O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Desmond Tutu é o protótipo da pessoa íntegra, que não cede aos supostos encantos da neutralidade.
 
Prefere sujar as mãos para manter limpo o coração: «Quando nos mantemos neutrais numa situação de injustiça, escolhemos o lado do opressor. Se um elefante tem a pata sobre a cauda de um rato, o rato não vai apreciar a nossa neutralidade»!
publicado por Theosfera às 11:06

Aquele que nunca cedeu à violência acabou vítima da violência.
 
Mahatma Gandhi foi assassinado, neste dia, há 64 anos.
 
Acontece que toda a gente recorda e venera quem morreu.
 
Alguém sabe o nome de quem matou? Há vidas que nem a crueldade da morte apaga!
publicado por Theosfera às 11:05

O princípio é fácil de enunciar mas muito difícil de aceitar: o dinheiro manda, o dinheiro comanda.
 
O Presidente do Parlamento Europeu não podia ser mais claro: «A Grécia tem de viver com o facto de que aqueles que lhe dão muito dinheiro devem estar cada vez mais incluídos nas decisões».
 
É estranho que este poder só seja reconhecido aos detentores do dinheiro.
 
Não deveria ser atribuído aos defensores dos direitos das pessoas mais desfavorecidas?
publicado por Theosfera às 11:04

O Cón. José Cardoso, falecido neste dia há 28 anos, foi um apóstolo inigualável da catequese.
 
Algumas paredes ainda perduram como testemunhas da sua dedicação.
 
Alguns dos pregões que nelas verteu ainda se mantêm: «Cristo é teu Amigo», «Cristo conta contigo».
 
Publicou muitos e bons livros. Até uma História de Lamego contada às crianças e que era bom fosse recolocada em público.
 
São homens e sacerdotes de uma estirpe que fez escola e faz falta. Que saudades, senhor Cónego, de pessoas assim!
publicado por Theosfera às 11:02

É reconfortante ouvir o essencial sem glosas e sentir que se aterra no fundamental sem delongas.
 
É bom notar que alguém se mostra disposto a trazer «notícias de Deus», o presente que alguns sentem como ausência e o ausente que muitos experimentam como presença.
 
Eis o programa do novo Bispo de Lamego: «Quero muito ver o vosso rosto. Já sabeis que trago notícias de Deus. E que conto muito com cada um de vós, para levar a todos os lugares e a todas as pessoas desta bela Diocese este vendaval de graça e de bondade que um dia Jesus desencadeou».
 
É isto. Só isto.
 
E nisto está tudo!
publicado por Theosfera às 00:49

Pertinente a alusão de Bento Domingues à militância de Anselmo Borges na porfia por um cristianismo exigente, interpelante.
 
«A fé cristã não é um calmante, mas o excitante da inteligência e dos afectos».
publicado por Theosfera às 00:48

A autoridade de Jesus, assinalada este Domingo, não era imposta.
 
Era reconhecida. Advinha da coerência.
 
Dizia o que fazia e fazia o que dizia.
 
É isto que provoca assombro. É isto que faz a diferença. É isto o grande (enorme) milagre!
publicado por Theosfera às 00:46

Está visto que o futebol não é só um desporto. Tornou-se um negócio. Há quem queira fazer dele uma ciência. Mas eis que ele prefere alojar-se, quase sempre, no mistério.
 
Como é possível que a melhor equipa do mundo não seja a primeira equipa de Espanha?
 
Quando joga com o Real Madrid, o Barcelona mostra ser muito superior. Quando joga com clubes mais pequenos, a máquina titubeia e já vai sete pontos atrás.
 
E é assim que o Real vai à frente sem conseguir ganhar ao Barcelona. É como se as estrelas madridistas entrassem em «eclipse» diante da magia catalã.
 
Mourinho está a um passo de fazer história: ficar à frente sem ser o melhor!
publicado por Theosfera às 00:45

É muito estranho (para não dizer paradoxal) passarmos a maior parte do tempo a sentir que não temos tempo.
 
É sinal de que a nossa preocupação está centrada no que pode nunca acontecer.
 
Será que já incorporamos que o momento mais importante é este?
publicado por Theosfera às 00:44

Haverá muito mais que ruído em muitas das palavras gritadas por estes dias?
 
Há.
 
Há muito sofrimento, quase a rasar as imediações da desesperança.
 
Há também muita encenação.
 
Só o silêncio aspira a palavra que importa. Porque só no silêncio que acolhe o que nos é mostrado.
 
Mas o silêncio não pode ser eterno.
 
Ele tem de dar lugar à palavra da denúncia, à palavra da esperança!
publicado por Theosfera às 00:42

Tenho de confessar que, com o passar dos anos, tenho mais perguntas para as respostas do que respostas para as perguntas.
publicado por Theosfera às 00:42

É muito estranho quando aquilo que sai dos lábios não coincide com aquilo que é captado pelos olhos.
 
A palavra é essencial, mas há palavras que, atropeladas à velocidade de tropel, criam um sobressalto no espírito.
 
De repente, parece que nem sabemos onde estamos.
 
É por isso que, para conhecer algo ou alguém, é conveniente não ler só o texto de papel.
 
O texto em forma de vida tem outra eloquência!
publicado por Theosfera às 00:41

É de um profeta que se fala neste Domingo. E o profeta tem tudo menos um discurso viscoso, colado ao poder e tributário das influências.
 
Profeta é mais que mestre. Diria que profeta é o maior mestre, o verdadeiro sábio.
 
Profeta não é só (nem principalmente) o que explica a realidade ou o que justifica a realidade. Profeta é o que se empenha em transformá-la.
 
É por isso que há tão pouca profecia.
 
Ser profeta não é fácil. Não é algo que se compre por dinheiro.
 
Ser profeta é algo que, habitualmente, costuma pagar-se com a vida. Só com a vida!
publicado por Theosfera às 00:39

Como acontece com os organismos vivos, também as palavras adormecem, também as palavras adoecem.
 
Deixamos de prestar atenção à sua significação genuína e passamos a tomá-las por aquilo que a realidade nos mostra.
 
A repetição facilmente gera a banalização. Em determinados momentos, precisamos de curar certas palavras. E tal sucede não tanto pela via semântica, mas pela vida do testemunho.
 
Para sabermos o significado de Deus, de Igreja, de padre, de bispo, de Missa, não basta ir ao dicionário. É necessário ir à vida. E a vida, às vezes, desconcerta-nos.
 
Mostra-nos o contrário dos dicionários. O caminho é, pois, rever os passos da vida!
publicado por Theosfera às 00:38

Sejamos justos. Não se aplicará só à política o que sobre os homens da política terá dito Henry Thoreau.
 
Para ele, «os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno».
 
Infelizmente, trata-se de uma aprendizagem demasiado rápida!
publicado por Theosfera às 00:37

Um texto vale não só pelas respostas que dá, mas também que perguntas que faz.
 
No caso de Pacheco Pereira, vai-se ainda mais longe. Além das questões que formula, há algumas que enuncia para tratamento próximo.
 
Destaco duas: «or que razão os blogues estão a ter cada vez menos importância? E por que razão a comunicação social dá importância a coisas que não têm importância nenhuma?»
 
A resposta pertencerá à razão ou ficará adormecida no mistério?
publicado por Theosfera às 00:36

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