O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012
«Há quem brilhe na segunda fila e se eclipse na primeira».
 
Voltaire antecipou, de certa forma, o famoso «princípio de Peter».
 
Mas também há que ter cuidado com quem só quer brilhar na primeira fila, com aqueles que eclipsam os outros!
publicado por Theosfera às 10:57

Receava, mas não podia saber. Só Deus sabe.
 
Este dia, 6 de Fevereiro, há 15 anos, ia quente. Era o último dia de meu querido Pai nesta terra.
 
Já só comunicava por gestos. Foram momentos de muita dor, que deram lugar a tempos de profunda saudade.
 
Mas todos estes sentimentos foram emoldurados por um profunda e serena paz. Sei que, na madrugada seguinte, meu querido Pai encetou uma viagem que o levou ao seio do Pai, ao coração de Deus.
 
É lá que se encontra. É lá que o reencontro. Sempre.
publicado por Theosfera às 10:56

Faz hoje 404 anos que nasceu o Padre António Vieira.
 
Vieira é muito apreciado pela forma. Mas merece ser reapreciado sobretudo pelo conteúdo, pela profecia, pela coragem, pela fidelidade.
 
Leiamos Vieira. Hoje. E sempre.
 
Precisamos de reaprender a beleza do que ele disse e a intensidade do que ele escreveu.
 
É, realmente, um imperador. Da língua. E da coragem.
publicado por Theosfera às 10:55

Unidade é uma coisa, unanimidade é outra.
 
A unidade fortalece. A unanimidade, como notou Isabel Moreira, enfraquece.
 
Quando todos pensam e dizem o mesmo, há cacofonia.
 
Regra geral, limitam-se a reproduzir o que pensa e diz alguém.
 
Johannes Möller, no século XIX, já denunciava o problema. Uns acham que tudo está num, outros entendem que tudo está em cada um!
publicado por Theosfera às 10:53

1. Uma pergunta atravessa estes dias: porque é que as pessoas vão cada vez menos às igrejas?
 
Não é nova a pergunta nem recente a inquietação. Há décadas que insistimos nos diagnósticos.
 
Periodicamente, vamos à procura de números que, invariavelmente, apontam a mesma tendência: quebra na participação.
 
Há muito que os censos permitiram apurar o senso dominante. Preocupante é se a persistência nos diagnósticos denunciam uma falta de estratégia para inverter a situação.
 
A realidade é por demais conhecida. Conseguirá ser alterada? Em alguns locais, sim. Não faria mal, por isso, ir ao encontro dessas práticas.
 
 
2. Acresce que não nos devemos quedar pela pergunta inicial. Não basta, com efeito, inquirir pelas razões que levarão as pessoas a afastar-se das igrejas.
 
Esta pergunta deveria ser complementada com uma outra: será que a Igreja vai ao encontro das pessoas?
 
E, quando vai, escuta-as? Não é só o «zeitgeist», o ar do tempo, que explica o desencontro crescente.
 
É preciso muito mais do que retórica para atrair as pessoas. É necessário convicção, testemunho, vivência, atenção, amor, paz!
 
O Evangelho proclama-se ao domingo nas igrejas. Mas é para viver em cada dia em todos os lugares.
 
O Evangelho está escrito em forma de livro para ser inscrito em forma de vida.
 
S. Paulo atesta que anunciar o Evangelho é, para ele, uma obrigação que incorpora como uma prioridade: «Ai de mim se não evangelizar» (1Cor 9, 16). Ele respirava Evangelho até à medula do seu ser.
 
 
3. O terreno onde o Evangelho é semeado chama-se família, local de trabalho ou de lazer. É em casa, na rua, na oficina, na escola, no hospital, no estádio que o Evangelho fermenta!
 
As homilias são, desde há muito, mais um problema do que uma oportunidade. Não só por serem longas. Mas sobretudo por parecerem vazias e entediantes.
 
Sucede que a alternativa não pode passar pelo «engraçadismo», pela frase bombástica, pelo mero «soundbyte».
 
Uma homilia não é um acto de propaganda nem uma operação publicitária. É um acto de convicção, uma partilha do que vem do fundo.
 
Jesus dizia o que as pessoas precisavam de ouvir: apontava um rumo, indicava um sentido.
 
Não estava constrangido pela corrente dominante. Era humano. E, por isso, respirava uma aragem divina!
 
 
4. Um dos riscos das alternativas é reproduzirem as situações.
 
Notamos um problema, mas em vez de nos debruçarmos sobre ele, acabamos por nos determos em frases, conceitos ou slogans acerca dele.
 
A Igreja tem um apreciável património conceptual, artístico, litúrgico. É tudo muito belo. Mas a atenção tem de estar focada no essencial, no Evangelho. E o Evangelho é a centralidade de Deus e a prioridade do Homem. O fundamental é, pois, a espiritualidade e a solidariedade!
 
O essencial da missão é levar o Evangelho a todas as pessoas. Foi o que fez Jesus. É o que devemos fazer nós.
 
Aliás, o Evangelho é Jesus: a Sua mensagem e a Sua pessoa. Urge, porém, estar atento.
 
Já foi necessário criar uma ordem chamada dos pregadores porque o habitual era dedicarem-se à gestão, à estrutura e pouco ao Evangelho.
 
O Evangelho percorre um caminho que vai da evangelização à evangelidade.
 
A evangelização é a oferta testemunhal do Evangelho. A evangelidade é a descoberta do Evangelho que emerge na vida de todos.
 
No fundo, evangelizar é como cavar: é levar a encontrar o que Deus semeou na profundidade do ser de cada um!
publicado por Theosfera às 10:29

Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
Esta é uma época de doenças, de indisposições, de gripes.
Curiosamente, neste Domingo, Jesus aparece-nos a curar alguém que estava com febre.
Jesus, hoje ainda, não deixa de curar.
Ele é a cura para a doença maior: o egoísmo.
Não hesitemos, pois, em recorrer à vitamina C, à vitamina Cristo!
publicado por Theosfera às 13:47

Ainda há pouco, ouvimos o Evangelho

e daqui a pouco vamos para o mundo viver o Evangelho.

 

O Evangelho é a nossa vida,

o nosso trabalho, o nosso ser.

 

«Ai de mim se não anunciar o Evangelho!».

Este é o grito de S. Paulo.

Esta há-de ser a nossa preocupação.

 

Que o Evangelho seja a nossa respiração,

o nosso acordar, o nosso viver e o nosso entardecer.

 

Leva-nos para o mundo, Senhor,

semear o Evangelho da esperança,

o Evangelho da justiça

e o Evangelho da paz.

 

Cura-nos, Senhor, da nossa febre,

como curaste a febre da sogra de Simão.

 

Que não haja nada nem ninguém a impedir-nos

de fazer do Evangelho a estrela do nosso firmamento,

a cintilar nos passos do nosso caminho.

 

Ajuda-nos, Senhor,

a ser eco do Teu Evangelho,

a levarmos a todos

a Tua presença de amor,

JESUS!

publicado por Theosfera às 10:44

Sábado, 04 de Fevereiro de 2012
O Evangelho proclama-se ao domingo nas igrejas. Mas é para viver em cada dia em todos os lugares.
 
O Evangelho está escrito em forma de livro para ser inscrito em forma de vida.
 
S. Paulo atesta que anunciar o Evangelho é, para ele, uma obrigação que incorpora como uma prioridade: «Ai de mim se não evangelizar».
 
Ele respirava Evangelho até à medula do seu ser.
 
O terreno onde o Evangelho é semeado chama-se família, local de trabalho ou de lazer.
 
É em casa, na rua, na oficina, na escola, no hospital, no estádio que o Evangelho fermenta!
publicado por Theosfera às 23:35

A logomaquia faz estragos (inevitáveis?) em muitas palavras. Senso será uma das vítimas.
 
Há quem presuma que ter senso é, na prática, ser insensível, calculista.
 
Para muitos, tem senso aquele que não intervém em situações de risco, aquele que não toma posição em assuntos polémicos ou, então, aquele que alinha pela corrente dominante.
 
Sucede que senso é tudo o oposto disto.
 
Senso é sensibilidade, é apreensão diáfana da realidade.
 
O bom senso não leva a perder o controlo e o autodomínio. Impõe-se pela moderação, mas também (e sempre) pela clareza e frontalidade!
publicado por Theosfera às 23:33

Para pôr o país em ordem, dizem-nos, é mister despedir trabalhadores, ou seja, aumentar o desemprego.
 
De caminho, avisam-nos de que deixou de haver direitos adquiridos. E recomendam-nos que nos habituemos a isso.
 
Estranho.
 
Se não são adquiridos, são direitos? Aquilo que não é adquirido não nos pertence.
 
Se não há direitos adquiridos, não há direitos.
 
Gusdorf previne-nos: «A humanidade vive no Grande Interregno dos valores, condenada a uma travessia do deserto axiológico de que ninguém pode prever o fim».
 
Mas quem alerta ainda é acoimado de insensatez!
publicado por Theosfera às 23:32

Este dia 4 de Fevereiro transporta recordações que não se apagam nunca. É o dia de anos do meu primeiro Vice-Reitor, aquele que, há 37 anos, me recebeu no Seminário e que continua a ser um grande Amigo. Era feriado no Seminário.
 
É o dia da festa na Paróquia de S. João de Brito, vivida com muita intensidade, seriedade e autenticidade por toda a gente.
 
Neste dia, há sempre mails, sms ou telefonemas que chegam. Há uma emoção muito grande e agradecida.
 
Ao contrário do que dizia Óscar Wilde, o passado não passa. Acompanha-nos ao longo da vida.Tudo isto permanece no mais fundo de mim.
 
Obrigado, Senhor!
publicado por Theosfera às 15:49

Está a aproximar-se o dia 7, dia das Cinco Chagas de Cristo.
Nesse dia, completam-se 15 anos sobre a morte de meu querido Pai.
Foi às 05h37, quando o dia espreitava, que a sua respiração parou.
Vim a descobrir que, nesse mesmo dia (embora 45 anos antes), tinha morrido o grande poeta Sebastião da Gama.
E o notável D. Hélder Câmara veio ao mundo também a 7 de Fevereiro de 1909. Já lá vão 103 anos. Nessa altura, meu Pai já tinha quase seis anos.
Já é muito tempo. E parece que tudo foi ontem, há instantes!
publicado por Theosfera às 12:31

Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012
Pedro Lains é historiador económico.
Com o horizonte alargado que possui, sabe o que diz acerca do presente.
E o presente, segundo ele, é que o poder limita-se a mudar leis, não a governar.
O problema está, quiçá, no excesso de ideologia e, portanto, no enquistamento em posições que facilmente se dogmatizam.
Talvez o êxito de Lula e o inêxito dos nossos peritos radiquem aqui.
Quem tem menos conhecimentos possivelmente percebe melhor que as sociedades não se governam por «modelos ou ideologias, mas por tentativas»!
publicado por Theosfera às 10:47

Deus está perto de nós. Está perto como Deus. E é assim que nós gostamos. Que seja Ele junto de nós.
 
Zubiri percebeu isto como poucos: a imanência não apouca a transcendência. Deus é transcendente no Homem.
 
É, por isso, apreciável o esforço de estar perto das pessoas.
 
Mas, atenção, estar perto não implica ceder a uma espécie de «pimba» pastoral, litúrgico, linguístico.
 
O decoro e a compostura são mínimos que as pessoas esperam de quem está na missão.
 
Deus merece o melhor. O ser humano precisa do melhor!
 
Demos, pois, o nosso melhor!
publicado por Theosfera às 10:01

Estamos num tempo em que se fala muito e se pensa pouco.
 
Bom é falar quando a fala corresponde ao que se pensa. Mau é, porém, quando o falar veicula uma completa ausência de pensamento.
 
Sucede que, hoje em dia, muitas decisões decorrem não do que se pensa mas apenas do que se grita. Vivemos sob tumultos sem fim!
 
Hoje em dia, o principal sintoma da falta de autodomínio está no uso das palavras.
 
Fala-se não à cadência do pensamento, mas à velocidade dos impulsos.
 
Há quem não consiga estar calado. Só se fala menos em Fevereiro pela simples (e elementar) razão de que este é o mês com menos dias.
 
Sucede que a espiral de verborreia raramente contribui para aproximar.
 
As palavras que se soltam como tumultos costumam ferir e cavar distâncias.
 
Creio ter chegado o momento em que precisamos mais de sentir o coração do que ouvir o que sai dos lábios.
 
Quase nunca há coincidência!
publicado por Theosfera às 09:58

O Governo decidiu. Portugal vai passar a ter menos quatros feriados: o 5 de Outubro, o 1 de Dezembro o Corpo de Deus e o 15 de Agosto.
 
Lamento.
 
Estou certo de que o desiderato almejado não vai ser conseguido.
 
Não é assim que a produtividade vai aumentar. Creio que até poderá diminuir.
 
Alguns destes feriados potenciavam uma forte actividade económica em muitos locais.
 
E, depois, a vida também é feita de celebrações.
 
Sem memória, não há horizontes!
publicado por Theosfera às 09:57

Portugal está a tornar-se um vulcão: um perigoso vulcão de desânimo!
 
É preciso acordar a esperança!
publicado por Theosfera às 09:56

Quinta-feira, 02 de Fevereiro de 2012
A greve dos transportes é uma realidade e um (preocupante) sinal.
 
É o país que parece não andar. É Portugal que parece parado. Como os transportes neste dia...
publicado por Theosfera às 16:25

Cala tudo o que gostarias de dizer. Diz tudo o que pensavas calar.
 
Talvez o que sai do teu silêncio seja mais necessário do que aquilo que costuma brotar dos teus lábios!
publicado por Theosfera às 16:24

O governo está, permanentemente, a invocar um documento chamado «memorando de entendimento».
 
Por ironia, trata-se de um documento que fartamente provoca trovoadas de desentendimentos!
publicado por Theosfera às 16:22

As emoções andam completamente descontroladas. Tanto se mata de uma vez, como sucede esta tarde no Egipto, como se vai matando aos poucos.
 
É o que acontece com a calúnia, a difamação, a inveja, o ódio.
 
A espiral do ódio tem um turbilhão de tentáculos e um vendaval de consequências imprevistas.
 
Onde estamos, afinal? Na humanidade não é com certeza!
publicado por Theosfera às 16:21

Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012

 1. O mundo está doente. Padece de uma doença grande, de uma doença única: o egoísmo. Do que sofremos é de «egopatia», a doença do eu, do exacerbamento do eu.

 

Há egoísmo no mundo. Há muitos egoísmos em cada povo. São egoísmos que se multiplicam como tumores. São egoísmos que se atropelam, que se agridem. E, quando afectam a visão, impedem-nos de perceber que só dando as mãos nos salvaremos.

 

Além do egoísmo dos interesses, que já litigam bastante entre si, há o egoísmo das presumidas soluções que se enquistam como se de verdades infalíveis se tratasse.

 

Os que presumem que tudo sabem insistem sempre no mesmo. Afinal, quem é mais sábio? Quem mais lê ou quem melhor vê?

 

 

2. O Brasil tornou-se uma potência (mais do que) emergente sob a liderança de alguém que só tem estudos básicos. A Itália e a Grécia vão definhando sob a condução de especialistas renomados.

 

A explicação é simples, embora não muito estimulante. É que os especialistas facilmente se julgam proprietários de conhecimentos e donos de soluções. Para eles, está tudo definido à partida: é só aplicar.

 

Os outros estão sempre à procura, olham mais para a realidade. Às vezes, é mais importante conhecer os problemas do que as proclamadas soluções. Estas estão mais na vida do que nos compêndios!

 

 

3. Por formação, os técnicos e especialistas tendem a pensar mais naquilo que os manuais dizem do que naquilo que a realidade mostra. Os compêndios são um instrumento; não podem ser um entrave.

 

No momento que passa, o poder está cada vez mais nas mãos do dinheiro. O Presidente do Parlamento Europeu não podia ser mais claro: «A Grécia tem de viver com o facto de que aqueles que lhe dão muito dinheiro devem estar cada vez mais incluídos nas decisões».

 

Isto significa que quem tem dificuldades não pode tomar decisões. Não tem autonomia. Não tem soberania.

 

Não pode participar nas decisões comuns e nem sequer pode decidir a sua própria vida. Pouco falta para que a independência dos povos seja considerada ilegal.

 

 

4. Perante este cenário, não sei que será pior: se a violência se a resignação. Sei, tenho obrigação de o saber, que nenhuma das duas traz qualquer bem.

 

A violência degrada, destrói. Mas a resignação perante ela contribui para que a violência continue a degradar e a destruir.

 

A resignação diante da injustiça não ajuda a eliminá-la. Pelo contrário, leva a prolongá-la.

 

É preocupante esta tendência para nos demitirmos da intervenção cívica.

 

Estamos tristes e desencantados por dentro, mas aparecemos demasiado amestrados por fora.

 

O futuro é um lugar muito belo, mas também um destino muito distante.

 

Estamos sempre a sonhá-lo e isso é bom. Mas estamos também sempre a adiá-lo e isso é preocupante.

 

O melhor contributo para o futuro é dar tudo no presente. Porque o presente é o melhor «parteiro» do futuro!

publicado por Theosfera às 10:26

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