O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
1. Todo o começo é uma explosão. Di-lo a ciência. E parece atestá-lo a experiência.
O universo terá começado com uma explosão há muitos milhões de anos. E cada ano também costuma começar com uma explosão de euforia, de alegria e de esperança.
 
2. O problema é que a tal explosão costuma suceder uma calmaria que sabe mais a decepção do que a serenidade.
E, não raramente, de tal calmaria surgem novas explosões. Estas, porém, exalam outro sabor. Tais explosões já não são de esperança, mas de desnorte e até de violência.
É então que nos dissipamos, nos digladiamos e perdemos. A meio do caminho, fica a sensação de que já não encontramos o rumo.
 
3. Uns parecem demasiado apressados. Outros mostram-se excessivamente tolhidos.
O medo faz encolher. Dificulta o discernimento e perturba, fortemente, a decisão.
O medo surge não só pela timidez, mas também pelo receio da ambição não satisfeita.
 
4. Passamos o tempo a controlar-nos uns aos outros e gastamos a vida a passar por cima uns dos outros.
Entre o futuro ausente e o passado já distante, sentimo-nos longe do fulgor das origens.
 
5. Às vezes, o Cristianismo passa por fases destas. Parecemos todos gestores de uma decadência que muitos tentam ocultar, mas que poucos conseguem esconder.
Falta a vibração dos começos, a alma dos inícios. Afinal, o Cristianismo também começa com uma explosão. Com uma explosão de amor. E com uma formidável explosão de esperança.
E não se diga que os tempos eram fáceis. O sangue vertido aí está para certificar quão difíceis foram aqueles tempos!
 
6. José María Castillo, sem entrar pela via do protesto, faz uma advertência. É preciso ver se, em Igreja, não corremos o risco de fazer o oposto de Jesus.
Os discípulos de Jesus não devem portar-se como órgãos de poder nem como aliados dos poderes.
O que Jesus quer é que eles se «portem como as crianças». Não cabe à Igreja «emendar o projecto de Deus». Cabe-lhe, sim, pô-lo em prática. Na humildade e na modéstia!
 
7. O caminho da Igreja não pode ser o de lançar culpas para cima das pessoas.
O caminho da Igreja só pode ser aliviar as pessoas do sofrimento que pesa sobre elas. «Só humanizando-nos, lembra Castillo, sendo cada vez mais profundamente humanos, podemos corrigir este mundo, dar esperança às pessoas, estar perto de quem sofre».
Deus não é encontrado fora do mundo. Estando nós no mundo, é na profundidade do mundo que O encontraremos!
 
8. Jesus não eliminou, mas superou a imagem de Deus no Antigo Testamento. Muitas vezes, a Igreja limita-se a integrar essa mesma imagem. Parece que nem sempre faz a triagem operada por Jesus.
Dá a impressão de que tanto adoramos o Deus amor como o Deus castigador. Castillo entende que «não se pode estar de acordo com coisas tão contraditórias».
 
9. Se Jesus é o critério, então a Sua imagem de Deus é que há-de prevalecer. Jesus mostra-nos Deus como o Pai que acolhe e vai ao encontro sobretudo dos pecadores e dos pobres. O mínimo que se pode esperar de uma religião, diz Castillo, «é que torne claro em que Deus crê».
 
10. José María Castillo pede uma Igreja que não se envolva em «interesses ou pactos políticos». É uma Igreja que apostará tudo na «sua exemplaridade evangélica». O que pretende «é recuperar as origens, a inspiração profética e carismática de Jesus».
Às vezes, parece difícil. Daí a pergunta: «Não tenho o direito de pedir que voltemos ao Evangelho?»
publicado por Theosfera às 12:20

Uma palavra é pouco para descrever 365 dias de vivências tão intensas.
Para descrever 2011, a palavra escolhida foi (obviamente!) «austeridade».
Mas em segundo lugar (valha-nos isso) ficou «esperança». À frente de «troika». Que é aquela que nos vai oferecendo austeridade e tirando esperança.
Ou não?
publicado por Theosfera às 11:08

É sobretudo pelo segredo que se afere a lealdade de uma pessoa.
Já no século XVIII, o panorama não era alentador. Benjamim Franklin, apesar do notório exagero, escreveu: «Três conseguem manter um segredo quando dois deles estão mortos»!
Na sua sageza mais rudimentar, o povo afiança que «segredo de três, segredo de todos».
É preciso ter muito cuidado quando falamos de nós a alguém.
Mas também é (só) dessa maneira que conhecemos as pessoas.
Graças a Deus, ainda há excepções. Continua a haver pessoas em quem podemos confiar. O deserto tem alguns oásis!
publicado por Theosfera às 11:07

Na mesma página duas cisões.
Em cima fala-se da possibilidade de cisão num país.
Em baixo alude-se à tentativa de cisão numa pessoa. A
 Escócia pretende declarar-se independente do Reino Unido. Nada de anormal.
Mas um investigador militar que interrompe uma conferência de imprensa para tentar pôr fim à (sua) vida tem muito de anormal. E interpelante.
A alma humana é um vulcão que pode entrar em ebulição quando menos se espera!
publicado por Theosfera às 11:06

Seria bom que esta discussão em torno do secretismo não fosse polarizada apenas na Maçonaria.

 

O secretismo tem muitos outros tentáculos. Actua, de forma larvar, em muitos domínios.

 

Há muitos «submarinos» que nunca dão à tona. Preferem o jogo das sombras.

 

A transparência tem custos. Mas infunde uma paz muito grande.

 

Nada como ser limpo e liso. A melhor «almofada» é a autenticidade.

publicado por Theosfera às 11:05

A Alemanha, por um lado, e a China, por outro, não estão a ajudar-nos. Estão a prevenir-se.
É que se muitas economias colapsaram, não são apenas muitos cidadãos que contraem dificuldades. São também muitos produtos que deixam de ser vendidos. E sem compra não há progresso que resista.
O que perturba é que, imolada no altar do pragmatismo, a (magna) questão dos Direitos Humanos seja completamente olvidada!
publicado por Theosfera às 11:04

Há pessoas que se unem para destruir e se dividem para construir.
O negativo parece mais mobilizador que o positivo. O ódio aparenta agregar com mais facilidade que o amor.
A natureza humana é um enigma (muitas vezes) indecifrável.
Mas, atenção, há muitas e belas excepções!
publicado por Theosfera às 11:03

A vida, cada vida, é um «mix» de direitos e deveres.
A cada um assiste o direito de dizer e fazer o que entende. A cada um incumbe o dever de assumir o que diz e o que faz.
A perplexidade em torno das sociedades secretas não está no carácter privado do que aí se possa passar.
O problema pode estar na contradição entre a vida privada e a vida pública. E isso não se circunscreve apenas às sociedades (ditas) secretas. Que, no fundo, acabam por não ser tão secretas como se pensa.
Há tanta coisa decidida no secretismo fora das sociedades secretas. Ainda temos muito que progredir na transparência. Na coerência. Na verdade!
publicado por Theosfera às 11:02

A fé é um bem, mas nem todos estão de boa fé.
O povo tem a percepção de quem está de má fé. Estar de má fé constitui um perigo para a convivência. Sabe a simulação e, portanto, a mentira.
Só de boa fé mudaremos o mundo!
publicado por Theosfera às 11:01

Há uma tentação forte de meter tudo em regras, de regular até o mais íntimo.
S. Basílio, num texto célebre, previne-nos ante essa propensão. O amor para com Deus tem de brotar da alma, de emergir do fundo. Tem de haver vibração.
A vida religiosa, por vezes, parece mais fria que o frio do Inverno!
publicado por Theosfera às 10:59

Alegro-me com quem faz exibições ridentes de felicidade.
Fico feliz com a felicidade dos outros. Feliz mas também espantado. Porque, à partida, achamos que a felicidade consiste em satisfazer os nossos desejos, as nossas aspirações.
Estará a felicidade aí? Somente aí? Sobretudo aí?
Para Jesus, a felicidade não está em satisfazer nem em possuir.
A felicidade está sobretudo em dar, em dar-se. É mais feliz quem mais dá. É por isso que, como asseguram os livros sapienciais, só sabemos se somos felizes no fim.
É pela morte que se conhece o homem!
publicado por Theosfera às 10:57

«Aquele que perde dinheiro, perde muito; aquele que perde um amigo, perde muito mais. Mas aquele que perde a fé, perde tudo!»
Eleanor Roosevelt.
publicado por Theosfera às 10:55

Prever foi sempre difícil. Mas, nos últimos tempos, tem-se tornado um exercício cada vez mais arriscado.
O mundo muda não apenas ao ritmo de séculos ou de décadas, mas à velocidade de anos e de meses.
Desde há uns tempos, um orçamento de estado (outrora um documento válido para 12 meses) tornou-se um mero indicador.
A qualquer momento, poderá ter de ser alterado.
A esta altura, por exemplo, alguém poderá garantir como estarão as receitas e o desemprego daqui a seis meses?
Alguém poderá assegurar que não vai haver aumento de impostos?
E por quanto tempo iremos estar no euro? A incerteza possui-nos.
publicado por Theosfera às 10:53

Se, como dizem os peritos, a realidade está na comunicação, então temos de concluir que Sarkozy e Merkel pouco mais fazem do que viajar entre Paris e Berlim.

 

Ora, retirando alguma carga hiperbólica, há que questionar este tipo de actuação.

 

Decidir pressupõe, antes de mais e acima de tudo, reflectir, ponderar.

 

Há que fazer todo um trabalho solitário. O nosso futuro carece de algo muito mais que meros «shows»!

publicado por Theosfera às 10:52

É dentro que temos de procurar as razões para recomeçar.
O melhor está numa interioridade habitada!
publicado por Theosfera às 10:51

Pode o campeão da Europa e do mundo não ser campeão no seu país?
Pelos vistos, pode.
Às vezes, as máquinas também emperram.
E os melhores nem sempre são os primeiros.
O Real Madrid pode ser campeão espanhol sem ganhar ao Barcelona!
publicado por Theosfera às 10:50

Quem olha para o estádio, durante uma partida de futebol, fica sem perceber a razão pela qual o Sporting está tão longe do Benfica e do Porto na classificação.
A diferença estriba num factor: eficácia.
O Porto e o Benfica têm quem finalize. O Sporting só parece ter quem produz. Ora, sem eficácia, não há sucesso, por muito esforço que se acumule.
O desporto acaba por ser uma metáfora (por vezes, arrepiante) da vida!
publicado por Theosfera às 10:49

«A única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades. O homem que morre lutando é um vencedor».
Tiago Alberione
publicado por Theosfera às 10:48

A inveja não traz benefícios a ninguém.
Não faz vencedores, mas pode fazer vítimas.
A inveja é um «passaporte» muito rápido para o ódio! Nunca a inveja alegra.
publicado por Theosfera às 10:47

A fé não é um analgésico que nos imunize do contacto com a realidade e a sua crueza.
A fé é portadora de paz, mas de uma paz que provém de estar desperto.
Lourdes Pintasilgo captou o essencial: «A fé é a paz da permanente inquietação».
publicado por Theosfera às 10:45

«A longo prazo, todos estaremos mortos».
Este dito de John Keynes lembra duas coisas essenciais.
Por um lado, devemos capacitar-nos da nossa contingência.
Por outro lado, devemos envolver-nos na prática do bem. Porque, depois de nós, o que fica é o eco do que fazemos. E só o bem deporá a nosso favor.
publicado por Theosfera às 10:40

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