanos,

mais descentrados de nós,

mais recentrados em Ti.

 

Transfigura-nos, Senhor.

Torna-nos mais amáveis,

mais abertos, solidários e serviçais.

Faz de nós arautos da Boa Nova,

portadores da Esperança

e mensageiros do Amor e da Paz.

 

Como Pedro, dizemos:

«Que bom é estarmos aqui»!

Que bom é estar conTigo, Senhor.

Que bom é sentir a Tua presença.

 

Também hoje, ouvimos a voz do Pai:

«Tu és o Filho muito amado».

Que nós Te escutemos

e que escutemos aqueles que são amordaçados.

 

Que, ao descermos o monte,

não percamos a energia.

 

Que, lá em baixo, em cada dia,

nós sejamos missionários do Teu amor.

 

Que participemos na transfiguração deste mundo.

Que não desanimemos perante as dificuldades

e que a todos levemos o eco da Tua paz,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:14

Sábado, 03 de Março de 2012
Neste momento, está a acontecer, por estes lados, uma coisa que, desde o pretérito ano, ainda não acontecera: chove.
 
Pouco, é certo. Mas chove. Mansamente! Duradouramente?
 
Praza a Deus que sim!
publicado por Theosfera às 13:40

A moda nunca me atraiu. Fazer, pensar ou dizer coisas só porque toda a gente faz, pensa e diz é contrário à identidade de cada um.
 
A moda desracionaliza-nos, despersonaliza-nos. Torna-nos amestrados, robotiza-nos. Mas é sabido que a moda é eficaz e acaba por nos levar na onda.
 
Agora parece estar na moda um certo nagacionismo na história. Há quem negue não só factos distantes, mas até ocorrências próximas.
 
O genocídio arménio é o caso mais debatido. A Shoa será o exemplo mais gritante. E, além do negacionismo, há o branqueamento.
 
Há quem pratique os piores actos e se mostre descontraído. Como se nada afectasse!
publicado por Theosfera às 13:39

Nas últimas décadas, falava-se muito dos novos ricos. Nos últimos tempos, habituámo-nos a ouvir falar dos novos pobres.
 
Mas nem todos os novos pobres são pobres novos. Muitos dos novos pobres já têm o peso da idade.
 
Eles ajudaram-nos a crescer. Quem os ajuda, agora, a (sobre)viver?
publicado por Theosfera às 13:38

Os idosos com menores recursos alimentam-se pior, cortam na medicação e não aquecem as casas.
 
É tudo isto, e não só o frio, que explica o aumento exponencial de mortes.
 
A dívida até pode estar a cair. Pudera!
publicado por Theosfera às 13:37

A sociedade até pode admirar os profetas, mas acaba por se vergar (quase sempre) aos autoritários.
 
Que foi feito para impedir a morte de Jesus Cristo, de Savonarola, de Malagrida, de Luther King, de Gandhi ou de Óscar Romero?
 
Todos achavam que eles tinham razão. Mas que foi feito para impedir o seu desaparecimento violento?
 
E, pior, o esquecimento é o destino de muitos. A propósito, alguém se lembra de Anna Politkovskaia?
publicado por Theosfera às 13:36

Sexta-feira, 02 de Março de 2012
O problema da humanidade não é a fraqueza. Ser humano, já dizia Tony Blair, é «ser frágil».
 
O problema da humanidade é a dureza.
 
O drama do país e do mundo é o que dimana das atitudes dos duros, dos que se julgam fortes.
 
As pessoas frágeis são humildes, tolerantes, cooperadoras.
 
As que se consideram fortes são convencidas, intolerantes, egocêntricas.
 
Se repararmos (e já Lao Tsé nos avisa disso), quando nascemos, somos frágeis.
 
É a morte que nos torna duros.
 
Afinal, a fragilidade é sinal de vida. A dureza é sinal de morte!
publicado por Theosfera às 00:01

Há quem pergunte se as pessoas acreditam na vida depois da morte.
 
Eu penso que se devia perguntar também se acreditamos (verdadeiramente) na vida antes da morte!
 
Não estou seguro quanto à resposta de muitos!
publicado por Theosfera às 00:00

Quinta-feira, 01 de Março de 2012
Os hospitais olham para nós como pacientes, as lojas como clientes, os mercados como consumidores, as agências como turistas, as empresas como activos, o Estado como contribuintes.
 
Quem olha para nós como pessoas?
publicado por Theosfera às 10:31

Hoje, 1 de Março, é o Dia da Protecção Civil.
 
Atenção, pois.
 
Nunca estamos totalmente prevenidos nem devidamente preparados.
 
A natureza, além de não perdoar, tem uma infinita capacidade de surpreender.
 
Só na última década, houve no mundo uma panóplia de catástrofes que atingiram a cifra de 4700 ocorrências.
 
As vítimas ascenderam a um milhão de pessoas!
publicado por Theosfera às 10:27

Muito se fala da necessidade de aumentar a nossa capacidade de produção. Não é por falta de horas de trabalho.
 
Um cidadão português trabalha mais horas que um cidadão alemão ou holandês.
 
O problema não está na produção; está na aquisição. O nosso drama não é a falta de produção, mas a falta de poder de aquisição.
 
A redução de salários e o desemprego não ajudam a resolver o problema. Contribuem, antes, para agravá-lo!
publicado por Theosfera às 10:26

Hoje fala-se muito de improviso e escreve-se com ligeireza.
 
Bom seria meditar, pois, nestas sapientes palavras do Padre António Vieira: «Não há coisa mais escrupulosa que papel e pena. Três dedos com uma pena na não é o ofício mais arriscado que tem o género humano».
 
É preciso alguma parcimónia. Bastante cuidado. E imensa seriedade!
publicado por Theosfera às 10:24

Quem não escuta o aviso dos pacíficos arrisca-se a apanhar com a intempérie dos violentos.
 
John Kennedy encontrou a fórmula certa: «Aqueles que tornam impossível a revolução pacífica tornam inevitável a revolução violenta»!
publicado por Theosfera às 10:23

Todos os dias, diz a imprensa, entram 15 novos presos nas cadeias.
 
O crime não é a solução para ninguém. Mas é o expediente para muitos. O saldo é mau para todos!
publicado por Theosfera às 10:22

Há um país que é grande no armamento e pequeno no alimento.
 
A Coreia do Norte tem mais potencial para matar a vida do que para matar a fome.
 
Parece que há alguns (embora tímidos) sinais de mudança. Mas é tudo ainda muito nebuloso!
publicado por Theosfera às 10:21

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