O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Um dia perguntaram a Franz Kafka o que achava da pessoa de Cristo.
 
Resposta pronta: «É um abismo de luz. É preciso fechar os olhos para não nos despenharmos».
 
Fechemos, então, os olhos!
publicado por Theosfera às 09:59

Qual a reacção mais adequada a um problema? Agravando o problema?
 
A política que tem vindo a ser seguida, no país e no resto da Europa, é muito preocupante.
 
Há que mostrar desagrado e propor alternativas. Mas o que não pode é haver paralisia. Temos de trabalhar, temos de produzir.
 
Se falha a classe política, que não falhem os cidadãos.
 
Uma greve geral, nesta altura, é tudo do que não precisamos.
 
Estou, cem por cento, com os trabalhadores, com as suas causas. E sei que a maioria responderá à crise com trabalho e dedicação!
publicado por Theosfera às 09:57

Para quem admira genuinamente a juventude, há imagens que, confesso, vêm refrear algum entusiasmo.
 
É bom e até salutar que os jovens se manifestem. Mas é de esperar alguma compostura.
 
André Comte-Sponvile, que foi um dos arautos do Maio de 68, aponta a polidez como a primeira grande virtude, o alicerce de todas as virtudes.
 
Não é agradável não ter internet ou não ter um refeitório. Ainda bem que as pessoas se habituaram a tudo isto.
 
Era bom que não se desabituassem de estudar, que é aquilo que mais se espera dos estudantes.
 
Não repliquem, jovens do meu país, aquilo que mais nos desgosta nos mais velhos.
 
Sejam diferentes. Se posível, mais moderados, mais polidos, mais trabalhadores!
publicado por Theosfera às 09:55

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Paul Valéry constatou o óbvio que a experiência emite: «Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador».
 
Aliás, quem está convicto não precisa de argumentar nem, muito menos, de atacar argumentos e argumentadores.
 
A convicção prefere mostrar a demonstrar!
publicado por Theosfera às 10:08

O nosso mundo têm ânsia de respostas, mas também tem sede de perguntas.
 
As respostas que se debitam cansam. Há um défice de perguntas.
 
Que sentido tem a política actual? Estamos melhor com a troika do que sem a troika?
 
Será esta crise apenas económica? Estaremos a saber viver em crise? Não há mesmo alternativa a esta política?
 
Não será viável um novo paradigma?
publicado por Theosfera às 10:07

Apesar de tudo, continuo a acreditar que, um dia, a Igreja voltará à simplicidade e à bondade de Jesus.
 
Eu não verei esse dia. Mas sei que ele virá.
 
Quero viver com essa certeza. Quero morrer com essa esperança!
publicado por Theosfera às 10:05

Maquiavel não foi somente um mestre do cinismo político. Foi também, e bastante, um detector das emoções.
 
Ele percebeu que «os homens vingam-se das pequenas ofensas, mas não se vingam das grandes».
 
Às vezes, o ressentimento leva a pactuar com o próprio ofensor.
 
Há quem seja fraco com os fortes e só se mostre forte com os fracos.
 
Maquiavel compendiou muito do que não se deve fazer. E condensou muito do que se vai fazendo!
publicado por Theosfera às 10:04

Se a história ensina alguma coisa é que não foi na Europa que Portugal se afirmou.
 
Na Europa, Portugal tem encontrado paz, mas não tem alcançado desenvolvimento.
 
A afirmação de Portugal esteve sempre noutras latitudes: na África, na América e até na Ásia.
 
Ora, hoje em dia, é ali que se encontram algumas das economias em vias de desenvolvimento.
 
Não seria hora de intensificar a parceria com tais países?
publicado por Theosfera às 10:03

Há coisas que só consideramos óbvias depois de terem acontecido. É por isso que a vivência do presente e a construção do futuro muito ganhariam com o estudo do passado.
 
A história não se repete, mas reflecte-se. Em meados dos anos 30, quando Hitler já estava no poder, ainda havia quem acreditasse que o pior não iria acontecer.
 
Chamberlain, primeiro-ministro britânico, apostou tudo no charme junto do ditador alemão. Achava que iria frear os seus instintos.
 
Sabemos como tudo acabou. O grande problema é que tendemos a ver as coisas como nos (a)parecem e não como são.
 
Hoje, vivemos um momento semelhante. Apenas muda o armamento. Outrora, pegava-se em armas. Hoje, sufoca-se a economia!
 
Uma das lições que a história nos oferece (e as memórias de Churchill certificam-no à saciedade) é que os dirigentes chegam tarde, muito tarde, à compreensão da história.
 
Em finais da década de 30, quase ninguém imaginava o que Hitler se preparava para executar.
 
Hoje continuam a faltar líderes com visão, com capacidade de antecipação!
publicado por Theosfera às 10:00

Anunciar o que toda a gente sabe é uma redundância.
 
Surpresa era se Sarkozy não se recandidatasse. Preocupante é se Sarkozy for reeleito.
 
Há, nos povos europeus, um problema não só político, mas também cívico.
 
Haja em vista que os seus dirigentes são escolhidos democraticamente.
 
É claro que as alternativas, por vezes, são assustadoras. Na França, as sondagens têm sido animadoras para Marine Le Pen!
 
Mas, atenção, a crise ameaça fazer o mesmo que a cimeira dos Açores: afastar os políticos que nela estão envolvidos.
 
Afastados já foram Sócrates, Papandreou, Berlusconi, Zapatero. Creio que Sarkozy e Merkel não terão melhor sorte. O importante é que não haja apenas alternância. Haverá, desta vez, uma alternativa?
 
François Mitterrand ganhou umas eleições, em 1981, com um slogan que nunca esqueci: «A força tranquila».
 
A sua autoria, segundo parece, é de Jean Jaurés. E, de facto, sempre acreditei na tranquilidade da força e na força da tranquilidade.
 
Não acredito na mudança aos gritos nem com violência. Tudo o que é forte é sereno!
 
Pode levar tempo a ser reconhecido, mas acaba sempre por vir à tona!
publicado por Theosfera às 09:55

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Calou-se há oito anos a voz de uma mulher superior, que primava pela correcção, brilhava pela inteligência e pontuava a sua conduta pelo inconformismo.
 
Maria de Lourdes Pintasilgo era patriota, mas foi, muitas vezes, vista como apátrida.
 
A sua fasquia era demasiado alta para a nossa mediania.
 
Hoje, vai ser lançado um livro que compendia o essencial do seu pensamento.
 
Aí se pode ser como já se demarcava das teses de um mercado auto-regulado. É que o mercado é «míope».
 
É necessária a intervenção pública, é fundamental a ética. Esta não pode ser aferida «pelos valores médios».
 
A ética não pode vir apenas depois dos acontecimentos. A ética não pode «ser a construção da história pelos vitoriosos».
 
No título da obra está quase tudo: «Para um novo paradigma: um mundo assente no cuidado»!
publicado por Theosfera às 10:50

A corrupção é a maior chaga da vida social.
 
Envenena tudo. Infecta o ambiente, tolhe as capacidades, conspurca os critérios, empesta a convivência.
 
Tanto se fala dela, mas pouco parece fazer-se contra ela.
 
Como um tumor, alastra a todos os tecidos da vida social. E, pior, parece que nos habituamos a ela.
 
«Toda a gente faz assim» é uma expressão que serve de narcótico, de tranquilizante, de desculpa pífia.
 
Com Paulo Morgado, penso que esta gangrena só será superada a partir de três eixos: competência, transparência, independência.
 
Avaliemos por este (triplo) meridiano a nossa conduta ética.
publicado por Theosfera às 10:48

Olhamos muito para os ídolos e meditamos pouco nos ícones.
 
Os ídolos apontam para si. Os ícones apontam para os outros.
 
O exemplo nem sempre está onde o procuramos. Está mais em quem nos procura.
 
Convém estar mais atento. Importa não agir em função das primeiras impressões!
publicado por Theosfera às 10:47

Há uma altura na vida (nos inícios) em que, conhecendo pouco, pensamos que sabemos muito.
 
Com o passar do tempo, conhecemos mais, mas acabamos por sentir que sabemos pouco!
publicado por Theosfera às 10:46

Santayana disse, com acerto, que quem não conhece os erros do passado arrisca-se a repeti-los.
 
Mário Soares lastima que os políticos de hoje leiam tão pouco.
 
A obra de Winston Churchill sobre a segunda guerra mundial merecia uma leitura cuidada e uma reflexão atenta.
 
O caldo que ferveu naquela altura é mais violento do ponto de vista fisico. Mas os pressupostos de actuação mantêm-se nos tempos que correm.
 
Ler aquelas volumosas páginas é encontrar aquilo que não deveria voltar a repetir-se.
 
Mas estamos seguros disso?
publicado por Theosfera às 10:43

Amanhã é um lugar que parece cada vez mais longe.
 
Ontem é um local que surge cada vez mais distante.
 
O hoje é um sítio demasiado escorregadio, fugidio.
 
Desaparece tão depressa como começa. Mas não o desperdicemos. É o que nos resta: hoje!
publicado por Theosfera às 10:42

Aprecio sobremaneira a personalidade e a obra de Manuel António Pina.
 
As suas palavras fazem pensar.
 
Estas, por exemplo, revestem-se de enorme pertinência: «O mínimo que nos é exigível é o máximo que somos capazes de fazer».
publicado por Theosfera às 10:41

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
O futebol é muito mais que um desporto. É um verdadeiro repositório de antropologia, um retrato da vida humana, sobretudo das suas crescentes flutuações e convulsões.
Olhemos para a situação do Sporting. Godinho Lopes, tanto quanto eu sei, não disse que não iria rescindir com o treinador. Disse que não fazia sentido falar dessa possibilidade.
Volvidas umas horas e vistos os factos, uma coisa salta à vista. A direcção do Sporting foi coerente com as palavras do seu presidente: optou pelo que não faz sentido.
Com efeito, onerar uma pessoa pelo inêxito de um grupo pertence ao sem-sentido.
Mas não é a ausência de sentido que mais (des)comanda o nosso mundo?
publicado por Theosfera às 19:06

 1. Parece pouco e, de facto, é pouco. Mas é com esse pouco que se vê muito. 

 

O pouco são as condições de vida que o presente oferece. E, não obstante, o milagre acontece. As pessoas estão a sobreviver.

 

É certo que, como diz Edgar Morin, «sobreviver não é viver». Eu sou tentado, porém, a objectar que, hoje por hoje, sobreviver é mais do que viver. É conseguir, do quase nada, fazer quase tudo: comer, estudar, ir ao médico, pagar a habitação.

 

Há pessoas que vivem nos limites sem que os limites as limitem. Pelo contrário, parecem espicaçadas pelas condições adversas. E, mesmo no limite, os obstáculos vão sendo transpostos e o caminho vai sendo trilhado. Há vasto sangue, bastante suor e muitas lágrimas, mas não há desistência. Nem resignação.

 

A experiência mostra que não é na abundância que a qualidade mais se certifica. É sobretudo na penúria que as capacidades se testam.

 

O que se via como impossível, afinal, está a revelar-se possível. As pessoas não estão a vencer a crise. Mas a crise também não está a vencer as pessoas.

 

E mais importante do que vencer a crise não será saber (sobre)viver em plena crise?

 

 

2. A fama parece que dá tudo. Parece que dá tudo muito cedo. Parece que dá tudo muito rápido. Até a viagem pela vida corre veloz para os famosos.

 

Só que a fama, que tudo dá, não se esquece de dar também tortura, também vazio, também tédio. A fama, que alimenta muitas vidas, acaba por devorar essas mesmas vidas.

 

A fama vai moendo, vai desgastando, vai matando. Michael Jackson, Amy Winhouse e Whitney Houston são alguns dos muitos que a fama elevou às alturas. E que a mesma fama atirou para os fundos.

 

Enfim, a fama dá tudo. Mesmo tudo. Até a ilusão de tudo. Até o fim de tudo!

 

 

3. A desesperança não visita apenas quem tem pouco. Também incomoda quem tem muito, quem aparenta ter tudo.

 

As pessoas facilmente se apercebem de que nem tudo é bastante. Nem tudo chega para satisfazer quando esse tudo se limita ao ter, ao mandar, ao aparecer.

 

É por isso que, no plano emocional, existe uma simetria entre os muitos pobres e os muito ricos. Em ambos os casos, a desesperança é avassaladora, asfixiante, brutal. Os muito ricos parecem tão pobres como os pobres. Falta-lhes sentido, horizontes, felicidade!

 

Com efeito, tão desesperado surge quem tem fome de pão como quem tem fome de fama. E nem a satisfação deste desejo parece abrir a porta da realização pessoal.

 

 

4. O caminho não será, para já, superar a crise. O caminho terá de ser aprender a viver em crise.

 

A adversidade não é agradável, mas pode ser preciosa. É ela que nos ensina a tirar o máximo do mínimo. Quando os recursos não abundam, pode abundar a criatividade, a esperança, a solidariedade.

 

É por isso que podemos não estar a viver um crepúsculo. Podemos estar a passar por uma nova aurora, por um novo amanhecer. Afinal, não é nas trevas que melhor se vê a luz?

 

Se repararmos bem, este período está a ser supremamente fecundo. Na prosperidade, quando o dinheiro jorrava, conseguia-se muito: viajar, consumir, trocar de carro, comprar moradias.

 

Agora, quando o dinheiro escasseia, as pessoas, afinal, conseguem o mais importante: viver e ajudar a viver, partilhando.

 

Há quem só consiga muito com muito. Felizes aqueles que, com pouco, conseguem (quase) tudo!

publicado por Theosfera às 13:24

A desesperança não visita apenas quem tem pouco. Também incomoda quem tem muito, quem aparenta ter tudo.
 
É com implacável rapidez que as pessoas se apercebem de que nem tudo é bastante. Nem tudo chega para satisfazer quando esse tudo se limita ao ter, ao mandar, ao aparecer.
 
É por isso que, no plano emocional, existe uma simetria entre os muitos pobres e os muito ricos.
 
Em ambos os casos, a desesperança é avassaladora, asfixiante, brutal.
 
Os muito ricos parecem tão pobres como os pobres. Falta-lhes sentido, horizontes, felicidade!
 
Com efeito, tão desesperado surge quem tem fome de pão como quem tem fome de fama. E nem a satisfação deste desejo parece abrir a porta da realização pessoal.
 
O caminho não será, pois, evitar a crise ou superar a crise. Há quem nunca tenha passado por crise de dívidas e, não obstante, exiba uma angústia permanente e uma tristeza letal.
 
O caminho será aprender a viver em crise. A adversidade não é agradável, mas pode ser preciosa.
 
É ela que nos ensina a tirar o máximo do mínimo. Quando os recursos não abundam, pode abundar a criatividade, o engenho, a solidariedade.
 
É por isso que não estamos a viver um crepúsculo. Podemos estar a passar por uma nova aurora, por um novo amanhecer.
 
Afinal, não é nas trevas que melhor se vê a luz?
publicado por Theosfera às 10:03

Não é só de Angola que chegam objecções ao Acordo Ortográfico. Até do Brasil, onde era suposto haver aplausos, não chegam só apoios.
 
Paulo Franchetti, crítico, escritor e professor univertário em Campinas, prima pela clareza: «O acordo ortográfico é um aleijão. Linguisticamente mal feito, politicamente mal pensado, socialmente mal justificado e finalmente mal implementado. Foi conduzido de modo palaciano: a universidade não foi consultada».
 
Mais. «A ortografia brasileira não será igual à portuguesa. Nem mesmo agora, a ortografia em cada país será unificada».
publicado por Theosfera às 10:02

A tolerância não é a solução de tudo. Mas é o enquadramento necessário para a resolução de tudo.
 
Só na tolerância há condições para se expor os problemas sem acrimónia e com toda a serenidade!
publicado por Theosfera às 10:01

A fama dá tudo. Dá tudo muito rápido. Dá tudo muito depressa. Até a viagem pela vida parece veloz para os famosos.

 

A fama, que tudo dá, não se esquece de dar também tortura, também vazio, também tédio.

 

A fama, que alimenta muitas vidas, vai eliminando essas mesmas vidas.

 

Ela vai moendo, vai desgastando, vai matando.

 

Michael Jackson, Amy Winhouse e Whitney Houston são alguns dos muitos que a fama elevou aos altos. E que a mesma fama atirou para os fundos.

 

Enfim, a fama dá tudo. Mesmo tudo. Até a ilusão de tudo. Até o fim de tudo!

publicado por Theosfera às 00:28

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Parece pouco e é pouco. Mas nesse pouco, vê-se muito, vê-se tudo.
 
O pouco são as condições de vida que o presente oferece. Não vale a pena referir o que toda a gente conhece.
 
Os custos sobem, os salários descem. E, não obstante, o milagre acontece.
 
As pessoas estão a sobreviver. Edgar Morin disse que sobreviver não é viver. Eu diria que é mais do que viver. É conseguir, do quase nada, fazer quase tudo: comer, estudar, ir ao médico, pagar a habitação.
 
Há quem viva nos limites sem os limites limitem. Pelo contrário, parecem amplificar as capacidades alojadas no coração das pessoas!
 
Não é só Deus que cabe na categoria mistério. A vida humana também encontra lá um lugar.
 
O que se via como impossível, afinal, está a revelar-se possível.
 
As pessoas não estão a vencer a crise. Mas a crise também não está a vencer as pessoas.
 
E mais importante do que superar a crise não será saber (sobre)viver em plena crise?
publicado por Theosfera às 23:55

Por vezes ligamos (instintivamente?) a fé ao antigo, ao inamovível, ao bafiento.
 
Pois, no próximo Domingo, na Missa, iremos ouvir Deus dizer (pela boca de Isaías) que vai «fazer algo de novo».
 
Acrescenta mesmo que já está a aparecer a Sua novidade. Qual é? «Vou abrir um caminho no deserto, lançar rios através da terra árida».
 
Nós falhamos, mas Ele, Deus, apaga as nossas falhas!
publicado por Theosfera às 23:53

Jesus cura. Mas não cura apenas.
 
Não Se limita a preceituar a cura ou a indicar o medicamento.
 
Jesus cura, tocando a ferida, abraçando o sofredor.
 
Jesus é o Deus-abraço!
publicado por Theosfera às 23:52

Há momentos em que o melhor é não dizer nada.
 
Que falem os acontecimentos.
 
Demos voz ao Espírito da paz!
publicado por Theosfera às 23:51

Quando vejo imagens de Atenas, não olho apenas para o que está a acontecer na Grécia. Pressinto também o que nos pode vir a acontecer a nós.
 
As imagens mostram o presente deles. E, quiçá, antecipam o futuro nosso.
 
Oxalá que o pior não se concretize. Mas temos de estar preparados!
 
Estaremos precavidos?
publicado por Theosfera às 23:50

Whitney Houston morreu ontem. Kant morreu neste dia, mas há 208 anos.
 
O seu imperativo não perdeu validade: «Age de tal maneira que o teu comportamento possa ser norma para todos»!
publicado por Theosfera às 23:48

Uma vez mais aqui estamos, Senhor,

para ser envolvidos por Ti,

pela Tua presença amorosa,

pela Tua presença curadora,

sanante e salvadora.

 

Junto de Ti,

sentimo-nos curados de todas as nossas lepras,

sobretudo da lepra asfixiante do egoísmo e da falsidade.

 

Como há dois mil anos,

também nós, hoje, caímos de joelhos, a Teus pés,

e Te suplicamos: «Cura-nos, Senhor»!

 

Obrigado, Senhor, pela Tua bondade,

pelo Teu amor, pela Tua paz.

 

Tu és o melhor medicamento

e a única terapia.

 

Também hoje, estendes a Tua mão

e tocas-nos:

Tocas as nossas feridas,

tocas as nossas ansiedades,

tocas os nossos sonhos,

tocas o nosso coração,

tocas a nossa vida.

 

Que bom, Senhor,

é ser tocado por Ti,

abraçado por Ti.

 

Num mundo de tanto abandono e rejeição,

as crianças, os velhinhos,

os marginalizados e os oprimidos

sentem o Teu abraço.

 

Que nós não nos afastemos de ninguém.

Que nós não afastemos ninguém.

 

Que tenhamos para todos uma palavra de esperança

e gestos de ternura.

 

Que cada um de nós, lá fora,

seja o eco do Teu amor

e o prolongamento do Teu ser:

JESUS!

publicado por Theosfera às 11:02

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Que fazer quando tudo está feito? Que dizer quando tudo está dito?
 
As acções e as palavras soam a vazio e sabem a oco.
 
A morte é imperial, indesmentível. O que resta é a dor partilhada e a esperança oferecida.
 
A discrição de uma lágrima repartida tem um valor muito maior que uma torrente de palavras.
 
Importante é estar. É transportar a dor do outro e fazê-la lubrificar no nosso seio!
 
publicado por Theosfera às 15:54

O reparo de Angela Merkel deveria ter sido feito cá dentro e há muito tempo.
 
Os fundos europeus deveriam ter incidido sobre duas áreas fundamentais: a educação e as empresas.
 
A educação fornece conhecimentos. As empresas proporcionam trabalho.
 
A vista fica desvanecida com vias, túneis e auro-estradas. Circula-se melhor, mas para onde?
publicado por Theosfera às 15:53

Afinal, há um país que rejeita, liminarmente, o Acordo Ortográfico.
 
«Não queremos destruir essa preciosidade (a língua portuguesa) que herdámos inteira e sem mácula. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes de mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios».
 
Este escrito tinha tudo para ser produzido em Portugal. Mas foi escrito em Angola. No jornal oficioso.
 
Continuo a pensar que, não sendo a língua inamovível, o que se apresenta não é uma reforma; é uma desfiguração.
 
Ainda iremos a tempo de evitar a sua consumação?
publicado por Theosfera às 15:51

O deslumbramento é a pior cegueira. É o estado de quem não quer ver o que a realidade mostra.
 
Muitos acharam-se donos do presente e senhores do futuro. Acontece que esse é um (des)caminho deveras perigoso.
 
Recordo como os nossos maiores, que dispunham de pouco, reservavam sempre algum pecúlio.
 
Diziam que era para um «não sei». Partiam do princípio de que se as coisas corriam bem, podiam piorar.
 
Se corriam mal, podiam agravar-se. Acresce que o «não sei» oferece um capital de sabedoria assombroso. Pode não nos garantir a satisfação de tudo, mas, pelo menos, previne-nos do abismo!
 
 
Não me surpreende o estado da educação, prioridade sempre assumida mas, pelos vistos, problema permanentemente adiado.
 
O que me desconcerta é a empáfia intelectual de quem, pouco sabendo, faz gala do seu presumido saber, ofendendo tudo e todos.
 
Só na humildade se aprende!
publicado por Theosfera às 15:48

Olhando para o que se passa na Europa, ficamos com uma dúvida. Com uma dúvida nada circunstancial e muito existencial. Afinal, estamos numa comunidade ou num mercado?
publicado por Theosfera às 15:46

É sobretudo na forma como lidamos com o fim que se afere a qualidade dos nossos princípios.
 
E, a este respeito, os indicadores não são muito favoráveis. Não se vive bem. E parece que também não morre bem.
 
O Padre José Nuno acha, aliás, que «não se pode viver bem numa sociedade em que se morre mal». Ou se morre anónimo no hospital. Ou se morre incógnito em casa.
 
O problema não está tanto em viver sozinho. É preciso fazer a triagem destes dados.
 
Há quem queira viver sozinho. Em si mesmo, pode ser sinal de autonomia. Há idosos que se movimentam muito bem.
 
O mal é a rejeição, a indiferença e o abandono quando estão em necessidade, em provação.
 
Uma coisa é estar só. Outra coisa é nunca ser visitado, atendido, amado!
publicado por Theosfera às 15:43

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
Ao aproximar-se o dia 14 de Fevereiro, ouve-se falar com insistência de S. Valentim.
 
Quem, no entanto, for à Igreja nesse dia, não ouvirá falar desse nome. Aliás, tudo é nebuloso a respeito dele. Não é sequer totalmente seguro se existiu.
 
Na próxima terça-feira, ouvir-se-á falar de S. Cirilo e de S. Metódio, dois irmãos que evangelizaram o leste da Europa e que deram um grande incremento à cultura naquela zona.
 
João Paulo II declarou-os padroeiros da Europa.
 
Só que o comércio tem destas coisas e «puxa» mais por S. Valentim!
publicado por Theosfera às 23:18

Na parafernália de estudos que proliferam por este mundo, surgiu um que relaciona, assimptoticamente, as reuniões com a inteligência.
 
Ou seja, quanto mais reuniões, menos inteligência.
 
Não conheço em pormenor as bases científicas do estudo, mas, pensando bem, há pertinência.
 
O excesso de reuniões faz com que as pessoas se habituem a pensar pela cabeça de quem lidera.
 
O controlo mútuo é grande, o constrangimento faz-se sentir.
 
O tempo para a leitura é menor. Os dossiers tendem a substituir os livros. É tudo muito «standard»!
publicado por Theosfera às 23:17

«Effatá», diz Jesus. «Abre-te» é um apelo que constitui uma cura.
 
Só abrindo-nos aos outros realizaremos a nossa missão.
 
Ao contrário do que se possa pensar, vivemos muito fechados, mesmo (quiçá, sobretudo) na companhia dos outros.
 
Estar aberto é ser receptivo, acolhedor, serviçal, disponível!
publicado por Theosfera às 23:16

Muita gente, douta gente, comenta a conversa entre os ministros das finanças de Portugal e da Alemanha.
 
Acontece que se tratou de uma conversa privada.
 
Sim, os homens públicos também têm vida privada.
 
Deprime-me viver num tempo em que as mais elementares regras do civismo são degoladas no frenesim da competição.
 
O jornalista pediu autorização para gravar?
 
Se não houver competência, que não falte, ao menos, um pouco de decência!
publicado por Theosfera às 23:15

Fico arrepiado com a facilidade com que se emitem opiniões e se tomam decisões.
 
Há protagonistas que se ufanam de que não precisam de estudar nem de se preparar.
 
Deslumbrados consigo mesmos, afiançam que os melhores discursos são aqueles que não são preparados.
 
O improviso, pelos vistos, desvanece. E apontam os aplausos que recebem como o melhor certificado do êxito da sua estratégia.
 
A mediania, de facto, é contagiante. A mediocridade aplaude o que é medíocre.
 
Quando sairemos desta teia?
publicado por Theosfera às 23:13

Não é só a acção política que é pobre. O discurso político também é empobrecedor.
 
Consultam-se muitos dados, mas lê-se muito pouco.
 
Não sou nostálgico de uma erudição gongórica. Mas deprime-me o primarismo da linguagem.
 
Se calhar, estou a ser «piegas», plebeísmo elevado, nos últimos dias, a matriz suprema do debate público.
 
Ao que nós chegamos!
publicado por Theosfera às 23:11

A idade traz-nos muita coisa e a vida ensina-nos tudo.
 
Acontece que a aprendizagem só está concluída no final.
 
O problema é que as grandes decisões foram tomadas antes, quando o nosso conhecimento estava longe de ser maduro.
 
Há, desde logo, um conhecimento que dificilmente temos: o conhecimento das pessoas.
 
Fazemos avaliações com base naquilo que elas nos mostram e não com base naquilo que elas são.
 
A partir de certa altura, damos conta de que sabemos muito pouco.
 
Começamos a apre(e)nder o lado lunar, o mais negativo.
 
Mas tudo isso reforça o valor das excepções.
 
Com o passar do tempo vamos tendo mais admiração por menos gente!
publicado por Theosfera às 23:10

Não podemos confundir transparência com exibicionismo ou exposição constante.
 
Até Jesus, o Deus para nós, fez questão de ter uma vida privada. O texto que escutámos hoje na Missa de ontem assinalava que Jesus entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse.
 
A apetência pela vida privada das pessoas, que enxameia as conversas, não é um bom sinal.
 
Mas também é verdade que a preservação da privacidade deve comçear em casa, pelos próprios, por cada um de nós.
 
Preservar não é esconder. É, simplesmente, respeitar!
publicado por Theosfera às 23:00

Quinta-feira, 09 de Fevereiro de 2012
Vivemos, mas raramente nos encontramos e dificilmente nos conhecemos.
Como dizia Fernando Pessoa, «viver é ser outro». E aquele outro que a vida nos revela quase nunca assenta no nosso interior.
É uma surpresa que, frequentemente, nos confunde.
Viver é, no fundo, aprender a lidar com esse outro que habita em nós, mas que parece passar ignoto pela nossa vida!
publicado por Theosfera às 11:09

«As crianças têm de ter muita paciência com os adultos».
Assim escreveu (madura e magnficamente) Antoine de Saint-Exupéry.
publicado por Theosfera às 10:33

Angela Merkel não foi simpática. De resto, a simpatia não será o seu forte, a sua matriz idiossincrática.
 
Mas, por muito que nos custe, às vezes tem pertinência no que diz.
 
Salta à vista que nem sempre usamos bem o dinheiro.
 
Acresce que, numa sociedade livre, a opinião circula como as pessoas. Se o dinheiro alemão é bem-vindo, a opinião alemã terá de ser acolhida. Mesmo que não seja tão apreciada.
 
Aliás, não faltam por aqui comentários à política alemã e ninguém fala de ingerência.
 
Há momentos em que o melhor é meditar!
publicado por Theosfera às 10:27

Uma dieta pode ser sugerida a quem tem possibilidade de comer e deverá comer menos.
 
«Mutatis mutandis», é o que se passa com a economia dos povos.
 
A austeridade, segundo Paul Krugman, deve ser implementada quando existe prosperidade. John Keynes defendia o mesmo.
 
É que, como recorda Paul Samuelson, «combater uma recessão com mdeidas de austeridade resulta sempre numa espiral de crescimento negativa».
 
Bom seria que este segmento de discurso encontrasse eco na política.
 
O (des)caminho que seguimos não é solução. É prolongamento (e agravamento) da enfermidade!
publicado por Theosfera às 10:26

«Quando o coração pode falar, não há necessidade de preparar o discurso».
 
Lessing acertou. O coração tem uma eloquência que os lábios não veiculam e a razão (só por si) não alcança!
publicado por Theosfera às 10:25

Sejamos humildes.
 
Não é o mundo que tem uma dívida para com os cristãos. Os cristãos é que têm uma dívida para com o mundo: a dívida do amor, da verdade, da salvação.
 
Jesus enviou-nos para o mundo. Não regateemos um contributo, por modesto que seja, para que os que nele vivam sejam (um pouco mais) felizes.
publicado por Theosfera às 10:24

Há quem aprecie palavras duras, frases tonitruantes.
 
É claro que podem ter um efeito imediato: põem toda a gente a repeti-las. E pode ser que se discuta alguma ideia.
 
O problema é que raramente isso acontece.
 
Há palavras e frases que provocam poluição visual, ruído sonoro e tempestade verbal.
 
Tais palavras e frases chegam aos ouvidos e chegam a desencadear até uma descarga biliar.
 
Prefiro, no entanto, a palavra oferecida, o raciocínio sossegado, a construção gradual.
 
Há palavras e frases que não dão nas vistas, mas aterram no coração. É delas que se faz a memória dos povos!
publicado por Theosfera às 10:22

A vida é misteriosa e o ser humano (cada um de nós) paradoxal.
 
Parece que ficamos mais preocupados antes das coisas acontecerem do que quando elas acontecem.
 
Ficamos assustados antes de um exame que pode determinar uma doença incurável. Mas se esta se confirma, dá a a impressão de que uma estranha calma se apodera de nós.
 
Joseph Joubert verbalizou este estado de espírito: «Quando se receou de mais aquilo que pode acontecer, acaba-se por encontrar algum alívio quando isso acontece».
 
Se tem de vir a tempestade, que venha. Para quê anunciá-la a conta-gotas?
publicado por Theosfera às 10:21

Perante a realidade que nos cerca, uma afirmação tem de ser feita e uma pergunta tem de ser (forçosamente) formulada.
 
O país não estava bem. Mas será que, com estas medidas, está melhor? Está em vias de ficar melhor?
 
A Grécia é um caso exemplar. É importante que se questione o comportamento dos cidadãos. Mas é fundamental que não se deixe de questionar as atitudes dos governantes.
 
Pode ser que, de pergunta em pergunta, estacionemos nalguma resposta motivadora!
publicado por Theosfera às 10:19

Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012
Ao entrar, ontem, no cemitério da minha terra natal, não vi o sol, apesar do sol. Só senti vento e chuva. Chuva de pranto.
Qualquer coisa tumultuava cá dentro. Estava frio, um frio entremeado pelo calor arfante da saudade.
Nada disto se explica, tudo isto se sente.
Sei que meu querido Pai, falecido há 15 anos, mora em Deus.
Não era preciso, por isso, passar pelo cemitério. Mas a vida é feita de sinais. E o túmulo é mais um sinal de uma presença que não se apaga, de um amor que não se extingue.
Ali deixei um ramo de flores. Ali depositei uma prece.
Meu Pai está sempre comigo. Eu estou sempre com meu Pai.
Ir a um cemitério não é uma experiência fácil, mas é uma experiência necessária, purificadora.
Certifica-nos de como tudo é perecível, de como tudo acaba num ápice.
Só o bem perdura. Só Deus permanece.
Vale a pena fazer do tempo uma construção de eternidade para que a eternidade possa ser um feliz corolário do tempo.
Meu querido Pai costumava dizer, nos últimos tempos, que faltava pouco para ir para a Senhora da Guia.
O cemitério fica mesmo ao lado da capela.Há uma atmosfera de dor naquele lugar. De uma dor, porém, ungida pela fé e ornada pela esperança.
Nada disto se explica. Tudo isto se sente.
publicado por Theosfera às 00:23

Terça-feira, 07 de Fevereiro de 2012
Em momentos lúgubres, dominados pela nostalgia, nada como invocar um pensador tido como melancólico.
 
E, no entanto, Kierkegaard era habitado por doses torrenciais de sabedoria: «Ninguém entrou no mundo sem ser a chorar, ninguém nos pergunta quando queremos entrar, ninguém pergunta quando queremos sair».
 
Quando se sobe muito, a possibilidade de cair é maior e o estrondo corre o risco de ser demasiado ruidoso.
 
As expectativas mais altas dão lugar, muitas vezes, a decepções profundas, irreparáveis.
 
Há quem chegue ao estado de espírito de Kierkegaard, que dizia ter «apenas um amigo: o eco. Porque eu amo a minha mágoa e ele não ma tira».
 
Também assumia ter somente um confidente: «o silêncio da noite. Porquê? Porque cala».
 
Apesar do tom melancólico da paisagem da existência, creio ainda haver pessoas que cumprem, fielmente, a função do eco e do silêncio da noite!
 
Kierkegaard foi um pessimista militante, mas muito lúcido. Achava que a sua vida era uma «eterna noite» e «desprovida de sentido».
 
Considerava que tudo o que se consegue acba por decepcionar. A possibilidade não. Enquanto não se torna realidade. Terá de ser mesmo assim? Será a espera melhor que o encontro?
 
O absurdo persegue-nos e cola-se a nós como lapa. Kierkegaard debruçou-se sobre ele. «Os homens são mesmo absurdos.
 
Nunca usam as liberdades que têm e exigem aquelas que não têm: têm liberdade de pensamento, exigem liberdade de expressão».
 
Não é a dormir que se sonha. Ou que mais se sonha.
 
Kierkegaard achava que dormia metade do tempo e na outra metade sonhava. «Quando durmo, nunca sonho».
 
Só que a vida não é apenas sonho. É quase sempre a desrealização dos sonhos. E há-de procurar ser a tentativa da sua realização!
 
A vida é uma busca contínua e uma insatisfação constante. O ser humano nunca está bem onde está. Nem sequer quando diz que está.
 
Não está bem quando chora. E também não está bem quando ri.
 
Não está bem quando desconfia. E não parece estar bem quando confia.
 
Todos acham que o seu problema é o maior de todos. E que os outros é que estão bem. Os outros, porém, lamentam-se e gostariam de estar onde estão os que (igualmente) se lastimam.
 
A vida (decidamente) não é para explicar!
publicado por Theosfera às 22:42

A ficção nem sempre é irreal. Às vezes, é o que melhor espelha a realidade.
 
A nossa incoercível proclividade para o mando, para a vaidade e para a declinação de responsabilidades está bem ilustrada nesta história.
 
Numa competição de remo, uma equipa portuguesa perde com uma japonesa. Uma comissão parlamentar foi constituída para apurar as causas.
 
Descobriu que a equipa japonesa tinha dez remadores e um chefe ao passo que a portuguesa tinha dez chefes e um remador.
 
O veredicto foi contundente: a causa da derrota esteve no remador. Por isso, foi despedido!
publicado por Theosfera às 22:33

Não dá para esquecer apesar de as estradas do tempo acelerarem, cada vez mais, a velocidade da existência.

 

Mas aquela madrugada nunca se apaga. Nem aquele rosto que se ia apagando, sem nunca se extinguir.

 

Eram 05h37 de 7 de Fevereiro de 1997. A respiração começou a enfraquecer até que, àquela hora, parou. A 7 de Fevereiro de 1997 meu querido Pai foi chamado para junto do eterno Pai.

 

Foi há quinze anos. Parece que foi há instantes. 

 

Por tudo, muito obrigado, meu querido Pai. Sei que continuas em mim, comigo. Sempre.

publicado por Theosfera às 05:37

Muitas foram as vezes em que ouvi meu querido (e saudoso) Pai dizer: «Quem não aparece, esquece».

 

Mas, desde há uns tempos, confesso que o meu maior desejo tem sido mesmo esse: ser esquecido.

 

Só queria que lembrassem o Jesus que me fascina por completo e vejo resplandecer no coração de tanta gente boa, de tanta gente simples. De tanta gente que não esquece o Evangelho em forma de vida!

publicado por Theosfera às 05:36

Meu Pai,

de olhos embaciados,

voz soluçante

e mãos trémulas,

aqui venho,

aqui estou,

junto de ti.

 

Há quinze anos

(completam-se às cinco e meia da manhã deste dia 7),

olhava para teus olhos

e registava o teu último suspiro.

 

 

Parece que foi ontem,

parece que foi há instantes.

 

 

Não nego que me custou esse momento

e que ainda me dói essa imagem:

teu rosto cansado

exalava uma derradeira respiração.

 

 

Mas sabes muito bem

que tudo foi como quiseste,

tudo foi como pediste.

 

 

Estavas em casa,

e eu estava a teu lado.

 

 

Nunca te senti longe.

Mas, humano como sou,

sinto a tua falta,

o teu apoio,

os teus conselhos e recomendações,

a tua energia indomável.

 

 

Sei que estás bem,

em Deus.

 

Tenho feito o que me pediste.

Em nenhuma Eucarista te esqueço.

Lembro-te sempre ao Senhor.

Tu tens-me amparado sempre.

 

 

Eu recordo-te não como um morto,

mas como vivo e muito próximo.

 

 

Obrigado, meu Pai.

Tu partiste,

mas nunca me deixaste.

 

 

Eu sinto a tua presença,

treze anos depois.

 

 

Um dia nos encontraremos aí,

onde tu estás,

nessa pátria maravilhosa

de felicidade e paz.

 

 

Aí nos abraçaremos

e abraçados permaneceremos para sempre

em Deus!

publicado por Theosfera às 05:30

Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012
No «império do efémero» (expressão de Gilles Lipovetsky), um reinado de 60 anos é qualquer coisa de assombroso.
 
Mas nem sequer pertence a Isabel II, que começou a reinar a 6 de Fevereiro de 1952, o record.
 
Na Tailândia, o monarca já pontifica há 65 anos!
publicado por Theosfera às 10:58

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