O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012

 1. O mundo está doente. Padece de uma doença grande, de uma doença única: o egoísmo. Do que sofremos é de «egopatia», a doença do eu, do exacerbamento do eu.

 

Há egoísmo no mundo. Há muitos egoísmos em cada povo. São egoísmos que se multiplicam como tumores. São egoísmos que se atropelam, que se agridem. E, quando afectam a visão, impedem-nos de perceber que só dando as mãos nos salvaremos.

 

Além do egoísmo dos interesses, que já litigam bastante entre si, há o egoísmo das presumidas soluções que se enquistam como se de verdades infalíveis se tratasse.

 

Os que presumem que tudo sabem insistem sempre no mesmo. Afinal, quem é mais sábio? Quem mais lê ou quem melhor vê?

 

 

2. O Brasil tornou-se uma potência (mais do que) emergente sob a liderança de alguém que só tem estudos básicos. A Itália e a Grécia vão definhando sob a condução de especialistas renomados.

 

A explicação é simples, embora não muito estimulante. É que os especialistas facilmente se julgam proprietários de conhecimentos e donos de soluções. Para eles, está tudo definido à partida: é só aplicar.

 

Os outros estão sempre à procura, olham mais para a realidade. Às vezes, é mais importante conhecer os problemas do que as proclamadas soluções. Estas estão mais na vida do que nos compêndios!

 

 

3. Por formação, os técnicos e especialistas tendem a pensar mais naquilo que os manuais dizem do que naquilo que a realidade mostra. Os compêndios são um instrumento; não podem ser um entrave.

 

No momento que passa, o poder está cada vez mais nas mãos do dinheiro. O Presidente do Parlamento Europeu não podia ser mais claro: «A Grécia tem de viver com o facto de que aqueles que lhe dão muito dinheiro devem estar cada vez mais incluídos nas decisões».

 

Isto significa que quem tem dificuldades não pode tomar decisões. Não tem autonomia. Não tem soberania.

 

Não pode participar nas decisões comuns e nem sequer pode decidir a sua própria vida. Pouco falta para que a independência dos povos seja considerada ilegal.

 

 

4. Perante este cenário, não sei que será pior: se a violência se a resignação. Sei, tenho obrigação de o saber, que nenhuma das duas traz qualquer bem.

 

A violência degrada, destrói. Mas a resignação perante ela contribui para que a violência continue a degradar e a destruir.

 

A resignação diante da injustiça não ajuda a eliminá-la. Pelo contrário, leva a prolongá-la.

 

É preocupante esta tendência para nos demitirmos da intervenção cívica.

 

Estamos tristes e desencantados por dentro, mas aparecemos demasiado amestrados por fora.

 

O futuro é um lugar muito belo, mas também um destino muito distante.

 

Estamos sempre a sonhá-lo e isso é bom. Mas estamos também sempre a adiá-lo e isso é preocupante.

 

O melhor contributo para o futuro é dar tudo no presente. Porque o presente é o melhor «parteiro» do futuro!

publicado por Theosfera às 10:26

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