O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
A mudança já não se faz só com alternativas. A mudança requer (reclama) um novo paradigma. Ele já foi intentado ao longo dos tempos.
 
Aristófanes, no século IV a.C, escreveu uma peça chamada «As eclesiazusas» ou «A assembleia das mulheres».
 
A trama resume-se ao seguinte. Atenas seria governada não por homens, mas por mulheres. A nova economia teria na base não a propriedade privada, mas a propriedade comunitária.
 
O comunalismo, inspirado na «República» de Platão, seria a matriz da vida cívica.
 
O objectivo da peça era satirizar. Mas não seria bom sobretudo meditar?
publicado por Theosfera às 11:04

Um dos problemas maiores na oração é falar-se em excesso.
 
Jesus, no Sermão da Montanha, diz-nos que, quando rezarmos, não digamos muitas palavras. A loquacidade não é convincente.
 
A oração é, antes de mais e acima de tudo, um mistério de presença.
 
É sentir Deus em nós. É sentirmo-nos a nós em Deus.
 
É bom que haja propostas. Mas era também importante que deixássemos as pessoas livres para orar do modo que entenderem mais conveniente.
 
Não insistamos muito nas palavras. Procuremos, sobretudo, criar um ambiente. De serenidade. De abertura. De vibração. De paz!
publicado por Theosfera às 11:02

Se alguém vier ao nosso bolso e nos subtrair uma quantidade de dinheiro poderá ser condenado. Mas se esse alguém for o Estado, quem poderá ser condenado somos nós se não abrirmos os bolsos.
 
É claro que este raciocínio é simplista.
 
Há o dever indeclinável de cada um contribuir para o bem de todos. Mas a partir de um certo limite, o contributo pode assumir a forma de violência.
 
E se a violência do cidadão é condenada, porque é que a violência do Estado há-de ser promovida?
 
Será que, como notava Max Weber, o Estado tem o monopólio legal da violência?
 
Às vezes, parece!
publicado por Theosfera às 11:00

Na fé procuramos sobretudo respostas. Mas essa mesma fé, ao responder, devolve-nos as perguntas que lhe fazemos chegar.
 
Ainda criança, Tomás de Aquino perguntava: «O que é Deus?» Muitas foram as tentativas de resposta que articulou. Mas, quase no fim da vida, confessava que, acerca de Deus, é muito mais o que não sabemos do que aquilo que sabemos.
 
Deus é o título de um esforço de resposta que permanece como uma grande pergunta. Já dizia Pessoa: «Deus é nós existirmos e isso não ser tudo»!
publicado por Theosfera às 10:59

Diz-se, e com razão, que, se não fosse a acção de muitos membros da Igreja, a vida dos pobres seria pior.
 
Os cristãos têm feito muito. Mas estarão a fazer tudo o que podiam? Estarão a fazer tudo o que deviam?
 
Alfredo Bruto da Costa e Isabel Allegro de Magalhães reconhecem que os cristãos mostram muito cuidado e muita solicitude. Mas mostram pouca subversão.
 
Dão muito mas questionam pouco. Acontece que só o cuidado não chega. Mitiga a dor, mas mantém o problema.
 
Jesus mandou-nos ser fermento de um mundo novo. Não é para deixar tudo na mesma que Ele nos quer no mundo!
publicado por Theosfera às 10:57

Um homem de bem comete um grande erro: pensa que as pessoas são aquilo que parecem.
 
É muito tarde que a experiência lhe mostra que, regra geral, as pessoas não parecem aquilo que são.
 
É por isso que raramente o êxito visita um espírito sério.
 
Uma pessoa séria não tem uma vida exitosa. Mas tem uma existência limpa. Não será (muito) melhor?
publicado por Theosfera às 10:55

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